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25 de novembro de 2011

Idade mínima

Do Estadão:

O Ministério da Educação (MEC) vai recorrer da decisão da Justiça Federal que suspendeu uma resolução que impedia a matrícula de crianças menores de 6 anos no ensino fundamental. Pela regra, estabelecida em 2010 pelo Conselho Nacional de Educação (CNE), órgão vinculado à pasta, o aluno precisa ter 6 anos completos até 31 de março do ano letivo para ser matriculado no 1.º ano do ensino fundamental – caso contrário deverá permanecer na educação infantil. Segundo o CNE, o objetivo da medida é organizar o ingresso dos alunos no ensino fundamental, já que até então cada rede de ensino fixava uma regra diferente. “Nós queremos preservar a normalidade dos sistemas de ensino para que eles possam começar o ano letivo de letivo de 2012 organizadamente”, defendeu a secretária de Educação Básica do MEC, Maria do Pilar Lacerda. As resoluções do CNE não têm força de lei, mas servem de orientação geral para os sistemas públicos e privados de ensino.

De acordo com Pilar, 80% das redes públicas de ensino já respeitam o prazo de 31 de março. A pressão para que crianças menores de 6 anos sejam matrículas no 1.º ano do ensino fundamental vem dos estabelecimentos privados. O MEC e o CNE argumentam que a criança pode ser prejudicada se ingressar precocemente no ensino fundamental. A consultoria do MEC deverá se reunir com membros do CNE no início da próxima semana para elaborar o recurso. “A gente tem que tomar muito cuidado para que essa matrícula não vire uma disputa de mercado. E, mais do que isso, que ela impeça a criança de viver plenamente a infância porque irá submetê-la às exigências do ensino fundamental como o rendimento”, disse Pilar. A professora da Faculdade de Educação da Universidade de Brasília (UnB) Stella Bortoni diz que a ansiedade das famílias é a principal motivação para que a regra fosse contestada judicialmente... Leia mais

21 de maio de 2011

Prova Brasil 2011

Da Nova Escola:

Prova Brasil

No segundo semestre deste ano, será realizada a quarta edição da Prova Brasil. E para que você conheça melhor a avaliação e saiba o que será pedido a seus alunos, preparamos este especial. Confira abaixo as habilidades cobradas em cada disciplina e 96 exemplos de questões semelhantes às da prova, analisadas por especialistas. Aproveite, também, para entender melhor como a avaliação é organizada. Boa leitura!


28 de janeiro de 2011

Como fazer ciência sem gente?

Em 2002, o Brasil publicou cerca de 12 mil artigos em revistas científicas da Web of Science, rede internacional de periódicos. Em 2008, foram mais de 26 mil. Tal aumento deveria corresponder a um aumento no número de pessoas que ingressam na pós-graduação. De fato, houve um crescimento significativo nos últimos anos, mas ainda insuficiente para a crescente demanda do País. "Como fazer ciência sem gente?", questionava Miguel Nicolelis, em entrevista ao Estado há duas semanas. "Os americanos não contam com pessoas mais capazes lá. O que eles têm de diferente é um número maior de pesquisadores..."

O presidente da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), Jorge Almeida Guimarães, concorda: "É preciso ter muita gente jogando futebol na várzea para que surjam alguns pelés." E reconhece que o gargalo da pós-graduação está nos níveis anteriores, especialmente nos ensinos fundamental e médio. "Muitas pessoas não chegam ao ensino superior e, quando chegam, não tem o conhecimento necessário para realizar os estudos", afirma Guimarães.  

O Plano Nacional de Pós-Graduação 2005-2010 previa atingir, no ano passado, o patamar de formar 2,9 mil doutores por ano em engenharia e computação, áreas consideradas cruciais para o desenvolvimento tecnológico do País. Foi a única meta não atingida no plano, segundo Guimarães. "Ficamos um pouco acima da metade do previsto."... Leia mais no Estadão

1 de julho de 2010

O ensino médio e a inclusão sem traumas no mercado de trabalho

Desemprego é maior para quem não conclui ensino médio do que fundamental


"Quem tem segundo grau incompleto ocupa um vácuo entre a mão de obra qualificada e a desqualificada, que não é absorvida pelo mercado brasileiro. Por isso, hoje o desemprego é maior entre aqueles que não concluíram ensino médio do que entre os que não terminaram o ensino fundamental. O diagnóstico foi apresentado no lançamento do estudo “A Crise de Audiência no Ensino Médio”, do Movimento Todos pela Educação e do Instituto Unibanco, nesta quarta-feira (16/6).
No ano de 2008, 14% das pessoas com o segundo grau incompleto, com 15 anos ou mais, estavam desempregadas, contra 5,4% das que tinham primeiro grau incompleto, segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio (PNAD).
“O que acontece é que quem tem segundo grau incompleto ocupa um vácuo entre a mão de obra qualificada e a desqualificada, que não é absorvida pelo mercado brasileiro. Quem não completou o ensino médio fica nesse vácuo”, explica a tutora do Portal Educação, Emileide Lucineia da Costa.
O maior índice de desemprego, em 2005, estava entre quem tinha nove anos de estudo, chegando a 14%. Para quem tinha quatro anos de estudo a taxa de desemprego ficava em cerca de 6%. A explicação para Carlos Artexes, diretor de Concepções e Orientações Curriculares para Educação Básica, do Ministério da Educação (MEC), é que há uma heterogeneidade no mercado de trabalho que absorve profissões não qualificadas em um número relativamente grande.
“Existem trabalhos que muita gente sem escolaridade absorve, por exemplo, a construção civil, cuja demanda cresceu e que dá emprego a quem não concluiu o ensino fundamental”, concluiu Artexes."
Fonte: Portal Educação


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