Ano Novo é também oportunidade de aprender, trabalhar e
servir. O tempo como paternal amigo, como que se reencarna no corpo do
calendário, descerrando-nos horizontes mais claros para necessária
ascensão.
Lembra-te de que o ano em retorno, é novo dia a
convocar-te para a execução de velhas promessas que ainda não tivestes a
coragem de cumprir.
Se tens inimigos faze das horas renascer-te o caminho da reconciliação.
Se foste ofendido, perdoa, a fim de que o amor te clareie a estrada para frente.
Se descansaste em demasia, volve ao arado de tuas obrigações e planta o bem com destemor para a colheita do porvir.
Se a tristeza te requisita esquece-a e procura a alegria serena da consciência tranquila no dever bem cumprido.
Ano Novo! Novo Dia!
Sorri para os que te feriram e busca harmonia com aqueles que te não entenderam até agora.
Recorda que há mais ignorância que maldade em torno de teu destino.
Não maldigas nem condenes.
Auxilia a acender alguma luz para quem passa ao teu lado, na inquietude da escuridão.
Não te desanimes nem te desconsoles.
Cultiva o bom ânimo com os que te visitam dominados pelo frio do desencanto ou da indiferença.
Não te esqueças de que Jesus jamais se desespera conosco
e, como que oculto ao nosso lado, paciente e bondoso, repete-nos de
hora a hora: - Ama e auxilia sempre. Ajuda aos outros amparando a ti
mesmo, porque se o dia volta amanhã, eu estou contigo, esperando pela
doce alegria da porta aberta de teu coração.
Salários baixos provocam fuga de professores da carreira
Rita de Cássia Hipólito desistiu da carreira de projetista para fazer
um mestrado e, por acaso, se tornar uma professora. Ensinar era a
atividade mais compatível com a jornada de estudos. Apaixonou-se pela
profissão e há sete anos trabalha na rede municipal de São Paulo dando
aulas de história. A carreira, já tão desvalorizada, está prestes a
perder mais uma profissional.
A paulistana de 37 anos, assim como tantos outros
colegas, não vê valorização em seu esforço de se capacitar e dar boas
aulas. Os alunos – e o carinho que demonstram por ela – são a única
razão que a mantém na ativa até agora. Mas o salário, de aproximadamente
R$ 2,8 mil por 40 horas de trabalho semanais, a obriga a reavaliar a
profissão neste momento. “Eu não tenho reconhecimento de ninguém.
Continuo pelo meu aluno, não por mim”, admite.
Meses atrás, Rita adoeceu. O terapeuta recomendava abandonar a
profissão. “Eu chorava, porque não conseguia me imaginar longe da
escola. Mas, aí, me vejo sendo tão maltratada como profissional, penso
em largar”, admite. A professora, que fez bacharelado e licenciatura em
Ciências Sociais e mestrado em sociologia na Universidade de São Paulo,
diz que sempre teve dois empregos para conseguir se manter. “Mas quando
vi meu primeiro holerite me assustei. Eu ganhava mais dando aula
particular”, conta.
A história de Rita, infelizmente, não é isolada. No Dia
do Professor, comemorado nesta segunda-feira, muitos profissionais em
todo o País lamentam – em vez de celebrar – a escolha de carreira que fizeram
. O iG
ouviu alguns professores de formação que, mesmo apaixonados pelo
trabalho que desenvolviam, desistiram de tentar sobreviver com o salário
da função, baixo diante de outras profissões, e mudaram de atividade.
Manoel, Rosângela e Joelma sentem saudades da sala de
aula e dizem que, se as condições de trabalho fossem melhores e a
remuneração mais alta, teriam continuado na profissão. É fácil
compreender as razões deles. Para ser um professor, por lei, é preciso
ser formado em Pedagogia ou em alguma licenciatura, cujo curso dura pelo
menos três anos. Há muitos outros cargos que, com a mesma titulação,
oferecem salários mais atraentes.
Manoel é servidor público no Senado Federal. Lá, um
analista (cargo que exige apenas a graduação) inicia a carreira ganhando
R$ 18 mil. Mais de 10 vezes o piso salarial do professor
, que hoje é de R$ 1,4 mil e não é pago por muitos redes estaduais e
municipais. No Judiciário, onde trabalham Rosângela e Joelma, um técnico
(nível médio) e um analista (graduado) ganham, em média, 3,5 mil e R$ 6
mil, respectivamente, no início da carreira.
As diferenças salariais estão também em carreiras mais
próximas à realidade do professor. O salário básico de um biólogo ou de
um químico, por exemplo, é de seis salários mínimos, um total de R$ 3,7
mil. Há muitos professores dessas áreas que cursaram não só a
licenciatura, que habilita a dar aulas, mas também o bacharelado e
poderiam atuar como biólogos e químicos.
Para tentar mudar esse cenário, o Plano Nacional de
Educação (PNE), que define as metas educacionais para o País nesta
década, previu a valorização dos profissionais da área, equiparando os salários
. A redação da meta 17, que trata desse tema, diz que o “rendimento
médio” dos docentes será equiparado aos “dos demais profissionais com
escolaridade equivalente, até o final do sexto ano da vigência deste PNE
(2016)”. Mas o projeto não define quais profissões seriam comparadas à
do professor. E ainda não foi implementado.
Ensinar foi a primeira atividade que chamou a atenção, e
despertou o interesse, de Manoel Morais, 36 anos. O cearense, aos 10
anos, dava aulas de reforço para os colegas em dificuldade. Estudioso,
achava fácil explicar o que sabia aos colegas. Estudante de química
industrial na escola técnica de Fortaleza, Manoel não pensava em se
tornar um professor até ser convidado, aos 17 anos, a dar aulas em
cursinhos pré-vestibulares.
A vocação lhe parecia natural, mas Manoel queria fugir da
profissão tão criticada pelos seus professores da rede pública, onde
estudou a vida toda. Apesar das aulas no cursinho, fez vestibular para
Engenharia Química. No meio do caminho, decidiu fazer licenciatura em
Química e se tornar mesmo professor. “Comecei a estudar neurociências
para entender como o cérebro aprende e poder ajudar meus alunos melhor”,
conta.
Em 2004, no entanto, as ilusões de Manoel com a carreira
acabaram. Ele começou a fazer concursos públicos para mudar de área de
atuação. Em 2005, chegou a Brasília, após ter sido aprovado no concurso
do Ministério Público da União. “Mudei em busca de ascensão social
mesmo. O cargo de juiz exige apenas o bacharelado em Direito. Para dar
aula em uma faculdade é preciso, no mínimo, um mestrado. E quem ganha
mais? Não quis seguir na carreira que eu amo por conta da condição
financeira mesmo”, admite.
Hoje, Manoel está prestes a concluir o curso de Direito e
pensa em novos concursos. “Por causa da questão financeira, há uma fuga
de cérebros do magistério. Teria ficado na escola se tivesse a
oportunidade de ganhar a mesma coisa”, desabafa. Para diminuir as
saudades da sala de aula, hoje Manoel ensina outras pessoas a estudar.
Dá treinamentos aos sábados sobre técnicas de estudo e oratória.
Manoel desistiu de ser professor por causa do
salário. Hoje, servidor do Senado, dá cursos sobre técnicas de estudo
para matar as saudades
Como muitas mulheres de sua idade, Joelma de Sousa, 46
anos, fez o curso normal durante o antigo 2º grau. Antes mesmo de
terminar o preparatório para o magistério, Joelma passou em um concurso
da Fundação Educacional de Brasília. “Era o caminho mais rápido para o
trabalho. Passei cinco anos dando aulas de alfabetização para crianças e
adultos. Adorava meu trabalho. Eu via o começo e o fim dele. Um dos
mais gratificantes”, analisa.
Como precisava ajudar a família a se manter, Joelma
desistiu do curso de pedagogia. Estudou para um concurso e se tornou
técnica judiciária. “A questão salarial foi a única razão para ter
mudado de profissão. Fiquei muito triste quando sai”, relembra. Ela diz
que, na época, o salário de técnica já era três ou quatro vezes maior
que o de professora. Já trabalhando no tribunal, Joelma fez
Letras-Tradução em Francês, depois cursou Direito.
“Se minha filha quiser ser professora, vou achar
sensacional. A minha família não tinha condições de me apoiar nessa
decisão à época, mas espero que eu possa. Ser professor não é um
sacerdócio, todos precisam de dinheiro para viver. Se quisermos bons
profissionais, teremos de pagar bem”, pondera.
Rosângela Pinto Ramos, 51 anos, escolheu ser uma
professora ainda criança. Filha de professora, ela admirava a mãe.
Percebeu que tinha escolhido a carreira certa logo que terminou o curso
de magistério. Começou a dar aulas e se apaixonou pelo ambiente escolar,
o trabalho com os alunos. Fez o curso de pedagogia e sonhava em abrir
seu próprio colégio.
Mas as diferenças salariais – e a oportunidade de atuar
na própria área ganhando mais – a fizeram desistir. Rosângela começou a
trabalhar no Judiciário quando os pedagogos ainda eram requisitados para
atuar nas Varas de Infância e para trabalhar com jovens infratores. “Mesmo assim eu continuei dando aulas, por prazer mesmo.
Até que a correria me fez desistir das aulas”, conta. A servidora, que
já não atua mais com sua área no tribunal em que trabalha, conta que
sente saudades da sala de aula até hoje.
No dia 06 de maio de 1895 nasceu Júlio
César de Melo e Souza, mais conhecido como Malba Tahan. Escritor e
professor de Matemática, ele é autor de inúmeras obras literárias,
dentre elas O Homem que Calculava, que relata as enigmáticas histórias de um calculista repleto de estratégias matemáticas na resolução de problemas cotidianos. Em referência a Júlio Cesar de Melo e Souza, o Dia Nacional da Matemática é comemorado em 6 de maio,
de acordo com uma lei aprovada pelo Congresso Nacional no ano de 2004,
no intuito de divulgar a ciência como uma importante ferramenta de
trabalho humano. Nesse dia, os matemáticos ligados à área
da educação devem promover dinâmicas, com o objetivo de divulgação da
data comemorativa, bem como demonstrar que a Matemática é
definitivamente importante na evolução da sociedade, visto que seu
próprio crescimento ocorreu de acordo com o processo de modernização
regido pelas ações humanas ao longo do tempo. Esse trabalho de divulgação também tem o
propósito de mostrar às pessoas que a Matemática não é tão complicada
como muitos pensam. Suas aplicações facilitam o entendimento em
processos de contagem relacionados a cálculos diários e cotidianos. As
instituições escolares possuem papel decisivo nessa divulgação, que pode
ocorrer através de palestras, oficinas, feiras, mostras de trabalhos
confeccionados pelos alunos, abordando as inúmeras utilizações da
Matemática.
Comemora-se o Dia do Circo em 27 de março, numa homenagem
ao palhaço brasileiro Piolin, que nasceu nessa data, no ano de 1897,
na cidade de Ribeirão Preto, São Paulo. Considerado por todos que o assistiram como um grande palhaço, se
destacava pela enorme criatividade cômica e pela habilidade como ginasta
e equilibrista. Seus contemporâneos diziam que ele era o pai de todos
os que, de cara pintada e colarinho alto, sabiam fazer o povo rir.
Como surgiu o circo
É praticamente impossível determinar uma data específica
de quando ou como as práticas circenses começaram. Mas pode-se
apostar que elas se iniciaram na China, onde foram encontradas pinturas de
5000 anos, com figuras de acrobatas, contorcionistas e equilibristas. Esses
movimentos faziam parte dos exercícios de treinamento dos guerreiros
e, aos poucos, a esses movimentos foram acrescentadas a graça e a harmonia. Conta-se ainda que no ano 108 a.C aconteceu uma enorme celebração
para dar as boas-vindas a estrangeiros recém-chegados em terras chinesas.
Na festa, houve demonstrações geniais de acrobacias. A partir
de então, o imperador ordenou que sempre se realizassem eventos dessa
ordem. Uma vez ao ano, pelo menos. Também no Egito, há registros de pinturas de malabaristas.
Na Índia, o contorcionismo e o salto são parte integrante dos
espetáculos sagrados. Na Grécia, a contorção era
uma modalidade olímpica, enquanto os sátiros já faziam
o povo rir, numa espécie de precursão aos palhaços.
No palco da história
Por volta do ano 70 a.C, surgiu o Circo Máximo de Roma, que um incêndio
destruiu totalmente, causando grande comoção. Tempos depois,
no ano 40 a.C, construíram no mesmo lugar o Coliseu, com capacidade
para 87 mil pessoas. No local, havia apresentações de engolidores
de fogo, gladiadores e espécies exóticas de animais. Com a perseguição aos seguidores de Cristo, entre os anos 54
e 68 d.C, esses lugares passaram a ser usados para demonstrações
de força: os cristãos eram lançados aos leões,
para serem devorados diante do público. Os artistas procuraram, então, as praças, feiras ou entradas
de igrejas para apresentarem às pessoas seus malabarismos e mágicas. Ainda na Europa do século XVIII, grupos de saltimbancos se exibiam
na França, Espanha, Inglaterra, mostrando suas habilidades em simulações
de combates e na equitação.
O circo moderno
A estrutura do circo como o conhecemos hoje teve sua origem em Londres, na
Inglaterra. Trata-se do Astley's Amphitheatre, inaugurado em 1770, pelo oficial
inglês da Cavalaria Britânica, Philip Astley. O anfiteatro tinha um picadeiro com uma arquibancada próxima e sua
atração principal era um espetáculo com cavalos. O oficial
percebeu, no entanto, que só aquela atração de cunho
militar não segurava o público e passou a incrementá-la
com saltimbancos, equilibristas e palhaços. O palhaço do lugar era um soldado, que entrava montado
ao contrário e fazia mil peripécias. O sucesso foi tanto, que
adaptaram novas situações. Era o próprio oficial Astley quem apresentava o show, vindo daí
a figura do mestre de cerimônias
Quando o circo chegou ao Brasil
No Brasil, a história do circo está muito ligada à trajetória
dos ciganos em nossa terra, uma vez que, na Europa do século dezoito,
eles eram perseguidos. Aqui, andando de cidade em cidade e mais à vontade
em suas tendas, aproveitavam as festas religiosas para exibirem sua destreza
com os cavalos e seu talento ilusionista. Procuravam adaptar suas apresentações ao gosto do público
de cada localidade e o que não agradava era imediatamente tirado do
programa. Mas o circo com suas características itinerantes aparece no Brasil
no final do século XIX. Instalando-se nas periferias das cidades, visava
às classes populares e tinha no palhaço o seu principal personagem.
Do sucesso dessa figura dependia, geralmente, o sucesso do circo. O palhaço brasileiro, por sua vez, adquiriu características
próprias. Ao contrário do europeu, que se comunicava mais pela
mímica, o brasileiro era falante, malandro, conquistador e possuía
dons musicais: cantava ou tocava instrumentos.
Circo contemporâneo
Circo contemporâneo é o que se aprende na escola.
Fenômeno conseqüente das mudanças de valores na sociedade
e suas novas necessidades. Grande parte dos profissionais do circo mandaram
seus filhos para a universidade, fazendo com que as novas gerações
da lona trabalhem mais na administração. Em fins dos anos 70, começam a aparecer as primeiras escolas de circo,
no mundo inteiro. Na França, a primeira a surgir foi a Escola Nacional
de Circo Annie Fratellini, em 1979, com o apoio do governo francês. No Canadá, artistas performáticos têm aulas com ginastas
e, em 1981, é criada uma escola de circo para atender à necessidade
desses novos acrobatas. Interessante lembrarmos, no entanto, que essa importância que o circo
assume no mundo capitalista já era cultivada na ex-URSS, desde a década
de 20. Data de 1921 a criação de uma escola de circo na União
Soviética, que coloca o circo no patamar de arte, com inovação
dos temas e das formas de apresentação.
Escolas e grupos brasileiros
No Brasil, a primeira escola de circo foi criada em São Paulo, em
1977, com o nome de Piolin (que é também o nome de um grande
palhaço brasileiro). Funcionava no estádio do Pacaembu. No Rio de Janeiro, surge em 1982 a Escola Nacional de Circo, abrindo oportunidades
para jovens de todas as classes e vindos de diferentes regiões do país.
Eles aprendem as novas técnicas circenses e, uma vez formados, montam
seus próprios grupos ou vão trabalhar no exterior. São muitos os grupos espalhados pelo Brasil afora. Citamos a Intrépida
Trupe, os Acrobáticos Fratelli e a Nau de Ícaros.
Nossos palhaços
Carequinha, "o palhaço mais conhecido do Brasil" - ele mesmo
se intitula assim - diz que os melhores palhaços que ele conheceu na
vida foram Piolin, Arrelia e Chicarrão. Essa notoriedade de George
Savalla Gomes, seu verdadeiro nome, se deve muito à TV. Comandou programas
de televisão, gravou vários discos, e soube tirar dessa mídia
o melhor proveito. A TV, para ele, não acabou nem vai acabar nunca
com o circo. Segundo Carequinha, o circo é imortal. "Sou contra circo que tem animais. Não gosto. O circo comum,
sem animais, agrada muito mais."
Denominado o "Rei dos Palhaços", o senhor
Abelardo Pinto morreu em 1973 e era conhecido no meio circense e no Brasil
como o palhaço Piolin (era magro feito um barbante e daí a origem
do apelido). Como Carequinha, Piolin trabalhou em circo desde sempre. Admirado
pela intelectualidade brasileira, participou ativamente de vários movimentos
artísticos, entre eles, a Semana de Arte Moderna de 1922. "O circo não tem futuro, mas nós, ligados a ele, temos
que batalhar para essa instituição não perecer"
(Frase dita por Piolin, pouco antes de morre).
No mundo existem diversos tipos de mulheres. Existem as que curam com a força do seu amor e as que aliviam dores com a sua compaixão. Foram exemplos Irmã Dulce, na Bahia e Madre Tereza, na Índia. Existem mulheres que cantam o que a gente sente e as que escrevem o que a gente sente.
Há muitas mulheres glamourosas, como o foi Lady Di e mulheres maravilhosas que deixam lições eternas, como Eunice Weaver e Madame Curie. Existem mulheres que fazem rir, e mulheres talentosas no Teatro, nas telas dos cinemas, nos palcos do Mundo.
Entre tantos tipos de mulheres existem as que não são conhecidas ou famosas. Mulheres que deixam para trás tudo o que têm, em busca de uma vida nova. Lembramos das nossas nordestinas e sua luta constante contra a adversidade, para que os filhos sobrevivam.
Mulheres que todos os dias se encontram diante de um novo começo, que sofrem diante das injustiças das guerras e das perdas inexplicáveis, como a de um filho amado, pela tola disputa de um pedaço de terra, um território, um comando.
Mães amorosas que, mesmo sem terem pão, dão calor e oferecem os seios secos aos filhos famintos. Mulheres que se submetem a duras regras para viver. Mulheres que se perguntam todos os dias, ante a violência de que são vítimas, qual será o seu destino, o seu amanhã.
Mulheres que trazem escritos nos sulcos da face, todos os dias de sua vida, em multiplicadas cicatrizes do tempo. Todas são mulheres especiais. Todas, mulheres tão bonitas quanto qualquer estrela, porque lutam todos os dias para fazer do mundo um lugar melhor para se viver.
Entre essas, as que pegam dois ônibus para ir para o trabalho e mais dois para voltar. E quando chegam em casa, encontram um tanque lotado de roupa e uma família morta de fome. Mulheres que vão de madrugada para a fila a fim de garantir a matrícula do filho na escola.
Mulheres empresárias que administram dezenas de funcionários de segunda a sexta e uma família todos os dias da semana. Mulheres que voltam do supermercado segurando várias sacolas, depois de ter pesquisado preços e feito malabarismo com o orçamento.
Mulheres que levam e buscam os filhos na escola, levam os filhos para a cama, contam histórias, dão beijos e apagam a luz. Mulheres que lecionam em troca de um pequeno salário, que fazem serviço voluntário, que colhem uvas, que operam pacientes, que lavam a roupa, servem a mesa, cozinham o feijão e trabalham atrás de um balcão.
Mulheres que criam filhos, sozinhas, que dão expediente de oito horas e ainda têm disposição para brincar com os pequenos e verificar se fizeram as lições da escola, antes de colocá-los na cama. Mulheres que arrumam os armários, colocam flores nos vasos, fecham a cortina para o sol não desbotar os móveis, mantêm a geladeira cheia.
Mulheres que sabem onde está cada coisa, o que cada filho sente e qual o melhor remédio para dor de cotovelo do adolescente. Podem se chamar Bruna, Carla, Teresa ou Maria. O nome não importa. O que importa é o adjetivo: mulher.
A tarefa da mulher é sempre a missão do amor, estendendo-se ao infinito. Tal tarefa pode ser executada no ninho doméstico, entre as paredes do lar, na empresa, na universidade, no envolvimento das ciências ou das artes. Onde quer que se encontre a mulher, ali se deverá encontrar o amor, um raio de luz, uma pétala de flor, um aconchego, um verso, uma canção.
Ano bissexto é aquele que possui um dia a mais do que os convencionais 365 dias. No calendário gregoriano, o dia extra é incluído a cada 4 anos, sendo adicionado no mês de fevereiro, que passa a ter 29 dias. O ano bissexto ocorre pelo fato de que o ano-calendário convencional possui uma pequena diferença em relação ao ano solar. Enquanto que no primeiro, o ano dura 365 dias para se completar; no segundo, dura 365,25 dias. Esses 0,25 corresponde a um quarto de um dia. Portanto, a cada quatro anos existe a diferença de um dia em relação ao calendário convencional e solar. Esse dia é justamente o que caracteriza o ano bissexto. Na verdade, o dia extra que serve como sincronismo não é o dia 29 de fevereiro, como a maioria das pessoas pensa, mas sim, o dia 24 do mesmo mês.
O ano bissexto passou a ser adotado em 238 a.C. no Egito, por Ptolomeu III (246-222 a.C.). O mesmo surgiu a partir da necessidade de sincronizar os dias do ano, uma vez que qualquer discrepância no calendário poderia afetar a agricultura, a base da economia dos povos antigos. Alguns pensam que o nome “bissexto” é dado pelo fato de tal ano possuir 366 dias, o que não é correto. Na verdade, Julio César optou pelo mês de fevereiro e escolheu “fazer um bis” ou “duplicar” o dia 24, chamando-o de “antediem bis-sextum Calendas Martii”. Foi assim que surgiu o nome “bissexto”.
O carnaval chegou ao Brasil em meados do século XVII, sob influência das festas carnavalescas que aconteciam na Europa. Em alguns países, como a França, o carnaval acontecia em forma de desfiles urbanos, ou seja, os carnavalescos usavam máscaras e fantasias e saíam pelas ruas comemorando. Certos personagens têm origem europeia, mas mesmo assim foram incorporados ao carnaval brasileiro como, por exemplo, rei momo, pierrô, colombina. A partir desse período, os primeiros blocos carnavalescos, cordões e os famosos cortejos de automóveis (corsos) foram criados, mas só se popularizaram no começo do século XX.
As pessoas decoravam seus carros, fantasiavam-se e, em grupos, desfilavam pelas ruas das cidades, dando origem assim aos carros alegóricos. O carnaval tornou-se mais popular no decorrer do século XX e teve um crescimento considerável que ocorreu devido às marchinhas carnavalescas (músicas que faziam o carnaval ficar mais animado). A primeira escola de samba foi criada no dia 12 de agosto de 1928, no Rio de Janeiro, e chamava-se “Deixa Falar”, anos depois seu nome foi modificado para Estácio de Sá. Com isso, nas cidades do Rio de Janeiro e de São Paulo foram surgindo novas escolas de samba. Organizaram-se em Ligas de Escolas de Samba e iniciaram os primeiros campeonatos para escolher qual escola era a mais bonita e a mais animada. A região nordeste permaneceu com as tradições originais do carnaval de rua, como Recife e Olinda. Já na Bahia o carnaval fugiu da tradição, conta com trios elétricos, embalados por músicas dançantes, em especial o axé.
Veja a seguir os Estados que mais celebram o carnaval:
Rio de Janeiro
A folia carnavalesca carioca começa antes dos dias oficiais do carnaval. Já no mês de setembro começam os ensaios nas quadras das diversas escolas de samba da cidade.No mês de dezembro a cidade já se agita com os denominados “ensaios de rua” e a mais nova criação: “ensaios técnicos”, que levam milhares de pessoas ao Sambódromo todo final de semana. Os desfiles oficiais são realizados durante a data oficial do carnaval.
Pernambuco
Milhares de pessoas saem pelas ruas de Olinda e Recife, a maioria fantasiada e ao som do frevo (ritmo marcante do Estado). O carnaval de Pernambuco conta com dezenas de bonecos gigantes, os foliões são extremamente animados. Uma das grandes atrações é o bloco carnavalesco “Galo da Madrugada”.
Bahia
O carnaval baiano é, sem dúvida, um dos mais calorosos e animados do Brasil e do mundo. Em especial na cidade de Salvador, onde se localiza os três principais circuitos carnavalescos: Dodô, Osmar e Batatinha. Por esses circuitos passam mais de 150 blocos organizados, cerca de 2 milhões de pessoas durante os dias de festa. Normalmente esses blocos se apresentam com os trios elétricos e com cantores famosos.
São Paulo
O carnaval paulista é similar ao carnaval carioca. Acontece um grande desfile das escolas de samba da cidade. O desfile ocorre em uma passarela projetada por Oscar Niemeyer. Há o desfile do Grupo Especial e do Grupo de Acesso, que acontecem na sexta-feira e no sábado, para não haver concorrência com o desfile do Rio de Janeiro.
Obrigar todos os alunos a participar das comemorações e não vinculá-las ao currículo são alguns dos equívocos mais comuns
Por mais que sejam datas impulsionadas pelo comércio, comemorações como o Dia dos Pais raramente passam em branco nas escolas. É muito comum que os educadores planejem festas para homenagear os pais ou peçam que a turma produza presentes. Se esse é o caso de sua instituição, é desejável que as comemorações estejam vinculadas a um projeto ou a uma sequência didática já planejada no currículo, com foco no conteúdo e não em um presente para uma determinada pessoa.
Pode-se pensar em exemplos para todas as disciplinas. ''Nas aulas de Artes, por exemplo, pode ser proposta a produção de um cartão inspirado na obra de um artista estudado e sugerir que seja dado a uma pessoa especial. Seja para o pai, para a mãe ou para um amigo,'' recomenda Priscila Monteiro, consultora da Fundação Victor Civita.
Os eventos também devem ser estruturados contemplando os conteúdos previstos nas disciplinas, uma vez que são formas de convidar a comunidade para dentro da escola. Um projeto para o estudo de um gênero literário pode ter em uma de suas etapas a exposição de textos feitos pelos alunos. Vale, então, socializar a produção da turma - chamando não apenas pais, mas também mães ou outros adultos que sejam referências às crianças.
Outra questão nunca pode ser ignorada: como participa a criança que não tem contato com o pai? Deve-se sempre levar em conta que a família considerada tradicional, formada por pai, mãe e filhos, dificilmente é a realidade na casa de todos os alunos. São muitas as possibilidades de estrutura familiar: monoparental feminina (mãe solteira, separada ou viúva), crianças que moram em abrigos, com avós, são filhas de casais homossexuais etc. Se o professor fizer um levantamento sobre como é a vida de cada aluno, certamente perceberá que pode excluir ou constranger alguém ao propor uma grande homenagem - o que talvez seja motivo para repensá-la. A seguir, você confere mais detalhes sobre esse e outros equívocos na comemoração do Dia dos Pais nas escolas:
7 equívocos na comemoração do Dia dos Pais
1 Ignorar os diferentes tipos de família no planejamento do calendário escolar.
Pautar os encontros para a socialização da aprendizagem da turma de acordo Dia dos Pais ou Dia das Mães exclui as crianças com outros perfis familiares.
2 Usar o tempo das aulas para a confecção de presentes desvinculados do conteúdo das disciplinas.
O horário letivo deve ser exclusivamente dedicado às situações de aprendizagem.
3 Propor a elaboração de cartões, pinturas ou poemas que não permitem a criação individual da criança.
Exibir um modelo e pedir que as crianças o reproduzam não favorece o percurso criador e não dá espaço para que as crianças registrem sua marca na obra.
4 Obrigar todos os alunos a participar das comemorações.
As ações focadas em homenagear um familiar podem deixar um aluno que não quer participar constrangido, seja qual for o motivo de seu incômodo.
5 Expor a intimidade de algum aluno durante a realização de uma atividade.
Não é adequado dizer à classe "fulano está dispensado da atividade porque seu pai faleceu" ou "o pai de beltrano não virá porque está preso". É preciso ter bom senso para não divulgar o que é da esfera íntima do aluno. O educador deve zelar para que a criança que escolha não participar tenha sua privacidade protegida.
6 Avaliar a participação de um aluno em uma atividade vinculada à efeméride.
O professor não pode dar ênfase aos momentos em que o conteúdo não é o foco de um projeto e, menos ainda, avaliar o desenvolvimento do aluno pela participação em uma atividade que nada tem a ver com o currículo.
7 Realizar a festa durante o horário letivo.
Mesmo que o evento seja planejado como forma de socializar a produção dos alunos, deve-se considerar que muitos pais não têm como se ausentar do trabalho. Ao planejar as atividades, é necessário refletir sobre os momentos em que a maioria da comunidade pode participar e criar alternativas.
- Montar uma coreografia para ser apresentada na festa junina.
- Desenvolver a noção espacial (do aluno em relação a ele mesmo, em relação aos outros, em relação ao espaço de apresentação e em relação à plateia) e a noção rítmica (respeitar o andamento da música, acompanhar o grupo, dançar dentro da melodia musical).
Conteúdo específico
Quadrilha Junina nordestina
Anos
1º ao 5º ano
Tempo estimado
8 aulas
Material necessário
Aparelho de som, computador com acesso à internet, uma folha de sulfite, lápis para todos os alunos, uma cartolina e pincel atômico.
Desenvolvimento
1ª Etapa
Compartilhe o projeto da Quadrilha com os alunos, explique o que será feito e, em seguida, brinque com ao turma de "Mestre mandou": coloque uma música animada e deixe que dancem livremente, pause a música repentinamente e dê uma ordem precisa de formação coletiva no espaço. Por exemplo: "Mestre mandou fazer uma roda"; "Mestre mandou fazer duas rodas, uma dentro da outra"; "Mestre mandou fazer um quadrado"; "Mestre mandou fazer um triangulo"; "Mestre mandou fazer a letra X", a letra "S", a letra "U"; "Mestre mandou fazer duas filas lado a lado"; "Mestre mandou fazer quatro filas", e assim sucessivamente.
2ª Etapa
Mostre dois ou três vídeos de Quadrilhas Juninas e peça que as crianças registrem, em forma de desenho, as várias formações no espaço que são produzidas ao longo da coreografia. Esta etapa pode ser feita com base nos vídeos disponíveis em http://abr.io/quadrilha1 ou em http://abr.io/quadrilha2. Analise com as crianças o resultado dos desenhos, mostrando quais formas geométricas são usadas na Quadrilha, que ora as linhas são retas, ora são curvas e que a maioria dos desenhos é simétrica. Questione quais outros desenhos existem e que são possíveis de se fazer numa coreografia e peça para que a turma desenhe – individualmente ou em pequenos grupos.
3ª Etapa
Com base em todos os registros feitos, eleja com os alunos quais desenhos no espaço farão parte da Quadrilha deles. Disponha as imagens em uma ordem que facilite a ligação entre todas elas. Leve as crianças para um local espaçoso e teste a ordem estabelecida. Faça as alterações necessárias e desenhe toda a sequência em uma cartolina, como uma grande partitura coreográfica, para que os alunos visualizem bem como será a coreografia.
4ª Etapa
Escolha uma música brasileira bem animada. Ela pode ser instrumental ou cantada. Caso seja escolhida uma com letra, verifique o conteúdo para saber se é adequado à turma. Determine com que passo os alunos irão se deslocar durante a coreografia.
5ª Etapa
Depois que os alunos estiverem relativamente confortáveis na estrutura coreográfica (com a ordem dos desenhos decorada e fazendo o passo básico no andamento da música), acrescente movimentos dançantes para as outras partes do corpo, incrementando a coreografia e criando "elementos surpresa" para a plateia, como por exemplo, fazer gestos com os braços, bater palmas em determinado momento, dar pulinhos que façam o corpo girar, fazer movimentos com a cabeça ou com o quadril, agachar ou ajoelhar, realizar flexões de tronco, além de outros movimentos que já tenham sido trabalhados nas aulas de dança e façam parte do repertório dos alunos. Lembre a todos que esta é uma dança coletiva, onde se dança com o(s) outro(s) e para a plateia.
Avaliação
Para se fazer uma avaliação que tenha sentido e seja útil para os alunos, o ideal é filmar um ensaio e mostrar para a turma. Passe o vídeo duas vezes seguidas para que tenham a oportunidade de olhar, na primeira vez, o que quiserem e, na segunda, o que você deseja que a garotada observe. Depois, abra para comentários onde eles mesmos possam mapear o que está bom e o que precisa ser melhorado. Lembre-se de estabelecer critérios objetivos a serem observados, tais como musicalidade, memorização da coreografia e noção de grupo. Levante com os alunos o que deve ser feito para sanar os eventuais problemas ou dificuldades. Esta atividade avaliativa deve ser feita com tempo suficiente para que ainda haja vários ensaios antes da apresentação. Se possível, filme a apresentação dos alunos e exiba novamente para que eles possam assistir às próprias performances e compará-las em diferentes momentos, observando o que se alterou e o que permaneceu igual ao ensaio filmado e, ainda, o quanto é diferente dançar sem a plateia e com a plateia.
Produto Final
Apresentação de uma Quadrilha Junina à comunidade escolar.
(*) Professora na pós-graduação em Dança e Consciência Corporal da Universidade Gama Filho e da FMU e diretora da Companhia Giz de Cena de Dança Contemporânea.
No dia 30 de janeiro é comemorado o dia da saudade, essa palavra existe apenas na língua portuguesa e serve para definir o sentimento de falta de alguém ou de algum lugar. De origem latina, saudade é uma transformação da palavra solidão, que na língua escreve-se “solitatem”. Com o passar dos anos, assim como outras palavras se transformam de acordo com as variações da pronúncia, solitatem passou a ser solidade, depois soldade e, finalmente, saudade. Podemos considerar que no dia da saudade as pessoas se dedicam às lembranças de seus entes queridos que estão ausentes, de fatos que viveram ou de lugares e objetos que marcaram suas vidas. Isso faz com que a palavra saudade se torne melancólica, trazendo certo sofrimento. Saudade é também definida como “a sensação de incompletude, ligada à privação de pessoas, lugares, experiências, prazeres já vividos e vistos, que ainda são um bem desejável”, segundo o dicionário Veja Larousse. Em outras línguas não existe uma palavra capaz de traduzir o significado amplo de saudade, mas algumas delas trazem conceitos próximos, mas não tão nobres. Em inglês, saudade é “I miss you” que quer dizer sinto sua falta; em Francês “souvenir”, que significa lembrança; em italiano “ricordo affetuoso”, recordação afetuosa; em espanhol “recuerdo ou te extraño mucho, que significam lembrança e sinto falta, respectivamente...
Uma pedagoga interessada em apresentar soluções que conduzam a educação nacional a um patamar que permita ao país realmente crescer. Licenciada em pedagogia e coordenação pedagógica, pós-graduada em educação infantil e educação inclusiva, e pós-graduanda em gestão escolar e coordenação pedagógica e psicopedagogia clínica, institucional e hospitalar. Coordenadora pedagógica que, nas horas vagas, é uma ótima cozinheira.