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18 de fevereiro de 2011

Menina de 2 anos morre afogada na piscina de um colégio particular de Brasília - Um alerta para pais e educadores

Solidária ao imenso sofrimento dos pais, transcrevo uma reportagem que nos alerta para uma atividade que vez por outra enluta alguma família, choca a opinião pública e arrasta para o esgoto os créditos da instituição que abriga tamanha fatalidade. O fio tênue que separa a fatalidade da irresponsabilidade é algo que deve sempre nos remeter, educadores que somos e que lidamos com crianças, a profundas reflexões. Por ter trabalhado por 2 anos no Colégio Dromos e por termos passado lá, eu e meus filhos, momentos maravilhosos nesse período naquele educandário, tendo sido acolhidos com muito carinho, envio minha solidariedade também aos queridos profissionais da escola, em especial à Professora Amábile, competente Diretora. Vamos à reportagem:

Do Correio Braziliense:

Menina de 2 anos morre afogada durante aula de natação em escola na Asa Sul

Uma criança de 2 anos morreu afogada durante uma aula de natação no colegio Dromos, na 609 Sul, no início da tarde desta terça-feira (8/2). A pequena Daniela Camargo Casali estava em seu segundo dia na escola e participava da aula quando aconteceu o acidente. A criança foi levada ao Hospital Santa Lucia, na Asa Sul, mas não resistiu. De acordo com o delegado-chefe Watson Warmling, da 1ª Delegacia de Polícia, havia cerca de 10 crianças na aula, que acontecia na piscina infantil. Na escola há duas piscinas, uma rasa e outra maior e funda, onde a menina se afogou. Ambas são separadas por grade, mas interligadas por um portão. Segundo o titular, dois professores estavam dentro da piscina com as crianças enquanto outros três acompanhavam do lado de fora. "A principal hipótese é que a criança tenha saído da água, se separado do grupo e caído na piscina maior", disse.

Um inquérito para investigar as causas do acidente já foi aberto e testemunhas começaram a ser ouvidas. "já começamos as oitivas. Queremos ouvir todos os professores e assistentes que participavam da aula de natação e depois vamos analisar a conduta dessas pessoas para saber se houve ou não negligância", explicou. A escola não vai funcionar nesta quarta-feira (9/2). À medida que os pais chegavam para buscar os filhos eram avisados de que não haveria aula, mas desconheciam os motivos. Os professores prometeram conversar com todos em outra ocasião. Alguns ficavam sabendo por outras pessoas.

De acordo com a diretora da escola, Amábile Pacios, que também é presidente do Sindicato dos Estabelecimentos Particulares de Ensino do DF (Sinepe-DF), o alvará de funcionamento da escola está em ordem e os professores são qualificados. "Foi uma fatalidade. Normalmente oito profissionais acompanham as aulas de natação e, nesse início, por ser fase de adaptação, havia 12 professores, inclusive a coordenadora da escola", disse. Após o afogamento, a menina foi socorrida por funcionários da escola. "Temos profissionais com o curso de socorrista. Os bombeiros só chegaram quando a criança já estava no hospital. A maior preocupação agora é com os pais da criança", explicou a diretora. Segundo ela, Daniela cursava o jardim de infância. "É muita dor, muita dor, muita dor", disse, muito abalada.

Segundo Amábile, a natação faz parte da grade horária e todas as crianças participam. "Vou ouvir depoimentos, ouvir professores e buscar a responsabilidade dentro da escola", garantiu. De acordo com ela, os pais das outras crianças já são avisados da tragédia. "Todos estão consternados, é desesperador", concluiu.

4 de julho de 2010

Grandes negócios, pequenos empreendedores

O contato com a vida financeira deve começar na infância

O aprendizado nos primeiros anos de vida evita dívidas impagáveis na fase adulta. Experiências educacionais em São Paulo e Brasília tentam passar esse conhecimento

Por Vera Batista


Os segredos da boa administração do dinheiro precisam ser descobertos na infância. É na primeira fase da vida que todas as pessoas, independentemente da classe social, aprendem os principais conceitos sobre o valor da moeda, além do bem e do mal que o seu uso pode acarretar. Trata-se de um aprendizado fundamental que, caso não seja transferido pelos pais, deve ser buscado na escola, opção escassa no país. Em São Paulo, uma experiência pioneira vem mostrando resultados. Em quatro anos, a professora Silvia Alembert, representante da franquia norte-americana de educação financeira The Money Camp, ensinou 1,5 mil crianças em situação de vulnerabilidade a lidar com recursos financeiros.

O entusiasmo dos meninos e meninas participantes do curso foi tamanho que parte deles, se pudesse, escolheria as "aulas de dinheiro" às da escola convencional. São momentos lúdicos, que envolvem brincadeiras e simulações de aplicações financeiras. As crianças lidam com uma moeda fictícia, a "moola" (gíria dos Estados Unidos para grana). As aulas são lúdicas, envolvem brincadeiras e simulações de aplicações financeiras. Os pequenos, ao fim do período, são premiados de acordo com um sistema de pontuação. O primeiro colocado recebe uma conta de investimentos em fundos ou previdência no valor de R$ 100. O segundo ganha uma caderneta de poupança de R$ 50. E o terceiro, um livro sobre o tema. Todos os demais ganham medalhas pela participação.

Sílvia explica que usa um método que aflora as potencialidades humanas para alcançar objetivos. "O curso ensina a consumir com inteligência, sem exageros, a programar despesas e a investir adequadamente. A maioria dos brasileiros não tem hábito de planejar, identificar o que é necessidade e se preparar para um possível período de crise financeira", adverte. Ela constata que a linguagem do dinheiro é a mesma ao redor do mundo, independentemente da situação social das pessoas. Segundo ela, o problema reside na inversão de valores, no consumismo sem limites e na cultura de que o dinheiro é sujo, não traz felicidade - valores geralmente disseminados pelos pais que viveram situações financeiras ruins.

Culpa

Para os especialistas no assunto, muitas das atitudes irresponsáveis dos filhos têm como origem o sentimento de culpa dos pais, que, com frequência, querem substituir ausências por compensações financeiras de toda ordem. Esse doloroso processo psicológico está descrito com detalhes no livro Você sabe lidar com seu dinheiro? Da infância à velhice, dos jornalistas Marília Cardoso e Luciano Gissi Fonseca. É na inversão dessa lógica, incutida na mente das crianças, que se concentra o programa The Money Camp. Nos cursos realizados, os pais também são "trabalhados" para se educar. O objetivo é que eles passem também a contribuir para a mudança de comportamento dos filhos.

Sílvia explica que o programa é uma filosofia de vida, um resgate da autoestima. Os pequenos são estimulados a viver de acordo com seu orçamento. "E não para se mostrarem para os outros", diz. O objetivo é ensiná-los a usar o dinheiro com ética e respeito aos demais. O conceito mais usado ao longo do curso é o de que é possível concretizar os desejos. Para isso, não existe mágica. Só depende de planejamento. "O dinheiro não dá em árvores, nem cai do céu", prega. Para ampliar o programa, ela firmou parceria com o Instituto de Tecnologia Social Aplicada (Itesa) e mais 250 crianças e adolescentes de baixa renda serão atendidas até o fim do ano.

Empreendedores

A diretora da franquia norte-americana luta para ver esse projeto disseminado por toda a rede de ensino estadual paulista, mas o sonho esbarrou na burocracia governamental. Em Brasília, projetos semelhantes começam a ganhar forma. Desde 2009, a pedagoga Rosa Leite, do Colégio Sagrado Coração de Maria, trabalha com 18 turmas do segundo ao sétimo ano do ensino fundamental da escola, uma instituição particular para alunos de classe média alta. O assunto faz parte da disciplina empreendedorismo, com aulas semanais de 50 minutos, palestras com economistas, gerentes de banco e analistas de mercado financeiro. As crianças confeccionaram um cofrinho com material reciclado e estabeleceram uma meta para o fim do ano.

"Dependendo da relação familiar, com ou sem mesada, as crianças guardaram de R$ 30 a R$ 200. Elas se esforçaram muito e nos ajudaram a criar consciência financeira nos pais. Umas pediam a eles para fazer massagem, outras para arrumar o escritório - tudo em troca de pagamento", lembra Rosa. Um dos garotos sonhava em comprar um automóvel. Juntou R$ 150 e colocou na poupança para, aos 18 anos, comprar o próprio carro. "Ele tem 9 anos e está na 3ª série", relata a professora. Outros mais maduros, da 7ª série, para conseguir os primeiros recursos próprios, venderam produtos da Avon e da Natura e fabricaram bijuterias na oficina de artesanato para comercialização na feirinha local.

Por trás dessas iniciativas, está o propósito de deixar claras para as crianças, e os seus pais, as consequências do bom e do mau uso do dinheiro. Com conceitos óbvios, como o de gastar apenas o que ganham, os instrutores buscam evitar situações limites, como as que exigem outro tipo de profissional, os chamados "médicos financeiros", convocados sempre que o estrago no orçamento já não tem mais conserto. Melhor que ensinar os perdulários a se salvarem, Silvia e Rosa garantem que negócio mais lucrativo é apostar no aprendizado prévio. Nas experiências tocadas por elas, os garotos saberão, por exemplo, a diferença entre comprometer parte da renda em longos financiamentos e o investimento do mesmo valor, pelo mesmo período, em aplicações financeiras com renda pré-fixada, por exemplo.

Como gastar

Incomodada com um dado do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), segundo o qual 85% das famílias brasileiras vivem endividadas, Marília Cardoso pesquisou e escreveu um livro-reportagem dirigido a jovens, adultos, casais e aposentados. De certa forma, ela também fala às crianças. Para os pequenos, as dicas estão relacionadas ao uso da mesada dada pelos pais.

Fonte: Correio Braziliense

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