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11 de junho de 2011

A relação entre educação infantil e drogas

Da Veja:

Boa escola na infância reduz risco de envolvimento com drogas

Pesquisadores americanos acompanharam grupo de pessoas dos 3 aos 28

Educação infantil

Um estudo americano publicado na revista Science sugere que a educação infantil tem um impacto positivo e duradouro na vida adulta, como desenvolvimento de habilidades profissionais, elevados níveis de escolaridade e menores taxas de envolvimento com drogas e álcool. A pesquisa, conduzida por neurocientistas da Universidade de Minnesota acompanhou 1.486 pessoas durante 25 anos e é maior estudo já realizado sobre o assunto, de acordo com os pesquisadores.

Para a pesquisa, foram analisados dois grupos distintos de crianças. O primeiro fazia parte do Center Educational Program, um reconhecido programa de educação infantil mantido pelo governo da cidade de Chicago, no estado americano de Illinois. O outro grupo, analisado anteriormente pelo mesmo grupo de pesquisadores, era composto por crianças de baixa renda que não frequentaram o programa de educação infantil. O grupo de neurocientistas de Minnesota elaborou relatórios periódicos, confirme a evolução escolar dos grupos. 

O último relatório, divulgado esta semana após 25 anos de acompanhamento mostra que os efeitos positivos da primeira etapa da educação podem durar até a terceira década de vida. Quando comparados os dois grupos, o primeiro apresentou 20% mais chances de atingir um nível social médio ou elevado; 19% mais chances de possuir algum tipo de seguro saúde; 28% menos riscos de fazer uso de drogas e álcool; e 22% menos riscos de ser preso.

“Quando seguimos um grupo por mais de duas décadas, podemos compreender como as experiências da infância moldam o desenvolvimento”, afirmou Arthur Reynolds, coordenador da pesquisa. “Uma cadeia de influências positivas iniciada pela escola e pelos pais conduz a um melhor desempenho acadêmico e, em última instância, a um status social mais elevado.” Outro estudo conduzido por Reynolds havia mostrado que 18% do investimento governamental em educação infantil retorna para a sociedade anualmente.

A pesquisa publicada foi financiada pelo Instituto Nacional da Saúde Infantil e do Desenvolvimento Humano dos Estados Unidos.

22 de abril de 2011

O pesado aluguel do crack

Do UOL Educação:

Carta sobre o crack

Por Içami Tiba (*)

Olá!

Você, meu jovem, que se interessa muito pela minha profissão.

Sou psiquiatra de formação mas faço coaching de jovens, como um “técnico personal” da vida.

Você pode pensar que psiquiatra é para atender loucos, pirados, doidões, psicóticos...  É verdade, atendo tudo isso. Mas não é só esse pessoal que atendo. Atendo também os normóticos, isto é, os que estão entre os normais e neuróticos.

Vou lhe contar um jeito fácil de você entender o que é uma pessoa normal, um neurótico, um psicótico e um psiquiatra:

O normal: Sonha com castelos no ar...

O neurótico: Constrói castelos no ar...

O psicótico: Mora neste castelo construído no ar...

Psiquiatra: Cobra aluguel do psicótico... Humor negro, hehehe!

Meu presente: escrevendo meu 30º livro. Já vendi uns quatro milhões de livros. Continuo atendendo adolescentes e suas famílias no consultório. Hoje atendo meu 76.001º adolescentes em 43 anos de consultório. Sabe o que significa este número? Só para você me entender: se eu tivesse atendido um paciente por dia, incluindo sábado, domingo, feriados e férias, levaria 210 anos para atendê-los todos...

Meu assunto com você hoje é sobre drogas, especialmente o crack.

Sei que você pensa que nunca vai usar crack na vida. Mas ninguém que usa crack hoje pensou no passado que usaria crack um dia, pois já sabiam que crack é droga pesada, vicia a pessoa e é difícil largar este vício.

Para chegar ao crack, a pessoa passa primeiro por bebida, cigarro, maconha e cocaína. Nem sempre nesta ordem, mas com certeza o que precedeu o crack foi a cocaína.

Eu costumo chamar de canabista quem fuma maconha, por causa do nome científico da planta Cannabis sativa, para não chamá-lo de maconheiro, pois aí é baixaria...

Vou fazer uma comparação da progressão do uso da maconha com a de um relacionamento afetivo.

Paquera: você presta atenção na maconha: pergunta, lê, conversa com o melhor amigo ou alguém de sua confiança, identifica quem usa, etc.

Ficada: se aprovou na paquera, passa para a “ficada”, que é a experimentação para saber como é que é...

Rolo: se aprovou a ficada, passa a ser rolo, isto é, usa cada vez que acontece de encontrar.

Namoro: quando já leva para a casa, vira companheira constante, beija (usa) a hora que quiser.

Casamento: compra a maconha e guarda em casa para usar também em casa.

Filhotes: quando surgem as complicações do uso da maconha, e que podem aparecer em qualquer etapa, como gravidez precoce numa ficada ou namoro. Filhos são para sempre.

Conforme as drogas vão ficando mais fortes, da paquera ao casamento e filhotes leva-se menos tempo.

Com o crack, existe um pulo gigante da paquera para casamento e filhotes, já na primeira ficada.

Tudo isso porque nosso cérebro faz tudo para sentir o mesmo prazer que já sentiu.

Das drogas existentes, o crack é o que provoca uma alteração química tão grande que o cérebro não volta mais ao normal, isto é, só de baixar o nível de crack no sangue, a pessoa não consegue mais controlar o desejo químico de usar mais.

Quem nunca usou crack, quando usa, quer pipar outra vez e não importa quanto custe, quer usar. Relógio, telefone celular, roupas do corpo, tudo é “pipado”. E quando não tem mais nada, o vendedor de crack o maltrata, chama a polícia, enfim, apronta o diabo para o usuário sair de perto, senão ele fica insistindo até conseguir. Se for masculino, vai até assaltar para conseguir dinheiro. Se for feminino, se prostitui com um transeunte qualquer para tudo ser pipado.

O problema do crack é que ele agrada tanto o cérebro que aprisiona a pessoa, a ponto de ela não conseguir largar dele – e nada mais é importante para ela. O que o crack provoca é uma dependência química que ninguém consegue controlar sozinha. Vai ter de ser tratada à força, pois nenhum pai ou mãe admite perder um filho para as drogas.

Campanha em Londres mostra, em fotos de ficha policial,
a degradação visual de dependentes

Você gostaria de ser escravo da droga? De ser um dependente químico? Então nem a paquere. Pois quem paquera acaba ficando....

No crack, meu jovem, “Ficou, ferrou!” Porque com crack você constrói castelos no ar, mora nele e ainda paga um aluguel pesadíssimo!

Abraço amigo.

(*) Psiquiatra e educador. Escreveu "Família de Alta Performance", "Quem Ama, Educa!" e mais 26 livros

1 de dezembro de 2009

Droga, tão perto de nossos filhos e alunos

Drogas: o perigo ronda as escolas
"Já experimentei maconha, ecstasy, LSD e lança perfume, sempre em festas e na companhia de amigos. Na minha escola, entre os mais velhos, difícil é achar quem nunca usou nenhuma dessas coisas". A declaração é de uma garota de apenas 14 anos, que estuda em um colégio de classe média de São Paulo. Há ainda um dado a ser acrescentando na já preocupante relação entre jovens e drogas: a escola, local onde crianças e adolescentes passam a maior parte do tempo, vem se tornando a porta de entrada para o mundo da experimentação.
"É ali que os jovens aprendem a beijar e têm sua iniciação sexual, mas também pode ser ali o lugar onde eles terão o primeiro contato com as drogas", afirma Ronaldo Laranjeira, psiquiatra e coordenador da Unidade de Pesquisa em Álcool e Drogas na Faculdade de Medicina da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). "Geralmente, a experiência começa com drogas legais, como álcool, tabaco e cola de sapateiro. Em seguida, entram as drogas ilícitas e, entre essas, a maconha está em primeiro lugar quando se trata de ambiente escolar."
Não há números globais sobre a penetração das drogas na escolas brasileiras. Contudo, a impressão generalizada e os dados esparsos indicam que ela avança. "Pesquisas locais já apontavam para o uso precoce dessas substâncias", revela Paulina Vieira Duarte, titular da Secretaria Nacional Antidrogas (Senad).

Aula anti-droga - O problema já bateu às portas da cúpula da educação pública no Brasil. Prova disso é que, no próximos dia 17, professores de todo o país encerrarão um curso de capacitação à distância para lidar com o assunto. A ação é uma parceria entre o Ministério da Educação (MEC), a Universidade de Brasília (UnB) e a Senad.

O objetivo é formar profissionais capazes de abordar adolescentes já usuários de drogas e conscientizar aqueles que ainda não se envolveram com esse tipo de problema. Constam do treinamento também orientações sobre como lidar com uma constatação crescente: o consumo e eventualmente até o tráfico de drogas se dá dentro dos muros da escola.

O crescimento do números de profissionais treinados pelo MEC dá uma ideia da evolução desses problemas: em 2004, na primeira edição da capacitação, foram 5.000 educadores provenientes de mil escolas públicas do país. Neste ano, serão 25.000, de 4.658 unidades de todos os estados.

"A ainda há uma demanda reprimida de mais de 15.000 vagas", afirma Paulina, da Senad. "Precisamos preparar os professores para que eles saibam abordar o problema de drogas nas escolas, além de realizar o encaminhamento adequado para a rede de serviços de atenção a usuários e seus familiares".

De acordo com pesquisa realizada pelo Centro Brasileiro de Informações sobre Drogas Psicotrópicas (Cebrid) da Unifesp, 57% dos jovens entre 12 e 17 anos consideram que obter drogas em "qualquer momento" é "muito fácil". Em 2001, 48,3% já tinham ingerido álcool; três anos depois, eram 54,3%. O consumo de maconha também subiu: de 6,9%, em 2001, para 8,8% em 2005.

Fonte: Veja

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