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13 de maio de 2012

Search Education, o novo site de pesquisas educacionais do Google

Do Estadão:

Se você digita uma palavra no Google, em menos de um segundo o buscador vai apresentar alguns milhares de resultados que mencionam o termo. Alguns deles, de fato, podem ajudar muito na sua busca; outros, nem tanto. Para ensinar estudantes e professores a separar o joio do trigo e ajudá-los a fazer pesquisas mais qualificadas, o Google lançou, este mês, o site Search Education (www.google.com/insidesearch/searcheducation). Ainda completamente em inglês, o site é voltado a professores interessados em ensinar estratégias de pesquisa a seus alunos ou a usuários que querem otimizar suas buscas. 

“Nós decidimos ensinar a pesquisar porque o Google tem uma gama de ferramentas, mas a maioria das pessoas só conhece parte delas”, diz Tasha Bergsin-Michelson, educadora do Google. Uma das seções do site é a Lessons Plans, ou planos de aula, em português. Nela, é possível encontrar os tutorias em três níveis de dificuldade que ensinam educadores com mais ou menos intimidade com o Google a pesquisar. Os vídeos dão dicas de como escolher os termos de pesquisa mais adequados, entender o resultado da busca, restringir a pesquisa para chegar a melhores resultados e até avaliar a credibilidade da fonte de informação.

A estratégia do Google de falar aos professores tem como objetivo fazer o treinamento chegar aos alunos para torná-los capazes de aprender sozinhos e de ser bons questionadores. “Nós precisamos cultivar a autonomia da aprendizagem nos nossos estudantes, para que, quando eles saírem para o mundo, depois do ensino médio, na faculdade, na carreira ou na vida, eles saibam como pesquisar e pensar criticamente”, diz Anne Arriaga, bibliotecária e membro da equipe de educadores do Google. No Search Education, os professores encontram também uma série de sugestões para desafiar os alunos. Dividido por disciplinas como história, geografia, biologia, o Google Day Challenge propõe atividades em que os estudantes serão testados tanto no conhecimento da matéria quanto nas ferramentas do buscador. Pelo site, o professor recebe dicas de como conduzir o exercício.

As atividades específicas foram desenvolvidas a partir do currículo norte-americano e, por enquanto, não há previsão de que a ferramenta seja traduzida ou adaptada para o ensino brasileiro. Para os vídeos gerais, que falam sobre as funcionalidades do Google, no entanto, as dicas podem ser muito úteis. O único problema é que todos os tutoriais são em inglês. Quem não domina o idioma, porém, pode recorrer à ajuda do próprio Google para decifrá-los. Ao clicar no botão CC, na parte inferior da tela, é possível selecionar a opção de ter a transcrição do áudio. Com o áudio transcrito, é só jogar o texto para ser traduzido pelo Google Tradutor.

6 de fevereiro de 2011

Crianças controladas, adultos de sucesso

Do IG, tradução de matéria do The New York Times:

Autocontrole na infância, sucesso na vida adulta

Pesquisa recente indica que crianças capazes de tolerar frustrações e esperar por sua vez têm mais chances de ser bem-sucedidas quando maiores


Nova pesquisa mostra que crianças que apresentam maior autocontrole aos 3 anos de idade se tornam adultos mais saudáveis e bem sucedidos. Por outro lado, aquelas que apresentam menor autocontrole são mais propensas a abandonar a escola, infringir a lei e ter problemas financeiros, concluíram os autores do estudo. Pesquisadores analisaram dados de cerca de 1.000 crianças neozelandesas nascidas nos anos de 1972 e 1973 e acompanhadas até os 32 anos de idade. O autocontrole dos participantes do estudo foi medido em diversos pontos da vida, desde os 3 anos de idade, através de avaliações feitas por professores, pais e pelos próprios participantes.

De acordo com o estudo, publicado online no final do mês passado no “Proceedings of the National Academy of Sciences”, crianças com alto QI e de famílias mais favorecidas em termos socioeconômicos se mostraram mais propensas a ter mais autocontrole. As crianças com menores índices de autocontrole mostraram maior propensão a adotar comportamentos negativos – como engravidar na adolescência, fumar e ficar desempregado. As crianças que aos 3 anos apresentaram baixo índice de autocontrole também foram mais propensas a enfrentar dificuldades financeiras e problemas de saúde na idade adulta. Elas também se mostraram mais propensas ao vício de fumar, consumir álcool e drogas mais pesadas.

“O autocontrole é essencial para examinarmos o horizonte e nos prepararmos para o que pode acontecer, para planejarmos com antecedência onde queremos chegar, para desenvolvermos bons relacionamentos, atraindo o apoio e a ajuda do próximo, e para esperarmos pelas coisas realmente boas que valem a pena ser aguardadas – em vez de corrermos atrás da diversão a curto prazo. Todos nós usamos nosso autocontrole todos os dias, mas algumas pessoas têm mais habilidade que outras”, disse Terrie Moffitt, professora de psicologia e neurociência da Duke University e principal autora do estudo.

Os pesquisadores encontraram uma ligação semelhante entre o autocontrole aos 5 anos de idade e o sucesso mais tarde. Ao usar dados de 500 pares de gêmeos na Inglaterra, eles constataram que os irmãos com índices mais baixos de autocontrole aos 5 anos de idade apresentaram maior propensão a fumar, ter baixo desempenho escolar e adotar comportamentos anti-sociais aos 12 anos de idade. “Sem dúvida crescer em uma família rica ou pobre faz diferença. E se somos dotados de inteligência e talento, isso certamente também faz diferença. Mas o que também importa é o comportamento que geramos, a forma como lidamos ou controlamos nossos impulsos e as decisões que tomamos. Somos agentes ativos, pilotando o avião de nossas vidas”, comentou Terrie.

Se você já presenciou seu filho esperneando no chão porque você disse que era hora de ir embora do parquinho, ou dando socos e pontapés enquanto você tentava levá-lo para o chuveiro, talvez você esteja se perguntando: isso é um exemplo de pouco autocontrole? Talvez, mas pesquisadores ressaltam que somente se isso acontece com frequência e em situações diversas. O estudo classificou o baixo autocontrole como pouca tolerância a frustrações, falta de persistência para alcançar objetivos, dificuldade de finalizar tarefas, impulsividade, agitação e dificuldade de aguardar por sua vez.

“Uma criança de 3 anos de idade e bom autocontrole consegue concentrar-se em um quebra-cabeça ou em um jogo até solucioná-lo. Ao passo que é provável que a criança com pouco autocontrole irá se recusar a jogar qualquer coisa que demande algum esforço, abandone o quebra-cabeça incompleto para correr pela sala, perca a paciência, jogando o quebra-cabeça na outra criança e acabe caindo no choro ou fazendo birra, em vez de sentir alguma satisfação”, explicou Terrie. A boa nova é que o autocontrole pode ser ensinado, disse Alex Piquero, professor de criminologia da Florida State University. De acordo com a pesquisa, as crianças que conseguiram melhorar o autocontrole com a idade se saíram melhores na vida adulta do que indicavam seus resultados iniciais.

“Muitas pesquisas já mostraram que existem treinamentos eficazes que podem ser adotados por pais e professores nos primeiros 10 anos de vida, para melhorar o autocontrole das crianças. Se conseguirmos detectar cedo estas falhas, estas crianças poderão melhorar o autocontrole e os resultados negativos serão evitados”, explicou Piquero.

28 de fevereiro de 2010

Professor, o DNA da instituição

Sua majestade, o professor

"Num tempo em que a concorrência entre as instituições de ensino superior se acirra, a questão da sobrevivência das organizações coloca-se como preocupação central para muitos gestores. O que faz a diferença nesse contexto? A infra-estrutura, a gestão ou o relacionamento entre alunos, professores e funcionários?
Uma pesquisa realizada pelo sociólogo Gilson Borda, que resultou na sua tese de doutorado, defendida na Universidade de Brasília, contém algumas ideias que podem ajudar as instituições a se posicionarem nesse contexto. A partir de questionários e entrevistas aplicadas a 351 alunos de duas instituições de ensino superior particulares do Distrito Federal, Borda concluiu que um bom professor vale mais do que instalações luxuosas. O resultado é válido para 80% dos estudantes que participaram do estudo e está relacionado, segundo o autor do trabalho, a uma mudança das relações que estão em curso no mundo contemporâneo.

Além de alunos, que responderam a um questionário com questões semi-abertas, foram entrevistados 14 gestores e profissionais das duas instituições. Uma delas existe há mais de 40 anos e localiza-se no Plano Piloto (área central de Brasília); a outra é pequena, nova e fica numa cidade-satélite (periferia). O autor conta que optou por investigar instituições com perfis diferentes para obter mais abrangência de resultados.
"Na segunda metade do século passado prevaleciam o capital econômico e o capital intelectual como valores das organizações. No cenário atual, o capital social está ganhando cada vez mais espaço como fundamento da relação de confiança que uma organização estabelece com as pessoas", diz Borda, explicando que capital social diz respeito às relações das instituições com clientes, prestadores de serviço, funcionários ou a comunidade em geral. Na opinião dele, a importância do capital social só tende a aumentar.
E, nesse processo, os professores desempenham um papel fundamental, afinal, são eles que convivem com os estudantes no dia a dia, constituindo-se na face mais visível da instituição. "O professor consolida ou não a confiança que o aluno mantém com a instituição de ensino", sintetiza o pesquisador. Ele considera que a sobrevivência das instituições está relacionada ao estabelecimento de relações de confiança, sobre as quais se constrói a credibilidade.
Para Borda, esse resultado implica o rompimento de algumas ideias preconcebidas, como a de que a imagem se constrói apenas por meio de uma comunicação eficiente. "A espiral de confiança é construída à medida que são reforçados os valores fundamentais", explica o pesquisador. Ele constatou um grau de satisfação maior dos alunos da instituição mais nova e menor, onde os resultados indicam a existência de maior engajamento dos professores. Por isso, ele reitera que o capital econômico e tudo que se associa a ele (investimento em infraestrutura, por exemplo) está vinculado ao capital social (o bom ou mau relacionamento com alunos, por exemplo). Novamente, os docentes são fundamentais nesse processo: o estudo aponta que a qualificação dos professores é o principal fator de atração de uma instituição .

Para Fábio José Garcia dos Reis, diretor de operações do Centro Unisal, em Lorena, no interior de São Paulo, o reconhecimento da importância do professor numa instituição educacional é algo que se constata ao longo da história e continua valendo até hoje. "Os professores tornam-se referência pelas suas publicações, pelo relacionamento com o mercado, pela sua capacidade de elaborar novos projetos e serviços e pelas diversas conversas com os alunos na orientação para o estudo, pesquisa ou trabalho", afirma.
Para Roberto Lobo Leal e Silva Filho, diretor da consultoria Lobo & Associados, o professor é o "DNA da instituição". "Não adianta ter um salão de mármore se os professores forem omissos", sintetiza. Entretanto, ele considera que o professor tem peso maior ou menor dependendo do perfil da instituição. "Nas instituições de massa, o valor da mensalidade pode ser um forte fator de atração", analisa. Mas mesmo nessas instituições, ressalva o consultor, não se pode esperar a oferta de um ensino de qualidade somente com professores horistas.
Reis se contrapõe, enfatizando que a credibilidade não está relacionada, necessariamente, ao tempo de dedicação do professor, embora reconheça que é importante ter muitos docentes vinculados a fim de se levar adiante projetos de pesquisa, ensino e extensão. "É ideal, mas o alto custo torna isso inviável para muitas instituições privadas."..."

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