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19 de junho de 2013

Jogo de encaixe com material reciclável para Educação Infantil

                Na educação infantil tudo é possível, é um mundo mágico em que o lúdico deve estar constantemente embutido no dia a dia da criança. Ao mesmo tempo, estamos em um momento de reutilização de materiais  reciclados. Montar brinquedos e jogos com  materiais recicláveis podem ser de grande valia se bem estruturados e elaborados.
               O brinquedo abaixo é destinado a criança de 2 a 3 anos. Qualquer educador pode estar montando e utilizando como apoio pedagógico. Podemos desenvolver a coordenação motora fina no momento do encaixe, vizualização de cores, classificação de cores, de formas...
                 Material necessário: Uma caixa grande; várias caixas pequenas de remédios, perfumes, chá; tinta guache; fita durex coloridas; folhas de papel rascunho para fazer as bolinhas.






26 de maio de 2013

Teóricos

Lev Vygotsky



      Para Vygotsky o convívio social é fundamental. A criança nasce com funções psicológicas elementares e com o convívio social, estas se transformam em funções psicológicas superiores. Cada indivíduo internaliza de uma maneira o conhecimento. 
     Existem dois tipos de conhecimentos: os do "cotidiano" e os "científicos". Quanto a aprendizagem, existem 3 esferas importantes: 
        1)  Zona de desenvolvimento potencial: É tudo aquilo que a criança não domina mas pode vir a ser capaz de realizar.
       2) Zona de desenvolvimento proximal: É aquilo que a criança é capaz de realizar com ajuda de outras pessoas.
        3) Zona de desenvolvimento real: É tudo aquilo que a criança já está apta a realizar sozinha.
      O erro e o acerto devem ser percebidos como indicador dos conhecimentos que precisam ser estimulados e não vistos como incapacidade. A correção possibilita ao aluno perceber quais conhecimentos ainda não domina e reorientar sua compreensão.


Piaget


          As diferenças do ritmo de aprendizagem ocorrem em virtude da estimulação do meio ambiente cultural e social, da motivação, das diferentes potencialidades de cada criança (herança genética) e, ainda do exercício dessas potencialidades.
          Estágios:
           1) Sensório-motor (0 a 2 anos): Utiliza apenas movimentos e órgãos do sentidos, sem pensamentos ou representações. Se finda por volta dos 2 anos com a formação da função simbólica.
             2) Pré-operatório (2 aos 7 anos): É marcante a função simbólica que permite representar objetos e elementos na sua ausência por meio de sinais
           3) Operações concretas (7 a 11/12 anos): A criança começa a perceber o "princípio da invariância", capacidade de perceber a reciprocidade e constância de relações entre quantidades.
            4) Operações formais (11/12 anos em diante): A criança é capaz de formular hipóteses, realizar implicações, disjunções...
           Para Piaget o professor é um facilitador do processo de aprendizagem. O errar é visto como um momento necessário de aprendizagem.


Henri Wallon

             Wallon procura entender a pessoa completa, integrada ao meio com seus aspectos afetivos, cognitivos e motores. Considera o sujeito como geneticamente social.
                A pessoa  deve ser vista como parte integrante do meio e o processo de socialização acontece pelo contato com a produção do outro (texto, pintura, música...).

Philippe Perrenoud

           O aspecto principal de Perrenoud é a competência. É mobilizar um conjunto de recursos cognitivos (saberes, capacidades, informações) para solucionar situações. A educação deve caminhar no sentido de que alunos e professores se conscientizem de suas capacidades, respeitando as diferenças.
          Competência é um conjunto de esquemas de percepção, pensamento, avaliação e ação, enquanto a habilidade é menos ampla e pode servir a várias competências.


                Algumas considerações vistas em um curso:

             1) Wallon, Vygotsky e Piaget: suas ideias se completam.
             2) Wallon e Vygotsky dão uma ênfase na dimensão cultural.
            3) Piaget dá grande contribuição no aspecto cognitivo, Vygotsky nos aspectos sócio-históricos e Wallon nos aspectos afetivos.
           4) Piaget se interessava em entender o desenvolvimento do conhecimento e para isso teve que estudar o desenvolvimento da criança. Para ele o conhecimento se dá a partir da ação do sujeito sobre a realidade (sujeito ativo) e para Vygotsky o conhecimento se dá a partir das relações intra e inter pessoais.
         5) Wallon tenta entender o desenvolvimento psicológico e em consequência o desenvolvimento do conhecimento. Procura entender a pessoa completa, em suas dimensões emotivas, motoras, cognitivas e biológicas.
         6) Para Perrenoud os professores precisam estar em formação permanente compreendendo a aprendizagem como atrelada a vários saberes.



           
 

25 de maio de 2013

Quebra - cabeça com caixas de leite e caixas de creme dental

Muito fácil de fazer e as crianças adoram brincar. Para as crianças de 2 e 3 anos é importante confeccionar com caixas de leite pois as figuras ficam maiores. Já para as crianças de 4 anos ou mais, o quebra-cabeça pode ser confeccionado com caixa de creme dental para que possa dar um maior número de peças.

Encapei com papel rascunho e depois pintei com tinta guache. Então colei as figuras já cortadas.





300.000 visitantes

 

Olá a todos. Hoje chegamos à significativa contagem de 300.000 visitantes. O que começou como um simples passatempo, hoje alcançou uma expressiva marca. Agradeço a todos que, esporádica ou episodicamente têm feito parte desta história de acompanhamento de assuntos ligados ao ensino e à aprendizagem. Agradeço ao Criador pela inspiração e à minha família que sempre me apoiou na jornada deste  espaço cultural, que aconteceu de forma paralela com minha trajetória de Pedagoga. Que venham mais 300.000.

19 de maio de 2013

Métodos e Técnicas de Ensino


- Aulas expositivas: A aula expositiva está presente desde o tempo dos jesuítas, é a prática mais empregada atualmente pelos professores. É preciso ter cuidado porque muitas vezes a aula expositiva cai no problema que somente o professor apresenta e passa o conteúdo e o aluno escuta passivamente. É importante não esquecer da interação com o aluno já que hoje procuramos desenvolver alunos críticos, reflexivos e ativos.

- Discussões em classe: É um dos métodos mais adequados para o ensino superior sendo uma maneira mais ativa de o discente participar. A discussão contribui para promover o diálogo entre professor e aluno trazendo benefícios para toda a classe como:
1) Incentiva os estudantes a falar em público, expressando suas idéias sem medo de errar.
2) Estimula-os a ouvir  os colegas, a dialogar, argumentar.
Para que tenha êxito é fundamental que os alunos se preparem com leituras prévias.

- Método PBL (Problem - Based Learning): Essa estratégia educacional está centrada no aluno. Ajuda a desenvolver a habilidade de trabalhar de forma independende ou em grupo. prepara-o para tomar decisões, ter iniciativa e adquirir novos  conhecimentos. O aluno é estimulado a fazer e a aprender. 

Leia mais:

17 de maio de 2013

ATIVIDADE PARA EDUCAÇÃO INFANTIL - SAPATO

                Achei muito interessante porque desenvolve a coordenação motora fina. Nesta atividade o aluno irá aprender a fazer o laço no sapato. Foi feito com material reciclável. 
      
              Esta ideia foi retirada da revista Projetos Escolares (Educação Infantil). Recomendo esta revista para aqueles professores apaixonados pela educação infantil.

                   Passo a passo para confecção do sapato:

                1) Corte a caixa de leite a 13 cm da base. Encape-a com papel color set. Com a tesoura, faça cortes de 5,5 cm nas quinas de um dos lados menores.

                 2) Arredonde as laterais da caixa e da aba formada. Faça três furos em cada lateral da caixa com o furador de papel.

                  3) Passe um pedaço de barbante de 50 cm pelos furos e dê um laço.

 

28 de abril de 2013

Desmascarando o sistema de cotas


 
Da Folha:

Cotistas têm desempenho inferior entre universitários

Alunos de graduação beneficiários de políticas de ações afirmativas, como cotas e bônus, têm apresentado desempenho acadêmico pior que os demais estudantes nas universidades públicas do país, mostram estudos recentes.

As pesquisas também concluem que a diferença de notas perdura até o fim dos cursos e costuma ser maior em carreiras de ciências exatas. 

Universitários que ingressaram em instituições públicas federais por meio de ação afirmativa tiraram, em média, nota 9,3% menor que a dos demais na prova de conhecimentos específicos do Enade (Exame Nacional de Desempenho de Estudantes), que avalia cursos superiores no país. 

No caso das universidades estaduais, cotistas e beneficiários de bônus tiveram nota, em média, 10% menor.
Os dados fazem parte de estudo recente dos pesquisadores Fábio Waltenberg e Márcia de Carvalho, da UFF (Universidade Federal Fluminense), com base no Enade de 2008, que pela primeira vez identificou alunos que ingressaram por políticas de ação afirmativa. 

Foram analisados os desempenhos de 167.704 alunos que estavam concluindo a graduação nos 13 cursos avaliados em 2008, como ciências sociais, engenharia, filosofia, história e matemática. 

"Encontramos diferenças razoáveis. Não são catastróficas como previam alguns críticos das ações afirmativas, mas é importante registrar que existe uma diferença para não tapar o sol com a peneira", diz Waltenberg. 

Para ele, o desnível atual é um preço baixo a se pagar pela maior inclusão. Mas ele ressalta que, com a ampliação da política de cotas (que atingirão 50% das vagas das federais até 2016), é possível que o hiato entre as notas se amplie. 

EVASÃO MENOR
 
Pesquisa recente feita pelo economista Alvaro Mendes Junior, professor da Universidade Cândido Mendes, sobre o resultado de ações afirmativas na Uerj (Universidade do Estado do Rio de Janeiro) revela que o nível de evasão entre os cotistas na universidade é menor do que entre outros estudantes. 

Mas os dados levantados por ele --que acompanhou o progresso de alunos que ingressaram em 2005 em 43 carreiras-- confirmam as disparidades de desempenho. O coeficiente de rendimento (média das notas) de alunos não beneficiários de ações afirmativas que se formaram até 2012 foi, em média, 8,5%, maior do que o dos cotistas. Em carreiras como ciência da computação e física essa diferença salta para, respectivamente, 43,2% e 73,2%. 




5 de abril de 2013

Mudanças na Lei de Diretrizes e Bases da Educação

Da Veja:

Nova lei obriga pais a matricular filhos com 4 anos na pré-escola

Governos estaduais e municipais têm até 2016 para garantir as vagas

Aumenta número de alunos na pré-escola e no ensino médio em duas décadas de estatuto


A presidente Dilma Rousseff fez modificações importantes na Lei de Diretrizes e Bases da Educação. A mais relevante é a redução da idade mínima para a matrícula de crianças na escola, que caiu de 6 para 4 anos. Pelo novo texto, publicado nesta sexta-feira no Diário Oficial da União, o estado é obrigado a garantir à população educação escolar pública e gratuita dos 4 aos 17 anos. A nova lei ainda torna dever dos pais ou responsáveis efetuar a matrículas das crianças na educação básica a partir dos 4 anos de idade. Os governos estaduais e municipais têm até 2016 para garantir vagas a todas as crianças com idade a partir de 4 anos.

Entre as obrigações do estado, a lei ainda prevê:

1) a oferta de educação infantil gratuita às crianças de até 5 anos de idade;
2) atendimento educacional especializado gratuito aos estudantes com deficiência, transtornos globais do desenvolvimento e altas habilidades ou superdotação, transversal a todos os níveis, etapas e modalidades, preferencialmente na rede regular de ensino;
3) acesso público e gratuito aos ensinos fundamental e médio para todos os que não os concluíram na idade própria;
4) e atendimento ao educando, no ensino fundamental público, por meio de programas suplementares de material didático-escolar, transporte, alimentação e assistência à saúde.

O novo texto também estabelece que as crianças de 4 e 5 anos terão "avaliação mediante acompanhamento e registro do desenvolvimento, sem o objetivo de promoção, mesmo para o acesso ao ensino fundamental". Além disso, a carga horária mínima anual da educação infantil será de 800 horas, distribuída por um mínimo de 200 dias de trabalho educacional. O atendimento à criança deve ser de, no mínimo, quatro horas diárias para o turno parcial e de sete horas para a jornada integral. Na pré-escola, as instituições de ensino têm de controlar a frequência das crianças, que deve, no mínimo, de 60% do total de horas. Outra novidade na lei foi a inclusão de mais um princípio a ser observado no processo de ensino das escolas. Trata-se da "consideração com a diversidade étnico-racial". Princípios como igualdade de condições para o acesso e permanência na escola, pluralismo de ideias, valorização do profissional da educação escolar e garantia de padrão de qualidade já estavam contemplados no texto anterior.

2 de abril de 2013

Aula de Matemática: Vida de Pi elevada à enésima potência


10 de março de 2013

Técnicas de ensino



As técnicas de ensino são importantes porque ajudam o professor a desenvolver aulas mais atrativas. Dependendo do conteúdo e do objetivo, o professor poderá escolher a técnica mais adequada. Algumas técnicas que podem ajudar o professor a desenvolver o conteúdo melhor são:
       1) Discussões em classe: Está mais voltado para o ensino superior e é uma maneira mais ativa de o aluno participar. A discussão contribui para promover o diálogo entre professor e aluno. Benefícios da discusão em classe:
              - Incentiva os estudantes a falar em público;
              - Estimula a ouvir os colegas, a respeitar as opiniões das outras pessoas, a argumentar...
       Para que a técnica tenha êxito é fundamental que se preparem leituras prévias sobre o assunto a ser discutido.
 
          2) Aulas expositivas: É uma técnica que já era utilizada no tempo dos jesuítas. É  mais utilizada pelos professores. O problema das aulas expositivas é que em muitos casos o professor expõe a aula e o aluno não participa tendo assim um comportamento passivo.

      3) Estudo dirigido: É uma técnica de ensino individualizada. É desenvolvida a partir de um roteiro prévio elaborado pelo professor. Pode ser aplicado a um capítulo do livro, artigo, texto, livro...Tem os seguintes objetivos:
               - Provocar os alunos criticamente onde vão buscar compreender as questões levantadas;
               - Relacionar o texto com o seu contexto;
              - Desenvolver a reflexão, criatividade e criticidade,
             É uma técnica que serve para fixação de conteúdos assim como para desenvolver a autonomia do aluno no estudo.

     4) Seminário: O seminário tem o propósito de se estudar um tema ou questões de uma determinada área. Não é o professor que vai transmitir o conhecimento e sim o aluno vai estudar e se aprofundar no assunto determinado e passará então para o grupo. O professor apenas coordena o seminário. É importante que ele tenha o cuidado para desempenhar o papel de coordenador adequadamente para que a técnica não venha a fracassar. É fundamental que os alunos assumam a responsabilidade de estudar para que a apresentação tenha êxito.
              O seminário possui três etapas:

              1)Preparação do seminário:
               Compete ao professor:
              - Explicitar os objetivos claramente;
              - Sugerir temas adequados aos alunos, justificando a importância;
              - Ajudar os alunos a selecionar os subtemas;
              - Recomendar bibliografia a ser estudada por todos os membros do grupo;
              - Orientar os alunos na busca e localização de fontes de consulta.
              Compete aos alunos:
              - Escolher o tema ou o subtema;
              - Adquirir informações, dados, idéias por meio de pesquisas e levantamentos bibliográficos;
              - Ler a bibliogroafia sugerida;
              - Providenciar materiais e recursos necessários para apresentação do seminário.

              2)Apresentação do seminário, pode ser por meio de exposição oral, debate, discussão.
              As atividades básicas desta etapa são:
               - Apresentação do trabalho por escrito com cópias para cada participante;
              - Exposição do tema com objetividade;
              - Formulação de questões críticas, discutindo-os seriamente.

              3)Apreciação final sobre o trabalho. Pode ser feito por meio de nota ou menção.

       A técnica do seminário cabe aos alunos do ensino médio aos alunos de pós-graduação. É excelente para estimular a produção do conhecimento.
          
             

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