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6 de outubro de 2013

A ética familiar e a educação

Da Veja:

O dilema da criação de filhos no Brasil: a ética compensa?

Pais temem ensinar virtudes às crianças e torná-las presas fáceis em um país onde o dever e a verdade parecem vencidos pela mania de levar vantagem

Gabriela Loureiro
Dilema
"Fazer o certo ou ser feliz?", o dilema que mobilizou filósofos gregos se repete na criação dos filhos (Enrico Fianchini/Getty Images/Vetta)
 
A dentista Márcia Costa abomina infrações às leis de trânsito. Em especial, a prática adotada por muitos pais de parar o carro em fila dupla, interrompendo o fluxo de veículos, para deixar os filhos na porta da escola. Ela prefere estacionar seu carro mais longe e fazer os adolescentes caminharem até lá. Não satisfeita, reprova publicamente os motoristas que alimentam a irregularidade. Os filhos protestam: "Que mico!", diz Beatriz, de 15 anos. "Mãe, assim é você quem acaba sendo a chata da história", afirma Lucca, de 12. A guerra à fila dupla envolveu até o marido de Márcia, Marcelo, que certo dia colocou a convicção da mulher à prova: "Você quer estar certa ou quer ser feliz?" É um velho dilema. Filósofos gregos já se faziam a pergunta há mais de vinte séculos: uns defendiam que fazer o que é correto, o que deve ser feito, é o caminho para a felicidade; outros argumentavam que tal conciliação é impossível.

Ética e felicidade na Grécia Antiga​​

Pródico de Ceos (século V a.C.), um sofista, acreditava que ética e felicidade eram excludentes. Ele citava o exemplo da escolha de Hércules. Segundo a mitologia, o herói se deparara com duas deusas, a felicidade e a virtude, que o convidavam a viver duas vias distintas. Hércules optava pela virtude em detrimento dos prazeres passageiros. Já Aristóteles (século IV a.C.) pensava que ética e felicidade eram complementares: a primeira como o meio, a outra, como fim.

O dilema vive no Brasil hoje. E se acirrou há poucas semanas com a publicação do artigo do economista Gustavo Ioschpe, colunista de VEJA, intitulado "Devo educar meus filhos para serem éticos?" Ioschpe revelou a apreensão de criar filhos em uma nação às voltas com problemas éticos de estaturas variadas — da ausência de pontualidade para compromissos à ausência de honestidade para governar. A certa altura, ele apresentou assim seu dilema: "Será que o melhor que poderia fazer para preparar meus filhos para viver no Brasil seria não aprisioná-los na cela da consciência, do diálogo consigo mesmos, da preocupação com a integridade?" Foi a senha para que milhares de leitores se manifestassem, compartilhando apreensão idêntica.

Mais de 30.000 pessoas recomendaram o texto, reproduzido em VEJA.com, utilizando recurso do Facebook; centenas deixaram comentários ao artigo e espalharam as ideias contidas nele pela internet. Muitos aproveitaram a ocasião para contar suas histórias, seus dilemas. É o caso de Márcia Costa e dos demais pais ouvidos nesta reportagem. "Temos que criar nossos filhos para serem do bem ou para se darem bem? A preocupação é o quão inocente nossos filhos vão ser se forem educados para serem do bem", diz a tradutora Samira Regina Favaro Gris. A médica Denise Zeoti acrescenta: "A ideia de passar valores para minha filha e torná-la uma presa fácil me assusta. Quero que ela seja uma pessoa ética, correta, mas não quero que ela seja passada para trás." 

Leitores falam sobre o dilema ético na criação de filhos

Sandra Capaldi Arruda, engenheira florestal, Piracicaba (SP)

Sandra com a filha Laura e o marido, Marco Aurélio
"Havia algumas regras na escola da minha filha. Uma delas: todos os alunos têm que usar uniformes. Outra: na aula de educação física, as meninas devem prender o cabelo. Um dia, fui à escola e percebi que nenhum estudante usava o uniforme. Na aula de educação física, todas as meninas tinham os cabelos soltos. Comecei a me fazer perguntas: 'Se é uma norma, por que ninguém cobra seu cumprimento?' Mais uma: 'Será que estou sendo muito exigente com minha filha?' Apesar das dúvidas, continuo com a certeza de que as regras são importantes. Se você não exige das crianças respeito às normas, como querer que elas façam isso quando forem adultas?"

Do ponto de vista filosófico, ética é um conjunto de valores e princípios que define os limites de ação de cada ser humano. "Esse conjunto nos orienta em três questões fundamentais, intrinsicamente ligadas à nossa liberdade individual: Quero? Posso? Devo? Minha resposta depende dos princípios éticos que adoto", diz o filósofo Mario Sergio Cortella. É uma questão simples de compreender quando aplicada à prática. De maneira geral, queremos muitas coisas: em alguns casos, podemos até obtê-las (ou realizá-las), mas, em outros, não devemos alcançá-las. Pode ser o caso de parar o carro em fila dupla na porta da escola dos filhos; pode ser o caso de desviar dinheiro dos cofres públicos. Pessoas eticamente saudáveis, prossegue a filosofia, são aquelas que podem, mas não fazem o que é errado.

Cortella: felicidade com ética
Quando se trata de ética, portanto, há sempre um choque entre princípios e ações individuais e coletivos. Seria mais correto, aliás, falar em éticas — no plural. Cortella tem um inusitado exemplo para explicar como elas se chocam, e como, no convívio social, a ética se impõe aos interesses individuais. É a análise do caso de uma casca de banana atirada ao chão. "Quem a atirou ali propositalmente seguiu a ética tola, egoísta. Quem viu a casca, mas não a retirou, agiu segundo a ética da omissão. Finalmente, quem jogou a casca no lixo seguiu a ética da vida coletiva."

Criar filhos no Brasil demanda preocupação extra por causa dos tipos de ética que se chocam no ambiente público. Afinal, como convencer os filhos de que é preciso falar sempre a verdade quando um deputado federal preso por desvio de dinheiro público é absolvido por seu pares, que asseguram a ele o mandato de representante do povo? "Uma sociedade em que os poderosos não são presos, em que nem todos são iguais perante a lei, vive uma contradição ética. Em público você quer parecer igualitário, mas por baixo dos panos, para seus parentes, você usa a ética da desigualdade", diz o antropólogo Roberto Da Matta.

A ética — a da igualdade — pode ser o caminho mais longo e árduo para os brasileiros, em geral, e para os pais, em particular, rumo à felicidade. Mas é, segundo filósofo Cortella, certamente o único. "Não é possível ser feliz quando não se tem paz de consciência. Quem age de acordo com a conveniência do momento, prega uma ideia e aplica outra, não terá essa paz. Esse sofre de esquizofrenia ética", diz. "Agir de acordo com o que consideramos correto é o que traz paz de espírito." No artigo que levantou a discussão, Gustavo Ioschpe, logo após apresentar seu dilema, concluiu que deixar de transmistir a seus filhos um legado ético era uma decisão insustentável. O norte é mesmo a ética.

11 de julho de 2013

Porque a Festa Literária Internacional de Paraty não está com nada

Do Mídia sem máscara:

Alguém e ninguém

Mais que um simples escândalo literário e editorial, a FLIP deste ano é um delito de malversação de dinheiro público do Governo do Estado do Rio de Janeiro, da Embratel, da Petrobrás e da Eletrobrás.

Tentando justificar a ausência de escritores liberais e conservadores na Festa Literária Internacional de Paraty (FLIP) deste ano, assim se pronunciaram os seus mais destacados representantes: 

Miguel Conde, curador: “Não acho que escritores associados à direita sejam numerosos. Tenho até dificuldade em pensar em nomes.”

Sérgio Miceli, membro da principal mesa de debates : “Bons pensadores à direita são peça rara no país.”

Milton Hatoum, conferencista encarregado da palestra de abertura : “De escritor importante no Brasil, não me lembro de nenhum de direita.”

Dada a relevância dos personagens, não creio exagerar ao supor que suas opiniões e seu nível de cultura exemplificam a média dos participantes, excetuada a hipótese, hedionda mas plausível, de que ela vá daí para baixo.

Nesse sentido, a FLIP é a mais espetacular amostra viva da completa destruição da alta cultura no país, substituída pela tagarelice autopromocional de usurpadores e carreiristas barbaramente incultos e infinitamente presunçosos, cuja sobrevivência no cenário intelectual só se deve a três fatores: (1) proteção governamental, (2) interbadalação mafiosa, (3) sistemática e preventiva exclusão dos adversários reais e possíveis.

O fator 3 vem sendo aplicado com tal perseverança, que acabou por moldar a cabeça dos seus mesmos praticantes. Primeiro eles se recusam a falar de um autor, depois concluem, do seu próprio silêncio, que ele não existe. Sua regra áurea é o argumentum ad ignorantiam: “Tudo aquilo que eu não sei ou que esqueci é inexistente, nulo ou irrelevante.”

Os três citados mostraram mais ignorância da cultura brasileira do que se poderia tolerar – mas não aprovar – em alunos de ginásio. Não vou discutir com esses palhaços. Vou fornecer ao leitor um breve mostruário daquilo que eles, tomando a sua própria ignorância como medida da realidade, dizem ser inexistente ou quase.

Eis aqui, colhidos a esmo, uns poucos nomes de escritores e outros intelectuais brasileiros de ontem e de hoje, todos mais que consagrados (muitos internacionalmente), tidos como “de direita” seja por eles próprios, seja por seus detratores esquerdistas:

Afonso d’Escragnolle Taunay
Alberto Oliva
Ângelo Monteiro
Antônio Olinto
Antônio Paim
Arthur César Ferreira Reis
Augusto Frederico Schmidt
Bruno Garschagen
Bruno Tolentino
Carlos Lacerda
Cornélio Penna
Demétrio Magnoli
Denis Rosenfield
Diogo Mainardi
Dora Ferreira da Silva
Eduardo Gianetti da Fonseca
Eduardo Prado
Eugênio Gudin
Gerardo Mello Mourão
Gilberto de Mello Kujawski
Gilberto Freyre
Gustavo Corção
Heitor de Paola
Heraldo Barbuy
Ignácio da Silva Telles
Irineu Strenger
Ives Gandra da Silva Martins
João Camilo de Oliveira Torres
João de Scantimburgo
Joaquim Nabuco
Jorge Caldeira
José Américo de Almeida
José Guilherme Merquior
José Osvaldo de Meira Penna
Josué Montello
Júlio de Mesquita Filho
Leonardo Prota
Leonel Franca (Pe.)
Lúcio Cardoso
Luís Viana Filho
Luiz Felipe Pondé
Machado de Assis
Manuel Bandeira
Maria José de Queiroz
Mário Ferreira dos Santos
Mário Guerreiro
Mário Vieira de Mello
Maurílio Penido (Pe.)
Miguel Reale
Milton Campos
Nelson Rodrigues
Nicolas Boer
Octavio de Faria
Oliveira Lima
Oliveira Vianna
Otto Maria Carpeaux (primeira fase)
Paulo Francis (segunda fase)
Paulo Mercadante
Paulo Ricardo de Azevedo (Pe.)
Pedro Calmon
Percival Puggina
Plínio Barreto
Rachel de Queiroz
Reinaldo Azevedo
Renato Cirell Czerna
Ricardo Velez Rodriguez
Roberto Campos
Roberto Fendt Júnior
Rodrigo Gurgel
Romano Galeffi
Roque Spencer Maciel de Barros
Ruy Barbosa
Vicente Ferreira da Silva
Vilém Flusser
Wilson Martins.

Faço a lista no improviso e de memória, porque tenho alguma e porque estudei. Os anões da FLIP não sabem nada, não são intelectuais exceto no sentido muito elástico e gramsciano do termo, isto é, agentes de organizações de esquerda encarregados de “ocupar espaços” na mídia, nas universidades e no movimento editorial e ali abrir vagas para seus parceiros de militância, vetando o acesso de candidatos politicamente indesejáveis. O establishment esquerdista recompensa-os generosamente ao ponto de induzir cada um à ilusão de que é mesmo, como diria Léon Bloy, “aquilo que se convencionou chamar de alguém” -- e de que tudo o mais é um vasto ninguém.

Mais que um simples escândalo literário e editorial, a FLIP deste ano é um delito de malversação de dinheiro público do Governo do Estado do Rio de Janeiro, da Embratel, da Petrobrás e da Eletrobrás. Pessoas que desconhecem a cultura brasileira não têm nenhum direito de representá-la e de ser subsidiadas para isso pelos já tão espoliados e exaustos contribuintes. A FLIP não é um acontecimento da esfera intelectual, é só mais um episódio banal da corrupção avassaladora que tomou conta deste país.
* * *
MercadanteAssinalo aqui, de passagem e com imensa tristeza, o recente falecimento de um queridíssimo amigo, o escritor e filósofo Paulo Mercadante, uma das inteligências mais lúcidas e produtivas que este país já conheceu.
Comunista na juventude, Paulo rompeu com o Partido após a denúncia dos crimes de Stálin por Nikita Kruschev em 1956, e formou, com Antônio Paim e outros, o núcleo do que viria a ser a corrente liberal do pensamento brasileiro nas décadas seguintes.
Paulo Mercadante foi o homem mais gentil, bondoso e generoso que conheci, além de autor de pelo menos um clássico indiscutível (A Consciência Conservadora no Brasil) e de notáveis ensaios filosóficos que pairam léguas acima das cabecinhas da FLIP.

19 de junho de 2013

Jogo de encaixe com material reciclável para Educação Infantil

                Na educação infantil tudo é possível, é um mundo mágico em que o lúdico deve estar constantemente embutido no dia a dia da criança. Ao mesmo tempo, estamos em um momento de reutilização de materiais  reciclados. Montar brinquedos e jogos com  materiais recicláveis podem ser de grande valia se bem estruturados e elaborados.
               O brinquedo abaixo é destinado a criança de 2 a 3 anos. Qualquer educador pode estar montando e utilizando como apoio pedagógico. Podemos desenvolver a coordenação motora fina no momento do encaixe, vizualização de cores, classificação de cores, de formas...
                 Material necessário: Uma caixa grande; várias caixas pequenas de remédios, perfumes, chá; tinta guache; fita durex coloridas; folhas de papel rascunho para fazer as bolinhas.






26 de maio de 2013

Teóricos

Lev Vygotsky



      Para Vygotsky o convívio social é fundamental. A criança nasce com funções psicológicas elementares e com o convívio social, estas se transformam em funções psicológicas superiores. Cada indivíduo internaliza de uma maneira o conhecimento. 
     Existem dois tipos de conhecimentos: os do "cotidiano" e os "científicos". Quanto a aprendizagem, existem 3 esferas importantes: 
        1)  Zona de desenvolvimento potencial: É tudo aquilo que a criança não domina mas pode vir a ser capaz de realizar.
       2) Zona de desenvolvimento proximal: É aquilo que a criança é capaz de realizar com ajuda de outras pessoas.
        3) Zona de desenvolvimento real: É tudo aquilo que a criança já está apta a realizar sozinha.
      O erro e o acerto devem ser percebidos como indicador dos conhecimentos que precisam ser estimulados e não vistos como incapacidade. A correção possibilita ao aluno perceber quais conhecimentos ainda não domina e reorientar sua compreensão.


Piaget


          As diferenças do ritmo de aprendizagem ocorrem em virtude da estimulação do meio ambiente cultural e social, da motivação, das diferentes potencialidades de cada criança (herança genética) e, ainda do exercício dessas potencialidades.
          Estágios:
           1) Sensório-motor (0 a 2 anos): Utiliza apenas movimentos e órgãos do sentidos, sem pensamentos ou representações. Se finda por volta dos 2 anos com a formação da função simbólica.
             2) Pré-operatório (2 aos 7 anos): É marcante a função simbólica que permite representar objetos e elementos na sua ausência por meio de sinais
           3) Operações concretas (7 a 11/12 anos): A criança começa a perceber o "princípio da invariância", capacidade de perceber a reciprocidade e constância de relações entre quantidades.
            4) Operações formais (11/12 anos em diante): A criança é capaz de formular hipóteses, realizar implicações, disjunções...
           Para Piaget o professor é um facilitador do processo de aprendizagem. O errar é visto como um momento necessário de aprendizagem.


Henri Wallon

             Wallon procura entender a pessoa completa, integrada ao meio com seus aspectos afetivos, cognitivos e motores. Considera o sujeito como geneticamente social.
                A pessoa  deve ser vista como parte integrante do meio e o processo de socialização acontece pelo contato com a produção do outro (texto, pintura, música...).

Philippe Perrenoud

           O aspecto principal de Perrenoud é a competência. É mobilizar um conjunto de recursos cognitivos (saberes, capacidades, informações) para solucionar situações. A educação deve caminhar no sentido de que alunos e professores se conscientizem de suas capacidades, respeitando as diferenças.
          Competência é um conjunto de esquemas de percepção, pensamento, avaliação e ação, enquanto a habilidade é menos ampla e pode servir a várias competências.


                Algumas considerações vistas em um curso:

             1) Wallon, Vygotsky e Piaget: suas ideias se completam.
             2) Wallon e Vygotsky dão uma ênfase na dimensão cultural.
            3) Piaget dá grande contribuição no aspecto cognitivo, Vygotsky nos aspectos sócio-históricos e Wallon nos aspectos afetivos.
           4) Piaget se interessava em entender o desenvolvimento do conhecimento e para isso teve que estudar o desenvolvimento da criança. Para ele o conhecimento se dá a partir da ação do sujeito sobre a realidade (sujeito ativo) e para Vygotsky o conhecimento se dá a partir das relações intra e inter pessoais.
         5) Wallon tenta entender o desenvolvimento psicológico e em consequência o desenvolvimento do conhecimento. Procura entender a pessoa completa, em suas dimensões emotivas, motoras, cognitivas e biológicas.
         6) Para Perrenoud os professores precisam estar em formação permanente compreendendo a aprendizagem como atrelada a vários saberes.



           
 

25 de maio de 2013

Quebra - cabeça com caixas de leite e caixas de creme dental

Muito fácil de fazer e as crianças adoram brincar. Para as crianças de 2 e 3 anos é importante confeccionar com caixas de leite pois as figuras ficam maiores. Já para as crianças de 4 anos ou mais, o quebra-cabeça pode ser confeccionado com caixa de creme dental para que possa dar um maior número de peças.

Encapei com papel rascunho e depois pintei com tinta guache. Então colei as figuras já cortadas.





300.000 visitantes

 

Olá a todos. Hoje chegamos à significativa contagem de 300.000 visitantes. O que começou como um simples passatempo, hoje alcançou uma expressiva marca. Agradeço a todos que, esporádica ou episodicamente têm feito parte desta história de acompanhamento de assuntos ligados ao ensino e à aprendizagem. Agradeço ao Criador pela inspiração e à minha família que sempre me apoiou na jornada deste  espaço cultural, que aconteceu de forma paralela com minha trajetória de Pedagoga. Que venham mais 300.000.

19 de maio de 2013

Métodos e Técnicas de Ensino


- Aulas expositivas: A aula expositiva está presente desde o tempo dos jesuítas, é a prática mais empregada atualmente pelos professores. É preciso ter cuidado porque muitas vezes a aula expositiva cai no problema que somente o professor apresenta e passa o conteúdo e o aluno escuta passivamente. É importante não esquecer da interação com o aluno já que hoje procuramos desenvolver alunos críticos, reflexivos e ativos.

- Discussões em classe: É um dos métodos mais adequados para o ensino superior sendo uma maneira mais ativa de o discente participar. A discussão contribui para promover o diálogo entre professor e aluno trazendo benefícios para toda a classe como:
1) Incentiva os estudantes a falar em público, expressando suas idéias sem medo de errar.
2) Estimula-os a ouvir  os colegas, a dialogar, argumentar.
Para que tenha êxito é fundamental que os alunos se preparem com leituras prévias.

- Método PBL (Problem - Based Learning): Essa estratégia educacional está centrada no aluno. Ajuda a desenvolver a habilidade de trabalhar de forma independende ou em grupo. prepara-o para tomar decisões, ter iniciativa e adquirir novos  conhecimentos. O aluno é estimulado a fazer e a aprender. 

Leia mais:

17 de maio de 2013

ATIVIDADE PARA EDUCAÇÃO INFANTIL - SAPATO

                Achei muito interessante porque desenvolve a coordenação motora fina. Nesta atividade o aluno irá aprender a fazer o laço no sapato. Foi feito com material reciclável. 
      
              Esta ideia foi retirada da revista Projetos Escolares (Educação Infantil). Recomendo esta revista para aqueles professores apaixonados pela educação infantil.

                   Passo a passo para confecção do sapato:

                1) Corte a caixa de leite a 13 cm da base. Encape-a com papel color set. Com a tesoura, faça cortes de 5,5 cm nas quinas de um dos lados menores.

                 2) Arredonde as laterais da caixa e da aba formada. Faça três furos em cada lateral da caixa com o furador de papel.

                  3) Passe um pedaço de barbante de 50 cm pelos furos e dê um laço.

 

28 de abril de 2013

Desmascarando o sistema de cotas


 
Da Folha:

Cotistas têm desempenho inferior entre universitários

Alunos de graduação beneficiários de políticas de ações afirmativas, como cotas e bônus, têm apresentado desempenho acadêmico pior que os demais estudantes nas universidades públicas do país, mostram estudos recentes.

As pesquisas também concluem que a diferença de notas perdura até o fim dos cursos e costuma ser maior em carreiras de ciências exatas. 

Universitários que ingressaram em instituições públicas federais por meio de ação afirmativa tiraram, em média, nota 9,3% menor que a dos demais na prova de conhecimentos específicos do Enade (Exame Nacional de Desempenho de Estudantes), que avalia cursos superiores no país. 

No caso das universidades estaduais, cotistas e beneficiários de bônus tiveram nota, em média, 10% menor.
Os dados fazem parte de estudo recente dos pesquisadores Fábio Waltenberg e Márcia de Carvalho, da UFF (Universidade Federal Fluminense), com base no Enade de 2008, que pela primeira vez identificou alunos que ingressaram por políticas de ação afirmativa. 

Foram analisados os desempenhos de 167.704 alunos que estavam concluindo a graduação nos 13 cursos avaliados em 2008, como ciências sociais, engenharia, filosofia, história e matemática. 

"Encontramos diferenças razoáveis. Não são catastróficas como previam alguns críticos das ações afirmativas, mas é importante registrar que existe uma diferença para não tapar o sol com a peneira", diz Waltenberg. 

Para ele, o desnível atual é um preço baixo a se pagar pela maior inclusão. Mas ele ressalta que, com a ampliação da política de cotas (que atingirão 50% das vagas das federais até 2016), é possível que o hiato entre as notas se amplie. 

EVASÃO MENOR
 
Pesquisa recente feita pelo economista Alvaro Mendes Junior, professor da Universidade Cândido Mendes, sobre o resultado de ações afirmativas na Uerj (Universidade do Estado do Rio de Janeiro) revela que o nível de evasão entre os cotistas na universidade é menor do que entre outros estudantes. 

Mas os dados levantados por ele --que acompanhou o progresso de alunos que ingressaram em 2005 em 43 carreiras-- confirmam as disparidades de desempenho. O coeficiente de rendimento (média das notas) de alunos não beneficiários de ações afirmativas que se formaram até 2012 foi, em média, 8,5%, maior do que o dos cotistas. Em carreiras como ciência da computação e física essa diferença salta para, respectivamente, 43,2% e 73,2%. 




5 de abril de 2013

Mudanças na Lei de Diretrizes e Bases da Educação

Da Veja:

Nova lei obriga pais a matricular filhos com 4 anos na pré-escola

Governos estaduais e municipais têm até 2016 para garantir as vagas

Aumenta número de alunos na pré-escola e no ensino médio em duas décadas de estatuto


A presidente Dilma Rousseff fez modificações importantes na Lei de Diretrizes e Bases da Educação. A mais relevante é a redução da idade mínima para a matrícula de crianças na escola, que caiu de 6 para 4 anos. Pelo novo texto, publicado nesta sexta-feira no Diário Oficial da União, o estado é obrigado a garantir à população educação escolar pública e gratuita dos 4 aos 17 anos. A nova lei ainda torna dever dos pais ou responsáveis efetuar a matrículas das crianças na educação básica a partir dos 4 anos de idade. Os governos estaduais e municipais têm até 2016 para garantir vagas a todas as crianças com idade a partir de 4 anos.

Entre as obrigações do estado, a lei ainda prevê:

1) a oferta de educação infantil gratuita às crianças de até 5 anos de idade;
2) atendimento educacional especializado gratuito aos estudantes com deficiência, transtornos globais do desenvolvimento e altas habilidades ou superdotação, transversal a todos os níveis, etapas e modalidades, preferencialmente na rede regular de ensino;
3) acesso público e gratuito aos ensinos fundamental e médio para todos os que não os concluíram na idade própria;
4) e atendimento ao educando, no ensino fundamental público, por meio de programas suplementares de material didático-escolar, transporte, alimentação e assistência à saúde.

O novo texto também estabelece que as crianças de 4 e 5 anos terão "avaliação mediante acompanhamento e registro do desenvolvimento, sem o objetivo de promoção, mesmo para o acesso ao ensino fundamental". Além disso, a carga horária mínima anual da educação infantil será de 800 horas, distribuída por um mínimo de 200 dias de trabalho educacional. O atendimento à criança deve ser de, no mínimo, quatro horas diárias para o turno parcial e de sete horas para a jornada integral. Na pré-escola, as instituições de ensino têm de controlar a frequência das crianças, que deve, no mínimo, de 60% do total de horas. Outra novidade na lei foi a inclusão de mais um princípio a ser observado no processo de ensino das escolas. Trata-se da "consideração com a diversidade étnico-racial". Princípios como igualdade de condições para o acesso e permanência na escola, pluralismo de ideias, valorização do profissional da educação escolar e garantia de padrão de qualidade já estavam contemplados no texto anterior.

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