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15 de agosto de 2009

A Música na Educação Infantil


Desde pequenina, a criança em diversas situações do cotidiano tem a presença da música. Como exemplos: na hora do almoço, nas brincadeiras, na hora de dormir, entre tantas outras situações. E é nesse contexto que ela entra em contato com o mundo cultural da música, expandindo seu vocabulário, suas interações com o ambiente, com o próprio corpo fazendo gestos e socializando-se.

A música ajuda no crescimento infantil pois faz a criança perceber, sentir, pensar, expressar, atuando no desenvolvimento tanto do cognitivo como do afetivo. Na educação Infantil, o professor pode ter um rico repertório musical se bem explorado como parlendas, cantigas de roda, brincadeiras cantadas, canções populares, etc.

Ao se trabalhar com música na Educação Infantil, é importante levar em conta a idade da criança assim como o nível de desenvolvimento e percepção musical delas. O mais fantástico é a possibilidade que a música proporciona fazendo com que os alunos criem, improvisem e experimentem novas situações e conhecimentos.

Sugestões de músicas:

A cobra não tem pé

A cobra não tem pé
A cobra não tem mão
Como é que a cobra sobe
No pezinho de limão?

Ela vai se enrolando
Vai, vai, vai
Vai se enrolando
No pezinho de limão.

A barata diz que tem

A barata diz que tem
Sete saias de filó
É mentira da barata
Ela tem é uma só
Ah, ah, ah! Oh, oh, oh!
Ela tem é uma só!

A barata diz que tem
Um sapato de veludo
É mentira da barata
O pé dela é peludo
Ah, ah, ah! Oh, oh oh!
O pé dela é peludo!

A barata diz que tem
Uma cama de marfim
É mentira da barata
Ela tem é de capim
Ah, ah, ah! Oh, oh, oh!
Ela tem é de capim!

A barata diz que tem
Um anel de formatura
É mentira da barata
Ela tem é casca dura
Ah, ah, ah! Oh, oh, oh!
Ela tem é casca dura!

Eu vi uma barata

Eu vi uma barata na careca do vovô
Assim que ela me viu
Bateu asas e voou.

Do ré mi fá, fá fá
Do ré do ré, ré ré
Do sol fá mi, mi mi
Do ré mi fá, fá fá

O meu galinho

Faz três noites que eu não durmo o-lá-lá!
Pois perdi o meu galinho, o-lá-lá!
Coitadinho, o-lá-lá!
Pobrezinho, o-lá-lá!
Eu perdi lá no jardim.

Ele é branco e amarelo 0-lá-lá!
Tem a crista vermelhinha, o-lá-lá!
Bate as asas, o-lá-lá!
Abre o bico o-lá-lá!
Ele faz quiriquiqui.

Já rodei em Mato Grosso, o-lá-lá!
Amazonas e Pará, o-lá-lá!
Encontrei, o-lá-lá!
Meu galinho, o-lá-lá!
No sertão do Ceará!

14 de agosto de 2009

História da Educação

Estudar a história passada da educação não é mera coinscidência e sim um estudo aprofundado para entendermos a educação presente, onde visamos um futuro educacional voltado para a excelência. Pensarmos em educação de qualidade é pensar em melhores escolas, recursos, formação de professores, educação continuada entre outros.


A educação dos povos primitivos em um primeiro momento, estava voltada para os conhecimentos que são passados de pessoa para pessoa com objetivo de realizar atividades da vida diária. Os povos eram nômades, não tinham uma habitação fixa e o principal elemento educador era o pai.

Num segundo momento, já havendo povoações e a principal fonte de subsistência era a agricultura, os conhecimentos continuam sendo passado com o objetivo voltado para as atividades diárias, eram conhecimentos agrícolas. Nesse momento o principal elemento educador era a figura materna.

29 de julho de 2009

Esperanto

Afinal: para que serve o esperanto?
"Até o dia 1º de agosto, cerca de 2.000 esperantistas (nota: especialistas no idioma esperanto) estarão reunidos em Białystok, na Polônia, para o 94º Congresso Universal da língua. Além de pretender incentivar a prática, o evento lembra os 150 anos do nascimento de Ludwik Lejzer Zamenhof (1859-1917), criador do idioma construído a partir da estrutura de outros e imaginado para se tornar moeda universal na comunicação humana - papel ocupado pelo inglês.
Nem de longe o esperanto alcançou o objetivo. Estima-se que cerca de 1 milhão de pessoas, espalhadas em cem países, falem o idioma. É menos gente do que a população da cidade de Campinas, no interior paulista. Diante disso, cabe perguntar: quem ainda se interessa pelo esperanto? Para que, afinal, ele serve?
VEJA.com ouviu Lucas Vignoli Reis, um campineiro de 25 anos, que domina o esperanto. Eis uma prova viva de estudante beneficiado pelas oportunidades que o idioma pode criar hoje. Aluno de física na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), Reis viveu seis meses na Europa graças à língua de Zamenhof: correu nove países, hospedou-se na casa de outros esperantistas e fez amigos - tudo de graça. "Grande parte dos encontros entre os jovens vira festa mesmo, com danceteria e tudo", conta. Ele conclui também que o velho sonho de um idioma unir o mundo pode estar morrendo, juntamente com esperantistas mais velhos e idealistas. Contudo, ainda há algo a alimentar os jovens praticantes: "Nossa vontade é muito mais curtir a língua do que sustentar o movimento". Confira a seguir os principais trechos da entrevista.
Alguém ainda acredita que o esperanto vai se tornar a língua universal?
Os esperantistas mais velhos são mais idealistas. Muitos se preocupam realmente com o ideal da "língua franca". Já os mais jovens são um pouco menos esperançosos, mas acham que a língua vale a pena por outros motivos, principalmente pelas pessoas que conhecem no mundo todo. Nossa vontade é muito mais curtir a língua do que sustentar o movimento. Mesmo assim, faço questão de divulgar, pois acredito que, de toda forma, a língua traz benefícios às pessoas.
Como foi a experiência de viajar a Europa falando esperanto?
Não imaginava que o esperanto pudesse me levar a viajar pelo mundo. Quando descobri essa perspectiva, me entusiasmei. Decidi escrever uma monografia para um concurso da Liga Brasileira de Esperanto: acabei ganhando a viagem e fiquei mais de seis meses dando um giro pela Europa. Fui à Alemanha, França, Espanha, Itália, Suíça, Suécia, Polônia, Dinamarca e Áustria. Em todos os lugares que visitei, esperantistas me hospedaram de graça e me trataram como se eu fosse um hóspede. Na Europa, eles são muito acostumados a receber jovens esperantistas/mochileiros. Existe um espírito de acolhimento e proximidade entre quem fala esperanto no mundo todo. Isso faz com que você conheça outras culturas mais de perto, vivendo um pouco do cotidiano das pessoas de cada lugar.
Você participa de congressos e encontros?
Já participei de três congressos no Brasil (Campinas, Rio de Janeiro e Juiz de Fora) e outros eventos esperantistas na Alemanha, Itália, Holanda e Polônia. Em geral, os congressos são diurnos e têm palestras sobre a língua na programação. Mas grande parte dos encontros entre os jovens é diferente: vira festa mesmo, com danceteria e tudo. Alguns encontros nem têm programação: a ideia é ficar junto e conversar em esperanto. Um dos eventos mais legais de que já participei ocorreu em um castelo alemão, onde havia 200 pessoas, todas com menos de 30 anos. A maioria eram europeus, mas também havia gente do Japão, China e alguns brasileiros. Foram sete dias de festa, falando esperanto o tempo todo: era a língua comum ali. O mais legal é que ela deixa todos num mesmo patamar, pelo esperanto não ser o idioma nativo de ninguém.
Qual o benefício de se aprender o idioma?
Quando você aprende o esperanto, o mundo se abre: você passa a ter amigos ao redor do mundo todo. Antes de estudar esperanto, eu já falava inglês, o que é fundamental, sem questionamentos. Mas a relação entre as pessoas que sabem a língua não é a mesma. Se você fala inglês e conhece outra pessoa que também fala, ok, mas dificilmente se começa uma amizade a partir daí, pelo fato de terem o idioma em comum. Com o esperanto é diferente, talvez porque, pelo menos atualmente, você não estuda a língua por necessidades práticas. Você aprende porque acredita nela, porque tem um ideal de compreensão humana entre os povos. Então, se encontra uma outra pessoa que fala esperanto, sabe que ela também divide esse mesmo ideal.
Mas você usa o esperanto no dia-a-dia?
Leio bastante traduções do chinês. Não é tão fácil encontrar livros chineses em português, e o estilo deles dentro do esperanto é diferente do brasileiro, acho muito bonito. Eles são mais sintéticos, fazem frases menos complexas, mas carregadas de significado. Algumas vezes, prefiro ler em esperanto mesmo livros que já foram traduzidos para o português, porque, pelo fato de a tradução ser feita por uma pessoa do país de origem, ela traz muito do estilo de pensar do original. Também leio sempre a Wikipedia em esperanto e escuto algumas bandas que cantam na língua, como o francês JoMo e o holandês Kajto.
Então, você incentiva outras pessoas a aprender esperanto?
Estou ensinando minha mãe. Minha irmã também sabe um pouquinho. É muito comum, quando um da família começa, o restante ir atrás. Aconselho que todo mundo faça pelo menos seis meses de esperanto, para ficar mais ágil no aprendizado de outras línguas. Existem estudos que comprovam essa agilidade: eu posso dizer pela minha própria experiência, ao aprender italiano.
É uma língua fácil de se aprender?
O aprendizado do esperanto é bem mais simples do que o de qualquer outro idioma. Você consegue chegar a um nível avançado muito rapidamente, a ponto de conseguir bater um papo fluentemente ou ler um texto sem usar o dicionário. Isso faz com que você tenha mais poder nessa língua do que em outras. Em um ano eu já estava nesse nível, enquanto no inglês, mesmo depois de dez anos de estudo, ainda não me sinto tão à vontade. Claro que não se aprende esperanto como mágica: requer o mínimo de esforço e aplicação no início. Mas logo você se sente seguro, pois entende que pode usar sempre da lógica, sem correr o risco de errar a estrutura das frases, como acontece em outras línguas que dependem de fatores culturais.
A internet ajuda a atrair novos adeptos?
Conheço bastante gente que aprendeu esperanto pela internet e criou amizades internacionais assim. Essas pessoas não estão ligadas ao movimento esperantista tradicional e, imagino, não têm pretensões maiores com a língua. Mesmo assim, se interessam por ela. Além de proporcionar esse primeiro contato com o esperanto, a rede também facilita a comunicação entre os esperantistas, pois eles estão espalhados por vários países distantes, e a internet é um espaço internacional. É a forma que temos de manter os laços fortes: por Skype, MSN, Facebook etc."

Esperanto


Aprenda algumas palavras e frases na língua planejada

Fonte: Veja

17 de julho de 2009

Oração Do Educador


Senhor, diante de vós, com meus alunos,
tomo consciência de minha responsabilidade
e de minhas limitações como educador
e com eles, procuro a resposta.

Sei que esta resposta só será verdadeira
se for abertura e serviço.

Sei que vivo num mundo complexo,
apressado, poluído, egoísta...

Por isso, quero ser simples, calmo, aberto.
Senhor, no diálogo constante
e amoroso com meus alunos,
procuro a libertação do meu egoísmo
para me comunicar, para valorizar
os que são motivo de minha vocação.

Senhor, para uma melhor integração
dos homens entre si e convosco,
quero fazer da ciência um diálogo;
da minha aula, um lar;
dos meus alunos, amigos;
de minha vida, um dom.

Trago nos olhos e no coração
o nome, a família, o mundo de cada um.

Senhor, como agente da história que sou,
de mim dependerá deixar
o mundo um pouco melhor,
de mim dependerá a participação
de meus alunos na construção do paraíso,
que começa aqui, agora e sempre. Amém.

Joaquim Sfredo

12 de julho de 2009

Portfólio Escolar


O portfólio é um sistema de registros muito desenvolvido na área da educação, tendo a finalidade de acompanhar o desenvolvimento do aluno.

É um registro importante porque faz com que pais e professores acompanhem o desenvolvimento das crianças, visando analisar os conhecimentos adquiridos.

Como instrumento avaliativo no processo de ensino-aprendizagem pode ser um grande aliado dos professores do Ensino Fundamental e do Ensino Médio. Ao final de determinada disciplina o professor pode estar utilizando o portfólio com anotações diárias, onde o aluno irá escrever o que aprendeu durante a aula.

O portfólio então torna-se um instrumento onde alunos e professores estarão refletindo sobre a aprendizagem e o ensino. Aquele aluno que não conseguiu escrever o que aprendeu deverá raciocinar sobre o porquê de sua dificuldade. Também é um alerta para os professores que poderão prestar mais atenção naquele aluno.

Portanto, ao realizar o registro, o aluno consegue ter consciência sobre as atividades em que esteve envolvido, suas facilidades e dificuldades durante a assimilação de conhecimentos. E o professor, por sua vez, reflete sobre as atividades desenvolvidas que deram maior resultado e as que ficaram confusas, podendo assim serem melhor enfatizadas.

Leia também o post Capa do portfólio dos meus alunos Infantil IV

10 de julho de 2009

Números bem tratados


"Realizar registros que ajudem a chegar ao resultado de um problema matemático é um aprendizado importante para as crianças das séries iniciais. Esse conteúdo de ensino pertence ao bloco Tratamento da informação, uma área do conhecimento na Matemática que se articula com todos os outros campos da disciplina no Ensino Fundamental I – Números e Operações, Espaço e Forma e Grandezas e Medidas –, mas que tem especificidades a serem desenvolvidas desde cedo.
Trabalhar a produção de registros e a sua interpretação depende, antes de mais nada, de que os pequenos compreendam a sua utilidade. Para isso, é preciso criar situações – no registro de jogos, por exemplo – em que o controle de quantidades pela contagem de dedos ou pela memória não dê conta de garantir que se chegue ao resultado. “Essa preocupação é fundamental na hora de escolher a atividade a ser proposta”, diz Cileda Coutinho, professora da pós-graduação em Educação Matemática da PUC-SP. “Sem que a criança perceba por si própria a necessidade de registrar, dificilmente ela se envolverá em encontrar a melhor forma de fazê-lo para chegar a seus objetivos.” E descobrir como se faz bem o registro é a segunda condição para que a aprendizagem desse conteúdo de fato seja conquistada. Por isso, são fundamentais as intervenções do professor ao longo da atividade.
A professora Rosimeire Soares, da EMEF Laura Lopes, em São Caetano do Sul, SP, fez a escolha certa para sua turma de 1º ano. Durante dois meses, as crianças brincaram com o jogo “dados coloridos”, ao menos uma vez por semana.
O jogo, de regras bastante simples, deve ser praticado em grupos de quatro participantes, dos quais um (denominado “secretário”) fica responsável por controlar as rodadas – que são três – e determinar o vencedor. A cada jogada, a criança lança três dados – com faces de cor azul, vermelha e amarela – e ganha um ponto para cada face azul obtida. A cada dia, é importante que haja um revezamento na função de “secretário”.

Qual informação coletar
Nos primeiros dias em que trabalhou com o jogo em suas aulas, Rosimeire apresentou as regras do jogo e deixou que os pequenos brincassem para se familiarizar com elas. “Quando todos entendem a regra e percebem o que deve ser contado para saber quem foi o vencedor, eles já têm resolvido uma das partes do problema – justamente o de saber qual é a informação numérica a ser coletada”, diz Cileda. “O registro é o próximo passo.”
Intencionalmente, Rosimeire não orientou a turma a registrar os pontos no papel, pois queria ver essa necessidade surgir pela dificuldade em controlá-los. Aos poucos, os “secretários” começaram a perceber que, para garantir a contabilidade do jogo, precisavam de lápis e papel para anotar. No início, é possível – e aceitável – que alguns ainda recorram aos dedos das mãos (tanto as próprias como as dos colegas, quando seus dedos já não forem suficientes). Conforme avançam as partidas, aqueles que ainda não utilizam a marcação em papel sentem dificuldade em anunciar o vencedor. Vendo como os outros grupos resolvem a questão, eles também partem para o registro, revelando o entendimento de uma das funções do número: a de representar uma quantidade, ou seja, de registrar um montante de pontos que pode ser esquecido sem um registro.
Ao final de cada rodada de partidas, é preciso analisar no material produzido pelos alunos a forma como eles organizaram os dados coletados. “É muito comum que, inicialmente, as crianças não coloquem os nomes dos jogadores nos registros”, explica Priscila Monteiro, formadora do projeto Matemática é D+, da Fundação Victor Civita. “Em salas onde esse aspecto aparece, é importante discutir a necessidade de marcação dos nomes, como condição mínima para saber quem ganha o jogo.”

O melhor registro
Também é natural que, ao fazer o registro escrito, apareçam várias formas de anotação. No caso de Rosimeire, os alunos usaram diferentes opções de escrita numeral (por exemplo 1-1-1 ou 1-2-3), mas também marcações como bolinhas e pauzinhos. Por isso, é importante promover na classe uma reflexão coletiva sobre a organização das informações.
Rosimeire lançou diferentes questões à turma. Em uma folha, por exemplo, em que os nomes estavam muitos próximos, assim como os números relativos aos pontos, ela perguntou apontando: “Dá para ter certeza se esse ponto é desse jogador ou do outro?” Com a negativa das crianças, o grupo discutiu formas de evitar a dúvida em uma próxima vez, como traçar uma linha entre os nomes dos participantes no papel.
Outro aspecto frequente em atividades como esta é o fato de as crianças só marcarem no papel os pontos feitos, sem usar qualquer indicador para as rodadas em que o participante não pontua. Aparecem registros como o abaixo:
Resultados do jogo de matemática
“Eles dificilmente compreendem de início a importância de colocar um zero ou um traço, por exemplo, no registro”, diz Priscila. “Nesse caso, você pode questionar a turma: como é possível saber que esse jogador (o ganhador) não jogou mais vezes que o outro, se há mais algarismos registrados em seu nome?”
Mais uma reflexão necessária é se o registro com algarismos indica uma soma de pontos ou não. Tomando como exemplo os registros da turma de Rosimeire é possível discutir se, no registro “1, 2, 3”, o algarismo 3 se refere ao total da partida ou se é o número de faces azuis que o jogador obteve na terceira rodada.
“O norte da discussão para o aperfeiçoamento do registro é torná-lo um instrumento de informação eficaz e sem margem de dúvidas”, diz Priscila. Uma possibilidade para levantar essa discussão é trocar registros entre os grupos e pedir que descubram quem é o vencedor do outro grupo com base na interpretação do material."
Fonte: Nova Escola



5 de julho de 2009

Crianças indigo

Crianças Índigo e Cristal
Entrevista de Divaldo Pereira Franco ao Programa Televisivo O Espiritismo Responde, da União Regional Espírita – 7ª Região, Maringá, em 21.03.2007.
Espiritismo Responde - Um de seus mais recentes livros publicados tem por título “A Nova Geração: A visão Espírita sobre as crianças índigo e cristal”. Quem são as crianças índigo e cristal?

Divaldo – Desde os anos 70, aproximadamente, psicólogos, psicoterapeutas e pedagogos começaram a notar a presença de uma geração estranha, muito peculiar.
Tratava-se de crianças rebeldes, hiperativas que foram imediatamente catalogadas como crianças patologicamente necessitadas de apoio médico. Mais tarde, com as observações de outros psicólogos chegou-se à conclusão de que se trata de uma nova geração. Uma geração espiritual e especial, para este momento de grande transição de mundo de provas e de expiações que irá alcançar o nível de mundo de regeneração.
As crianças índigo são assim chamadas porque possuem uma aura na tonalidade azul, aquela tonalidade índigo dos blue jeans (Dra. Nancy Ann Tape).
O índigo é uma planta da Índia (indigofera tinctoria), da qual se extrai essa coloração que se aplicava em calças e hoje nas roupas em geral. Essas crianças índigo sempre apresentam um comportamento sui generis.
Desde cedo demonstram estar conscientes de que pertencem a uma geração especial. São crianças portadoras de alto nível de inteligência, e que, posteriormente, foram classificadas em quatro grupos: artistas, humanistas, conceituais e interdimensionais ou transdimensionais.
As crianças cristal são aquelas que apresentam uma aura alvinitente, razão pela qual passaram a ser denominadas dessa maneira.
A partir dos anos 80, ei-las reencarnando-se em massa, o que tem exigido uma necessária mudança de padrões metodológicos na pedagogia, uma nova psicoterapia a fim de serem atendidas, desde que serão as continuadoras do desenvolvimento intelecto-moral da Humanidade.

ER – Essas crianças não poderiam ser confundidas com as portadoras de transtornos da personalidade, de comportamento, distúrbios da atenção? Como identificá-las com segurança?

Divaldo - Essa é uma grande dificuldade que os psicólogos têm experimentado, porque normalmente existem as crianças que são portadoras de transtornos da personalidade (DDA) e aquelas que, além dos transtornos da aprendizagem, são também hiperativas (DTAH), mas os estudiosos classificaram em 10 itens as características de uma criança índigo, assim como de uma criança cristal.
A criança índigo tem absoluta consciência daquilo que está fazendo, é rebelde por temperamento, não fica em fila, não é capaz de permanecer sentada durante um determinado período, não teme ameaças...
Não é possível com essas crianças fazermos certos tipos de chantagem. É necessário dialogar, falar com naturalidade, conviver e amá-las.
Para tanto, os especialistas elegem como métodos educacionais algumas das propostas da doutora Maria Montessori, que criou, em Roma, no ano de 1907, a sua célebre Casa dei Bambini, assim como as notáveis contribuições pedagógicas do Dr. Rudolf Steiner. Steiner é o criador da antroposofia. Ele apresentou, em Stuttgart, na Alemanha, os seus métodos pedagógicos, a partir de 1919, que foram chamados Waldorf.
A partir daquela época, os métodos Waldorf começaram a ser aplicados em diversos países. Em que consistem? Amor à criança. A criança não é um adulto em miniatura. É um ser que está sendo formado, que merece o nosso melhor carinho. A criança não é objeto de exibição, e deve ser tratada como criança. Sem pieguismo, mas também sem exigências acima do seu nível intelectual.
Então, essas crianças esperam encontrar uma visão diferenciada, porque, ao serem matriculadas em escolas convencionais, tornam-se quase insuportáveis. São tidas como DDA ou DTAH. São as crianças com déficit de atenção e hiperativas. Nesse caso, os médicos vêm recomendando, principalmente nos Estados Unidos e na Europa, a Ritalina, uma droga profundamente perturbadora. É chamada a droga da obediência.
A criança fica acessível, sim, mas ela perde a espontaneidade. O seu cérebro carregado da substância química, quando essa criança atinge a adolescência, certamente irá ter necessidade de outro tipo de droga, derrapando na drogadição.
Daí é necessário muito cuidado.
Os pais, em casa (como normalmente os pais quase nunca estão em casa e suas crianças são cuidadas por pessoas remuneradas que lhes dão informações, nem sempre corretas) deverão observar a conduta dos filhos, evitar punições quando errem, ao mesmo tempo colocando limites. Qualquer tipo de agressividade torna-as rebeldes, o que pode levar algumas a se tornar criminosos seriais. Os estudos generalizados demonstram que algumas delas têm pendores artísticos especiais, enquanto outras são portadoras de grandes sentimentos humanistas, outras mais são emocionais e outras ainda são portadoras de natureza transcendental.
Aquelas transcendentais, provavelmente serão os grandes e nobres governantes da Humanidade no futuro.
As artísticas vêm trazer uma visão diferenciada a respeito do Mundo, da arte, da beleza. Qualquer tipo de punição provoca-lhes ressentimento, amargura que podem levar à violência, à perversidade.

ER – Você se referiu às características mentais, emocionais dessas crianças. Elas têm alguma característica física própria? Você tem informação se o DNA delas é diferente?

Divaldo - Ainda não se tem, que eu saiba, uma especificação sobre ela, no que diz respeito ao DNA, mas acredita-se que, através de gerações sucessivas, haverá uma mudança profunda nos genes, a fim de poderem ampliar o neocórtex, oferecendo-lhe mais amplas e mais complexas faculdades. Tratando-se de Espíritos de uma outra dimensão, é como se ficassem enjauladas na nossa aparelhagem cerebral, não encontrando correspondentes próprios para expressar-se. Através das gerações sucessivas, o perispírito irá modelar-lhes o cérebro, tornando-o ainda mais privilegiado.
Como o nosso cérebro de hoje é um edifício de três andares, desde a parte réptil, à mamífera e ao neocórtex que é a área superior, as emoções dessas crianças irão criar uma parte mais nobre, acredito, para propiciar-lhes a capacidade de comunicar-se psiquicamente, vivenciando a intuição.
Características físicas existem, sim, algumas. Os estudiosos especializados na área, dizem que as crianças cristal têm os olhos maiores, possuem a capacidade para observar o mundo com profundidade, dirigindo-se às pessoas com certa altivez e até com certo atrevimento... Têm dificuldade em falar com rapidez, demorando-se para consegui-lo a partir dos 3 ou dos 4 anos. Entendemos a ocorrência, considerando-se que, vindo de uma dimensão em que a verbalização é diferente, primeiro têm que ouvir muito para criar o vocabulário e poderem comunicar-se conosco. Então, são essas observações iniciais que estão sendo debatidas pelos pedagogos.


ER – Com que objetivo estão reencarnando na Terra?

Divaldo - Allan Kardec, com a sabedoria que lhe era peculiar, no último capítulo do livro A Gênese, refere-se à nova geração que viria de uma outra dimensão. Da mesma forma que no tempo do Pithecanthropus erectus vieram os denominados Exilados de Capela ou de onde quer que seja, porque há muita resistência de alguns estudiosos a respeito dessa tese, a verdade é que vieram muitos Espíritos de uma outra dimensão. Foram eles que produziram a grande transição, denominada por Darwin como o Elo Perdido, porque aqueles Espíritos que vieram de uma dimensão superior traziam o perispírito já formado e plasmaram, nas gerações imediatas, o nosso biótipo, o corpo, conforme o conhecemos.
Logo depois, cumprida a tarefa na Terra, retornaram aos seus lares, como diz a Bíblia, ao referir-se ao anjo que se rebelara contra Deus – Lúcifer.
Na atualidade, esses lucíferes voltaram. Somente que, neste outro grande momento, estão vindo de Alcione, uma estrela de 3ª. grandeza do grupo das plêiades, constituídas por sete estrelas, conhecidas pelos gregos, pelos chineses antigos e que fazem parte da Constelação de Touro.
Esses Espíritos vêm agora em uma missão muito diferente dos capelinos.
É claro que nem todos serão bons. Todos os índigos apresentarão altos níveis intelectuais, mas os cristais serão, ao mesmo tempo, intelectualizados e moralmente elevados.

ER – Já que eles estão chegando há cerca de 20, 30 anos, nós temos aí uma juventude que já está fazendo diferença no Mundo?

Divaldo – Acredito que sim. Podemos observar, por exemplo, e a imprensa está mostrando, nesse momento, gênios precoces, como o jovem americano Jay Greenberg considerado como o novo Mozart. Ele começou a compor aos quatro anos de idade. Aos seis anos, compôs a sua sinfonia. Já compôs cinco. Recentemente, foi acompanhar a gravação de uma das suas sinfonias pela Orquestra Sinfônica de Londres para observar se não adulteravam qualquer coisa.
O que é fascinante neste jovem, é que ele não compõe apenas a partitura central, mas todos os instrumentos, e quando lhe perguntam como é possível, ele responde: “Eu não faço nenhum esforço, está tudo na minha mente”.
Durante as aulas de matemática, ele compõe música. A matemática não lhe interessa e nem uma outra doutrina qualquer. É mais curioso ainda, quando afirma que o seu cérebro possui três canais de músicas diferentes. Ele ouve simultaneamente todas, sem nenhuma perturbação. Concluo que não é da nossa geração, mas que veio de outra dimensão.
Não somente ele, mas muitos outros, que têm chamado a atenção dos estudiosos. No México, um menino de seis anos dá aulas a professores de Medicina e assim por diante... Fora aqueles que estão perdidos no anonimato.

ER – O que você diria aos pais que se encontram diante de filhos que apresentam essas características?

Divaldo - Os técnicos dizem que é uma grande honra tê-los e um grande desafio, porque são crianças difíceis no tratamento diário. São afetuosas, mas tecnicamente rebeldes. Serão conquistadas pela ternura. São crianças um pouco destrutivas, mas não por perversidade, e sim por curiosidade.
Como vêm de uma dimensão onde os objetos não são familiares, quando vêem alguma coisa diferente, algum objeto, arrebentam-no para poder olhar-lhes a estrutura.
São crianças que devemos educar apelando para a lógica, o bom tom.
A criança deve ser orientada, esclarecida, repetidas vezes.
Voltarmos aos dias da educação doméstica, quando nossas mães nos colocavam no colo, falavam conosco, ensinavam-nos a orar, orientavam-nos nas boas maneiras, nas técnicas de uma vida saudável, nos falavam de ternura e nos tornavam o coração muito doce, são os métodos para tratar as modernas crianças, todas elas, índigo, cristal ou não.

Fonte: Divaldo Franco

27 de junho de 2009

Teóricos da educação - Ovide Decroly



Ovide Decroly, médico e belga, nasceu em 1871 e morreu em 1932. Seus estudos estavam baseados na psicologia e propunham atividades individuais e coletivas baseadas no interesse da criança, deixando assim os estudos tradicionais realizados em livros de textos. Defendia um estudo voltado para o intelecto.

Decroly então, definiu as áreas de conhecimento que as crianças deveriam atingir. A primeira era conhecer a si mesma e depois conhecer o ambiente em que vive. Propôs uma nova dinâmica de trabalho onde o ensino era desenvolvido a partir dos "centros de interesse". Os "centros de interesse" partiam das necessidades e desejos das crianças sendo que nessa nova proposta de trabalho a criança deveria fazer o uso da "observação, associação e da expressão".


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20 de junho de 2009

Educar é contar histórias

"Bons professores eletrizam seus alunos com narrativas interessantes ou curiosas, carregando nas costas as lições que querem ensinar

De que servem todos os conhecimentos do mundo, se não somos capazes de transmiti-los aos nossos alunos? A ciência e a arte de ensinar são ingredientes críticos no ensino, constituindo-se em processos chamados de pedagogia ou didática. Mas esses nomes ficaram poluídos por ideologias e ruídos semânticos. Perguntemos quem foram os grandes educadores da história. A maioria dos nomes decantados pelos nossos gurus faz apenas "pedagogia de astronauta". Do espaço sideral, apontam seus telescópios para a sala de aula. Pouco enxergam, pouco ensinam que sirva aqui na terra.
Tenho meus candidatos. Chamam-se Jesus Cristo e Walt Disney. Eles pareciam saber que educar é contar histórias. Esse é o verdadeiro ensino contextualizado, que galvaniza o imaginário dos discípulos fazendo-os viver o enredo e prestar atenção às palavras da narrativa. Dentro da história, suavemente, enleiam-se as mensagens. Jesus e seus discípulos mudaram as crenças de meio mundo. Narraram parábolas que culminavam com uma mensagem moral ou de fé. Walt Disney foi o maior contador de histórias do século XX. Inovou em todos os azimutes. Inventou o desenho animado, deu vida às histórias em quadrinhos, fez filmes de aventura e criou os parques temáticos, com seus autômatos e simulações digitais. Em tudo enfiava uma mensagem. Não precisamos concordar com elas (e, aliás, tendemos a não concordar). Mas precisamos aprender as suas técnicas de narrativa. Há alguns anos, professores americanos de inglês se reuniram para carpir as suas mágoas: apesar dos esplêndidos livros disponíveis, os alunos se recusavam a ler. Poucas semanas depois, foi lançado um dos volumes de Harry Potter, vendendo 9 milhões de exemplares, 24 horas após o lançamento! Se os alunos leem J.K. Rowling e não gostam de outros, é porque estes são chatos. Em um gesto de realismo, muitos professores passaram a usar Harry Potter para ensinar até física. De fato, educar é contar histórias. Bons professores estão sempre eletrizando seus alunos com narrativas interessantes ou curiosas, carregando nas costas as lições que querem ensinar. É preciso ignorar as teorias intergalácticas dos "pedagogos astronautas" e aprender com Jesus, Esopo, Disney, Monteiro Lobato e J.K. Row-ling. Eles é que sabem.
Poucos estudantes absorvem as abstrações, quando apresentadas a sangue-frio: "Seja X a largura de um retângulo...". De fato, não se aprende matemática sem contextualização em exemplos concretos. Mas o professor pode entrar na sala de aula e propor a seus alunos: "Vamos construir um novo quadro-negro. De quantos metros quadrados de compensado precisaremos? E de quantos metros lineares de moldura?". Aí está a narrativa para ensinar áreas e perímetros. Abundante pesquisa mostra que a maioria dos alunos só aprende quando o assunto é contextualizado. Quando falamos em analogias e metáforas, estamos explorando o mesmo filão. Histórias e casos reais ou imaginários podem ser usados na aula. Para quem vê uma equação pela primeira vez, compará-la a uma gangorra pode ser a melhor porta de entrada. Encontrando pela primeira vez a eletricidade, podemos falar de um cano com água. A pressão da coluna de água é a voltagem. O diâmetro do cano ilustra a amperagem, pois em um cano "grosso" flui mais água. Aprendidos esses conceitos básicos, tais analogias podem ser abandonadas.
É preciso garimpar as boas narrativas que permitam empacotar habilmente a mensagem. Um dos maiores absurdos da doutrina pedagógica vigente é mandar o professor "construir sua própria aula", em vez de selecionar as ideias que deram certo alhures. É irrealista e injusto querer que o professor seja um autor como Monteiro Lobato ou J.K. Rowling. É preciso oferecer a ele as melhores ferramentas – até que apareçam outras mais eficazes. Melhor ainda é fornecer isso tudo já articulado e sequenciado. Plágio? Lembremo-nos do que disse Picasso: "O bom artista copia, o grande artista rouba ideias". Se um dos maiores pintores do século XX achava isso, por que os professores não podem copiar? Preparar aulas é buscar as boas narrativas, exemplos e exercícios interessantes, reinterpretando e ajustando (é aí que entra a criatividade). Se "colando" dos melhores materiais disponíveis ele conseguir fazer brilhar os olhinhos de seus alunos, já merecerá todos os aplausos.
Claudio de Moura Castro é economista

Fonte: Veja

30 de maio de 2009

Teóricos da educação - Maria Montessori



Maria Montessori, nasceu em Chiaravalle, próximo a Ancona, Itália, em 31 de agosto de 1870 e morreu em 1952. Foi a primeira mulher a se formar em medicina em seu país. Dedicou-se inicialmente às crianças deficientes chagando á pedagogia por caminhos indiretos.

Em 1907, Maria montessori abriu em um bairro pobre de Roma, a casa dei bambini (casa das crianças), onde pode desenvolver seus métodos, antes só desenvolvidos com crianças deficientes mentais, alcançando muito êxito. A partir do êxito que teve, outras escolas montessorianas começaram funcionar, passando então a sua criadora a viajar pelo mundo todo.

Sua metodologia de ensino era baseada nos estudos dos médicos, Itard e Ségun que apropriaram materiais como recursos educacionais. Montessori não aceitava o ambiente natural como fator determinante para o desenvolvimento infantil como determinava Rousseau. Para ela o ambiente deveria ser apropriado, com recursos adequados favorecendo e estimulando o desenvolvimento da criança, tendo o educador o papel de orientador. Montessori não via apenas a educação para a instrução, mas também a preparação da criança para a vida, a educação completa.

Montessori tinha como meta no desenvolvimento da criança, o trabalho de suas capacidades para que aos poucos, ela pudesse ir se tornando assim cada vez mais auto-suficiente. Também mostrou que a criança estando em um ambiente motivador, pode sim se concentrar por um período de tempo mais longo.

Quanto ao desenvolvimento infantil, Montessori teve como marca, diversos materiais elaborados e voltados para a exploração sensorial das crianças, tendo como objetivo desenvolver as funções psicológicas. Os materiais desenvolvidos eram voltados para a educação motora e para a educação dos sentidos e da inteligência. Alguns dos materiais desenvolvidos foram: letras móveis, letras recortadas em cartões lixas, contadores como o ábaco. Também valorizou a diminuição do mobiliário para a educação infantil e dos objetos domésticos para serem utilizados pelas crianças para brincar de casinha.

Em 1922, Maria Montessori passou a ser inspetora do governo das escolas italianas mas, em 1934 deixou o país por não concordar com o regime fascista. Então a partir desse momento Maria Montessoriu passou a morar nos Países Baixos onde publicou vários livros como: Education for a New World (1946; Educação para um novo mundo) e To Educate the Human Potential (1948; Para educar o potencial humano).


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