Pages

Mostrando postagens com marcador Alimentação. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Alimentação. Mostrar todas as postagens

7 de março de 2012

Combatendo a obesidade infantil

Do Brasil Escola:

A importância do cuidado com a alimentação

Por Paula Rondinelli (*)



Quem é que não gosta de comer?  Comer é bom demais mesmo, mas em época de consumo de produtos industrializados em excesso e de fast food, o grau de obesidade da população brasileira vem aumentando bastante. O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em 2009, apresentou resultados de pesquisa com a população brasileira, afirmando que a obesidade está aumentando não apenas na população adulta, como também em crianças e adolescentes. Por isso, o cuidado com a alimentação aliado à prática regular de atividade física é fundamental para a manutenção de sua saúde. Nesse sentido, a proposta desse texto é propor uma reflexão sobre quantos e quais alimentos você costuma ingerir, e fazer com que você procure se adequar a uma alimentação mais equilibrada.
Os alimentos são responsáveis por fornecerem ao nosso corpo os nutrientes a seguir enumerados:

1) Carboidratos: são encontrados em vegetais, frutas, pães, cereais, arroz, massas e leite. Entre 50% e 65% da energia necessária ao corpo é fornecida por eles. Deve-se lembrar que eles são fundamentais para um bom funcionamento das funções cerebrais;

2) Proteínas: são necessárias para o crescimento e para o reparo das células deterioradas, além de auxiliar na digestão e na produção dos anticorpos. São encontradas nas carnes, leite, ovos e frutas secas. Fornecem entre 10% a 15% da energia necessária ao corpo;

3) Lipídeos: são as gorduras responsáveis por fornecer ao corpo uma grande concentração de energia alimentar. Neles encontramos as vitaminas A, D, E e K, além de auxiliarem na reestruturação dos tecidos. É recomendado que não forneçam mais de 30% de energia ao corpo.

O panorama dessa estrutura alimentar pode ser visualizado por meio da pirâmide alimentar. Ela apresenta de um modo bastante visual, as porções de cada tipo de alimento que devem ser ingeridas diariamente. Na base da pirâmide localizam-se os alimentos energéticos (carboidratos), contando entre 6 e 11 porções a serem consumidas; alimentos reguladores como as frutas, legumes e verduras, que fornecem vitaminas, minerais e fibras, e devem somar entre 5 a 9 porções; os alimentos construtores, que são aqueles ricos em proteínas, e as porções diárias devem ser 2 de leite e 2 de carne. Os energéticos extras aparecem no topo da pirâmide, são os açúcares e os doces, que devem ser consumidos com bastante moderação. 

As gorduras são necessárias em pequena quantidade, portanto, também é preciso ficar alerta com o consumo excessivo. Outro fator importante é tomar consciência da quantidade de calorias diárias aproximadas que devem ser ingeridas por dia: para meninos são indicadas 2800kcal e para meninas 2200 kcal. Por isso, verificar a composição nutricional de alimentos industrializados, antes de consumi-los, é sempre interessante. Dê preferência àqueles com menor quantidade calórica, menor quantidade de gordura e maior quantidade de fibras.

E como colocar tudo isso em prática? Elaborar um pequeno diário relacionando os alimentos que você consumiu, e analisá-lo comparando com a pirâmide alimentar é um ótimo meio para que você se conscientize do quanto a sua alimentação está equilibrada. A identificação e consciência da sua dieta diária em relação à dieta ideal, dada pela pirâmide, permite que você melhore a sua alimentação e, consequentemente, a sua qualidade de vida.

(*) Graduada em Educação Física pela Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho” – UNESP, Mestre em Ciências da Motricidade pela Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho” – UNESP, Doutoranda em Integração da América Latina pela Universidade de São Paulo - USP

27 de dezembro de 2011

O papel da cantina escolar

Como conciliar cantina escolar, produtos industrializados e alimentação saudável

Por Martha Fonseca Paschoa Amodio (*)

A alimentação escolar na rede pública, bem como a oferecida na rede privada têm, ambas, alguns objetivos em comum: suprir parcialmente as necessidades nutricionais dos alunos, melhorar a capacidade no processo ensino-aprendizagem e formar bons hábitos alimentares. A principal diferença está no fato de o programa público ter também como objetivo não só evitar a evasão e a repetência escolar, mas garantir uma refeição com 15% das necessidades nutricionais diárias. Hoje, na rede privada, não há um índice nutricional a ser cumprido, razão pela qual cada instituição tem a liberdade de defini-lo, visto que, diferentemente da realidade de boa parte dos freqüentadores da escola pública, a refeição oferecida ao aluno da escola privada não é a única do dia. 

Acima de tudo é muito importante controlar a quantidade de sal, açúcar e gordura nas refeições dos alunos, porque as crianças brasileiras vêm, há muitos anos, modificando o seu padrão alimentar. Só que, infelizmente, o que se observa é um aumento no consumo de alimentos densamente energéticos, como doces, salgadinhos e refrigerantes.

O lado menos saboroso da história é que esse tipo de consumo pode gerar, a médio ou longo prazo, uma série de problemas para a saúde. As principais consequências de uma alimentação inadequada são diminuição da capacidade de raciocínio e de memorização, dores de cabeça, alteração no humor, hipoglicemia e obesidade.

Estudos da Organização Mundial da Saúde (OMS) mostram que doenças crônicas, tais como diabetes, obesidade, câncer, doenças cardiovasculares e respiratórias, aparecem como a principal causa de mortalidade e de incapacidade no mundo, sendo responsáveis por 59% dos 56,5 milhões de óbitos anuais.

Segundo os pesquisadores, uma mudança nos hábitos alimentares já resultaria num impulso substancial para a redução de tais taxas. Em nosso país, o ambiente escolar, a começar pelo serviço da cantina, tem participação fundamental no aumento do número de crianças obesas. Dados da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) indicam que a obesidade infantil dobrou nos últimos dez anos. A taxa atinge hoje mais de 5 milhões de crianças, o equivalente a 15% da população brasileira inserida nessa faixa etária.

Não se pode esquecer que é principalmente na infância que são adquiridos os vários hábitos alimentares, os quais comumente se estendem pelo resto da vida. Uma alimentação correta, mantida durante toda a infância, colabora na prevenção de doenças e na preservação da saúde. Daí a importância de se oferecer à criança um cardápio saudável e variado.

Fica claro que o fundamental é despertar nela não apenas o prazer de se alimentar como a consciência dos benefícios, presentes e futuros, que uma boa alimentação pode lhe proporcionar. Além disso, a refeição escolar, ao representar um consumo de alimentos fora do âmbito familiar, passa a ser concebida pelo aluno como “novidade”. É possível que haja, assim, um entendimento que associe o que é oferecido na escola ao que seria eventualmente o correto. Nesse sentido, a alimentação do escolar deve ser, sempre, de ótima qualidade nutricional.

Resumindo, a alimentação escolar deve enfocar basicamente dois aspectos:

  1. -        Quantitativo, que se refere à disponibilidade de alimentos para atender aos alunos.
  2. -        Qualitativo, que se refere à qualidade dos alimentos que estarão disponíveis. Essa qualidade deve ser vista sob vários aspectos: nutricional, organoléptico, higiênico-sanitário, operacional e conceitual.

A alimentação escolar deve ser saudável, completa, variada e agradável, e deve observar as leis da nutrição nos seguintes tópicos:

a) Proporcionalidade: equilíbrio entre os nutrientes.

b) Moderação: especialmente no consumo de açúcares, gorduras (principalmente a saturada) e sal.

c) Variedade: uma alimentação balanceada não deve ser fundamentada em proibições, devendo, antes, prevalecer o bom senso. As crianças e os adolescentes, justamente por ficarem expostos a alimentos menos nutritivos por prolongados períodos, em vários lugares, precisam aprender a conviver com essa exposição. O programa de alimentação escolar deve ensinar a optar pelo melhor, instruindo sobre os efeitos que cada tipo de alimento pode causar ao organismo. O que não pode acontecer é o alimento menos nutritivo se transformar na principal refeição da criança. Há que se impor um limite, para que os excessos sejam evitados.

O grande desafio está em encontrar maneiras de se prepararem alimentos num estilo que contemple baixo teor de gordura, sal, açúcar e, dessa forma, promova saúde e prazer.

Várias estratégias podem ser empregadas para que essa meta seja atingida. Algumas delas incluem escolha de alimentos adequados, substituição de produtos por outros com baixo teor de gordura, sal, açúcar, utilização de especiarias, ervas e condimentos, técnicas de cozimento, utensílios apropriados, modificação e criação de novas receitas.


A IMPORTÂNCIA DO LANCHE ESCOLAR

Até bem pouco tempo, as refeições obedeciam a um padrão longamente estabelecido. Café da manhã, almoço e janta constituíam as ocasiões por excelência para o consumo de alimentos. Lanches significavam apenas episódios circunstanciais, menores e menos estruturados, no hábito regular de comer. Hoje essa idéia mudou com o conceito do lanche equilibrado, que vem ganhando importância cada vez maior. Um padrão alimentar baseado em quatro refeições, com o lanche equilibrado (da manhã ou da tarde) à base de carboidratos (biscoitos não recheados, pães, bolo ou cereal matinal) acompanhados de fruta, ou suco de fruta, e de leite, ou derivado do leite, resulta em uma dieta com maior teor de carboidratos e menor teor lipídico, colaborando para o melhor controle do peso corporal. De fato, a qualidade nutricional do lanche é um fator de grande relevância. No entanto, o hábito já tradicional de refeições intermediárias, particularmente presente em crianças, adolescentes e adultos jovens, está muitas vezes associado a alimentos tipicamente consumidos como “snacks”, produtos com grandes quantidades de gordura e/ou açúcar. Distanciando-se desse conceito, o lanche equilibrado é por definição um lanche saudável e estruturado.

Quatro refeições é o mínimo recomendado para se fracionar a dieta. O total de calorias a serem ingeridas ao longo do dia deve ser distribuído nas refeições da seguinte forma:

Café da manhã: 25%
Almoço: 35%
Jantar: 25%
Lanche escolar (manhã ou tarde): 15%

Distribuição das calorias diárias em 4 refeições

Refeição
% das calorias
1-3 anos
4-6 anos
7-10 anos


(kcal/refeição)
(kcal/refeição)
(kcal/refeição)
Café da manhã
25%
325
450
500
Almoço
35%
455
630
700
Jantar
25%
325
450
500
Lanche escolar (manhã ou tarde)
15%
195
270
300

O lanche é importante porque permite uma melhor distribuição das necessidades calóricas e de nutrientes da criança e do adolescente, o que é essencial para sua vitalidade e disposição. Intervalos regulares entre as refeições parecem ser o ideal para manter constantes os níveis de glicemia, sem grandes oscilações, permitindo que as funções orgânicas sejam otimizadas sem lançar mão de mecanismos de defesa. Nessas condições, o metabolismo encontra o equilíbrio desejado para ajustar a produção de neurotransmissores, insulina, lipoproteínas, ajuste que reverte em melhor disposição para as atividades diárias, maior capacidade cognitiva, controle da saciedade e prevenção de doenças crônicas da vida adulta. Não se pode esquecer também que, muitas vezes, o lanche escolar é a primeira refeição do dia das crianças que saem de casa praticamente em jejum e, por que não, a primeira refeição balanceada, quer seja feita pela manhã, quer no período da tarde.

Portanto, fica claro a importância do papel das cantinas nas escolas. Estas podem ser administradas pela própria escola (autogestão) ou podem ser terceirizadas. Independentemente desta condição, cantinas, escolas e autoridades de ensino não podem negligenciar a qualidade da alimentação oferecida, pois é na escola que as crianças e os adolescentes passam pelo menos cinco horas por dia, e, como já foi visto, o que eles comem durante esse período pode não só comprometer o rendimento nas aulas, como também trazer prejuízos ao seu crescimento.

Diante disso, as escolas devem reformular suas cantinas com o objetivo de melhorar os hábitos alimentares dos alunos e, conseqüentemente, aumentar a qualidade de vida, sem contar com a força do exemplo.

É importante ressaltar que, atualmente, a cantina escolar não pode ser tratada apenas sob o ponto de vista comercial. As crianças precisam voltar para casa como se estivessem sido alimentadas pelas suas próprias mães. Isso porque, atualmente, muitas famílias não conseguem desempenhar esse papel, por vários motivos, e a escola precisa oferecer educação e alimentação balanceada. A realidade de cantinas sujas, com pessoal mal treinado, vendendo salgadinhos e sanduíches gordurosos, refrigerantes, guloseimas, desvalorizando o que é saudável, deve ficar no passado.

CANTINA X SERVIÇO DE ALIMENTAÇÃO, NUTRIÇÃO E EDUCAÇÃO NUTRICIONAL

As cantinas escolares podem ser divididas em três momentos: passado, presente e futuro. No passado, tínhamos pontos comerciais que vendiam qualquer tipo de produto, sem que houvesse preocupação quanto à qualidade higiênico-sanitária e/ou nutricional. Apenas havia a preocupação de se ter algo para comer no intervalo das aulas, para “matar a fome”. Por isso, ficaram conhecidas como feias, sujas e malvadas.

Atualmente, devido a vários fatores, esse conceito mudou. Hoje as escolas precisam possuir um Serviço de Alimentação e Nutrição. Este conceito é mais amplo, e inclui, além de um ponto de venda de alimentos nos moldes da cantina escolar, uma forte preocupação com qualidade nutricional e higiênico-sanitária, tecnicamente supervisionada, além da real preocupação educacional. Porém, mudar o conceito na teoria não significa que as escolas façam na prática. Isto porque, muita experiência e conhecimento técnico-científico são necessários para implantar esse tipo de conceito.

Como a maioria das escolas ainda não conseguiu implantar um Serviço de Alimentação e Nutrição, sou obrigada a colocar a Educação Nutricional no futuro. Porém, em um futuro muito próximo, afinal a saúde das crianças não pode esperar. Portanto, alimentação, nutrição e educação nutricional apresentam conceitos diferentes. Freqüentemente eles são confundidos porque a alimentação e a nutrição estão diretamente ligadas. A alimentação é a etapa de escolha, preparo e ingestão de alimentos. É um ato voluntário que depende da vontade do indivíduo, bem como disponibilidade do alimento.

A nutrição começa com a ingestão do alimento e se estende à sua utilização pelo organismo. É um ato involuntário que inicia com a introdução do alimento no aparelho digestório. Os alimentos são produtos de origem animal, vegetal e mineral, que fornecem nutrientes responsáveis pelos processos de nutrição.

A educação nutricional tem o papel de ajudar nas seleções alimentares mais adequadas, promovendo modificação e melhoria do hábito alimentar em longo prazo. Deve envolver a todos que, de alguma forma, influenciam na escolha alimentar da criança. O educador nutricional converte teoria em prática e ciência em arte, tendo, como principal objetivo, a independência do educando. Abaixo, as principais diferenças entre Cantina e Serviço de Alimentação, Nutrição e Educação Nutricional:

CANTINA
SERVIÇO DE ALIMENTAÇÃO E NUTRIÇÃO
Sempre existiu nas escolas
Conceito novo
Tratada apenas sob o ponto de vista comercial. Retorno financeiro imediato.
Segurança alimentar e Educação nutricional são seus principais objetivos. O retorno financeiro se dá através de novas matrículas, etc
Não possui nutricionista ou tem consultoria
Nutricionista em tempo integral
Não pratica o conceito de qualidade total.
Pratica o conceito de qualidade total (Manual de Boas Práticas / POP’s, etc). Como base,  deve ser utilizada a legislação Municipal, desde que a legislação estadual ou federal não preconize requisitos diferentes ou mais rigorosos. Portanto, recomenda-se, no caso de dúvida, buscar informações nos órgãos oficiais, ou seja, a ANVISA e os centros de vigilância estadual e municipal.
Não existe um Programa de Educação Nutricional
Possui um programa de Educação Nutricional
Trabalhadores
Profissionais qualificados
Cardápios desbalanceados
Cardápios balanceados
Aluno = fonte de renda
Aluno = ser único, com hábitos, preferências e necessidades específicas.
É melhor que a família não conheça a fundo o trabalho realizado
Funciona como uma ferramenta de marketing. As famílias devem conhecer e divulgar esse diferencial.
Não conhece o diagnóstico do público alvo, quantos são obesos, magros ou eutróficos
Realiza o diagnóstico populacional da escola, faz um acompanhamento periódico, e aponta as tendências.

CONCLUSÃO

A diversidade dietética que fundamenta o conceito de alimentação saudável pressupõe que nenhum alimento específico – ou grupo deles isoladamente -, é suficiente para fornecer todos os nutrientes necessários a uma boa nutrição e conseqüente manutenção da saúde.

Dentro desse contexto, as proibições ou limitações impostas devem ser evitadas, a não ser que façam parte de orientações individualizadas e particularizadas do aconselhamento nutricional de pessoas portadores de doenças ou distúrbios nutricionais específicos, devidamente fundamentadas e esclarecidas. Por outro lado, supervalorizar ou mistificar determinados alimentos em função de suas características nutricionais ou funcionais também não deve constituir a prática da promoção da alimentação saudável. Alimentos nutricionalmente ricos devem ser valorizados e entrarão naturalmente na dieta adotada, sem que se precise mistificar uma ou mais de suas características.

A proibição de venda, de determinados produtos alimentícios considerados menos saudáveis em cantinas escolares pode funcionar para chamar a atenção de autoridades públicas, diretores e donos de escolas, pais ou responsáveis, para as quantidades excessivas de gordura, sal e açúcar presentes em refeições escolares. Outra vantagem desta conduta é fazer com que administradores de cantinas, que geralmente não possuem informações adequadas sobre alimentação saudável, não coloquem à disposição das crianças somente alimentos menos saudáveis, levando-se em consideração a facilidade da venda desse tipo de produto e a margem de lucro, que é maior. A discussão da proibição leva a uma reflexão mais profunda sobre os perigos do crescimento da obesidade, da formação de maus hábitos alimentares e da falta de atividade física. É irônico falar em proibição já que a ciência da nutrição defende a variedade, a proporcionalidade e a moderação. Entretanto, o que deve ser feito é selecionar alimentos mais adequados para a venda e orientar não apenas como manter hábitos alimentares saudáveis, mas como preparar as refeições da maneira mais adequada.

(*) Diretora Técnica - Empresa Comer e Aprender

22 de abril de 2011

Coração, cérebro e estômago de estudante adoram chocolate

Do UOL Educação:

Cardápio do estudante deve incluir massa e até chocolate

Por Simone Harnik

Às vésperas da Páscoa, fica difícil não pensar em chocolate, ainda mais durante uma longa tarde de estudos. Mas, segundo a nutricionista Vanderlí Marchiori, beliscar essa iguaria não é nenhum pecado e pode até ser um estímulo para permanecer com foco nos livros. "Peixes magros, linhaça, frutas amarelas e cítricas, muita água e chocolate amargo são alimentos que ajudam a manter a concentração", diz ela, que também é secretária-geral da Associação Brasileira de Nutrição Esportiva. É claro que o consumo de chocolate deve ser moderado e compor apenas uma pequena parte de uma dieta equilibrada: "Evitar o consumo de balas, refrigerantes, frituras, guloseimas, doces em excesso e alimentos muitos condimentados faz parte de hábitos saudáveis", pondera Patricia Prado Dias Peres, nutricionista do Cepeusp (Centro de Práticas Esportivas da Universidade de São Paulo). No entanto, ela enfatiza que alimentos com carboidrato são fundamentais para qualquer aluno – por isso, dietas que cortam esse nutriente podem resultar em queda de desempenho acadêmico. “O carboidrato, que está presente em pães integrais, em cereais, é importantíssimo na alimentação, já que é fonte de energia para o cérebro e para as hemácias”, afirma. As massas também são fonte de carboidrato e, quando ingeridas com moderação, podem ser uma fonte de energia. Mas, como consumir carboidrato de forma adequada? A maneira é fracionar as porções ao longo do dia, nas principais refeições e lanches, diz Patricia. “O carboidrato é fundamental para a concentração, para a disposição e para a energia do aluno. Fontes desse nutriente ajudam nas aulas mais longas e no desempenho das provas.”

Antes da prova

Na opinião de Vanderlí, a dieta do estudante deve ter menos gorduras e mais verduras e frutas do que a de uma pessoa qualquer. E, antes das provas, a ingestão dos alimentos corretos pode fazer toda a diferença: “Comida pesada antes dos exames, como uma feijoada, faz com que a circulação passe a ser preferencial na região digestória. Com isso, o fluxo cerebral acaba diminuindo, e há mais cansaço físico e mental. E muito sono”, alerta. Se o estudante não deve comer muito antes das provas e aulas, é importante, por outro lado, se alimentar com regularidade. “Ele nunca deve ficar mais de três ou quatro horas sem comer porque o jejum prolongado provoca gasto de massa muscular e posterior estoque de energia”, afirma a nutricionista do Cepeusp.

Alimentação balanceada

Patricia explica que a alimentação balanceada é essencial para que o corpo receba todos os nutrientes para a saúde e o bem estar. Uma forma de checar se o cardápio está balanceado é compará-lo com a “Pirâmide Alimentar”. “Ela é o guia para a ingestão de todos os nutrientes necessários ao bom funcionamento do corpo e é aprovada pela Organização Mundial da Saúde”, diz.
  • Sônia Tucunduva Philippi/Arte UOL Uma forma de checar se o cardápio está balanceado é compará-lo com a "Pirâmide Alimentar"
No Brasil, a professora Sonia Tucunduva Philippi, da Faculdade de Saúde Pública da USP (Universidade de São Paulo), junto de seus colaboradores, adaptou as orientações da OMS ao hábito dos brasileiros. A base da pirâmide é composta pelos carboidratos complexos, que são fonte de energia, como pães, cereais, tubérculos e raízes. “Devemos consumir 60% de alimentos deste grupo”, explica Patricia. Logo acima, estão as hortaliças e frutas, que fornecem vitaminas, sais minerais e fibras. Em seguida, há o grupo das proteínas (carnes, leite, ovos e leguminosas). Esses são os alimentos construtores e devem representar de 10 a 15% da dieta. No topo da pirâmide ficam os doces, açúcares e gorduras, que também são fontes de energia, mas que devem estar limitados a uma ou duas porções por dia. “A pirâmide funciona bem, no geral, mas é claro, temos que levar em consideração que cada indivíduo tem características diferentes, como: sexo, idade, metabolismo, prática de atividades físicas, situações fisiológicas. Assim, algumas pessoas terão necessidades específicas”, orienta Patricia.

Exercício físico

A prática de algum tipo de esporte pode ter impacto favorável no rendimento acadêmico, quando associada a uma dieta equilibrada. As duas nutricionistas alertam que a atividade física é um dos fatores que colaboram para diminuir a ansiedade, porque produz a chamada serotonina, uma molécula que ajuda na comunicação dos neurônios e pode auxiliar na regulação do sono e do apetite. “Sem dúvida a atividade física melhora a concentração, ajuda na resistência, além de distrair”, opina Vanderlí.

Quando procurar um nutricionista

Se a família notar que o aluno está se alimentando mal ou se o estudante apresentar sintomas decorrentes da falta de nutrientes, pode ser a hora de procurar um profissional especializado. O nutricionista vai trabalhar a reeducação alimentar e orientar o estudante a modificar seus hábitos diários.

E ai, gostou do que leu? Que tal ver o blog atualizado?

Então acesse clicando aqui
Lomadee, uma nova espécie na web. A maior plataforma de afiliados da América Latina.
Lomadee, uma nova espécie na web. A maior plataforma de afiliados da América Latina.
Lomadee, uma nova espécie na web. A maior plataforma de afiliados da América Latina.
Lomadee, uma nova espécie na web. A maior plataforma de afiliados da América Latina.
Lomadee, uma nova espécie na web. A maior plataforma de afiliados da América Latina.