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22 de maio de 2011

Preparando o arraiá


Do Educar para crescer:

10 dicas para organizar uma festa junina educativa

Por Camilo Gomide

É possível fazer uma festa junina legal e ainda comprometida com a aprendizagem das crianças e dos adolescentes

Pé de moleque, canjica, curau, pamonha, bolo de milho, quentão, bandeirinhas, fogueira, chapéu de palha, sanfona e arraiá. Sim, estamos falando de festa junina. Todo mês de junho é assim: tiramos do armário as camisas xadrez e os vestidos de chita, pintamos sardinhas nas meninas e bigodinhos nos meninos e vamos satisfeitos para a festa na escola, pensando em todos os quitutes deliciosos que nos aguardam. 

Esquecemos o principal: o significado da festa. Você conhece as origens das festas juninas? Sabe por que comemos tantas iguarias de milho e de onde vêm as danças? E o colégio do seu filho, aproveita as festas juninas para preencher buracos na grade horária e engordar o caixa ou utiliza os festejos para ensinar alguma coisa para as crianças? 

Embora seja uma tradição consagrada e rica da cultura popular, muitas escolas organizam festas de São João, Santo Antonio e São Pedro que pouco, ou nada, contribuem para a aprendizagem dos alunos. O Educar Para Crescer consultou alguns pedagogos e um antropólogo e elencou algumas dicas para garantir que a sua festa junina seja uma verdadeira aula.



Aula silenciosa - Pouca produção de conhecimento

Do UOL Educação:

Não escolha a escola sem vê-la em funcionamento; barulho pode ser uma boa qualidade

Por Simone Harnik
Se você faz compras pela internet e fica tranquilo quando o produto chega à sua casa, saiba que a escolha da escola exige o bom e velho gastar sola de sapato. Visitar as instituições de ensino, segundo especialistas ouvidos pelo UOL Educação, é a única forma de verificar a qualidade. E tem mais: não adianta ir ao colégio em qualquer época do ano. É fundamental que o colégio esteja em aulas e que você possa observar como é o tratamento dos estudantes durante o ano letivo.

Uma escola bonita, com ambientes ultralimpos e iluminados, com laboratórios de última geração pode não ser recomendável: "Ter equipamentos modernos é um bom sinal, mas é preciso saber como a escola os utiliza. Não adianta ter uma bela sala de computação, se não há professor que oriente os estudantes", afirma Maria Del Cioppo Elias, professora da Faculdade de Educação da PUC-SP (Pontifícia Universidade Católica de São Paulo).

Eduardo Knapp/Folha Imagem

Barulhos

Segundo Cristiano Muniz, professor da Faculdade de Educação da UnB (Universidade de Brasília), uma dica na busca por colégios é observar o "barulho" durante o semestre letivo.

"Não é natural uma sala de aula silenciosa, porque a produção do conhecimento gera barulho", diz. Outro ponto a observar é se as crianças ou jovens estão enfileiradas ou se podem trabalhar em grupo, afirma o docente.

Se deve haver ruído na hora da aprendizagem, com a participação dos estudantes, com a limpeza vale ser exigente. Não é porque a escola tem uma porção de crianças e adolescentes que pode ser bagunçada e suja. Fique de olho se os funcionários mantêm um ambiente agradável para a convivência cotidiana.

Confira as dicas específicas para cada faixa de ensino:

Jogos de corrida desenvolvem a motricidade

Do UOL Educação:

Pega-pega americano, mãe da rua e fugi-fugi

Por Marcelo Jabu (*)

Dentro do universo de jogos e brincadeiras infantis, os jogos de corrida e perseguição constituem um segmento muito importante para o desenvolvimento da motricidade e também uma modalidade de atividade lúdica muito apreciada pelas crianças dessa faixa etária (6 a 8 anos).

Os três jogos propostos aqui mobilizam as habilidades de perseguir e fugir, em três contextos com características diferenciadas, a saber:







  • No pega-pega americano, a trajetória de corrida de pegador e fugitivos é multi-direcional, ou seja, os deslocamentos acontecem em todas as direções possíveis.










  • No mãe da rua, a trajetória do pegador é multi-direcional, mas as trajetórias dos fugitivos acontecem apenas em um sentido, de uma calçada para a outra.










  • No fugi-fugi, a trajetória de corrida de pegador e fugitivos ocorre no mesmo sentido, mudando apenas a direção.







  • A realização desse tipo de atividade se justifica também pelas restrições de utilização do espaço impostas às crianças de hoje, principalmente para aquelas que moram em zonas urbanas.

    Objetivos





  • Reconhecer a existência de regras nos jogos vivenciados.










  • Obedecer as regras com o auxílio do professor.










  • Explicar as regras dos jogos verbalmente para outras pessoas.










  • Realizar os movimentos básicos de correr, desviar, frear e equilibrar-se.






  • Conteúdos específicos





  • Jogos de corrida e perseguição.










  • habilidades motoras de correr, desviar, frear, equilibrar, além de capacidades físicas de velocidade, flexibilidade e resistência.





  • Ano

    1º ao 3º ano

    Tempo Estimado

    Seis aulas de 40 minutos, subdivididos em 10 minutos para a roda de conversa inicial, 20 minutos para a vivência do jogo e os últimos 10 minutos para roda de conversa.

    Material necessário





  • Espaço físico plano e desimpedido (quadra, pátio, rua, praia ou similar).










  • Lousa e giz.






  • Desenvolvimento das atividades

    Em todas as aulas, inicie o encontro mostrando aos alunos como o jogo vai se desenvolver. Desenhe um diagrama simples na lousa, mostrando os limites de espaço a serem utilizados e o posicionamento das crianças. É interessante dar referências do espaço e representar os tipos de movimentos possíveis na atividade. Explique também as regras.

    A seqüência didática está organizada em três conjuntos de duas aulas. Cada um dos jogos é vivenciado numa primeira aula e repetido na aula seguinte, visando a apropriação das regras e dos movimentos básicos por todo o grupo.

    1ª e 2ª aulas

    Pega-pega americano


    Regras

    Um jogador é escolhido como pegador, e os demais fogem dentro dos limites estabelecidos previamente. Quando um jogador é pego, ele deve ficar parado no lugar em que foi pego até ser salvo por algum outro jogador.

    Para salvar um colega pego, o jogador deve agachar e engatinhar por entre as pernas desse jogador. É importante esclarecer que nenhum jogador pode ser pego pelo pegador enquanto estiver salvando algum colega.

    O vencedor do jogo é aquele pegador que conseguir imobilizar todos os fugitivos, numa mesma rodada.


    Atenção: é importante orientar os alunos sobre a forma segura de pegar os fugitivos, utilizando apenas o toque de mão em alguma parte do corpo do colega, evitando tocar a região do rosto e dos cabelos ou agarrar e segurar os jogadores fugitivos, o que poderá causar acidentes.


    Periodicamente, interrompa a partida e torque o pegador, para garantir que ao longo das duas aulas todos os alunos passem pelas funções básicas do jogo: pegador e fugitivo/salvador. 

    3ª e 4ª aulas

    Mãe da Rua


    Regras 

    O espaço em que será realizado é delimitado por duas linhas paralelas com a distância de mais ou menos 8 metros entre elas, simulando o espaço de uma rua com duas calçadas.

    As crianças se posicionam atrás de uma das linhas e ficam voltadas na direção do espaço entre elas. Um jogador é escolhido como pegador e se posiciona no centro do espaço de jogo.

    O desafio para os fugitivos é atravessar o campo de jogo entre uma calçada e outra sem ser tocado pelo pegador, caso isso aconteça o jogador pego assume essa função, e o pegador passa a ser fugitivo.

    Você pode propor uma regra que torna o jogo mais desafiante para todos os participantes: os jogadores fugitivos que deixarem uma das calçadas em direção ao campo não podem mais retornar para a calçada de onde saíram, tendo que tentar a travessia do campo.

    Essa regra é um pouco difícil de ser seguida de pronto por crianças dessa idade pois envolve um controle corporal e uma leitura das velocidades e das distâncias entre os jogadores que é um pouco complexa. No entanto, é justamente a construção dessas noções de distância e velocidade o objeto principal de aprendizagem que o jogo promove nos jogadores.

    Um desdobramento do grau de complexidade do jogo pode ser proposto na segunda aula de vivência do jogo, com a alteração de um detalhe da regra: o jogador que é pego se transforma em pegador, mas quem o pegou continua exercendo essa função, ou seja, a cada jogador pego aumenta o número de pegadores. Conseqüentemente, o espaço de fuga vai se tornando cada vez menor e o desafio para os fugitivos vai se tornando cada vez mais complexo.

    Também aqui, cuide para que todos os jogadores possam vivenciar as funções de pegador e de fugitivo. 

    5ª e 6ª aulas

    Fugi-fugi

    O espaço para o jogo é delimitado num retângulo de 15 x 10 metros, aproximadamente. Essa medida pode variar um pouco em função do número de alunos e do espaço físico disponível. Se no início da atividade o educador perceber que o espaço está muito congestionado ou que os jogadores estão ficando muito distantes entre si, faça um ajuste nas medidas.

    Um jogador é escolhido pegador e se posiciona atrás de uma das linhas do lado menor do retângulo. Os demais jogadores (os fugitivos) se posicionam atrás da linha, do lado oposto do campo onde está o pegador. 

    O desafio dos fugitivos é atravessar correndo o campo de jogo sem serem pegos, até a extremidade oposta do campo, a cada rodada. No início de cada rodada, o pegador, de sua posição inicial, grita a todos: "Lá vou eu!!!" Ao que os fugitivos respondem em coro: "Fugi-fugi!!!" e imediatamente partem para a travessia do campo de jogo.

    Também aqui, ao jogador que entra no campo não é mais permitido voltar para trás da linha de fundo. Os jogadores que forem pegos se transformam em pegadores fixos, na posição do campo em que foram pegos, tornando-se auxiliares do pegador principal.

    A cada rodada, repetem-se os avisos de "Lá vou eu!" e "Fugi-fugi!" antes de cada período de fuga e perseguição. Ao longo da partida, o espaço vai sendo ocupado por um número maior de pegadores fixos, e é declarado vencedor o jogador que conseguir se manter ileso até a rodada final.

    Fique atento para o caso de um pegador escolhido não conseguir realizar seu propósito, tornando o jogo desinteressante para si e para o grupo. Nesse caso, escolha um segundo pegador para auxiliar o pegador principal. 

    Avaliação

    Ao final de cada aula, reúna os estudantes numa roda de conversa para vocês avaliarem juntos os avanços conquistados e as dificuldades que foram enfrentadas durante a vivência dos jogos. Embora exista a possibilidade de um vencedor final, é pouco provável que isso ocorra nessa faixa etária. Atenção: saber quem foram os vencedores também é pouco eficiente, uma vez que a sensação mais efetiva é vivida pela criança a cada êxito alcançado no ato de conseguir pegar ou conseguir escapar.

    Educação, um dever familiar antes de tudo


    A quem cabe a tarefa de educar os filhos?

    Por Queila Medeiros Veiga (*)


    Nessa nova sociedade, midiática e cheia de atrativos, é muito fácil desviar a atenção dos valores adquiridos para os novos que adentram os lares pelos computadores, televisão, entre outros.  Como educadora que sou, vem sempre à mente uma questão: A quem cabe a tarefa de educar os filhos nos dias de hoje? A resposta pode ter vindo à cabeça imediatamente e estaria correta. Mas porquê tenho a sensação de que algo está indo pela contramão? 

    Os filhos estão cada vez mais distantes da convivência familiar (familiar aqui não no sentido da tríade, pai, mãe e filhos, hoje sabemos que o contexto “família” já mudou). Ou estão com seus pares nos shoppings, nos lugares de lazer, ou assistindo TV, na internet, no vídeo game ou cumprindo uma extensa agenda (esportes, música, inglês...). E os pais, por conta dessa nova sociedade, cada vez mais fora de casa também, lutando pela sobrevivência, preocupados em não perder tempo, trabalhando, estudando, lutando mesmo, para que a família tenha melhores condições de vida. 

    Nessa busca perdem-se pelo caminho alguns valores e o convívio familiar vai ficando cada vez mais escasso. Educar filhos não é uma tarefa que se aprende com a experiência simples de ter filhos, embora pareça que essa seja a única maneira de aprender. Muito menos a busca por “entendidos”, pois cada qual com sua contribuição formarão uma corrente com elos diferentes. 

    Educar filhos é mais que ensinar o certo e o errado, é mesmo trabalhar um projeto de vida, em que nele se definem objetivos e metas mesmo, sem querer aqui mecanizar essa tarefa, mas é assim se desejamos bons resultados.  Essa tarefa não se aprende com receitas e nem num passe de mágica, há um longo caminho a ser trilhado. Exige daqueles que dela participam, um esforço concentrado na melhoria das relações familiares e do convívio social. 

    Deixar de dialogar com os filhos, não ter tempo, alem de que suas respostas desconcertantes não nos permitem atuar dentro do papel de "adulto" que aprendemos com nossos pais, parece que o que aprendemos com nossos pais não funcionam, paramos perplexos, e estamos deixando que cresçam sozinhos, perdidos em seus mundos, muitas vezes exercendo uma crueldade ímpar, porque as crianças são naturalmente capazes de crueldades impensáveis e, diferente de nós, elas têm a exata noção do prazer que isto lhes causa. Claro que tudo isso observando-se dentro de um contexto sócio-histórico, com efeitos diferentes nas diferentes classes sociais, há que se pensar nessas gerações que hoje são nossas crianças e adolescentes. 

    O desafio é lutar pela melhor educação dos filhos numa sociedade que se transforma e faz cair por terra tudo o que tecemos durante a vida e aprendemos como certo e arraigado. Entendo então, que a educação dos filhos ainda cabe em primeiro lugar para a família, ninguém a pode substituir. 

    (*) Pedagoga, com pós graduação em Educação Especial. Atualmente Coordenadora Pedagógica pela Secretaria Estadual de Educação de São Paulo na cidade de Sorocaba/SP

    21 de maio de 2011

    Um ENEM caro demais a espera de um novo escândalo

    Inscrição para Enem começa na segunda-feira

    As inscrições para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) que será realizado nos dias 22 e 23 de outubro serão abertas nesta segunda-feira, a partir das 10 horas, e seguirão até as 23h59 de 10 de junho. Elas custarão R$ 35 e serão feitas exclusivamente pela internet, por meio do http://sistemasenem2.inep.gov.br/inscricao. As informações sobre o exame foram divulgadas ontem, em Brasília, pela presidente do Inep, Malvina Tania Tuttman. A partir de 2012 haverá pelo menos duas edições anuais do exame - a primeira será em 28 e 29 de abril; a segunda deve ocorrer em novembro, após as eleições municipais. "É fundamental termos mais oportunidades de avaliar como estamos", disse Malvina.

    Após duas edições do Enem marcadas por uma série de problemas, o Inep recorreu a uma empresa de gestão de riscos, que receberá até R$ 5 milhões, e ao Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial (Inmetro) para evitar imprevistos neste ano. Também foi instituído um grupo de operações de logística para monitorar desde a impressão do exame até a aplicação da prova nas salas. A empresa Módulo - Solutions For Governance, Risk and Compliance, contratada por meio de pregão, ficará responsável pelo check-list de 1.276 itens de toda a etapa de produção do exame. Segundo informou o Inep, o valor do serviço pode chegar a R$ 5 milhões. Já o Inmetro, com quem o Inep firmou parceria, atuará com uma equipe para acompanhar o trabalho da gráfica RR Donnelley, a mesma responsável pela impressão do Enem do ano passado. 

    Festejemos o mundo que não acabou

    Do Estadão: "Algumas pessoas estão se recolhendo para orar enquanto esperam pelo fim do mundo. Outras estão se reunindo com os filhos para um último almoço em família, se preparando para deixar os animais de estimação para trás e serem levados para o paraíso.  O pastor da Califórnia que previu que o Dia do Julgamento seria neste sábado, conseguiu uma massa de seguidores ao redor do mundo. O nome dele é Harold Camping e ele tem 89 anos. De acordo com Camping, o início do fim ocorrerá por volta das 18 horas nos vários fusos ao redor do mundo. O ministério que ele criou foi baseado em sua profecia apocalíptica. O engenheiro aposentado espera o retorno de Jesus Cristo pela segunda vez. Camping disse que sua previsão apocalíptica de 1994 não deu certo por causa de um erro matemático. Os céticos estão promovendo festas com o tema arrebatamento para celebrar o que eles acreditam ser mais uma profecia falha de Camping."

    Prova Brasil 2011

    Da Nova Escola:

    Prova Brasil

    No segundo semestre deste ano, será realizada a quarta edição da Prova Brasil. E para que você conheça melhor a avaliação e saiba o que será pedido a seus alunos, preparamos este especial. Confira abaixo as habilidades cobradas em cada disciplina e 96 exemplos de questões semelhantes às da prova, analisadas por especialistas. Aproveite, também, para entender melhor como a avaliação é organizada. Boa leitura!


    O destino da profissão docente

    Li agora a pesquisa "A atratividade da Carreira Docente no Brasil", desenvolvida pela Fundação Carlos Chagas e pela Fundação Victor Cívita, encontrada no site da Nova Escola. Muito interessante seu conteúdo e sua linha de raciocínio conduz com facilidade a concluírmos o que está diariamente na nossa cara e não aceitamos ver. Sua conclusão retrata o óbvio e deveria ser motivo de profunda discussão caso vivêssemos em uma sociedade preocupada com o futuro. Diz o fecho da pesquisa: "Independentemente do tipo de escola, a grande maioria dos alunos ouvidos nesta pesquisa mostrou-se consciente dos problemas educacionais no país ao perceberem a importância do professor e sua desvalorização social. Alguns alunos acreditam que a profissão docente está fadada ao desaparecimento.". Para refletirmos.


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    20 de maio de 2011

    Dia 20 de maio - Dia do Pedagogo

    No nosso dia, a letra do Beto Guedes que tem tudo a ver com o trabalho educacional:

    Amor de Indio



    Tudo o que move é sagrado
    E remove as montanhas
    Com todo cuidado, meu amor
    Enquanto a chama arder
    Todo dia te ver passar
    Tudo viver a teu lado
    Com o arco da promessa
    Do azul pintado pra durar



    Abelha fazendo mel
    Vale o tempo que não voou
    A estrela caiu do céu
    O pedido que se pensou
    O destino que se cumpriu
    De sentir seu calor e ser todo
    Todo dia é de viver
    Para ser o que for e ser tudo



    Sim, todo amor é sagrado
    E o fruto do trabalho
    É mais que sagrado, meu amor
    A massa que faz o pão
    Vale a luz do seu suor
    Lembra que o sono é sagrado
    E alimenta de horizontes
    O tempo acordado de viver



    No inverno te proteger
    No verão sair pra pescar
    No outono te conhecer
    Primavera poder gostar
    No estio me derreter
    Pra na chuva dançar e andar junto
    O destino que se cumpriu
    De sentir seu calor e ser tudo

    19 de maio de 2011

    Do Rio Grande do Norte para o resto do país, um retrato único do descaso




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    14 de maio de 2011

    Teóricos da educação - Emilia Ferreiro e a alfabetização

    Da Nova Escola:

    Por Márcio Ferrari

    Emilia Ferreiro: ''O momento atual é interessante porque põe a escola em crise''

    Segundo Emilia Ferreiro, as mudanças tecnológicas e sociais trouxeram maiores exigências ao trabalho de alfabetização 


    Leia abaixo a entrevista concedida pela psicolinguista argentina Emilia Ferreiro a NOVA ESCOLA em outubro de 2006. Emilia esteve em São Paulo para participar da 1ª Semana Victor Civita de Educação. Aqui ela avalia as mudanças ocorridas nas práticas de leitura e escrita nas últimas décadas, como consequência sobretudo das inovações tecnológicas no campo da informática.


    Como se alteraram as concepções de alfabetização nestes quase 30 anos desde que foi publicado seu livro Psicogênese da Língua Escrita? 


    Emilia Ferreiro: Mudou a concepção social do alfabetizado. O que se requer de uma pessoa alfabetizada hoje em dia é bem diferente do que em meados do século 20. Não é mais suficiente saber assinar o nome e conseguir ler instruções simples, como era na época da Segunda Guerra Mundial. Do ponto de vista dos usos sociais da escrita no mundo contemporâneo, temos uma complexidade cada vez maior. As circunstâncias de uso de leitura se tornaram muito frequentes e variadas. O que não mudou é o tipo de esforço cognitivo exigido por esse sistema de marcas que a sociedade apresenta em espaços muito variados e a instituição escolar é obrigada a transmitir. O problema da relação entre essas marcas escritas e a língua oral continua sendo um mistério total nos primeiros momentos da alfabetização.



    E quanto ao ensino?


    Emilia Ferreiro: Uma mudança positiva é que já não se consideram as produções das crianças de 4 ou 5 anos como tentativas erradas ou rabiscos, a exemplo do que se dizia antigamente, mas sim como uma espécie de escrita. Parece-me que agora há uma atitude positiva, como sempre houve em relação aos primeiros desenhos. Outro avanço tem a ver com não se assustar quando crianças pequenas querem escrever. Antes elas eram desestimuladas porque se achava que não "estavam na idade". Também se reconhece a importância de ler em voz alta para elas desde muito cedo. Já se sabe que existe uma diferença grande entre ler e contar uma história. Há um pequeno avanço - não tanto quanto deveria haver - na prática de ler textos distintos e na valorização da biblioteca de sala de aula. A simples atividade de ordenar os livros com as crianças, usando critérios múltiplos, já as aproxima muito da leitura e enriquece a escrita. 



    As coisas estão melhorando, então? 


    Emilia Ferreiro: Evidentemente estou dando uma visão muito positiva. Sei que há um grande número de professores tradicionais que não mudaram nada e continuam usando cartilhas dos anos 1920 e 1930. A instituição escolar é muito conservadora, muda com dificuldade. O importante é ter consciência de que ela não está definida para sempre. O que ocorre fora a afeta e ela não pode fechar os olhos. Este é um momento interessante pelo avanço tecnológico, que põe a escola um pouco em crise. Existem coisas que poderiam ter constituído avanço, porém foram muito mal compreendidas, como acreditar que os níveis de conceitualização da leitura pela criança mudam por si mesmas e que não é preciso ensinar, apenas deixar que ela construa seu conhecimento sozinha. 



    As novas tecnologias trouxeram mudanças importantes?


    Emilia Ferreiro: Sim, se aceitarmos que o conceito de alfabetização não é fixo, mas uma construção histórica que muda conforme se alteram as exigências sociais e as tecnologias de produção de texto. Os novos meios entram não somente na vida profissional, mas no cotidiano pessoal. Permitem ler e produzir textos e também fazê-los circular de maneira absolutamente inédita. No ano passado a Western Union, empresa que tinha o monopólio dos telegramas nos Estados Unidos, anunciou em sua página da internet que estava extinguindo esse serviço. Os telegramas tiveram muita importância no século 20, anunciando contratações, demissões, nascimentos e mortes - agora simplesmente não existem mais. Vemos então a desaparição de certos gêneros e a aparição de outros. O texto de email, por exemplo, não tem regras definidas. Não é como uma carta formal: podemos dizer se ela está bem escrita ou não, porque há um paradigma claro para isso. Quanto ao correio eletrônico, não. Algumas pessoas começam tradicionalmente, escrevendo "querido fulano", dois pontos, e continuam abaixo. Como se fosse uma carta formal. Muitos começam com "olá" ou mesmo sem nenhuma introdução - vai-se diretamente para o texto da mensagem. Tampouco se sabe como terminar. Alguns põem o nome; outros não, porque já está escrito no cabeçalho. É uma espécie de escrita selvagem. Não está normatizada e se prolifera. É difícil dizer se acabará constituindo um estilo. 



    O que significa, então, estar alfabetizado hoje?


    Emilia Ferreiro: É poder transitar com eficiência e sem temor numa intrincada trama de práticas sociais ligadas à escrita. Ou seja, trata-se de produzir textos nos suportes que a cultura define como adequados para as diferentes práticas, interpretar textos de variados graus de dificuldade em virtude de propósitos igualmente variados, buscar e obter diversos tipos de dados em papel ou tela e também, não se pode esquecer, apreciar a beleza e a inteligência de um certo modo de composição, de um certo ordenamento peculiar das palavras que encerra a beleza da obra literária. Se algo parecido com isso é estar alfabetizado hoje em dia, fica claro por que tem sido tão difícil. Não é uma tarefa para se cumprir em um ano, mas ao longo da escolaridade. Quanto mais cedo começar, melhor. 



    E possível dizer quando termina?


    Emilia Ferreiro: Difícil... Eu tenho duas classes de pós-graduação e continuo alfabetizando meus alunos, porque é a primeira vez que enfrentam um certo tipo de texto que apenas a literatura especializada produz e é difícil de ler. Além disso, eles têm de escrever um objeto denominado tese, que também não é fácil de escrever, primeiro porque é algo que se produz apenas uma ou duas vezes na vida e nunca mais; segundo porque é uma combinação de texto descritivo e argumentativo, com características próprias. Ler fazendo uma pesquisa na internet é um modo particular de ler, tirando informações e tomando decisões rapidamente. Os tempos de utilização da internet podem ser prolongados, mas o mais comum é que se faça um uso ágil. Não é o mesmo que entrar numa biblioteca. A quantidade de erros de ortografia que se registram nos emails é enorme. Isso porque a utilização é muito rápida e não costuma exigir correção. Escreve-se e manda-se. Se for necessário dizer mais alguma coisa, manda-se outro. 



    No Brasil, os adolescentes criaram todo um código para se comunicar pela internet. 

    Emilia Ferreiro: Isso acontece em toda parte; é um fenômeno muito generalizado. Uma vez mais, não sabemos se é uma tendência importante ou se passará sem deixar marcas. O certo é que eles estão fazendo com a escrita um jogo muito divertido. É uma transgressão, mas para isso é preciso conhecer alguma coisa da escrita. Porque afinal alguém tem que receber essa mensagem e ler, ou seja, é preciso dar pistas para ser entendido. Um dado curioso é que o uso generalizado da letra K nesse tipo de mensagem parece quase obrigatório. Acontece também em espanhol, no qual o K é tão raro quanto em português. E também é um recurso das crianças nas fases iniciais da alfabetização. A letra K sempre tem o mesmo som, enquanto a letra C não é confiável, tem muitos sons diferentes. Então as crianças ficam mais seguras usando o K. 



    O e-mail incentiva a prática da escrita?


    Emilia Ferreiro: Acho que sim. Talvez não se leiam tantos livros atualmente, mas há mais ocasiões de praticar a leitura e a escrita do que antes. Quando são feitas pesquisas acerca do comportamento leitor de uma população, a pergunta inevitável é: "Quantos livros leu no último ano?" Os resultados na América Latina costumam ser lamentáveis, mas não se pode tirar imediatamente a conclusão de que, no geral, se lê menos. Certamente a leitura de um livro e do resultado de uma partida de futebol numa página da web não são equivalentes em termos de esforço leitor; são práticas muito diferentes. 



    Isso pode levar a um maior interesse pela leitura em geral, que acabe se refletindo na leitura de livros?


    Emilia Ferreiro: Talvez, mas seguramente não há uma relação de causa e efeito. Na medida em que alguém pratica mais, torna-se mais competente e quem sabe possa atrever-se a outros gêneros, suportes e obras frente aos quais antes tinha uma atitude de rechaço ou temor. O que é importante distinguir é que sob o verbo ler estamos agrupando muitos tipos de leitura e o mesmo vale para o verbo escrever. Pelo lado de quem lê ou escreve, há diversidade de propósitos, de circunstâncias, de tempo de organização. E pelo lado daquilo que se lê e se escreve - ou seja, os gêneros - também há diversidade e deve-se incluir agora os emails, os chats etc. Por isso é tão ambíguo o discurso sobre a introdução das tecnologias no âmbito escolar. O professor não sabe bem o que fazer com ele. Então inventou-se a sala de informática, freqüentada apenas em horários determinados. É uma maneira de não incluir o computador na atividade cotidiana. A introdução dos computadores na escola é mais uma manobra econômica do que uma necessidade pedagógica sentida como tal. 



    Muitas escolas têm computadores não conectados à internet. Costuma-se dizer que não servem para nada. 


    Emilia Ferreiro: Ao contrário, são muito úteis. A escola sempre trabalhou mal a revisão de texto e os alunos sempre odiaram fazê-la, porque num texto à mão as correções deixam um aspecto horrível. E é preciso passar a limpo, voltar a escrever tudo. Com um processador de texto, a revisão se torna um jogo: experimentamos suprimir trechos ou mudá-los de lugar, com a possibilidade de desfazer se não ficar bom. Depois de muitíssimas intervenções, o que temos na tela é um texto limpo, pronto para ser impresso. A revisão é fundamental para que as crianças assumam a responsabilidade pela correção e clareza do que escrevem. E com o processador de texto elas podem trabalhar também com uma coisa que nunca trabalharam, o formato: largura das linhas, mudanças tipográficas, sublinhamento, manipulação do tamanho das letras etc. 



    Os computadores podem ser mais um estímulo para a alfabetização? 


    Emilia Ferreiro: Nos lugares em que as crianças têm computadores em casa, o fato de haver na escola não fascina muito, embora elas possam descobrir novos usos ao trabalhar em grupos na sala de aula. Mas nas camadas mais desfavorecidas da população os computadores possuem mais atrativos, porque todos sabem que é um objeto muito valorizado socialmente e tem múltiplos usos possíveis. O problema é que os computadores necessitam de suporte técnico e, quando são instalados na escola, ninguém se lembra disso. Portanto, muitas vezes as máquinas estão lá, só que inutilizadas.


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