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27 de fevereiro de 2009

Para Reflexão!


"O estudo da Gramática não faz poetas. O estudo da harmonia não faz compositores.
O estudo da psicologia não faz pessoas equilibradas. O estudo das "ciências da educação" não faz educadores.

Educadores não podem ser produzidos. Educadores nascem. O que se pode fazer é ajudá-los a nascer. Para isso eu falo e escrevo: para que eles tenham coragem de nascer. Quero educar os educadores. E isso me dá grande prazer porque não existe coisa mais importante que educar.

Pela educação o indivíduo se torna mais apto para viver: aprende a pensar e a resolver os problemas práticos da vida. Pela educação ele se torna mais sensível e mais rico interiormente, o que faz dele uma pessoa mais bonita, mais feliz e mais capaz de conviver com os outros. A maioria dos problemas da sociedade se resolveria se os indivíduos tivessem aprendido a pensar."

Rubem Alves

Essas palavras de Rubem Alves são profundas e inicio o dia com essa reflexão. Que os educadores passam ter força, energia para continuar nessa caminhada brilhante que é educar, como diz Rubem Alves "ensinar a pensar, a resolver os problemas práticos da vida", "...não existe coisa mais importante que educar". Um ótimo dia a todos!

25 de fevereiro de 2009

Teóricos da educação - Vygotsky



Vygotsky foi um dos grandes teóricos a contribuir para a educação. Lev Semyonovich Vygotsky nasceu em 5 de novembro de 1896, em Orsho, cidade do interior da Rússia. Sua família era de descendência judia e tinham uma vida confortável, sendo que seu pai trabalhava em um banco e sua mãe era professora.

Por ter boas condições econômicas, Vygotsky foi muito incentivado quanto aos estudos pelos seus pais. Desde cedo começou a estudar com um professor tutor e possuía em sua casa uma vasta biblioteca demonstrando desde pequeno, interesse por novos conhecimentos. Apesar de ter boas condições econômicas e consequentemente uma boa expectativa de vida, Vygotsky morreu muito cedo, jovem aos 37 anos devido a uma tuberculose.

Até os 11 anos de idade, Vygotsky teve acompanhamento de professor particular passando então a partir daí a frequentar escola. Sempre foi muito visto pelos professores por demonstrar interesse em leituras e obras mundiais.

Vygotsky se graduou em direito, história e filosofia. Nos dois últimos anos de universidade ele teve a companhia de sua irmã Zinaida, uma grande linguista e escritora de dicionários. Em 1917 Vygotsky se formou e na cidade de Gomel passou a lecionar na Escola Trabalhista Soviética e no Colégio Pedagógico, onde montou um pequeno laboratório podendo assim fazer seus experimentos na área da psicologia. Foi nessa época que Vygotsky começou a unir a Psicologia com a Pedagogia.

Em 1924 Vygotsky mudou-se para Moscou com sua família. Lá passou a trabalhar excessivamente passando por dificuldades pois já apresentava graves crises com a latente tuberculose.

Vygotsky acreditava na psicologia onde os aspectos sociais, culturais e coletivos eram levados em conta. Defendia que a coletividade se concretizava por meio da linguagem onde as pessoas trocariam mensagens, significados. Para Vygotsky o sujeito se desenvolve por meio da interação com outras pessoas e com o ambiente onde vive.

Podemos observar que crianças que vivem em um ambiente mais estimulante, terão uma receptividade com o ambiente escolar muito melhor do que aquelas que vivem em um ambiente mais restrito de estímulos criança/ambiente e criança/pessoas. O ambiente escolar é maravilhoso por conseguir socializar a criança, para desenvolvê-la integralmente por meio da interação com outras pessoas, tanto quanto com o ambiente em si.

E o que podemos depreender com os ensinamentos de Vygotsky? a socialização é fator de criação de auto-estima e com esta em equilíbrio, a criança se tornará um adolescente produtivo e receptivo, por conseguinte vindo a se tornar um adulto descomplicado e cumpridor de suas missões sociais, sabedor da necessidade de dosar direitos e deveres.


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21 de fevereiro de 2009

Motivações


Recebi via e-mail a seguinte mensagem, que me deixou muito honrada e porque não dizer sensibilizada, jamais envaidecida. Aprendi com meu marido a não adubar o canteiro das vaidades, pois nada somos nesta vida, senão viajantes que precisam se unir na busca de uma humanidade mais digna. E uma mensagem como a que agora transcrevo resume que estou fazendo meu trabalho como humilde difusora de idéias, da maneira mais honesta possível. Agradeço ao novo amigo e queria que ele soubesse que muito me motivou seu raciocínio alinhado e sua boa vontade para com a educação.

Sinto muito que a arte de educar seja tão pouco valorizada em nosso país, gerando um hiato social sem precedentes e de difícil solução. E penso que já passamos há muito tempo da época das tentativas de encontrar solução para este caso, pois gerações já foram ludibriadas tanto nos lares, quanto nas salas de aula, ambos os locais que deveriam ser altares da formação de indivíduos e por conseguinte, de coletividades. Mas ao amigo Luiz Felipe, meus sinceros agradecimentos e saiba que me motivarei ainda mais a postar com mais frequência toda vez que ler sua mensagem aqui no Blog da Educadora. Minha gratidão e meu estímulo também aos profissionais do saber. Que um dia possamos ser o fiel da balança de nossa Pátria, que hoje o tem na prática equivocada da política de concessões. Um feriado muito feliz a todos, em especial ao amigo Luiz Felipe.

" Prezada Juliana
Como não sou muito versado em computação não consegui postar um comentário em seu blog, mas estou enviando por email. Já estou aposentado e criei três filhos e agora tenho sete netos. Vejo como a leitura é importante na vida deles e também na minha. Ao mesmo tempo vejo com tristeza a competição que os livros estão sofrendo da televisão.
Minha esposa foi, durante alguns anos, professora de português para alunos da 8ª série. E quando mandava a leitura de algum livro sempre vinham as perguntas, se o mesmo era fino, se tinha letras grandes e muitas gravuras. Chegou ao ponte de uma mãe dizer que em vez do filho ler o livro mandou que o mesmo assistisse ao filme feito sobre o livro.
Mais triste ainda é ver um presidente da república dizer aos quatro ventos que a leitura de jornais lhe dá azia, que não gosta de ler. Qual será o futuro de nosso país se os jovens estão sendo levados a ver como um ponto positivo o fato de se ler e o fato de ser uma grande coisa se chegar a presidência da república sem estudo?
Realmente, não sei qual a solução para este problema. Meus netos menores, de oito a dois anos, gostam de ouvir histórias dos livros. O maior de 17 anos já não gosta tanto. Procuro sempre dar livros de presente e incentivar a leitura. Sem leitura nunca teremos um ensino de qualidade em lugar nenhum do mundo.
Parabéns pelo seu blog
Luiz Felipe"

11 de fevereiro de 2009

A Leitura na Educação Infantil


A leitura na educação infantil é de extrema importância para a formação de futuros bons leitores. Pude observar em crianças que exercem diariamente a leitura, seja ouvindo e vizualizando ou até mesmo lendo, que em sala de aula são pequenos mais criativos e questionadores.

A leitura proporciona um mundo novo, diferente, onde a criança viaja em sua imaginação e assim cria asas para novos questionamentos. Outro ponto a ser mencionado é a escrita, que é privilegiada com a leitura diária. Um bom leitor com certeza escreve e tem um vocabulário melhor.

Na educação infantil, a leitura deve ser diária e deve ser variada com fantoches, dedoches, dramatizações, figuras, etc. Também se faz necessário escolher um bom livro onde todos podem estar atentos e interessados.

Porém, percebe-se que a leitura não é uma atividade fácil. Analisando melhor, a compra de um livro é uma ação difícil, pois em geral são caros para uma população que não vive bem remuneradamente ou seja, o orçamento familiar é restrito e uma compra de livro pode acarretar na falta de alimento em muitos lares brasileiros, que já são carentes como uma consequência da ausência educacional.

Mas não podemos desanimar, pois a esperança de um país com bons leitores inicia numa educação infantil que exerça sobre as crianças o chamariz para a atividade, envolvendo-a na magia desse encanto que é ler e construir uma auto-estima, que só será possível com pleno domínio sobre a leitura e a dicção, gerando boas consequências para o resto da vida e um país que será construído com homens e livros.


Leia também:

Simplificar sem falsificar

Estimulando a leitura

Leitura - Dificuldades e soluções

Biblioteca tupiniquim

O cérebro - Essa incrível máquina a serviço de nossa evolução

B - A - Bá

Biblioteca, apêndice de cultura

A importância da leitura e as consequências de sua prematura estimulação

A Leitura na Educação Infantil

Brasileiro, o não leitor

Prazer em te ler

Distúrbios da aprendizagem - Ainda sobre a dislexia...

Li a respeito num blog português e achei muito interessante a abordagem feita a respeito desse distúrbio de aprendizagem. As considerações da profissional prescindem quaisquer complementações e as deixo com vocês, por serem muito pertinentes:



Dislexicando


"A definição mais usada na actualidade é a do Comitê de Abril de 1994, da International Dyslexia Association - IDA, que diz:

"Dislexia é um dos muitos distúrbios de aprendizagem. É um distúrbio específico da linguagem, de origem constitucional, caracterizado pela dificuldade de descodificar palavras simples. Mostra uma insuficiência no processo fonológico. Estas dificuldades de descodificar palavras simples não são esperadas em relação a idade. Apesar de submetida a instrução convencional, adequada inteligência, oportunidade sócio-cultural e não possuir distúrbios cognitivos e sensoriais fundamentais, a criança falha no processo de aquisição da linguagem.

A dislexia é apresentada em várias formas de dificuldade com as diferentes formas de linguagem, frequentemente são incluídos os problemas de leitura, da aquisição e capacidade de escrever e soletrar."

A dislexia não é uma doença, portanto não podemos falar em cura. Ela é congênita e hereditária, e os seus sintomas podem ser identificados logo na pré-escola. Os sintomas, ainda, podem ser aliviados, contornados, com acompanhamento adequado, direccionado às condições de cada caso. Não podemos considerar como 'comprometimento' a sua origem constitucional (neurológica), mas sim como uma diferença, que é mais notada em relação ao dominio cerebral.

Portanto:

· "A DISLEXIA é uma dificuldade de aprendizagem na qual a capacidade de uma criança para ler ou escrever está abaixo de seu nível de inteligência."

· "A DISLEXIA é uma função, um problema, um transtorno, uma deficiência, um distúrbio. Refere-se a uma dificuldade de aprendizagem relacionada à linguagem."

· "A DISLEXIA é um transtorno, uma perturbação, uma dificuldade estável, isto é duradoura ou parcial e, portanto, temporária, do processo de leitura que se manifesta na insuficiência para assimilar os símbolos gráficos da linguagem.”

· "A DISLEXIA não é uma doença, é um distúrbio de aprendizagem congênito que interfere de forma significativa na integração dos símbolos linguísticos e perceptivos. Afecta mais o sexo masculino que o feminino, numa proporção de 3 para 1."

· "A DISLEXIA é caracterizada por dificuldades na leitura, escrita (ortografia e semântica), matemática (geometria, cálculo), atraso na aquisição da linguagem, comprometimento da discriminação visual e auditiva e da memória sequencial .”

SINAIS ENCONTRADOS EM DISLÉXICOS

Desde a pré-escola alguns sinais e sintomas podem oferecer pistas que a criança é disléxica. Eles não são suficientes para se fazer um diagnóstico, mas vale prestar atenção:

* Fraco desenvolvimento da atenção.

* Falta de capacidade para brincar com outras crianças.

* Atraso no desenvolvimento da fala e escrita.

* Atraso no desenvolvimento visual.

* Falta de coordenação motora.

* Dificuldade em aprender rimas/canções.

* Falta de interesse em livros impressos.

* Dificuldade em acompanhar histórias.

* Dificuldade com a memória imediata organização geral.

DIFICULDADES ENCONTRADAS EM CRIANÇAS COM DISLEXIA

* Dificuldade para ler orações e palavras simples.

* A pronúncia ou a soletração de palavras monossilábicas é uma dificuldade evidente nos disléxicos.
* As crianças ou adultos disléxicos invertem as palavras de maneira total ou parcial, por exemplo “casa” é lida “saca”. Uma coisa é uma brincadeira ou um jogo de palavras, observando a produtividade morfológica ou sintagmática dos léxicos de uma língua, uma outra coisa é, sem intencionalidade, a criança ou adulto trocar a sequência de letras.

* Invertem as letras ou números, por exemplo: /p/ por /b/, /d/ por/ b /3/ por /5/ ou /8/, /6/ por /9/ especialmente quando na escrita minúscula ou em textos manuscritos escolares. Assim, é patente a confusão de letras de simetria oposta.

* A ortografia é alterada, podendo estar ligada a chamada CONSCIÊNCIA FONOLÓGICA (alterações no processamento auditivo).

* Copiam de forma errada as palavras, mesmo observando na lousa ou no livro como são escritas. Em geral, os professores ficam desesperados: " como podem - pensam e reclamam - ela está vendo a forma correccta e escreve exactamente o contrário?".

Ora, o processamento da informação léxica, que é de ordem cerebral, está invertida ou simplesmente deficiente.

* As crianças disléxicas conhecem o texto ou a escrita, mas usam outras palavras, de maneira involuntária. Trocam as palavras quando lêem ou escrevem, por exemplo:“gato” por “casa”.

* As crianças disléxicas têm dificuldades em distinguir a esquerda e a direita.

* Alteração na sequência das letras que formam as sílabas e as palavras.

* Confusão de palavras parecidas ou opostas em seu significado. Os homónimos, isto é, palavras semelhantes (secção, cessão e sessão) são uma dificuldade nas crianças disléxicas.

* Os erros na separação das palavras.

* Os disléxicos sofrem com a falta de rapidez ao ler. A leitura é sem modulação e sem ritmo.

Os disléxicos, às vezes, com muito sacrifício, descodificam as palavras, mas não conseguem compreendê-las.

* Os disléxicos têm falhas na construção gramatical, especialmente na elaboração de orações complexas (coordenadas e subordinadas) na hora da redação espontânea.

ETIOLOGIA

Em concrecto, não há nenhuma segurança em afirmar uma ou outra etiologia para a causa da dislexia, mas há algumas situações que foram descartadas:

Em hipótese alguma o disléxico tem comprometimento intelectual.

Segundo a Teoria das Inteligências Múltiplas, o ser humano possui habilidades cognitivas: inteligência interpessoal, inteligência intrapessoal, inteligência lógico-matemática, inteligência espacial, inteligência corporal-cinestésica, inteligência verbal-linguística, inteligência musical, naturalista, existencial e pictórica.

O disléxico teria a sua inteligência mais predisposta à inteligência corporal-cinestésica, musical, espacial.

Quanto ao emocional, é preciso avaliar muito bem. Pode haver um comprometimento do emocional como consequência das dificuldades da dislexia, mas nunca como causa única.


A criança disléxica não tem perda auditiva.

Há vários estudos :

A) Uma falha no sistema nervoso central na sua habilidade para organizar os grafemas, isto é, as letras ou decodificar os fonemas, ou seja, as unidades sonoras distintivas no âmbito da palavra.

B) O impedimento cerebral relacionado com a capacidade de visualização das palavras.

C) Diferenças entre os hemisférios e alteração (displasias e ectopias) do lado direito do cérebro. Isso implica, entre outras coisas, uma dominância da lateralidade invertida ou indefinida. Mas também justifica o desenvolvimento maior da intuição, da criatividade, da aptidão para as artes, do raciocínio mais holístico, de serem mais subjectivos e todas as outras qualidades características do hemisfério direito.

D) Inadequado processamento auditivo (consciência fonológica) da informação linguística.

E) Implicações relação afectiva mãe-filho, o que pode entravar a necessidade da linguagem, e mais tarde a aprendizagem da leitura e escrita.

TIPOS DE DISLEXIA

*DISLEXIA ACÚSTICA: manifesta-se na insuficiência para a diferenciação acústica (sonora ou fonética) dos fonemas e na análise e síntese dos mesmos, ocorrendo omissões, distorções, transposições ou substituições de fonemas. Confundem-se os fonemas por sua semelhança Articulatória.

*DISLEXIA VISUAL: Ocorre quando há imprecisão de coordenação visuo-especial manifestando-se na confusão de letras com semelhança gráfica. Não temos dúvida que o primeiro procedimento dos pais e educadores é levar a criança a um médico oftalmologista.

*DISLEXIA MOTRIZ: evidencia-se na dificuldade para o movimento ocular. Há uma nítida limitação do campo visual que provoca retrocessos e principalmente intervalos mudos ao ler.


LEMBRE-SE EM OBSERVAR

* Alterações de grafia como "a-o", "e-d", "h-n" e "e-d", por exemplo.

* As crianças disléxicas apresentam uma caligrafia muito defeituosa, verificando-se irregularidade do desenho das letras, denotando, assim, perda de concentração e de fluidez de raciocínio.

* As crianças disléxicas, ainda segundo o professor, apresentam confusão com letras com grafia similar, mas com diferente orientação no espaço como " b-d". "d-p", "b-q", "d-b", "dp", "d-q", "n-u" e "a-e". Ocorre também com os números 6;9;1;7;3;5, etc.

* Apresenta dificuldade em realizar cálculos por se atrapalhar com a grafia numérica ou não compreende a situação problema a ser resolvida.

* Confusões com os sinais (+) adição e (x) multiplicação.

* A dificuldade pode ser ainda para letras que possuem um ponto de articulação comum e cujos sons são acusticamente próximos: "d-t" e "c-q", por exemplo.

* Na lista de dificuldades dos disléxicos, para o diagnóstico precoce dos distúrbios de letras, chamamos a atenção de educadores, e pais para as inversões de sílabas ou palavras como "sol-los", "som-mos" bem como a adição ou omissão de sons como "casa-casaco", repetição de sílabas, salto de linhas e soletração defeituosa de palavras.

ALFABETIZAÇÃO DO DISLÉXICO


O disléxico precisa de atentamente, ouvir atentamente, ter em atenção os movimentos da mão quando escreve e prestar atenção aos movimentos da boca quando fala. Assim sendo, a criança disléxica associará a forma escrita de uma letra tanto com seu som como com os movimentos FALAR-OUVIR-LER-ESCREVER, são atividades da linguagem.FALAR E OUVIR, são actividades com fundamentos biológicos.O método mais adequado tem sido o fonético e montagem de ”manuais” de alfabetizaçãoapropriada a criança disléxica.

A criança aprende a usar a linguagem falada mas isto depende do:

> meio ambiente compreensivo, estimulador e paciente.

> trato vocal.

> organização do cérebro.

> sensibilidade perceptual para falar os sons.

O sucesso na reeducação de um disléxico está baseado numa terapia multisensorial (aprender pelo uso de todos os sentidos), combinando sempre a visão, a audição e o tacto para ajudá-lo a ler e soletrar corretamente as palavras.

ESTRATÉGIAS QUE AJUDAM

Uso frequente de material concreto:

>> Relógio digital.
>> Calculadora.
>> Gravador.
>> Confecção do próprio material para alfabetização, como desenhar, montar uma cartilha.
>> Uso de gravuras, fotografias (a imagem é essencial para sua aprendizagem).
>> Material Dourado.
>> Folhas quadriculadas para matemática.
>> Letras com várias texturas.
>> Evitar dizer que ela é lenta, preguiçosa ou compará-la aos outros alunos da turma.
>> Ela não deve ser forçada a ler em voz alta em turma a menos que demonstre desejo em fazê-lo.
>> As suas habilidades devem ser julgadas mais através das suas respostas orais do que nas escritas.
>> Sempre que possível , a criança deve ser encorajada a repetir o que lhe foi dito para fazer, isto
inclui mensagens. Sua própria voz é de muita ajuda para melhorar a memória.
>> Revisões devem ser frequentes e importantes
>> Copiar do quadro é sempre um problema, tente evitar isso, ou dê-lhe mais tempo para fazê-lo.
>> Demonstre paciência, compreensão e amizade durante todo o tempo, principalmente quando você estiver ensinando a alunos que possam ser considerados disléxicos.
>> Ensine-a quando for ler palavras longas, a separá-las com uma linha a lápis.
>> Dê-lhes menos deveres de casa e avalie a necessidade e aproveitamento desta tarefa
>> Não risque a vermelho os seus erros ou coloque lembretes tipo: estude! precisa estudar mais!
precisa melhorar !
>> Procure não dar sas suas notas em voz alta para toda a turma, isso a humilha e a faz infeliz.
>> Não a force a modificar a sua escrita, ela sempre acha sua letra horrível e não gosta de vê-la no papel. A modulação da caligrafia é um processo longo.
>> Procure não reforçar sentimentos que minimizam sua auto-estima.
>> Dê-lhes um tempo maior para realizar as avaliações escritas. Uma tarefa em que a criança não-disléxica leva 20 minutos para realizar, a disléxica pode levar duas horas.
>> Usar sempre uma linguagem clara e simples nas avaliações orais e principalmente nas escritas.
>> Uma língua estrangeira é muito difícil para eles, faça suas avaliações sempre em termos de trabalhos e pesquisas.

ORIENTAÇÃO AOS PAIS

* A coisa mais importante a fazer: AJUDAR A MELHORAR A AUTO ESTIMA. Ofereça segurança, carinho, compreensão e elogie seus pequenos acertos.

* Procurar ajuda profissional para realizar um diagnóstico correto: Fonoaudiólogo, Psicólogo, Neurologista ou Psicopedagógo.

* Explique que as suas dificuldades têm um nome: DISLEXIA e que você vai ajudá-lo a superál-as, mas que ele é o principal agente desta mudança.

* Encoraje-o e encontre coisas em que se saia bem, estimulando-o nessas coisas.

* Elogie pelos seus esforços, lembre-se como ele tem de se esforçar muito para ter algum sucesso
na leitura e na escrita.

* Ajude-o nos trabalhos escolares, ou, em algumas lições em especial, com paciência (mas não escreva para ele, ou resolva as suas tarefas de matemática).

* Ajude-o a ser organizado.

* Encoraje-o a ter hobbies e atividades fora da escola, como desportos, música, fotografia, desenhos, etc.

* Observe se ele está recebendo ajuda na escola, porque isso faz muita diferença na habilidade dele de enfrentar as suas dificuldades, de prosperar e de crescer normalmente.

* Não permita que os problemas escolares impliquem em mau comportamento ou falta de limites. Uma coisa nada tem a ver com a outra!"

Fonte: Blog Post it psicológico

7 de fevereiro de 2009

Brincadeiras (parte II)

O lúdico manifestado por meio de brincadeiras proporciona na criança o prazer de brincar, de se socializar com outras crianças havendo assim interação com objetos e pessoas.

Como educadores podemos desenvolver uma brincadeira seja no início do ano letivo para uma maior interação e conhecimento entre os colegas assim como para um momento de lazer.


Sugestões de brincadeiras


Batata-quente


Material necessário: bola

- Um dos participantes deve ser o que vai comandar a brincadeira, os demais devem se organizar em uma roda, todos sentados no chão.

- O participante que ficou de fora deve virar-se ou ter os olhos vendados para comandar a brincadeira dizendo:"Batata-quente, quente, quente...". Ele deve dizer

- Quando o comandante da brincadeira disser: "queimou", o participante que estiver com a bola será "queimado, o participante que estiver com a bola será "queimado" e sairá da brincadeira.

- O jogo termina quando restar apenas uma criança, a vencedora, que será o comandante na próxima vez.


Carambola

- Primeiramente, os participantes deverão definir quem irá comandar a brincadeira. Isso pode se decidido através de um sorteio. As demais crianças devem se organizar em um semicírculo com os braços esticados e as palmas das mãos voltados para cima.

- O comandante deverá ficar de frente para os demais e, conforme for reproduzindo a parlenda, irá bater de leve na mão dos colegas.

Tic tac carambola,
Um de dentro,
Um de fora.

- A mão do colega que ele tocou no momento em que cantava "fora" deverá ser colocada para trás. Quando uma criança tiver suas duas mãos voltadas para trás deverá sair da brincadeira.

- A brincadeira prossegue até que reste apenas um participante, que irá comandar, na próxima rodada, a brincadeira.


Telefone sem fio


- Os participantes devem se organizar numa roda, sentar-se no chão e decidir quem irá começar a brincadeira.

- A criança escolhida para iniciar a brincadeira deve criar uma mensagem e dizê-la ao colega da direita, no ouvido dele, bem baixinho, para que mais ninguém possa escutá-la.

- O participante que recebeu a mensagem deve fazer o mesmo, atentando-se para não falar alto e reproduzir o que exatamente escutou.

- Quando a mensagem chegar até o último participante, este deverá falar alto, para todas as crianças, o que ouviu. Em seguida, quem criou a mensagem deverá falar a sua versão e confrontá-la com a que chegou aos ouvidos do último participante.

- O próximo a inventar uma mensagem será o que ouviu a mensagem por último. Ele deve mudar de lugar e sentar-se ao lado da criança que falou primeiro.

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Bilboquê

Um guia completo para brincar com a gurizada na sala de aula

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3 de fevereiro de 2009

Distúrbios da aprendizagem - Dislexia

Achei muito interessante a matéria abaixo, extraída do Correio Brasiliense, que é um farol para professores e pais que se deparam com essa disfunção tão pouco conhecida. Leiam e aprofundem a atenção sobre seus dependentes e busquem orientar pais e mestres, de forma solidária, qualquer que seja sua posição na rede de proteção aos pequenos que tanto precisam de nosso incondicional apoio e que terão demonstradas suas parcelas de comprometimento com esse distúrbio numa fase da vida em que a aquisição de auto-estima é tão íntima como a própria descoberta do carinho que nutrirão por nós, seus educadores e pais.



Para vencer a dislexia
"Para a maioria das crianças, “b” “a” é igual a “ba”. Mas entre 10% e 15% das pessoas olham para as duas letras e não veem nada além de símbolos incompreensíveis. Confundidas com desatentas, preguiçosas ou mesmo portadoras de deficiência mental, elas são, na realidade, disléxicas. O distúrbio, que tem origens genéticas e neurológicas, faz com que o uso do hemisfério direito do cérebro seja mais acionado do que o esquerdo, lado relacionado às habilidades da leitura e da linguagem. Assim, as formas mais usuais de alfabetização, como o construtivismo, não funcionam adequadamente.

Uma metodologia brasileira adotada por 10 secretarias de educação estaduais e por 23 municipais, porém, tem apresentado resultados animadores. Em média, as crianças disléxicas de 6 anos que aprendem pela nova técnica levam cerca de oito meses para serem alfabetizadas. Já as que não recebem tratamento específico podem chegar ao fim do ensino fundamental ainda trocando as letras.

Publicado pela primeira vez há 10 anos, na revista científica de fonoaudiologia Pró-Fono, o artigo “Alfabetização de crianças com distúrbios de aprendizagem, por métodos multissensoriais, com ênfase fono-vísuo-atriculatória” foi a base do desenvolvimento da metodologia pela fonoaudióloga e psicopedagoga paranaense Renata Jardini. Mãe de um disléxico, ela se interessou em pesquisar alternativas à alfabetização do filho na década de 1980, depois de morar na França, onde conheceu experiências inovadoras. “A ideia era desenvolver um método que possibilitasse a aprendizagem sem que ele passasse pelas coisas que meus pacientes descreviam, como constrangimento, discriminação e baixa autoestima”, explica.

A partir do princípio de que os movimentos da boca são o primeiro sinal de aprendizagem do ser humano — para se comunicar, por exemplo, o bebê chora e emite sons —, Renata desenvolveu um método multissensorial. Ela descobriu que é mais eficiente alfabetizar as crianças ensinando-as a associar o gesto da boca ao som das letras e à grafia. “Para falar a letra ‘a’, abrimos a boca e fazemos um som típico. Quando associa aquele gesto ao som do ‘a’, a criança vê a vogal escrita e consegue entender”, resume. Por isso, a psicopedagoga apelidou a técnica de método das boquinhas, aplicada pela primeira vez nas escolas do Paraná. “Nada é feito por memorização, mas por experimentação. É um método concreto”, completa.

Filha de um disléxico e com cinco irmãos portadores do mesmo distúrbio, a assessora legislativa Luciana Rubino, 35 anos, penou para conseguir dominar o alfabeto. Isso porque só descobriu que também tinha a mesma dificuldade já adulta. Quando era criança, Luciana precisava se debruçar sobre os livros. “Não admitia ficar para trás”, conta. “Mas até hoje escrevo e leio algumas coisas erradas. A dislexia tem de ser acompanhada na fase da alfabetização. Se não, a pessoa vai ter problemas pelo resto da vida”, conta.

Formada em direito e com pós-graduação em gestão empresarial, ela começou a desconfiar, no ano passado, de que a filha de 5 anos tinha herdado o gene da dislexia. “Na escola, as crianças já reconheciam todas as letras, e ela, não”, lembra. “A professora não diagnosticou a Gabriela como disléxica, mas disse que ela tinha algum problema.” Luciana resolveu então aplicar, ela mesma, o método da boquinha na filha. “Ela já melhorou bastante e reconhece as vogais”, comemora. Neste ano, Gabriela vai começar a estudar no ensino fundamental.

Informação
De acordo com a coordenadora científica da Associação Brasileira de Dislexia, Maria Ângela Nico, se não tratado, o problema pode afetar a autoestima do aluno. “O disléxico normalmente é muito inteligente e percebe que há algo estranho acontecendo com ele. Ele se sai bem em outras matérias, em outras atividades, e por que falha, então, no processo de alfabetização? Logo o problema emocional se instala, abaixando, muito, sua autoestima. Por isso, é importante uma avaliação precoce”, esclarece. Mas ela afirma que ainda há pouca informação sobre o assunto no meio pedagógico.

Renata Jardini já capacitou 13,8 mil educadores em 10 estados brasileiros a aplicar o método das boquinhas. São profissionais tanto de escolas públicas quanto de particulares. Em 23 cidades, os secretários de educação adotaram a técnica na rede municipal. É o caso de Palmas, onde há um projeto de educação precoce que atende bebês a partir dos 2 anos. Desde essa idade, as crianças são acompanhadas por fonoaudiólogos, segundo o secretário de Educação da capital de Tocantins, Danilo Melo Souza. “Se a dislexia for identificada, elas, aos 4 ou 5 anos, começam a aprender com o método das boquinhas”, diz.

Em Tangará da Serra (MT), a Secretaria de Educação também levou para todas as escolas municipais a metodologia, que já era aplicada na Associação de Pais e Amigos de Excepcionais (Apae). Quando eram incluídas na rede de ensino local, que atende 3,5 mil alunos, as crianças portadoras de deficiência mental entravam com um nível de alfabetização melhor do que o das demais. “O secretário brincou comigo, dizendo que eu estava causando um problema para ele. Então, fizemos a capacitação na cidade”, conta Renata. Embora o trabalho ainda seja recente, o secretário Júnior Schleicher diz que o método está fazendo sucesso. “A satisfação da população é tanta que há briga para conseguir uma vaga na rede municipal”, orgulha-se.

MÉTODO DAS BOQUINHAS
Para ter mais informações sobre a técnica, visite o site www.metododasboquinhas.com.br

Os sintomas

Formada pelo prefixo “dis”, de distúrbio, e pelo sufixo “lexia”, que em grego significa linguagem e, em latim, leitura, a dislexia caracteriza-se pela dificuldade de decodificar e soletrar a escrita. De acordo com a Associação Internacional de Dislexia, o problema atinge entre 10% e 15% da população mundial. Veja alguns dos sintomas.

Na pré-escola
Fraco desenvolvimento da atenção
Atraso no desenvolvimento da fala e da linguagem
Problemas de coordenação motora
Dificuldade com quebra-cabeças
Falta de interesse por livros e impressos

Na idade escolar
Dificuldade na aquisição e desenvolvimento das habilidades linguísticas e na leitura
Pobre reconhecimento de rimas e aliterações (sons iguais no início das palavras)
Desatenção e dispersão
Confusão entre direita e esquerda
Dificuldade em manusear mapas, dicionários etc.
Problemas de linguagem e de fala, com vocabulário pobre, sentenças curtas e imaturas ou sentenças longas e vagas
Dificuldade de copiar de livros ou da lousa
Dificuldade em matemática e desenho geométrico
Melhor desempenho em provas orais

Na fase adulta
Dificuldade na leitura e escrita permanece
Dificuldade para soletrar
Memória imediata prejudicada
Dificuldade em dar nomes a objetos e pessoas (disnomias)
Problemas para aprender uma segunda língua
Desorganização de uma maneira geral
Comprometimento emocional

A apresentação de alguns ou vários desses sintomas não significa que a pessoas seja disléxica, mas que apresenta um quadro de risco. Nesse caso, recomenda-se que a pessoa procure um fonoaudiólogo para que seja feita uma avaliação.

Parceria com a Apae

Além da alfabetização de crianças disléxicas, o método das boquinhas tem outra vocação: ensinar crianças com múltiplas deficiências a ler e a escrever. “Como é multissensorial e concreta, a metodologia funciona muito bem com surdos e deficientes mentais”, diz a fonoaudióloga e psicopedagoga Renata Jardini. Uma das instituições parceiras da especialista é a Associação de Pais e Amigos de Excepcionais (Apae), cujos educadores são capacitados na técnica.

Em um congresso da Federação Nacional de Apaes, os educadores da associação de Tangará da Serra (MT) conheceram a metodologia. Mesmo sem terem recebido capacitação, começaram a adotá-la. No ano passado, fizeram o curso, e hoje atendem 230 alunos de várias etapas de ensino. “Pelo fato de poderem visualizar as letras, os deficientes que têm aprendizagem mais lenta conseguem ter bastante sucesso”, conta a psicóloga Lucília Sodré.

Ela diz que 90% dos alunos que foram encaminhados para a Apae por não conseguirem aprender pelos métodos tradicionais foram alfabetizados graças ao método das boquinhas. No ano passado, 11 entraram na rede pública de ensino, sem necessidade de frequentar classes especiais. Além da inclusão educacional, conta Lucília, os estudantes tiveram melhora no comportamento. “Eles ficam com a auto-estima elevada e bem mais confiantes”, afirma."

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Fonte: Correio Brasiliense



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