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4 de fevereiro de 2012

Na ponta da língua (da coordenadora)

Do UOL Educação:

Veja quatro perguntas para fazer ao coordenador da escola

Na época de escolher a nova escola, pais costumam visitar diversas escolas antes de decidir. E não tem jeito, para escolher bem é preciso mesmo gastar sola de sapato. E, nessa maratona, a conversa com a coordenação da escola candidata é etapa essencial - é possível saber detalhes que nem sempre podem ser percebidos numa visita. Esse "departamento" coordena as ações dos professores e de todos os agentes envolvidos no processo da educação. Seus funcionários são os mais indicados para explicar a proposta pedagógica da escola e o conteúdo que será apresentado ao estudante.

Danilo Verpa/Folha Imagem

Qual é o projeto educativo da escola?

Para a pedagoga Maria Estela Ferreira, essa é a primeira pergunta a ser feita. No projeto pedagógico, o pai e a mãe vão saber que aluno a escola pretende formar e qual o projeto curricular em vigor. "As respostas ajudam os pais a perceberem se as ações e decisões tomadas pela escola estão coerentes com a proposta declarada nos documentos institucionais. As ideias expressas no documento, porém, nem sempre garantem que elas se concretizarão", afirmou. E mais: não se intimide com os termos técnicos que aparecem nesse tipo, pergunte o que as expressões significam e não leve dúvida como lição de casa.

A escola tem professores antigos em seu quadro de funcionários?

A alta rotatividade de professores, segundo Maria Estela, pode ser um indício de que a escola não é tão atrativa para esses profissionais, o que pode interferir no rendimento do docente (e do aluno) em sala de aula. Para saber se a escola valoriza seus profissionais, também vale perguntar sobre o salário dos professores. Bons salários indicam que a instituição investe nos melhores professores do mercado. Outro item que pode demonstrar interesse em ter uma boa equipe é oferecer atualização aos docentes. Como a escola procura manter os mestres em dia com as novidades no campo da educação? O que a instituição faz para manter neles o desejo de ensinar?

Os alunos são estimulados a participar de projetos?

Segundo a coordenadora do curso de pedagogia da Unicid (Universidade da Cidade de São Paulo), Adriana Vianna, os pais devem perguntar à coordenação se há trabalho com projetos na escola. Esse tipo de atividade tem duração de cerca de um semestre e abarca diversas disciplinas. "É interessante saber como eles são trabalhados, se são interessantes. Projetos formam alunos mais críticos, reflexivos", afirma. Procure saber também se a escola desenvolve algum tipo de trabalho social. E, em caso afirmativo, busque mais informações sobre a iniciativa para saber se ela faz parte do marketing da instituição ou revela preocupação real com a cidadania, o que é muito positivo para os estudantes.

Qual é a importância da opinião dos estudantes? 

Para Roseli Hickmann, professora do curso de pedagogia da UFRGS (Universidade Federal do Rio Grande do Sul), os pais devem saber como se dá a interlocução entre a escola e o estudante. Para ela, as linhas mais atuais de pedagogia têm preocupação de manter diálogo entre os saberes e os interesses dos alunos. Ou seja, os estudantes precisam compreender a importância do que aprendem na escola em sua vida prática. "Os pais devem perguntar como a escola acolhe as opiniões, desejos e necessidades dos jovens", aconselha Roseli.

9 de janeiro de 2012

Projeto paz

Vez por outra publicarei projetos desenvolvidos no colégio onde trabalho como coordenadora da educação infantil. Logicamente nem todo conteúdo será exposto e nem todo projeto necessitará divulgação, até porque assuntos, temas e coisas regionais são muito exclusivas. Transcrevo, portanto, o primeiro deles que diz respeito à paz. A mesma paz que deveria reinar em todos os corações, mas infelizmente por enquanto esse querer se reverte em utopia. Trabalhemos então as crianças para podermos plantar dias melhores para eles. Segue o projeto:


PROJETO PAZ



Público Alvo: Educação Infantil
Período: 05/03 a 09/03
Justificativa: Hoje, percebe-se um índice elevado de situações onde a agressividade, a violência está a cada dia mais marcante em nossa sociedade. Agressividade esta que perpassa da relação entre os seres humanos e sobressai sobre todos os tipos de relacionamento entre seres vivos. Portanto torna-se extremamente necessário estar desenvolvendo o Projeto Paz para que possamos viver em um mundo melhor e mais harmônico.
Objetivo geral:
- Conscientizar as crianças quanto à importância da cultura de paz na escola para que possamos viver em harmonia.
Objetivos específicos:
- Refletir sobre suas ações e comportamentos com as outras pessoas e com os demais componentes da natureza;
- Conscientizar sobre a cultura de paz na escola;
- Saber respeitar as pessoas e suas diferenças.
Desenvolvimento:
            Em roda de conversa desenvolva com os alunos um diálogo sobre o que é a paz para eles. Conforme eles forem falando vá registrando em um mural. Confeccione mural com fotos e imagens.
            Apresente o pacifista que representa a sala de aula. Fale um pouco da vida dele. Monte um mural com fotos e curiosidades sobre o Pacifista.
            Utilize letras de músicas, poesias que falem da paz para realizarem atividades de artes, linguagem.
            Cante a música da paz pela paz e outras relacionadas aos projetos.
1º Dia: Apresentar o Hino da paz pela paz. Confeccionar do mural sobre paz.
2º Dia: Atividades Relacionadas ao livro: Um Mundinho de Paz de Ingrid Biesemeyer Bellinghause.
3º Dia: Conhecer o pacifista da sala de aula. Apresentar o Pacifista, falar que cada sala é representada por um pacifista. Falar sobre a vida dele, montar um cartaz com curiosidades sobre o pacifista.
4º Dia: Cada turma irá apresentar o pacifista que representa sua sala. Esta atividade ocorrerá no pátio da escola.
5º Dia: Cantaremos o hino da paz e faremos uma caminhada da paz pela escola com as crianças caracterizadas.

CRIANÇA MERECE PAZ
( Anne Lieri)

Criança merece ter paz
E um mundo de igualdade!
Gente grande é incapaz
De entender essa verdade!

Um mundo sem opressão
Sem violência e sem dor!
Todos num só coração
De mãos dadas com amor!

Não importa a raça e a cor,
Criança é terna pureza!
Pequeno botão de flor
Que cresce em graça e beleza!

Se todos fossem irmãos,
Sem brigas e sem maldades
O Universo em união
Seria felicidade!

 
Pedem a paz as crianças
Voltemos a ser meninos!
Um planeta de esperança
A todos os pequeninos!
 
A Paz é linda 
A paz é linda ,
tão linda
como a luz do sol!
Não há nada assim!
Mas temos que a conservar
para a podermos ouvir, sentir
olhar e adorar.
É pena que haja pessoas
Que não a querem amar!

Emma  Jan 2001
 EB S. João-Ovar
Um Poema à Paz



A PAZ

… é o livro

que ensina

é uma vela

em alto mar

e é o cabelo

da menina

que o vento

conseguiu soltar.

E é o trabalho,

o pão, a mesa,

a seara de trigo,

ou de milho

e perto

da lâmpada acesa

a mãe que embala

o seu filho.

A Paz

é o oposto da guerra

é o sol,

são as madrugadas,

e todas as crianças

da terra

de mãos dadas;

de mãos dadas;

de mãos dadas.

Sidónio Muralha







1 de julho de 2011

Quem são e o que pensam os coordenadores pedagógicos no Brasil

Da Nova Escola:

Coordenador pedagógico: um profissional em busca de identidade

Pesquisa da FVC conclui que a formação de professores começa a ser o foco da atuação do coordenador, mas ele ainda sofre com a falta de apoio

Por Paola Gentile


Em algumas redes de ensino, ele é chamado de orientador, supervisor ou, simplesmente, pedagogo. Em outras, de coordenador pedagógico, que é como GESTÃO ESCOLAR sempre se refere ao profissional responsável pela formação da equipe docente nas escolas. Nas unidades que contam com sua presença, ele faz parte da equipe gestora e é o braço direito do diretor. Num passado não muito remoto, essa figura nem sequer existia. Começou a aparecer nos quadros das Secretarias de Educação quando os responsáveis pelas políticas públicas perceberam que a aprendizagem dos alunos depende diretamente da maneira como o professor ensina.

Diante desse cenário, a Fundação Victor Civita (FVC) decidiu descobrir quem é e o que pensa esse personagem relativamente novo no cenário educacional brasileiro, escolhendo-o como tema de uma pesquisa intitulada O Coordenador Pedagógico e a Formação Continuada de Professores: Intenções, Tensões e Contradições. Realizado pela Fundação Carlos Chagas (FCC), sob a supervisão de Cláudia Davis, o estudo teve a coordenação de Vera Maria Nigro de Souza Placco e de Laurinda Ramalho de Almeida, ambas da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), e de Vera Lúcia Trevisan de Souza, da Pontifícia Universidade Católica de Campinas (PUC-Campinas). Graças a ela, fizemos esta edição especial, com reportagens e seções tratando de temas relativos à coordenação pedagógica.

Uma das principais conclusões da pesquisa é que, apesar de ser um educador com experiência, inclusive na função (saiba mais sobre o perfil desse profissional no quadro abaixo), ainda lhe faltam identidade e segurança para realizar um bom trabalho. Ele se sente muito importante no processo educacional, mas não sabe ao certo como agir na escola frente às demandas e mostra isso por meio de algumas contradições: ao mesmo tempo em que afirma que sua atuação pode contribuir para o aprendizado dos alunos e para a melhoria do trabalho dos professores, não percebe quanto isso faz diferença nos resultados finais da aprendizagem (veja mais no quadro da próxima página). "A identidade profissional se constrói nas relações de trabalho. Ela se constitui na soma da imagem que o profissional tem de si mesmo, das tarefas que toma para si no dia a dia e das expectativas que as outras pessoas com as quais se relaciona têm acerca de seu desempenho", afirma Vera Placco.

Quem são os coordenadores pedagógicos no Brasil. Um resumo das características do profissional que atua nessa função

90% são mulheres

88% já deram aula na Educação Básica

76% têm entre 36 e 55 anos

A maioria tem mais de 5 anos de experiência na função
Quem são os coordenadores pedagógicos no
 Brasil

Continue lendo a reportagem

24 de fevereiro de 2011

Em busca da reunião pedagógica perfeita

Da Nova Escola:

7 pecados da reunião pedagógica

Como fugir dos erros mais comuns e acertar no trabalho coletivo

1) Participação facultativa


O que acontece A escola não obriga os professores a comparecer aos encontros de formação, pois: 

- A rede não paga pelos horários de estudo coletivo. 
- Os docentes trabalham em mais de uma escola. 
- A prioridade é dada às tarefas individuais (como corrigir lição de casa), em detrimento das coletivas. 


Por que é um erro Se alguns docentes participam da formação e outros não, o ensino na escola não se desenvolve como um todo: os alunos dos professores que vão atrás da formação aprenderão, enquanto os outros, não. Também não há troca de experiências ou aperfeiçoamento de estratégias. "O trabalho pedagógico pede um esforço conjunto para o planejamento de maneiras eficazes a fim de que os alunos avancem. Caso contrário, há um empobrecimento do currículo e dos processos didáticos", diz Inês Assunção de Castro Teixeira, pesquisadora, socióloga e professora da Faculdade de Educação da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). 



Como corrigir Se o problema é o não-pagamento das horas de formação, a categoria tem o direito de pedir a regulamentação junto à Secretaria de Educação. Até que haja mudanças, é preciso buscar alternativas, como montar um calendário que preveja encontros regulares do coordenador com os professores, agrupados por série, ciclo ou disciplina - que também resolvem o problema quando parte da equipe não cumpre jornada integral. Contudo, se os docentes são dispensados, os gestores precisam rever seus conceitos sobre a qualidade do ensino e procurar capacitação.

Leia mais:

1 de fevereiro de 2011

Funções pedagógicas - Quem é o Coordenador?


O Papel e atribuições do coordenador pedagógico dentro da escola

Por Suelen Silva Lima


Dentro das inúmeras mudanças que ocorrem na sociedade atual, de ordem econômica, política,social, ideológica, a escola, como instituição de ensino e de práticas pedagógicas, enfrenta muitos desafios que comprometem a sua ação frente às exigências que surgem.Assim, os profissionais, que nela trabalham, precisam estar conscientes de que os alunos devem ter uma formação cada vez mais ampla, promovendo o desenvolvimento das capacidades desses sujeitos.

Para tanto, torna-se necessária a presença de um coordenador pedagógico consciente de seu papel, da importância de sua formação continuada e da equipe docente, além de manter a parceria entre pais, alunos, professores e direção. De acordo com o Regimento Escolar, Artigo nº. 129/2006-Resolução CEE/TO, "a função de coordenação pedagógica é o suporte que gerencia, coordena e supervisiona todas as atividades relacionadas com o processo de ensino e aprendizagem, visando sempre à permanência do aluno com sucesso."

Já segundo Clementi (apud Almeida), cabe ao coordenador "acompanhar o projeto pedagógico, formar professores, partilhar suas  ações, também é importante que compreenda as reais relações dessa posição." Partindo desse pressuposto, podem-se identificar as funções formadora, articuladora e transformadora do papel desse profissional no ambiente escolar.

Considerando a função formadora, o coordenador precisa programar as ações que viabilizem a formação do grupo do grupo para qualificação continuada desses sujeitos.Consequentemente, conduzindo mudanças dentro da sala de aula e na dinâmica da escola, produzindo impacto bastante produtivo e atingindo as necessidades presentes.

Assim, muitos formadores encontram na reflexão da ação, momentos riquíssimos para a formação. Isso acontece à medida que professores e coordenadores agem conjuntamente observando, discutindo e planejando, vencendo as dificuldades, expectativas e necessidades, requerendo momentos individuais e coletivos entre os membros do grupo, atingindo aos objetivos desejados. As relações interpessoais permeiam a prática do coordenador que precisa articular as instâncias escola e família sabendo ouvir, olhar e falar a todos que buscam a sua atenção.

Conforme Almeida(2003), na formação docente, "é muito importante prestar atenção no outro, em seus saberes, dificuldades", sabendo reconhecer e conhecer essas necessidades propiciando subsídios necessários à atuação.Assim, a relação entre professor e coordenador, à medida que se estreita e ambos crescem em sentido prático e teórico(práxis), concebe a confiança, o respeito entre a equipe e faborece a constituição como pessoas.

Na parceria escola X família, esse profissional é requerido para estreitar esses laços e mantê-los em prol da formação efetiva dos educandos à medida que cada instância assuma seu papel social diante desse ato indispenásavel e intransponível.

Como ressalta Alves(apud Reis,2008) "homens que através de sua ação transformadora se transformam. É  neste processo que os homens produzem conhecimentos, sejam oa mais singelos, sejam os mais sofisticados, sejam aqueles que resolvem um problema cotidiano, sejam os que criam teorias explicativas."

Assim, é  papel do coordenador favorecer a construção de um ambiente democrático e participativo, onde se incentive a produção do conhecimento por parte da comunidade escolar, promovendo mudanças atitudinais, procedimentais e conceituais nos indivíduos.

Os órgãos colegiados são espaços que proporcionam essa formação à medida que a participação, o compromisso e o protagonismo de seus componentes, pais, alunos, professores, coordenação e direção, ocasionem transformações significativas nesse ambiente.Cabe ao coordenador atuar coletivamente e visualizar esses espaços como oportunidades para o desempenho das suas funções.

Apesar das inúmeras responsabilidades desse profissional já descritas e analisadas aqui, o coordenador pedagógico enfrenta outros conflitos no espaço escolar, tais como tarefas de ordem burocrática, disciplinar, organizacional.

Assumir esse cargo é sinônimo de enfrentamentos e atendimentos diários a pais, funcionários, professores, além da responsabilidade de incentivo a promoção do projeto pedagógico, necessidade de manter a própria formação, independente da instituição e de cursos específicos, correndo o perigo de cair no desânimo e comodismo e fatores de ordem pessoal que podem interferir em sua prática.

Muitas vezes, a escola e o coordenador se questionam quanto à necessidade desse profissional e chegam à conclusão que esse sujeito pode promover significativas mudanças, pois esse trabalha com formação e informação dos docentes, principalmente.O espaço escolar é dinâmico e a reflexão é fundamental a superação de obstáculos, socialização de experiências e fortalecimento das relações interpessoais.

O coordenador pedagógico é peça fundamental no espaço escolar, pois busca integrar os envolvidos no processo ensino-aprendizagem mantendo as relações interpessoais de maneira saudável, valorizando a formação do professor e a sua, desenvolvendo habilidades para lidar com as diferenças com o objetivo de ajudar efetivamente na construção de uma educação de qualidade.

18 de novembro de 2010

Diretor, Coordenador ou Supervisor - Quem manda?

Conheça a trindade pedagógica



"O uso do número três, em muitas situações, parece apontar para a perfeição. No âmbito judaico-cristão, existe a Santíssima Trindade, formada pelas figuras mais importantes de uma crença seguida por milhões de pessoas. Em Matemática, mais especificamente na geometria, aprendemos que por três pontos que não estejam em linha reta sempre passa um plano. Uma mesa com três pés, por exemplo, não fica bamba. Em Educação, três figuras são apontadas como responsáveis pela eficácia da escola: o diretor, o coordenador pedagógico e o supervisor de ensino. Os dois primeiros geralmente estão todos os dias na escola, em contato direto com professores, alunos e funcionários. São eles que detectam, com o olhar atento sobre a movimentação dentro e fora dos muros, nos corredores e nas salas de aula, as necessidades de aprendizagem das crianças e dos jovens, a demanda por formação docente e as condições da infraestrutura..." Leia mais no Educar para crescer

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