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28 de dezembro de 2011

Distúrbios da aprendizagem - Combatendo a desmotivação em sala de aula

Do Brasil Escola:

Como proceder com alunos desmotivados

 Por Elen Campos Caiado (*)


Existem certos problemas no ambiente escolar que são praticamente impossíveis de não ocorrer, sendo a desmotivação do aluno um dos mais preocupantes, fato rotineiro que ocorre com profissionais de todas as áreas da educação e em diferentes níveis de ensino.

Considerado como um problema de difícil resolução é fundamental que o professor compreenda o que vem a ser a motivação e como ela se constrói.

Geralmente a falta de motivação é originada das características próprias do aluno e do ambiente escolar como um todo, fazendo com que o aluno passe a ter medo do próprio fracasso escolar e de como lidar com ele.

Ressalta-se que os pais, os colegas e o grupo social no qual este jovem se relaciona, também contribuem para a sua desmotivação.

Determinados alunos apresentam grande dificuldade em interagir com certas atividades, outros apresentam resistência total no sentido de adquirir conhecimentos, se isolando dos demais colegas, negando a participar das atividades propostas, bem como não apresentando interesse qualquer em realizar algo que se refere à aprendizagem.

O professor deve ficar atento ao comportamento de seus alunos, visto que podem partir desde aqueles jovens mais agitados, tanto aos jovens desligados e inquietos.

No sentido de ajudar o aluno desmotivado, o professor deve se preocupar com o ambiente escolar, em especial a sala de aula, o desenvolvimento das atividades, a organização e principalmente a relação professor/aluno e o processo avaliativo.

Com o objetivo de contribuir com os professores que muitas vezes no exercício da profissão apresentam o verdadeiro interesse em ajudar o aluno desmotivado, segue abaixo algumas sugestões baseadas em estudiosos da área com o objetivo de auxiliar o educador na prática, motivando seu aluno, independente da disciplina ou série em que se encontra:

• Aplique o conteúdo com entusiasmo, evitando aulas “mecânicas”;
• Faça com que o aluno compreenda o que está sendo ensinado, ao invés de apenas memorizar;
• Busque sempre relacionar os conteúdos com fatos da atualidade;
• Elabore atividades que possa detectar a evolução do aluno;
• Estabeleça um ritmo de aula de forma que todos possam acompanhar o raciocínio que exige o conteúdo;
• Quando o aluno apresentar dificuldades, apresente a ele pistas proporcionando oportunidades para superar as dificuldades, fazendo com que o aluno exerça seu próprio raciocínio;
• Ao iniciar a aula estabeleça metas e objetivos dessa, porém, baseados no ritmo da turma, combinando regras para que não seja desviado o objetivo da aula;
• No momento da avaliação, o ideal é que o professor evite comparações, ameaças, ou seja, condutas negativas que possam vir a refletir maleficamente na auto-estima dos alunos.

O professor sendo mediador do conhecimento é responsável por realizar essa função da melhor maneira possível, buscando sempre se manter atualizado, podendo formar cidadãos cada vez mais capacitados.

(*) Graduada em Fonoaudiologia e Pedagogia


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4 de maio de 2011

Arquitetura do aprendizado

Construção da escola influencia aprendizado

Planejamento dos espaços deve levar em conta as características da comunidade

A correlação é imediata: quando se pensa em sala de aula, logo vem à mente um cômodo retangular, com carteiras dispostas em filas e a mesa do professor à frente. Exceto por uma ou outra experiência "alternativa", o modelo com séculos de uso é o que impera, tanto em escolas públicas como nas salas de aula da rede privada. 

Ayrton Vignola/AE


"Essa disposição facilita ao professor manter a ordem e o silêncio, mas não é o melhor para o aprendizado, não estimula a criatividade. Se você passa o tempo todo olhando para a nuca de seu colega, já não o valoriza", diz a arquiteta Doris Kowaltowski. Professora da Universidade de Campinas (Unicamp), Doris acaba de lançar o livro Arquitetura escolar: o projeto do ambiente de ensino, com o objetivo de mostrar que a formação do aluno depende não apenas do professor e do material didático, mas também do espaço que frequenta. 

A lista de locais transcende os metros quadrados da sala de aula. Um projeto arquitetônico escolar deve levar em conta do projeto paisagístico à altura do mobiliário adequada para cada faixa etária. Em uma pesquisa realizada com estudantes em fase de alfabetização de escolas públicas de Campinas, a autora pediu que as crianças desenhassem o que gostariam que houvesse no lugar em que estudam. O resultado mostrou que a maior parte das meninas gostaria que a escola tivesse parquinho e os meninos, campo de futebol. Foram raros os desenhos que mostraram um globo ou uma estante de livros.

"Os alunos não pedem uma biblioteca porque é algo que não lhes parece atraente. Pelo que eles conhecem de biblioteca, não conseguem imaginar que pode ser um espaço bonito e aconchegante, com poltronas confortáveis, por exemplo." Não há, porém, uma fórmula pronta. Pelo contrário. Uma das peculiaridades de um projeto arquitetônico escolar é que ele não deve obedecer a um formato padrão. A construção precisa levar em consideração as características físicas e sociais do entorno do ambiente. "Cada comunidade tem os seus próprios valores. Uma escola vai ser mais bem aceita e bem cuidada à medida em que a população é inserida", explica Doris. "Uma boa estratégia para facilitar esse convívio é apresentar uma maquete do projeto e ouvir o que os futuros usuários têm a dizer." 

Foi o que ocorreu na favela Maracanã, que tem cerca de 6 mil habitantes e fica na zona sul de São Paulo. Por lá, a construção de uma creche foi resposta a um pedido antigo, feito há 20 anos pela população. Mas os moradores só se sentiram envolvidos após serem convidados a participar da construção. O mestre de obras era da comunidade e, no início, voluntários da região ajudaram em tarefas como construir a laje. Inaugurada neste ano, atende a 64 crianças.

Adaptações

Na prática, no entanto, a construção de um ambiente ideal de aprendizado extrapola a planilha do arquiteto e esbarra em obstáculos antigos e complexos. Na dissertação de mestrado que defendeu no ano passado na Unicamp, a arquiteta Marcella Deliberador entrevistou 44 escritórios de arquitetura que prestam serviço à Fundação de Desenvolvimento da Educação, órgão da Secretaria Estadual de Educação de São Paulo que é responsável pela construção e reforma dos ambientes escolares. 

Entre os problemas apontados pelos arquitetos, a topografia foi o pior. "Muitas vezes, o terreno da escola é o pior do loteamento." A creche da favela Maracanã, por exemplo, fica em uma área irregular e, por isso, a construção precisou desconsiderar algumas diretrizes. "A orientação é para que as escolas sejam térreas e tenham entrada de veículos em duas ruas", explica o arquiteto Adriano Bechara, que coordenou o projeto. "Mas o terreno era pequeno demais para não construir um nível superior e, no meio da favela, não passa nem carro. Para que faríamos duas entradas de veículo?", argumenta.

Se nas escolas públicas o terreno não favorece, no caso dos colégios privados a questão é convencer o dono sobre a importância das áreas livres, diz o arquiteto Vinicius Andrade, do escritório Andrade Morettin. "Em muitas particulares, tudo segue a lógica do lucro. Se o terreno é na área nobre, o proprietário quer aproveitar todo cantinho. Daí, capricha na estética, que fica arrojada, mas por dentro continua apertada e, pior, inacessível, com muitas escadas.

Acessibilidade

Reformar as escolas antigas para atender aos deficientes físicos é outro desafio da arquitetura. "Adequar é mais difícil que construir uma nova. Não é só fazer uma rampa aqui, outra escada ali", diz Pedro Amando de Barros, do escritório Apiacás, responsável pela reforma da escola Caetano de Campos, no bairro da Consolação. As obras começaram no ano passado e estão em curso, obedecendo a um cronograma que tem de respeitar a rotina dos alunos. "É preciso prever as etapas e deixar para o período de férias as intervenções mais substanciais." 

AS MODIFICAÇÕES ARQUITETÔNICAS


Império: Padrão pedagógico e arquitetônico voltado para a educação religiosa. A escola funcionava na casa do professor ou em paróquias.

Primeira República (1890-1920): A maioria dos edifícios ficava em áreas contíguas às praças. Os prédios eram imponentes, com pé-direito alto e imensas escadarias.

De 1921 a 1959: A semana de arte moderna e a revolução de 1930 influenciaram a arquitetura. Os edifícios deixaram de ser compactos, e as construção passaram a ser de concreto armado, com grandes corredores.

De 1960 a 1990: A demanda escolar aumentou, e o sistema de construção foi simplificado. As salas eram distribuídas num grande corredor com paredes de alvenaria e teto de laje pré-moldada.

De 1990 a 2010: A arquitetura é bastante padronizada. Em São Paulo, predomina a edificação de três pavimentos. Os projetos incorporam a quadra de esportes coberta, que facilita o uso do espaço nos fins de semana pela comunidade.

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