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8 de outubro de 2012

GAIOLAS E ASAS






"HÁ ESCOLAS QUE SÃO GAIOLAS".
"HÁ ESCOLAS QUE SÃO ASAS".

ESCOLAS QUE SÃO GAIOLAS EXISTEM
PARA QUE OS PÁSSAROS DESAPRENDAM
A ARTE DO VOO. PÁSSAROS ENGAIOLADOS, 
O SEU DONO PODE LEVÁ-LOS PARA ONDE QUISER.
PÁSSAROS ENGAIOLADOS SEMPRE TÊM UM DONO.
DEIXARAM DE SER PÁSSAROS.
PORQUE A ESSÊNCIA DOS PÁSSAROS É O VOO.

ESCOLAS QUE SÃO ASAS NÃO AMAM PÁSSAROS ENGAIOLADOS.
O QUE ELAS AMAM SÃO OS PÁSSAROS EM VOO.
EXISTEM PARA DAR AOS PÁSSAROS CORAGEM PARA VOAR.
 ENSINAR O VOO, ISSO ELAS NÃO PODEM FAZER, 
PORQUE O VOO JÁ NASCE DENTRO DOS PÁSSAROS.
O VOO NÃO PODE SER ENSINADO. SÓ PODE SER ENCORTAJADO.

AS ESTATÍSTICAS OFICIAIS ANUNCIAM 
O AUMENTO DAS ESCOLAS E O AUMENTO
DOS ALUNOS MATRICULADOS.  ESSES DADOS
NÃO ME DIZEM NADA. NÃO ME DIZEM SE SÃO GAIOLAS OU ASAS. MAS EU SEI QUE HÁ PROFESSORES QUE AMAM O VOO DOS SEUS ALUNOS.
HÁ ESPERANÇA...

7 de fevereiro de 2011

Reflexão

O estudo da gramática não faz poetas.
O estudo da harmonia não faz compositores.
O estudo das "ciências da educação" não faz educadores.
Educadores não podem ser produzidos.
Educadores nascem. O que se pode fazer é ajudá-los a nascer.
Para isso eu falo e escrevo: para que eles tenham coragem de nascer.
Quero educar os educadores.
E isso me dá um grande prazer porque não existe coisa mais importante que educar.
Pela educação ele se torna mais sensível e mais rico interiormente, o que faz dele uma pessoa mais bonita, mais feliz e mais capaz de conviver com os outros.
A maioria dos problemas da sociedade se resolveria se os indivíduos tivessem aprendido a pensar.

Rubem Alves

28 de fevereiro de 2010

Professor, o DNA da instituição

Sua majestade, o professor

"Num tempo em que a concorrência entre as instituições de ensino superior se acirra, a questão da sobrevivência das organizações coloca-se como preocupação central para muitos gestores. O que faz a diferença nesse contexto? A infra-estrutura, a gestão ou o relacionamento entre alunos, professores e funcionários?
Uma pesquisa realizada pelo sociólogo Gilson Borda, que resultou na sua tese de doutorado, defendida na Universidade de Brasília, contém algumas ideias que podem ajudar as instituições a se posicionarem nesse contexto. A partir de questionários e entrevistas aplicadas a 351 alunos de duas instituições de ensino superior particulares do Distrito Federal, Borda concluiu que um bom professor vale mais do que instalações luxuosas. O resultado é válido para 80% dos estudantes que participaram do estudo e está relacionado, segundo o autor do trabalho, a uma mudança das relações que estão em curso no mundo contemporâneo.

Além de alunos, que responderam a um questionário com questões semi-abertas, foram entrevistados 14 gestores e profissionais das duas instituições. Uma delas existe há mais de 40 anos e localiza-se no Plano Piloto (área central de Brasília); a outra é pequena, nova e fica numa cidade-satélite (periferia). O autor conta que optou por investigar instituições com perfis diferentes para obter mais abrangência de resultados.
"Na segunda metade do século passado prevaleciam o capital econômico e o capital intelectual como valores das organizações. No cenário atual, o capital social está ganhando cada vez mais espaço como fundamento da relação de confiança que uma organização estabelece com as pessoas", diz Borda, explicando que capital social diz respeito às relações das instituições com clientes, prestadores de serviço, funcionários ou a comunidade em geral. Na opinião dele, a importância do capital social só tende a aumentar.
E, nesse processo, os professores desempenham um papel fundamental, afinal, são eles que convivem com os estudantes no dia a dia, constituindo-se na face mais visível da instituição. "O professor consolida ou não a confiança que o aluno mantém com a instituição de ensino", sintetiza o pesquisador. Ele considera que a sobrevivência das instituições está relacionada ao estabelecimento de relações de confiança, sobre as quais se constrói a credibilidade.
Para Borda, esse resultado implica o rompimento de algumas ideias preconcebidas, como a de que a imagem se constrói apenas por meio de uma comunicação eficiente. "A espiral de confiança é construída à medida que são reforçados os valores fundamentais", explica o pesquisador. Ele constatou um grau de satisfação maior dos alunos da instituição mais nova e menor, onde os resultados indicam a existência de maior engajamento dos professores. Por isso, ele reitera que o capital econômico e tudo que se associa a ele (investimento em infraestrutura, por exemplo) está vinculado ao capital social (o bom ou mau relacionamento com alunos, por exemplo). Novamente, os docentes são fundamentais nesse processo: o estudo aponta que a qualificação dos professores é o principal fator de atração de uma instituição .

Para Fábio José Garcia dos Reis, diretor de operações do Centro Unisal, em Lorena, no interior de São Paulo, o reconhecimento da importância do professor numa instituição educacional é algo que se constata ao longo da história e continua valendo até hoje. "Os professores tornam-se referência pelas suas publicações, pelo relacionamento com o mercado, pela sua capacidade de elaborar novos projetos e serviços e pelas diversas conversas com os alunos na orientação para o estudo, pesquisa ou trabalho", afirma.
Para Roberto Lobo Leal e Silva Filho, diretor da consultoria Lobo & Associados, o professor é o "DNA da instituição". "Não adianta ter um salão de mármore se os professores forem omissos", sintetiza. Entretanto, ele considera que o professor tem peso maior ou menor dependendo do perfil da instituição. "Nas instituições de massa, o valor da mensalidade pode ser um forte fator de atração", analisa. Mas mesmo nessas instituições, ressalva o consultor, não se pode esperar a oferta de um ensino de qualidade somente com professores horistas.
Reis se contrapõe, enfatizando que a credibilidade não está relacionada, necessariamente, ao tempo de dedicação do professor, embora reconheça que é importante ter muitos docentes vinculados a fim de se levar adiante projetos de pesquisa, ensino e extensão. "É ideal, mas o alto custo torna isso inviável para muitas instituições privadas."..."

20 de março de 2009

Era Uma Vez...

Era uma vez

Era uma vez um menininho bastante pequeno,
Que contrastava com a escola bastante grande.
Uma manhã, a professora disse:
Hoje nós iremos fazer um desenho.
Ele gostava de desenhar leões, tigres, galinhas, vacas, trens e barcos.
Pegou a sua caixa de lápis de cor e começou a desenhar.
A professora então disse:
Esperem, ainda não é hora de começar!
Ela esperou até que todos estivessem prontos.
Agora, disse a professora, nós iremos desenhar flores.
E o menininho começou a desenhar bonitas flores com seu lápis rosa, laranja e azul.
A professora disse:
Esperem! Vou mostrar como fazer.
E a flor era vermelha com caule verde.
Assim, disse a professora, agora vocês podem começar.
O menininho olhou para a flor da professora e depois olhou para sua flor.
Gostou mais da sua flor, mas não podia dizer isso.
Virou o papel e desenhou uma flor igual a da professora.
Era vermelha com caule verde.
Num outro dia, quando o menininho estava em aula ao ar livre, a professora disse:
Hoje iremos fazer alguma coisa com barro.
"Que bom"!!!, pensou o menininho.
Ele gostava de trabalhar com barro.
Podia fazer com ele todos os tipos de coisas:
Elefantes, camundongos, carros e caminhões.
Começou a juntar e amassar a sua bola de barro.
Então a professora disse:
Esperem, não é hora de começar!
Ela esperou até que todos estivessem prontos.
Agora, disse ela, nós iremos fazer um prato.
Ele gostava de fazer pratos de todas as formas e tamanhos.
A professora disse: - Esperem! Vou mostrar como se faz.
Assim, agora vocês podem começar.
E o prato era um prato fundo.
O menininho olhou para o prato da professora e depois para o seu próprio prato.
Gostou mais do seu, mas não poderia dizer isso.
Amassou seu barro numa grande bola novamente e fez um prato fundo.
Igual ao da professora.
E muito cedo o menininho aprendeu a esperar e a olhar e fazer as coisas exatamente como a professora.
E muito cedo ele não fazia coisas por si próprio.
Então aconteceu que o menininho teve que mudar de escola.
Era uma escola ainda maior que a primeira.
Um dia a professora disse:
Hoje vamos fazer um desenho.
"Que bom!" - pensou o menininho, esperando que a professora disesse o que fazer.
Ela não disse, apenas andava pela sala.
Então veio até o menininho e disse:
Você não quer desenhar?
Sim, e o que nós vamos fazer?
Eu não sei até que você o faça.
Como eu posso fazê-lo?
Da maneira que você gostar!
E de que cor?
Se todo mundo fizer o mesmo desenho e usar as mesmas cores, como eu posso saber o que cada um gosta de desenhar?
Eu não sei...
Então o menininho começou a desenhar uma flor vermelha com caule verde...
(Autora: Helen Buckley - Tradutor desconhecido)


O texto acima transcrito tem como objetivo a reflexão quanto à criatividade na educação. Devemos ter o cuidado para desenvolvermos nossos alunos de forma livre, onde o pensamento é explorado ao máximo e sempre.

A criatividade da criança está constantemente presente, seja nas brincadeiras com modelagem, onde a massinha da criança vira um pirulito, um sorvete, uma cobra ou até mesmo nas atividades de recorte, colagem, pintura, desenhos entre outros.

Portanto, cabe ao professor desenvolver o potencial do seu aluno ao máximo e são nas atividades diárias que a criatividade pode ser explorada e enriquecida.

27 de fevereiro de 2009

Para Reflexão!


"O estudo da Gramática não faz poetas. O estudo da harmonia não faz compositores.
O estudo da psicologia não faz pessoas equilibradas. O estudo das "ciências da educação" não faz educadores.

Educadores não podem ser produzidos. Educadores nascem. O que se pode fazer é ajudá-los a nascer. Para isso eu falo e escrevo: para que eles tenham coragem de nascer. Quero educar os educadores. E isso me dá grande prazer porque não existe coisa mais importante que educar.

Pela educação o indivíduo se torna mais apto para viver: aprende a pensar e a resolver os problemas práticos da vida. Pela educação ele se torna mais sensível e mais rico interiormente, o que faz dele uma pessoa mais bonita, mais feliz e mais capaz de conviver com os outros. A maioria dos problemas da sociedade se resolveria se os indivíduos tivessem aprendido a pensar."

Rubem Alves

Essas palavras de Rubem Alves são profundas e inicio o dia com essa reflexão. Que os educadores passam ter força, energia para continuar nessa caminhada brilhante que é educar, como diz Rubem Alves "ensinar a pensar, a resolver os problemas práticos da vida", "...não existe coisa mais importante que educar". Um ótimo dia a todos!

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