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25 de junho de 2011

Teóricos da educação - Vygotsky e o desenvolvimento proximal

Vygotsky e o conceito de zona de desenvolvimento proximal

Para Vygotsky, o segredo é tirar vantagem das diferenças e apostar no potencial de cada aluno

Por Ivan Paganotti


Todo professor pode escolher: olhar para trás, avaliando as deficiências do aluno e o que já foi aprendido por ele, ou olhar para a frente, tentando estimar seu potencial. Qual das opções é a melhor? Para a pesquisadora Cláudia Davis, professora de psicologia da Educação da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), sem a segunda fica difícil colocar o estudante no caminho do melhor aprendizado possível. "Esse conceito é promissor porque sinaliza novas estratégias em sala de aula", diz Cláudia. O que interessa, na opinião da especialista, não é avaliar as dificuldades das crianças, mas suas diferenças. "Elas são ricas, muito mais importantes para o aprendizado do que as semelhanças."

Não há um estudante igual a outro. As habilidades individuais são distintas, o que significa também que cada criança avança em seu próprio ritmo. À primeira vista, ter como missão lidar com tantas individualidades pode parecer um pesadelo. Mas a pesquisadora garante: o que realmente existe aí, ao alcance de qualquer professor, é uma excelente oportunidade de promover a troca de experiências.

Essa ode à interação e à valorização das diferenças é antiga. Nas primeiras décadas do século 20, o psicólogo bielorrusso Lev Vygotsky (1896-1934) já defendia o convívio em sala de aula de crianças mais adiantadas com aquelas que ainda precisam de apoio para dar seus primeiros passos. Autor de mais de 200 trabalhos sobre Psicologia, Educação e Ciências Sociais, ele propõe a existência de dois níveis de desenvolvimento infantil. O primeiro é chamado de real e engloba as funções mentais que já estão completamente desenvolvidas (resultado de habilidades e conhecimentos adquiridos pela criança). Geralmente, esse nível é estimado pelo que uma criança realiza sozinha. Essa avaliação, entretanto, não leva em conta o que ela conseguiria fazer ou alcançar com a ajuda de um colega ou do próprio professor. É justamente aí - na distância entre o que já se sabe e o que se pode saber com alguma assistência - que reside o segundo nível de desenvolvimento apregoado por Vygotsky e batizado por ele de proximal.

Nas palavras do próprio psicólogo, "a zona proximal de hoje será o nível de desenvolvimento real amanhã". Ou seja: aquilo que nesse momento uma criança só consegue fazer com a ajuda de alguém, um pouco mais adiante ela certamente conseguirá fazer sozinha (leia um trecho de livro na terceira página). Depois que Vygotsky elaborou o conceito, há mais de 80 anos, a integração de crianças em diferentes níveis de desenvolvimento passou a ser encarada como um fator determinante no processo de aprendizado.

Trocas positivas numa via de mão dupla

Com a troca de experiências proposta por Vygotsky, o professor naturalmente deixa de ser encarado como a única fonte de saber na sala de aula. Mas nem por isso tem seu papel diminuído. Ele continua sendo um mediador decisivo, por exemplo, na hora de formar equipes mistas - com alunos em diferentes níveis de conhecimento - para uma atividade em grupo. A principal vantagem de promover essa mescla, na concepção vygotskiana, é que todos saem ganhando. Por um lado, o aluno menos experiente se sente desafiado pelo que sabe mais e, com a sua assistência, consegue realizar tarefas que não conseguiria sozinho. Por outro, o mais experiente ganha discernimento e aperfeiçoa suas habilidades ao ajudar o colega.

"Em algumas atividades, formar grupos onde exista alguém que faça a vez do professor permite que o docente trabalhe mais diretamente com quem não conseguiria aprender de outra forma", afirma Cláudia. "Deve-se adotar uma estratégia diferente com cada tipo de aluno: o que apresenta desenvolvimento dentro da média, o mais adiantado e o que avança mais lentamente." Não se deve, porém, escolher sempre as mesmas crianças como "ajudantes", deixando as demais sempre em aparente condição de inferioridade. "É importante variar e montar os grupos de acordo com os diferentes saberes que os alunos precisam dominar", complementa a psicóloga Maria Suzana de Stefano Menin, professora da Universidade Estadual Paulista "Júlio de Mesquita Filho" (Unesp).

O educador também não pode se esquecer de outro ponto crucial na teoria de Vygotsky: a zona de desenvolvimento proximal tem limite, além do qual a criança não consegue realizar tarefa alguma, nem com ajuda ou supervisão de quem quer que seja. É papel do professor determinar o que os alunos podem fazer sozinhos ou o que devem trabalhar em grupos, avaliar quais atividades precisam de acompanhamento e decidir quais exercícios ainda são inviáveis mesmo com assistência (por exigir saberes prévios que ainda não estão consolidados ou acessíveis).

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    24 de junho de 2011

    Reunião de responsáveis e mestres


    Pais na escola

    Dinâmica para os pais

    Ao final de cada bimestre, as escolas reúnem os pais, a fim de conversar sobre os alunos e fazer a entrega dos boletins. Porém, uma reunião de pais não pode ser simplista ao ponto de se voltar apenas para questões comportamentais e de notas. Ao contrário, a cada momento com os familiares dos alunos, a escola deve estar preparada para demonstrar o desenvolvimento do trabalho pedagógico, dando segurança aos pais de que aquele ambiente bem como os profissionais que ali atuam estão capacitados para promover a aprendizagem.

    Para que isso aconteça e os pais saiam satisfeitos da reunião, descreva os progressos de cada aluno, como chegou à determinada série e como têm evoluído, quais aprendizagens já conquistou, como está seu aspecto emocional, sua socialização com o grupo, a segurança quanto aos conteúdos trabalhados, a concentração durante as aulas, principais habilidades, principais dificuldades, sua participação e envolvimento com os mesmos, além do compromisso com as tarefas e pesquisas sugeridas. É importante ressaltar sobre a participação da família para se atingir um processo educativo de qualidade. As crianças precisam de atenção, têm necessidade em compartilhar suas tarefas com os pais, precisa da opinião do outro para satisfazer seu ego.

    Através de reuniões constantes com o grupo de profissionais da escola, os mesmos vão tendo segurança em compartilhar esses elementos com os familiares dos estudantes, pois as discussões em grupo favorecem uma dinâmica de troca de experiências que só tende a enriquecer o trabalho pedagógico da instituição. Para garantir a qualidade da reunião e a satisfação dos pais quanto à mesma, a escola deve se preocupar em promover um momento pedagógico de qualidade. Seguem algumas sugestões:

    - Iniciar a reunião com a leitura de um texto sobre relacionamento entre pais e filhos pode ser uma ótima oportunidade para reflexão de todos, além de abrir espaços para discussões acerca do tema;
    - Algumas dinâmicas podem ser propostas a fim de integrar a equipe escolar aos pais, dando abertura para os mesmos se arriscarem em algumas tarefas. Com isso, um momento de tensão torna-se uma ocasião de convivência harmoniosa e aconchego, experiências positivas para todos os envolvidos;
    - A reunião deve ter uma pauta de assuntos a serem tratados, para não se voltar para casos isolados, o que sempre acontece;
    - Depois de discutidos os temas da pauta, finalize a reunião abrindo espaço para esclarecimento de dúvidas e sugestões. Nesse momento, os professores deverão entregar uma pequena lembrança da reunião.

    Com certeza uma reunião bem planejada é sempre um sucesso e agrada a todos, além de ser uma demonstração da qualificação dos profissionais da escola.

    Enfim, férias


    Férias escolares


    Organizar atividades para os filhos durante o período de férias é a melhor forma de mantê-los alegres, sentindo que estão descansando e aproveitando o período sem aulas. Uma boa opção é receber os amigos em casa. Para isso, o filho deve fazer contato com seus amigos prediletos e, caso haja necessidade, os pais combinam entre si. A anfitriã deve se informar do tipo de alimentação que as crianças fazem, do que gostam de comer, se possuem alergias a algum alimento, se podem tomar gelado, etc.

    Preparar as refeições com antecedência é uma boa opção para não ficar presa à cozinha no momento de receber os convidados, mas lembre-se: são amigos do seu filho e, portanto, deve recebê-los contando com o apoio da mãe. Da mesma forma, dependendo da idade, a própria criança poderá programar as atividades. Como sugestão, deixamos as seguintes ideias:

    - Locação de um filme para que as crianças relaxem um pouco após o almoço;
    - Passeio num parque de diversões;
    - Passeio ao zoológico;
    - Passeio ao shopping com direito a cinema e pipoca;
    - Banho de piscina num clube ou se tiverem em casa;
    - Ida a uma sorveteria;
    - Piquenique num lugar bem tranquilo e que não proporcione perigo;
    - Jogos em casa, como xadrez, dama, trilha, dominó, uno, cara a cara, senha, leilão de artes, detetive, war, banco imobiliário, jogo da vida, elástico, amarelinha, bolinha de gude, bolinha de sabão, massinha caseira, oficina de criatividade com sucatas, dentre vários outros.

    Além disso, se as crianças forem dormir na casa do amigo poderão fazer desfile de pijama, brincar de insônia e ver quem consegue ficar acordado até mais tarde, montar cabaninhas com lençol, acampando no meio da sala, brincar de cambalhota nos colchões espalhados pelo chão, etc. Nas férias dá para fazer bastante coisa, mesmo estando dentro de casa. O importante é usar a criatividade e a imaginação para garantir a diversão da garotada.

    Inteligência infantil

    Do Último Segundo:

    Bebês entendem quando brinquedos estão quebrados

    Estudo do MIT avança no entendimento da inteligência de crianças entre um e dois anos de idade

    Por Alessandro Greco


    Na próxima vez que um bebê entregar um brinquedo que não está funcionando a um adulto preste bem atenção. O gesto é muito mais do que um simples movimento. Ele contém uma avaliação do bebê sobre se é ele mesmo que não sabe manuseá-lo ou se o problema é do brinquedo. Publicado nesta quinta no periódico científico Science, o trabalho mostra que ao receber um brinquedo que não funciona, bebês de 16 meses conseguem utilizar estatística para inferir se é mais provável que o problema seja com o brinquedo ou com a forma como ele está brincando com ele. 

    “O mais impressionante deste trabalho é que humanos com tão pouca idade sejam capazes de usar um quantidade muito pequena de informação estatística para resolver um problema fundamental de aprendizado sobre o mundo sem ter uma grande experiência sobre ele. Humanos possuem um poderoso mecanismo de aprendizado indutivo (aprendizado e generalização a partir de uma pequena quantidade de evidência) que se desenvolve na falta de aulas explícitas”, afirmou ao iG Hyowon Gweon, do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT, em inglês), principal autora do artigo. 

    No trabalho, os bebês receberam brinquedos idênticos que diferiam apenas na cor (vermelho, amarelo e verde). Quando a pesquisadora apertava um botão no brinquedo verde, ele tocava uma música. Ela então entregava os brinquedos verde e amarelo para os bebês que apertavam o botão, mas nenhum dos dois tocava música. Ao receber o brinquedo verde, os pequenos tendiam a entregar o brinquedo para os pais como que dizendo que o problema era a forma como estavam manuseando-o. Ao brincar com o brinquedo amarelo, eles pegavam o brinquedo vermelho, mostrando que acreditavam que o brinquedo amarelo estava quebrado. Veja abaixo como foi a experiência:


    A habilidade de inferir a causa de uma ação que não funciona a partir de dados estatísticos pode, no entanto, se desenvolver em uma idade mais tenra ainda. “É possível que bebês ainda menores possam fazer isso. O que acontece é que a idade em que constatamos esta competência foi por volta de 16 meses”, explicou Hyowon.

    19 de junho de 2011

    Depressão infantil

    Do Brasil Escola:

    Depressão infantil: estratégias de intervenção psicopedagógicas em sala de aula com crianças depressivas

    Por Roberto Giancaterino (*)


    “O professor afetivo é aquele que em premissa maior, acalanta o baú cheio de conhecimento adquirido na informalidade do seu educando e conduz a uma aprendizagem significativa em seu cotidiano escolar”.

    RESUMO

    A depressão é um dos mais significativos problemas no mundo atual, e a sua incidência tem aumentado exponencialmente. Ela reflete o desequilíbrio não só das pessoas em si, mas também de nossa sociedade e de nosso meio ambiente. Atualmente a depressão, tornou-se comum em crianças. A depressão é uma doença séria e pode contribuir para várias alterações como o isolamento das crianças, baixo rendimento escolar, baixa-estima e até mesmo uso de drogas como tentativa de sentirem-se melhor. Provavelmente por estarem em desenvolvimento, não têm capacidade para compreender o que acontece internamente e, com freqüência, ela apresenta comportamentos agressivos.

    INTRODUÇÃO

    O termo Depressão pode significar um sintoma que faz parte de inúmeros distúrbios emocionais sem ser exclusivo de nenhum deles, pode significar uma síndrome traduzida por muitos e variáveis sintomas somáticos ou ainda, pode significar uma doença, caracterizada por marcantes alterações afetivas (Cass, 1999). Apesar de ser bem mais comum em adultos, estudos populacionais mostram que cerca de 20% das crianças e adolescentes com idade entre 9 e 17 anos têm algum transtorno mental diagnosticável. Em relação à depressão especificamente, estima-se que a doença atinja, nos Estados Unidos, 0,9% das crianças em idade pré-escolar, 1,9% em idade escolar e 4,7% dos adolescentes (Cândida, 2005).

    Este mal atinge inclusive as crianças e adolescentes. A rotina que as crianças têm a cumprir pode ser um desgaste não apenas físico, mas também mental, que começa desde cedo a exigir demais de si mesmo. Nesse sentido, ressalta-se que o excesso de atividades é um dos principais causadores do stress, na classe média e na classe menos favorecida, existem muitas situações desgastantes como: trabalhar para ajudar os pais, cuidar dos irmãos menores, ir para a escola com fome, ter que tirar boas notas sem contar com ninguém para ajudar nas tarefas escolares e vários outros fatores que acarretam o stress, que pode culminar na depressão infantil.

    Embora na maioria das crianças a sintomatologia da Depressão seja atípica, alguns podem apresentar sintomas clássicos de Depressão, tais como: tristeza, ansiedade, expectativa pessimista, mudanças no hábito alimentar e no sono ou, por outro lado, problemas físicos, como dores inespecíficas, fraqueza, tonturas, mal estar geral que não respondem ao tratamento médico habitual (Ballone, 2005).
    Na criança e adolescente, a Depressão em sua forma atípica, esconde verdadeiros sentimentos depressivos sob uma máscara de irritabilidade, de agressividade, hiperatividade e rebeldia. As crianças mais novas, devido à falta de habilidade para uma comunicação que demonstre seu verdadeiro estado emocional, também manifestam a Depressão atípica, notadamente com hiperatividade (Ballone, 2005). Observa-se, entretanto, que apesar da grande relevância da depressão na Infância e na Adolescência, às dificuldades de aprendizagem na escola, no trabalho e no ajuste pessoal, não têm sido devidamente avaliado pela família nem adequadamente diagnosticado pelos médicos. Assim, o presente estudo, tem como objetivo central promover uma discussão sobre a depressão infantil, enfocando as estratégias de intervenção psicopedagógica em sala de aula.

    DEPRESSÃO

    De acordo com Meleiro (2000), a depressão é um dos distúrbios psiquiátricos mais comuns na prática médica. Estima-se que cerca de 9% dos homens irão apresentar alguns de seus sintomas em determinado momento ao longo de suas vidas. Todavia, estar subestimada, visto que a taxa de depressão não detectada e não tratada pode ser mais elevada, especialmente em populações específicas como a de idosos (10%), a de pessoas com doenças físicas (20% a 50%) nas quais os pacientes podem atribuir, inadequadamente, os sintomas depressivos à própria doença orgânica.

    Um estudo da Organização Mundial de Saúde (OMS), demonstra que 20% das crianças e adolescentes apresentam sintomas da depressão, como irritabilidade ou apatia e desânimo. Dentro da realidade brasileira, esse número cai para 10% conforme o psiquiatra gaúcho Salvador Célia, presidente do Departamento de Saúde Mental da Sociedade Brasileira de Pediatria, afirma, porém, que se não houver intervenção médica, essas crianças são fortes candidatos a tornarem-se adultos depressivos pelo resto da vida (Leite, 2002).

    Ainda na visão de Meleiro (2000), a depressão é um dos maiores problemas de saúde do mundo. De uma forma ou de outra, cerca de 17% da população tem um ou mais episódios de depressão suficientemente grave durante sua vida. Para a maioria das pessoas, esses episódios são relacionados a algum acontecimento adverso, como a morte de uma pessoa próxima, a perda de um emprego, a falta temporária de perspectivas, o sofrimento com doenças crônicas, etc. Para Jeffrey (2003), a depressão é um distúrbio cíclico, com períodos de alívio ou bem-estar, alternando-se com períodos apenas de depressão ou de depressão mania. Às vezes há apenas um episódio de depressão, mas na maioria dos casos, particularmente com crianças, ocorre mais de um.

    A depressão pode ser considerada uma doença que vem abrangendo grande parte da população, a qual precisa aprender a conviver com este mal e procurar desenvolver mecanismos para combater os problemas gerados pela mesma. Destaca-se ainda, que a doença interfere na habilidade pessoal de trabalhar, dormir, se relacionar, comer, de gostar de atividades antes consideradas prazerosas, circunstâncias estas que não ocorrem com as pessoas que não apresentam esta doença. Existem várias pesquisas que buscam encontrar algum determinante em termos de herança genética, para que uma pessoa manifeste "depressão". O que se percebe através de pesquisas realizadas, é que mesmo que exista uma predisposição genética, isto por si só, não determina a ocorrência de uma crise depressiva. (Gasparini, 2000).

    A história do indivíduo está ligada a forma como ele se constitui e desenvolve sua maneira de ser. A pessoa que apresenta um quadro depressivo, por diferentes motivos, ao longo de sua vida aprende a não perceber seus próprios limites. Deixa de lado sua capacidade de identificar suas necessidades e sentimentos, e se perde num emaranhado de introjeções. Gasta muita energia para obter um pouco de gratificação. Na relação com o mundo, o indivíduo não consegue se nutrir emocionalmente de maneira adequada, o que leva gradativamente a uma falta de sentido na relação com o meio externo (Marcelo, 2005). Na pessoa deprimida, as posturas e os gestos indicam melancolia, que ante o menor estímulo pode transformar-se em tristeza e choro. A apatia e a passividade são manifestações externas da sensação de cansaço, que costumam ser mais acentuadas nas primeiras horas da manhã. Nos casos graves, pode surgir tendência ao suicídio. (Gasparini, 2000).

    Assim sendo, as palavras de Cass (1999) descrevem de modo claro como ocorre o sintoma da depressão: “os sintomas da depressão variam de indivíduo para indivíduo. A tristeza talvez nem sempre seja o sentimento dominante. A depressão também pode ser vivenciada como um sentimento de torpor ou de vazio, ou talvez sem nenhum sentimento, positivo ou negativo”. Cass (1999) inclui como sintomas:

    - Tristeza persistente, ansiedade, ou humor “vazio”;
    - Pessimismo ou sentimentos de desesperança;
    - Perda do interesse ou do prazer nas atividades habituais, inclusive sexo;
    - Insônia, acordar de madrugada, ou sono excessivo;
    - Agitação;
    - Diminuição da energia, cansaço, ou uma sensação de “lerdeza”;
    - Baixa da auto-estima, sentimentos de inutilidade, ou de culpa excessiva ou inapropriada;
    - Dificuldades em se concentrar, em lembrar-se de algo, ou em tomar decisões;
    - Pensamentos de morte ou de suicídio recorrentes, tentativas de suicídio, ou um plano suicida específico.

    É importante ressaltar ainda, que pessoas gravemente deprimidas podem tirar sua própria vida. Enquanto a maior parte delas guarda os seus pensamentos consigo mesmas até cometerem o ato, outras, na verdade, realmente falam sobre eles com amigos e familiares. Parentes e amigos precisam levar as ameaças de suicídio a sério, e não vê-las como meros subterfúgios para chamar a atenção.

    DEPRESSÃO INFANTIL

    A depressão consiste num distúrbio emocional que passou a ser considerado suscetível às crianças há apenas trinta anos. É possível que esse distúrbio já esteja presente antes mesmo da idade escolar (Malagris e Castro, 2000). Essa demora em considerar a presença de depressão em crianças deve-se ao fato de que existem sintomas dessa desordem que são constatados, também, em outros distúrbios emocionais, tal como no pânico, no déficit de atenção com hiperatividade, na ansiedade etc. Grüspun (1999:33) destaca que, nos dias atuais, já existe:

    O reconhecimento de que crianças e adolescentes têm transtornos depressivos com características semelhantes às observadas nos adultos. Antes os pais informavam sobre a depressão dos filhos, achando que sabiam tudo sobre eles. Atualmente, as crianças e adolescentes são capazes de fornecer informações valiosas sobre sua psicopatologia e nos proporcionam conhecimento sobre suas emoções e afetos. Transtornos depressivos, afetivos e de humor são mais comuns do que o suposto antigamente. Os adultos achavam que as crianças e adolescentes não tinham o direito de passar por depressão porque não tinham problemas iguais aos deles - problemas econômicos, políticos ou amorosos - e consideravam que a depressão só aparecia depois dos 25 anos. Agora as crianças são diagnosticadas como depressivas.

    Dificuldades de relacionamento em casa, na escola ou em outros ambientes sociais encabeçam a lista de prejuízos que a depressão pode causar a crianças e adolescentes. Além disso, a psiquiatra Silzá Tramontina enumera outros problemas: dificuldade de aprendizagem; repetências escolares; problemas de comportamento, como, no caso dos adolescentes; delinqüência e uso de drogas; falhas nos desenvolvimentos físico e emocional (Cândida, 2005).

    Conforme cita Jeffrey (2003:2):

    Crianças e adolescentes com depressão sofrem de quatro classes principais de distúrbios: problemas relacionados ao pensamento, comportamento incluem dificuldade de concentração, indecisão, pensamentos mórbidos, sensações de inutilidade e culpa excessiva; os problemas emocionais de inutibilidade e culpa excessiva; os problemas emocionais incluem abatimento, irritabilidade, interesse ou prazer reduzido em suas atividades e uma falta de expressão ou variação emocional; os problemas comportamentais incluem agitação ou letargia. E finalmente, os sintomas psicológicos incluem muito ou pouco sono, falta ou excesso de apetite, fadiga e falta de energia.

    Contudo, Ballone (2003) argumenta que, os dados de prevalência do Transtorno Depressivo na Infância e Adolescência não são unânimes entre os pesquisadores. Devido à diversidade dos locais onde os estudos são realizados e das populações observadas, diversos índices de prevalência têm sido estabelecidos para a depressão na infância. Talvez as dificuldades devem-se às discrepâncias de diagnósticos, já que alguns consideram como Depressão alguns casos atípicos, como por exemplo, a Fobia Escolar, a Hiperatividade, etc.

    Há mais de três décadas, os estudos de Rutter, Tizarde e Whitmore (1970) começaram a apontar uma prevalência da Depressão Infantil em aproximadamente 1% das crianças com idade de 10 anos. Dezesseis anos depois, Rutter (1986) volta a pesquisar e considera que os quadros depressivos são muito mais freqüentes na adolescência do que na infância. Essas suspeitas foram confirmadas mais tarde por Ciccheti, em 1995. Nesse mesmo ano Goodyar situa a prevalência do Transtorno Depressivo na Infância e Adolescência entre o 1,8% e 8,9%. Estudos norte-americanos revelam uma incidência de depressão, aproximadamente 0,9% entre os pré-escolares; 1,9% nos escolares e 4,7% nos adolescentes (Kashani, Weller et al. apud Ballone, 2003:03).

    A realidade é que, atualmente, de forma precoce, as crianças têm que suportar problemas semelhantes aos dos adultos, pois são invadidas pelas mesmas informações dos meios de comunicação, e estão menos preparadas do que os adultos para suportar pressões e frustrações. Castro Neto (2002), salienta que a depressão tem efeitos sérios e de grande repercussão na vida de uma criança, prejudicando o desempenho escolar e as interações com amigos e familiares. O relacionamento com a mãe, em particular costuma distanciar-se.

    Observa-se, entretanto, que as crianças com depressão não são mais tímidas do que as outras, porém, também, têm maior chance de ser alvo de zombarias, o que, naturalmente, afeta a sua auto-estima, reforçando a depressão. Os distúrbios afetivos têm efeito sobre a capacidade cognitiva da criança. Na verdade, a criança com depressão, entre os 6 a 12 anos, pode vir a aparentar tristeza, chorar à toa, podendo mostrar-se apática, movimentar-se com lentidão, apresentar um tom de voz monótono, falando de forma desesperançada e sofrida. Nessa fase, a criança fala de si própria em termos negativos, revelando baixa-estima e podendo, até mesmo, ter pensamentos suicidas ou de morte. Ainda, pode se mostrar irritadiça e instável. Nesta fase, a criança deprimida pode também perder o interesse por atividades extracurriculares, normalmente, apresenta queda no rendimento escolar e sintomas como dores de cabeça e de barriga.

    Na perspectiva de Brito (2002), destaca que a depressão que atinge crianças apresenta sintomas que podem ir bem além de uma tristeza repentina. A tristeza persistente em relação à perda do gosto pela vida por um período de tempo bastante prolongado, caracteriza-se assim o quadro depressivo. Corroborando Ballone (2003), acrescenta que a depressão se caracteriza por uma sintomatologia afetiva de longa duração e está associado a vários outros sinais e sintomas já vistos no contexto em tela, tais como: insônia, irritabilidade, rebeldia, medo, tique, mudanças nos hábitos alimentares, problemas na escola, na vida social e familiar.

    Outros sintomas em idade escolar, tais como: apatia, tristezas, agressividade, choro, hiperatividade, queixas físicas, medo da morte em si próprio ou nos familiares, frustração, desespero, distração, baixa-estima, recusa em ir à escola, problemas de aprendizagem e perder interesse por atividade que antes gostava. Para compreender melhores esses sintomas, apresenta-se o quadro a seguir:



     
                                           SINTOMAS
     
          Geral

    A criança apresenta traços de isolamento, melancolia, tristeza, chora muito, tem problemas para dormir ou dorme em excesso, é obesa ou simplesmente sem nenhum apetite;
    Nos bebês os sintomas mais comuns são perda de peso, rosto sem expressão, falta de apetite, dificuldade para adquirir peso, insônia, rejeição ao contato humano, choro insistente, diminuição de movimentos e atraso no desenvolvimento da linguagem;
           0 a 6
    A criança depressiva pode apresentar mudanças súbitas de humor, sentir insistentes dores - principalmente de cabeça - alterações de apetite e sono, tristeza, falta de amigos e coordenação motora retardada.
          7 a 13
    Nesta idade as crianças já começam a reclamar, perdem o interesse por determinadas atividades que antes gostavam, se dizem tristes e infelizes, podem somatizar problemas. Muitas vezes, isso chega a provocar doenças sérias como úlceras. São quietas e, em geral, choram com facilidade, têm dificuldades para dormir ou dormem muito, se denominam feias e afirmam fazer tudo da maneira errada. Irritabilidade, baixa-estima, culpa, cansaço e baixo rendimento escolar também são sintomas característicos.
         14 a 17
    Alteração do humor, ansiedade, agressividade, baixa-estima, uso de drogas ou álcool, forte sentimento de culpa, relacionamento social distante, falta de apetite e concentração, medo, insegurança, sentimento de fracasso, acham que a vida não tem sentido, rebeldia e acentuada tendência ao suicídio.


    Conforme Castro Neto (2002), os sintomas da depressão infantil podem ser vistos - e com freqüência o são - como comportamentos razoavelmente “normais”. É necessário salientar, ainda, que a recusa em freqüentar a escola, por exemplo, pode ser um sinal de depressão na criança, e os pais e professores muitas vezes não o reconhecem. No entanto, o desempenho escolar insatisfatório é, também, sintomático, embora uma criança possa sair-se maravilhosamente bem na escola e, ainda assim, apresentar um “quadro de depressão”.

    ESTRATÉGIAS DE INTERVENÇÃO PSICOPEDAGÓGICA EM SALA DE AULA

    Em crianças há uma tendência de ocorrerem vários problemas emocionais ao mesmo tempo. De modo geral, de 40% a 70% das crianças e adolescentes com depressão sofrem de outros problemas emocionais diagnosticáveis. Entre 20% e 50% experimentam dois ou mais distúrbios além da depressão (Jeffrey, 2003). A identificação e o diagnóstico visam detectar as características do potencial de aprendizagem da criança. Não em uma dimensão convencional, tautológica ou estática, pelo contrário, a finalidade da identificação e do diagnóstico é refletir o inventário das aquisições e capacidades adaptáveis, a flexibilidade e a plasticidade das competências de cada criança (Fonseca, 1995).

    No passado, quando uma criança passava por momentos difíceis, depressão, a pessoa que costumava auxiliá-la não era um profissional treinado na orientação infantil. Hoje em dia, muitos profissionais poderão ajudá-la. No caso de depressão infantil, a identificação e o diagnóstico, facilitarão a adoção de programas reabilitativos e educacionais, objetivando a alteração do comportamento da criança, auxiliando-a no retorno a sua vida normal. Também auxiliarão nas constantes interações entre o observador e o observado, no caso professor aluno. A situação de observação deve ser considerada um verdadeiro processo dinâmico de aprendizagem e de interação, fornecendo ao observado o máximo de motivação e suporte e adequando a situação às suas necessidades específicas, evitando situações de insucesso ou de frustrações, o que poderia prejudicar ainda mais o seu estado depressivo.

    A orientação individual com crianças deve ser um processo contínuo, de interações planejadas entre o psicopedagogo, professor e a criança que precisa de ajuda para resolver um problema em particular ou um conjunto de problemas. Assim, dessa forma o professor começa desenvolvendo uma relação forte com a criança e os pais (Jeffrey, 2003). O Psicopedagogo em conjunto com o professor deverá formular objetivo, visando satisfazer as necessidades da criança depressiva, de uma forma planificada e não acidental. Na planificação das tarefas, o professor deverá considerar o perfil intra-individual da criança, de forma a proporcionar um esforço do seu eu.

    Lembrando que, a criança depressiva precisa de uma ajuda especial para encontrar prazer na sala de aula é fundamental atenção as emoções envolvidas no processo de ensino-aprendizagem. Todavia, considera-se relevante, uma atuação psicopedagógica eficiente, articulada com outras áreas do saber, tendo em vista a reciprocidade de seus efeitos de forma a possibilitar uma recuperação da criança depressiva. É necessário conhecer e estar sempre atento às pessoas ou atividades a que a criança se prende mais. Estas crianças têm necessidades de se sentirem envolvidas a qualquer coisa. Quanto mais tempo se mantiverem envolvidas com alguém ou alguma coisa, mais motivadas estarão e, não será tão fácil sintonizarem pensamentos característicos ao quadro depressivo.

    Uma das características mais determinantes da criança depressiva conforme Fonseca (1995), é a baixa-estima. Sendo assim, como desenvolver sua auto-estima? Quando a criança tem êxito no que faz, começa a confiar em suas capacidades. E quanto mais acredita que pode fazer, mais consegue. Em sala de aula o professor deve estimular, acariciar, aprovar, encorajar, alimentar, fazer com que a criança se sinta necessária, presente e ativa. Sem auto-estima, dificilmente a criança enfrentará seus aspectos mais desfavoráveis e as eventuais manifestações externas, já a criança com auto-estima, mantém uma estreita relação com a motivação. A opinião que a criança tem de si mesma, diz Coll (1995), está intimamente relacionado com sua capacidade de aprendizagem, seu rendimento e seu comportamento.

    O autoconceito se desenvolve desde muito cedo na relação da criança com os outros. Para ajudá-la a criar bons sentimentos é importante elogiá-la e incentivá-la quando procura fazer alguma coisa, fazendo-a perceber que ela é importante, e que todos lhe querem bem e a respeitam.

    CONSIDERAÇÕES FINAIS

    Pertinente ao assunto em tela, sabe-se que a incidência de depressão infantil tem aumentado consideravelmente. Estudos revelam que tem sido, cada vez mais cedo à concorrência de um episódio depressivo, ou seja, cada vez mais crianças menores apresentam sintomas de depressão. Os estudos mostram ainda que a criança que sofreu de depressão na infância, tem mais chances de apresentar futuras crises de depressão.As crianças ficam deprimidas, tão freqüentemente e tão profundamente, quanto o adulto. Muitas vezes, os comportamentos da criança deprimida são confundidos e interpretados de maneira errônea pelos pais.

    Corrobora-se com Cruvinel (2005) que às vezes, a criança passa a ser vista como agressiva, hiperativa, ou agitada, tímida, preguiçosa ou distraída. Outras vezes, os pais não dão a importância necessária para o problema da criança, alegando: “vai passar logo” ou “está querendo chamar a atenção”, contudo, é preciso levar a sério os sentimentos da criança, pois suas emoções são tão intensas quanto às emoções do adulto. Além disso, esses transtornos podem afetar consideravelmente o futuro dessas crianças, também em âmbito escolar, familiar e social. 

    Muitas das ocorrências de fracasso escolar em crianças, estão intimamente relacionadas à transtornos emocionais como a depressão. Cabem aos pais, professores, psicopedagogos observarem o comportamento das mesmas e perceber sua emoção através de alguns sinais que a própria criança apresenta, como a perda de peso, o isolamento, a irritação, entre outros. É importante também ouvir a criança, vendo a situação sob a sua ótica e, em seguida, procurar ajudá-la a encontrar novas estratégias de resolução do problema, novas alternativas de se ver aquela mesma situação, tornando-a mais flexível cognitivamente. 

    (*) PhD. É Pós-Doutorado em Educação; Doutor em Filosofia e Mestre em Ciências da Educação e Valores Humanos. Especialista em Psicopedagogia Clínica e Institucional; Valores Humanos Transdisciplinares; Docência do Ensino Superior; Administração e Supervisão Educacional. Também é Bacharel e Licenciado em Filosofia, Física, Matemática e Pedagogia. Escritor, Pesquisador, Palestrante, Conferencista e Seminarista na Área Educacional.

    18 de junho de 2011

    Aleluia - Haddad quer sair do MEC


    O ministro da Educação, Fernando Haddad, disse a dirigentes do PT nas últimas semanas que está disposto a ser candidato a prefeito de São Paulo. Afirmou ainda que, mesmo que não seja candidato, planeja deixar o governo Dilma Rousseff... Haddad não deu prazos para a eventual saída do Executivo. Nas conversas, disse apenas que tinha a sensação de que sua missão à frente do MEC estaria cumprida.

    Ministro da Educação, Fernando Haddad, que pode disputar a Prefeitura de São Paulo em 2012

    Ministro na gestão de Luiz Inácio Lula da Silva e mantido por Dilma no novo governo, Haddad esteve sob fogo cruzado recentemente por conta do kit contra a homofobia encomendado pelo MEC. Parlamentares evangélicos chegaram a pedir a cabeça do ministro caso o governo insistisse em distribuir o material. A produção e a distribuição do kit, no entanto, foi suspensa pela presidente Dilma Rousseff. Ela ainda definiu que todo material do governo que se refira a "costumes" passe por uma consulta aos setores interessados da sociedade antes de serem publicados ou divulgados. 

    Escrever é diferente de falar

    O desafio de ensinar a língua para todos

    A polêmica sobre o "falar popular" revela a necessidade de dialogar com os alunos não familiarizados com a norma-padrão


    - Qué apanhá sordado?
    - O quê?
    - Qué apanhá?
    Pernas e cabeças na calçada.


    É óbvio: o célebre poema O Capoeira, de Oswald de Andrade (1890-1954), está quase integralmente em desacordo com a norma-padrão da Língua Portuguesa. Isso não impede, entretanto, que Pau Brasil, o livro de 1925 em que o texto está incluído, seja estudado nas escolas e frequente as listas de leitura obrigatória das mais concorridas universidades do país. Do regionalismo de Jorge Amado à prosa contemporânea da literatura marginal, passando pelo modernismo de Mário de Andrade e Guimarães Rosa, refletir sobre as variedades populares da língua, típicas da fala, tem sido uma maneira eficaz de levar os alunos a compreender as formas de expressão de diferentes grupos sociais, a diversidade linguística de nosso país e a constatação de que a língua é dinâmica e se reinventa dia a dia.

    A discussão, porém, tomou um caminho diferente no caso do livro Por Uma Vida Melhor, volume de Língua Portuguesa destinado às séries finais na Educação de Jovens e Adultos (EJA). Um excerto do capítulo "Escrever É Diferente de Falar" foi entendido como uma defesa do "falar errado". Muitas pessoas expressaram o temor de que isso representasse uma tentativa de desqualificar o ensino das regras gramaticais e ortográficas que regem a Língua Portuguesa. De fato, não se pode discutir que o papel da escola é (e deve continuar sendo) ensinar a norma culta da língua.

    Conhecer e dominar a comunicação segundo o padrão formal representa, sem dúvida, um caminho poderoso para a ascensão econômica e social de indivíduos e grupos. Acima de tudo, é uma das maneiras mais eficazes por meio das quais a escola realiza a inclusão social: permitir o acesso a jornais, revistas e livros é abrir as portas para todo o conhecimento científico e filosófico que a humanidade acumulou desde que a escrita foi inventada. Mas, afinal, do ponto de vista da prática pedagógica, está correto contemplar nas aulas a reflexão sobre as variantes populares da língua? A resposta é sim... Leia mais na Nova Escola

    Decifrando o ENEM


    Para se preparar para o Enem, descubra quais conteúdos já domina

    Por Mateus Prado

    A segunda coluna sobre como organizar os estudos dá dicas de como dividir os conteúdos em grupos

    Quem já resolveu algumas das últimas provas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), apresentadas na última coluna, tem uma visão mais clara do que será o exame. Agora, pós ter realizado essas provas, um bom exercício a ser feito é separar as questões por grupo, o que chamamos de classificar. Cada um pode criar um critério de classificação que melhor lhe convir, esse critério não vai interferir no resultado final. O mais importante é que o aluno consiga criar de cinco a dez grupos diferentes de questões por cada área cobrada no Enem. Como fazer isso? Vamos aos exemplos!

    De posse das questões, os alunos podem criar grupos, na prova de matemática, por exemplo, de gráficos e tabelas, de sistema de medidas, de geometria, entre outros. Em humanas, é possível a criação de grupos de revoluções e grandes mudanças, de questões ligadas a terra e a território, de cidadania e direitos, entre outros. Criados esses grupos, é hora de o aluno analisar seu desempenho e iniciar seu Plano Estratégico Situacional para a prova. O primeiro passo é eliminar o gasto de tempo para estudar os grupos de conteúdos em que se acertou todas ou a grande maioria das questões. Isso porque estes conteúdos você já tem relativo domínio, cada hora de estudo trará um resultado total menos significante do que as horas de estudo daqueles conteúdos que você tem conhecimento mediano ou o que não tem conhecimento.

    Depois de identificar as áreas que você domina mais, passe para aqueles grupos em que seu rendimento é mediano. Você não acerta todas as questões, mas também não passa vergonha. Nesses conteúdos, a possibilidade de melhoria é maior. Cada hora de estudo poderá proporcionar um melhor resultado final do que ao estudar uma matéria que você adora e já domina. Por fim, estude aqueles conteúdos que você errou um grande número de questões e que tem mais dificuldade de aprender. Se esses grupos são poucos, você não tem muito com o que se preocupar. Poucos são os cursos oferecidos no Sistema de Seleção Unificada (Sisu) que o aluno precisa dominar tudo o que está nos nossos livros didáticos. Avalie qual o peso de errar certas questões no Sisu e se isso pode atrapalhar você a conquistar uma vaga em uma faculdade pública ou uma vaga pelo Prouni.

    Feita essa avaliação, o aluno pode escolher, entre os conteúdos que o aluno tem mais dificuldade de aprender, aqueles em que errou mais questões nas provas, os que podem ser mais “fáceis” para aprender. Por exemplo, o aluno pode detestar física, mas estudar eletricidade básica, que, além de ser um dos conteúdos mínimos exigidos no Enem, é relativamente fácil, pode ser mais produtivo do que gastar tempo com outros conteúdos da máteria. Claro que quem for prestar medicina ou algum outro curso muito concorrido não pode descartar nenhum conteúdo e precisará aprender tudo e mais um pouco.

    Quanto aos conteúdos a serem cobrados, o aluno pode ficar tranquilo. Os que caíram nos últimos dois anos, nas quatro provas que o IG Educação disponibilizou no site, também serão os conteúdos deste ano. Para fazer cada questão, o examinador consulta a matriz de competências e habilidades que o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep) propôs. NÃO DÁ PRA FAZER QUESTÕES QUE FUJAM DA PROPOSTA DO ENEM.  Assim, fica mais fácil fazer um plano de estudos racional que leve em consideração as facilidades e dificuldades de cada um. Dessa forma, o aluno terá um bom quadro de seu desempenho e será capaz de identificar o que mais precisa estudar pra gabaritar no ENEM.

    12 de junho de 2011

    PNE - Plano Nacional do Esquecimento

    Enviado ao Congresso Nacional no apagar das luzes do governo Lula, o Plano Nacional de Educação (PNE) tramita na Câmara sem o apoio explícito de dois atores fundamentais para sua aprovação: a presidente Dilma Rousseff, obcecada pelo Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec), e o ministro Fernando Haddad, que mais tem aparecido publicamente para esclarecer a série de trapalhadas da pasta. O plano estabelece 10 diretrizes e 20 metas para serem cumpridas até o ano 2020. Ele prevê valorização do magistério público da educação básica, duplicação das matrículas da educação profissional técnica de nível médio, destinação dos recursos do Fundo Social do pré-sal para a área de ensino e ampliação do investimento público em educação até atingir 7% do Produto Interno Bruto do País (PIB). Até agora, o projeto de lei recebeu cerca de 3 mil emendas. Quando aprovado, seguirá para o Senado. Apesar do impacto que pode causar ao planejamento estratégico do Ministério da Educação (MEC), a sensação no Congresso Nacional é de que o PNE não entrou na pauta do Palácio do Planalto... Leia mais no Estadão

    11 de junho de 2011

    Acolhendo os especiais

    Do Planeta Educação:


    A Criança Especial e a Escola

    Por Marilda Balerine da Silva (*)


    A criança portadora de necessidades especiais, além do direito, tem a necessidade de cursar uma escola normal. A escola, na nossa cultura, é uma representante da sociedade. Portanto, alguém que freqüenta a escola se sente mais reconhecido socialmente do que aquele que não frequenta.

    Sabemos que existe preconceito quanto ao deficiente, seja qual for o problema ou o grau de deficiência apresentado. É longa a história de sua marginalização em nossa cultura. Felizmente, hoje, tenta-se minimizar os efeitos de tantos anos de exclusão. Alguma evolução se percebe a partir da compreensão do que é a "deficiência". Substituir "deficiente" por "especial" modifica um pouco a situação da criança, pois altera a nossa atitude quando compreendemos que existem necessidades especiais. Pensando assim, a criança portadora de necessidades especiais em uma sala de aula normal tem a chance de se sentir reconhecida. Um reconhecimento que humaniza.

    Há quinze anos, quando ainda não se ouvia falar na pedagogia da inclusão, tive a oportunidade de iniciar minha atividade como psicóloga na Escola Carlos Saloni, em São José dos Campos. Nesse período, com total apoio da Direção da escola, sem o qual nada teria sido possível, fui, aos poucos, introduzindo, nas salas de aula, crianças com algum tipo de deficiência. No início, esbarramos no preconceito de alguns pais, mas com o irrestrito apoio dos professores, que se esforçaram em compreender a criança especial e buscaram respostas e métodos para poder dar o melhor de si, conseguimos bons resultados e isso nos encorajou a abrir espaço para outras crianças, com os mais diferentes problemas.

    Para citar como exemplo, tínhamos desde uma disfunção neurológica leve, até paralisia cerebral com grave comprometimento motor. Cada uma dessas crianças, na particularidade da sua deficiência, nos ensinou muito. Melhoramos como profissionais e como seres humanos. Por isso afirmo que a diferença só acrescenta. A criança especial na escola modificou toda uma conduta que se projetou nos alunos. A solidariedade entre eles foi o que mais nos chamou a atenção. Ofereciam-se para ajudar, para empurrar a cadeira de rodas, para acompanhar ao banheiro e chegavam a fazer revezamento na hora de auxiliar o colega a copiar as tarefas do quadro negro. Até hoje é assim.

    Todo esse trabalho foi desenvolvido aos poucos. Não existe fórmula ou receita para isso. Aprendemos a fazer, fazendo. Costumamos trabalhar com o apoio dos profissionais que acompanham essas crianças, em geral, da área de reabilitação, como a terapia ocupacional, a fonoaudiologia, a fisioterapia e a neurologia. O trabalho conjunto com esses terapeutas foi e é de primordial importância para a compreensão da limitação de cada aluno e para sabermos até onde podemos ir, sempre adequando nossa intervenção pedagógica. A escola, nesse aspecto, é também terapêutica.

    Outro ponto delicado é o atendimento aos pais. Toda família com uma criança especial desenvolve uma dinâmica particular. Em geral, eles chegam até nós, para a entrevista, receosos, preocupados e ansiosos, pois temem a discriminação. Quando a família se sente apoiada pela escola, esse sentimento se reflete também sobre a criança, criando um clima favorável ao trabalho. Os pais precisam se sentir tão incluídos quanto seus filhos.

    O importante é evidenciar que na escolarização de uma criança com necessidades especiais estão envolvidos, além da própria criança, seus pais, os terapeutas, os médicos e os educadores. Cabe à escola acolher essa criança, fazer tudo o que estiver ao seu alcance para que se beneficie do contexto escolar. 

    (*) Psicóloga

    A relação entre educação infantil e drogas

    Da Veja:

    Boa escola na infância reduz risco de envolvimento com drogas

    Pesquisadores americanos acompanharam grupo de pessoas dos 3 aos 28

    Educação infantil

    Um estudo americano publicado na revista Science sugere que a educação infantil tem um impacto positivo e duradouro na vida adulta, como desenvolvimento de habilidades profissionais, elevados níveis de escolaridade e menores taxas de envolvimento com drogas e álcool. A pesquisa, conduzida por neurocientistas da Universidade de Minnesota acompanhou 1.486 pessoas durante 25 anos e é maior estudo já realizado sobre o assunto, de acordo com os pesquisadores.

    Para a pesquisa, foram analisados dois grupos distintos de crianças. O primeiro fazia parte do Center Educational Program, um reconhecido programa de educação infantil mantido pelo governo da cidade de Chicago, no estado americano de Illinois. O outro grupo, analisado anteriormente pelo mesmo grupo de pesquisadores, era composto por crianças de baixa renda que não frequentaram o programa de educação infantil. O grupo de neurocientistas de Minnesota elaborou relatórios periódicos, confirme a evolução escolar dos grupos. 

    O último relatório, divulgado esta semana após 25 anos de acompanhamento mostra que os efeitos positivos da primeira etapa da educação podem durar até a terceira década de vida. Quando comparados os dois grupos, o primeiro apresentou 20% mais chances de atingir um nível social médio ou elevado; 19% mais chances de possuir algum tipo de seguro saúde; 28% menos riscos de fazer uso de drogas e álcool; e 22% menos riscos de ser preso.

    “Quando seguimos um grupo por mais de duas décadas, podemos compreender como as experiências da infância moldam o desenvolvimento”, afirmou Arthur Reynolds, coordenador da pesquisa. “Uma cadeia de influências positivas iniciada pela escola e pelos pais conduz a um melhor desempenho acadêmico e, em última instância, a um status social mais elevado.” Outro estudo conduzido por Reynolds havia mostrado que 18% do investimento governamental em educação infantil retorna para a sociedade anualmente.

    A pesquisa publicada foi financiada pelo Instituto Nacional da Saúde Infantil e do Desenvolvimento Humano dos Estados Unidos.

    Teóricos da educação - John Dewey


    John Dewey nasceu em 1859 em Burlington, uma pequena cidade agrícola do estado norte-americano de Vermont. Na escola, teve uma educação desinteressante e desestimulante, o que foi compensado pela formação que recebeu em casa. Ainda criança, via sua mãe confiar aos filhos pequenas tarefas para despertar o senso de responsabilidade. Foi professor secundário por três anos antes de cursar a Universidade Johns Hopkins, em Baltimore. Estudou artes e filosofia e tornou-se professor da Universidade de Minnesota. Escreveu sobre filosofia e Educação, além de arte, religião, moral, teoria do conhecimento, psicologia e política. Seu interesse por pedagogia nasceu da observação de que a escola de seu tempo continuava, em grande parte, orientada por valores tradicionais, e não havia incorporado as descobertas da psicologia, nem acompanhara os avanços políticos e sociais. Fiel à causa democrática, ele participou de vários movimentos sociais. Criou uma universidade-exílio para acolher estudantes perseguidos em países de regime totalitário. Morreu em 1952, aos 93 anos. 


    Quantas vezes você já ouviu falar na necessidade de valorizar a capacidade de pensar dos alunos? De prepará-los para questionar a realidade? De unir teoria e prática? De problematizar? Se você se preocupa com essas questões, já esbarrou, mesmo sem saber, em algumas das concepções de John Dewey, filósofo norte-americano que influenciou educadores de várias partes do mundo. No Brasil inspirou o movimento da Escola Nova, liderado por Anísio Teixeira, ao colocar a atividade prática e a democracia como importantes ingredientes da educação. 

    Dewey é o nome mais célebre da corrente filosófica que ficou conhecida como pragmatismo, embora ele preferisse o nome instrumentalismo – uma vez que, para essa escola de pensamento, as idéias só têm importância desde que sirvam de instrumento para a resolução de problemas reais. No campo específico da pedagogia, a teoria de Dewey se inscreve na chamada educação progressiva. Um de seus principais objetivos é educar a criança como um todo. O que importa é o crescimento – físico, emocional e intelectual. 

    O princípio é que os alunos aprendem melhor realizando tarefas associadas aos conteúdos ensinados. Atividades manuais e criativas ganharam destaque no currículo e as crianças passaram a ser estimuladas a experimentar e pensar por si mesmas. Nesse contexto, a democracia ganha peso, por ser a ordem política que permite o maior desenvolvimento dos indivíduos, no papel de decidir em conjunto o destino do grupo a que pertencem. Dewey defendia a democracia não só no campo institucional mas também no interior das escolas.


    Influenciado pelo empirismo, Dewey criou uma escola-laboratório ligada à universidade onde lecionava para testar métodos pedagógicos. Ele insistia na necessidade de estreitar a relação entre teoria e prática, pois acreditava que as hipóteses teóricas só têm sentido no dia-a-dia. Outro ponto-chave de sua teoria é a crença de que o conhecimento é construído de consensos, que por sua vez resultam de discussões coletivas. “O aprendizado se dá quando compartilhamos experiências, e isso só é possível num ambiente democrático, onde não haja barreiras ao intercâmbio de pensamento”, escreveu. Por isso, a escola deve proporcionar práticas conjuntas e promover situações de cooperação, em vez de lidar com as crianças de forma isolada.

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    Divorciados das boas notas e do bom desempenho estudantil

    Crianças que passam pela experiência do divórcio dos pais durante os três primeiros anos do Ensino Fundamental correm mais risco de ter pior  desempenho em matemática e menos habilidades sociais. Também estão mais propensas a sentimentos de ansiedade, solidão, baixa autoestima e tristeza. A  conclusão é de um estudo da University of Winsconsin-Madison, publicado na edição deste mês da revista científica American Sociological  Review. E, para o Brasil, essa relação também vale. De acordo com um levantamento feito pelo Instituto Glia com 5.961 crianças e adolescentes de 17 Estados do País, filhos de pais divorciados têm 50% mais riscos de ter baixo desempenho escolar e estão 100% mais expostos a problemas de saúde mental. A estudante Amanda Marciano Rodrigues Paulino, de 13 anos, por exemplo, se enquadra nessa estatística. Após a separação dos pais, ela mudou de escola algumas vezes e precisou de aulas extras de matemática. Para acompanhar melhor a disciplina, o jeito foi apelar para o método Kumon. “Um fator está relacionado ao outro”, analisa o médico Marco Antonio Arruda, diretor do Instituto Glia. “Crianças com problemas em áreas de saúde mental (afetiva, emocional) têm maior risco de baixo desempenho escolar e dificuldades sociais.” Na avaliação de educadores e terapeutas de família ouvidos pelo Jornal da Tarde, mais importante do que ter pais casados é garantir à criança a possibilidade de viver em um ambiente familiar harmônico e saudável... Leia mais no Estadão

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