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6 de abril de 2012

Chupeta ou não chupeta, eis a questão - Parte II - Causas e consequências

Do Brasil Escola:
 
Chupeta: Ajude seu filho a deixá-la

Por Elen Campos Caiado (*)


A relação da chupeta com a dentição da criança.

Considerada como peça fundamental do enxoval do bebê, a chupeta tem sido motivo de questionamentos entre os profissionais da saúde, apesar de ser considerada pelas mães essencial para seus bebês, visto que apresenta a funcionalidade de acalmar a criança, pode vir a ocasionar futuros problemas. Na verdade, o ideal é a mãe desde o primeiro momento que descobre a vinda do bebê, buscar saber tudo o que há de mais moderno, no sentido de propiciar ao filho um bom desenvolvimento, não apresentando condutas que possam vir a comprometer a evolução do bebê. O uso da chupeta em especial, é um dos assuntos que geram mais controvérsias entre pais e especialistas. Os pais apresentam inúmeras dúvidas que colocam em questionamento se oferecem ou não a chupeta para o bebê, já preocupados com questões como:

Devo dar chupeta ao meu filho?
• A chupeta prejudica o aleitamento materno?
• O uso prolongado da chupeta prejudica a dentição e a fala da criança?
• Se meu filho usar a chupeta só para dormir pode ser prejudicial?
• O que prejudica mais: chupar chupeta ou o dedo?
• Como tirar a chupeta dele?
• Crianças que chupam chupeta dormem melhor à noite?
• A chupeta prejudica a respiração?
• Ela prejudica também a dicção e a dentição?

Antes de oferecer a chupeta, as mamães e papais devem pensar nas conseqüências que isso trará para o seu pequeno. Por mais surpreendente que seja para muitos pais, o bebê não precisa da chupeta, sendo esta responsável em trazer sérias conseqüências para a criança, que em determinados casos seguem por toda a vida. Por exemplo:

• Respiração oral, resultando em sono agitado, alteração de postura, ronco...
• Alteração da arcada dentária, Provocando mordida aberta e ou mordida cruzada;
• Dificuldade em deglutir, mastigar, e falar;
• Apresenta face desarmônica, devido à alteração da dentição, bem como a flacidez da bochecha, lábios e língua, entre outros.

É fato que a chupeta acalma a criança, visto que ela apresenta grande necessidade de praticar a sucção, porém, o aleitamento materno realiza essa função. Ressalta-se que a criança que utiliza chupeta, tende a apresentar o desmame precoce. As crianças que por algum motivo não tiverem como amamentar, recomenda-se o uso de copos que apresentam bicos com válvulas, que necessitam do esforço do bebê para retirar o leite. Evitando o uso da mamadeira, visto que é tão prejudicial quanto à chupeta. Aos pais e /ou responsáveis por crianças que utilizam a chupeta e se negam a abandoná-las, segue abaixo algumas orientações com o objetivo de evitar possíveis problemas nos baixinhos:

1. Reduza o tempo em que utiliza a chupeta, dando intervalos;
2. Caso a criança tenha o hábito de manter tal objeto pendurado na roupa elimine-o imediatamente;
3. Busque substituir a chupeta por um objeto que ela goste ou que possa ser colocado na boca;
4. Elimine o hábito de substituir a chupeta velha pela nova, pois segundo especialistas a criança tende a perder o interesse em sugá-la por perder o gosto característico de tal objeto.
5. Faça uma combinação com a criança estabelecendo uma data para tirar a chupeta, de forma que os pais ou responsáveis não voltem atrás.
 
Caso volte atrás, a criança não irá entender sempre que você devolver.

(*) Graduada em Fonoaudiologia e Pedagogia

24 de setembro de 2011

Soninho bom e reparador

Da Veja:


Crianças em idade escolar devem dormir nove horas por noite

Estudo espanhol aponta que falta de sono e maus hábitos noturnos afetam o desempenho acadêmico

Thinkstock
Um estudo espanhol divulgado nesta quarta-feira concluiu que crianças que vão para a cama tarde ou não possuem uma rotina noturna bem definida têm seu desempenho acadêmico afetado. De acordo com os pesquisadores da Universidade Autônoma de Barcelona (UAB) e da Universidade Rámon Llull, crianças entre seis e sete anos precisam dormir ao menos nove horas por noite.

“A maioria das crianças dorme menos que o recomendado para seu desenvolvimento escolar”, diz Ramón Cladellas, pesquisador da Faculdade de Psicologia da UAB. O estudo analisou 142 crianças de diferentes escolas, e nenhuma delas possuia qualquer distúrbio do sono. Os estudiosos pediram aos pais que respondessem a um questionário a respeito dos hábitos noturnos de seus filhos. Também foi avaliada uma série de conhecimentos acadêmicos.

De acordo com os pesquisadores, não basta apenas dormir nove horas por noite. É preciso estar atento aos hábitos dos pupilos. “Mesmo entre as crianças que dormiam quase oito horas por noite, seus hábitos noturnos nos mostram que 69% delas chegam em casa depois das 21 horas pelo menos três vezes na semana ou vão para a cama depois das 23 horas ao menos quatro noites na semana. Nesse cenário os pequenos que dormem entre 8 e 9 horas por noite têm um pior desempenho do que aquelas que dormem entre 9 e 11 horas”, diz o estudo.

A pesquisa espanhola salienta que menos horas de sono que o recomendado aliada a maus hábitos provocam efeitos negativos no aprendizado da língua, da gramática e da escrita – aspectos básicos para a compreensão de textos e de comunicação. “Esses conhecimentos são básicos. Se a criança tem problemas de desenvolvimento nessa área devido a falta de sono, isso terá repercussão em todas as outras áreas”, diz Cladellas.

A pesquisa foi publicada no periódico Cultura y Educación.

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