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16 de novembro de 2010

A cortina de burrice - O motivo de nossa mediocridade como povo

Copiei do competente Blog Filosofar é preciso:

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6 de dezembro de 2009

Portfólio Educacional Reflexivo

Tenho recebido muitos visitantes nos últimos dias por ferramentas de pesquisa da internet interessados no tema "Portfólio Educacional", o que é bastante compreensível tendo em vista a fase do ano letivo, em que os educadores da educação infantil e ensino fundamental estão às voltas com tão importante e recente mecanismo de controle de atividades. Apesar de nos meus posts "Portfólio Escolar" e "Capa do portfólio dos meus alunos Infantil IV" eu ter procurado demonstrar minha prática e minhas noções pessoais sobre o assunto, faltou abordar alguma coisa sobre a teoria. Ao pesquisar na internet, descobri elucidações muito interessantes a respeito da temática em questão e transcreverei o que li no interessante Blog Diálogo e Educação, da Professora Cida, ao tempo em que recomendo a visita àquele espaço virtual muito competente e qualitativo. A dica para o link aparecerá como fonte após a transcrição. Ótimo domingo a todos.

Portfólio Educacional Reflexivo

"Considerando que a formação escolar necessita ser repensada e refletida, pelo fato de os valores sociais e os saberes disciplinares estarem mudando, a educação atual necessita respeitar as inteligências múltiplas dos seus educandos. Assim, para ser coerente com essa visão uma modalidade de aprendizagem e avaliação, advinda do campo da arte: o portfólio, desponta como proposta promissora. O seu uso em educação constitui uma estratégia que procura atender à necessidade de aprofundar o conhecimento sobre a relação ensino-aprendizagem, assegurando aos alunos e professores uma compreensão maior do que foi ensinado e, desse modo, índices mais elevados de qualidade.

Nos últimos tempos, mais precisamente na última década, ocorreu uma série de mudanças nas concepções de ensino e aprendizagem, resultando em repercussões importantes no campo das práticas das avaliações escolares. É sabido que a concepção de saber como acumulação descontextualizada de informação, do ensino apenas como transmissão de mensagens codificadas, e de aprendizagem como repetição escrita do conteúdo transmitido pelo professor e pelo material didático não têm mais lugar em propostas de educação que levem o ensino a sério. O saber não pode mais ser considerado como algo estático, e muito menos ser exclusividade da escola. É muito grande o volume de informações que ocorrem e são difundidas com rapidez a cada momento pelos meios de comunicação.
Nesse sentido, Hernández (2000) aborda essa questão, ressaltando que essas mudanças foram reconhecidas pela maioria das propostas curriculares realizadas desde os anos setentas. Propostas que enfatizam a forma de avaliar a aprendizagem para poder: “Levar adiante uma avaliação da aprendizagem que pudesse dar conta e estar em consonância com as finalidades educativas” (p. 163-164). Isso significa que a proposta atual de educação é a de tornar a evolução a peçachave do ensino e da aprendizagem, permitindo que os professores tenham clareza do que seus alunos aprenderam e que os alunos tenham uma referência do que necessitam aprender.
Nesse contexto de mudanças nas concepções de ensino e aprendizagem, surge como proposta uma modalidade de avaliação advinda do campo da arte: o portfólio. Nos Estados Unidos da América, o uso do portfólio no meio educativo adquiriu um significado tão importante, que levou a Association for Supervision and Curriculum, a considerá-lo como uma das três metodologias de topo, atualmente em uso naquele país (Sá-Chaves, 2000). Para Seldin & cols. (1998), o portfólio tem sido usado no Canadá, por quase 20 anos, onde é chamado de dossiê de ensino e, atualmente, tem sido adotado ou testado por mais de 1.000 universidades nos Estados Unidos.
Hernández (1998) define portfólio como sendo um “continente de diferentes classes de documentos (notas pessoais, experiências de aula, trabalhos pontuais, controle de aprendizagem, conexões com outros temas fora da escola, representações visuais, etc) que proporciona evidências do conhecimento que foi construído, das estratégias utilizadas e da disposição de quem o elabora em continuar aprendendo” (p. 100). Vilas Boas (2001), referindo- se ao processo de avaliação formativa, sugere o uso do portfólio ou pasta avaliativa como um instrumento eficaz para realização de tal avaliação. Visto que reúne as produções dos alunos e professores, para que, eles próprios e outras pessoas conheçam seus esforços, seus progressos e suas necessidades em uma determinada área.
Sá-Chaves (2000) referem-se ao portfólio reflexivo como sendo instrumentos de diálogo entre educador e educando, que não são produzidos só no término do período para fins avaliativos. São continuamente (re)elaborados na ação e partilhados de forma a recolherem, em tempo útil, outros modos de ver e de interpretar, que facilitem ao aluno uma ampliação e diversificação do seu olhar, levando-o à tomada de decisões, ao reconhecimento da necessidade de fazer opções, de julgar, de definir critérios, além de permitir as dúvidas e conflitos para deles poder emergir mais consciente, mais informado, mais seguro de si e mais tolerante quanto às hipóteses dos outros.
Nesse sentido, pode-se entender que Sá-Chaves (2000) também compreende o portfólio como sendo um instrumento de estimulação do pensamento reflexivo, facilitando oportunidades para documentar, registrar e estruturar os procedimentos e a própria aprendizagem. O portfólio evidencia ao mesmo tempo, tanto para o educando quanto para o educador, processos de auto-reflexão. Com isso, ele possibilita o sucesso do estudante que, em tempo, pode transformar, mudar, (re) equacionar sua aprendizagem, em vez de simplesmente saber sobre ela, ao mesmo tempo em que permite ao professor repensar sua prática e suas condutas pedagógicas em vez de somente fazer algum juízo, avaliar ou classificar o processo de ensino-aprendizagem do aluno.
Aprofundando um pouco mais o pensamento de Sá- Chaves (2000) pode-se observar por meio de suas afirmações que uso do portfólio permite “promover o desenvolvimento reflexivo dos participantes; estimular o processo de enriquecimento conceptual; estruturar a organização conceptual ao nível individual; fundamentar os processos de reflexão para a ação; garantir mecanismo de aprofundamento conceptual continuado; estimular a originalidade e criatividade individuais no que se refere aos processos de intervenção educativa; contribuir para a construção personalizada do conhecimento; permitir a regulação em tempo útil de conflitos, garantindo o desenvolvimento progressivo da autonomia e da identidade; facilitar os processos de auto e hetero-avaliação” (p. 10).
O portfólio é um elemento de auto-reflexão e avaliação segundo Gardner (1994), visto refletir a crença de que os estudantes aprendem melhor e de uma forma mais integral. Faz com que o estudante tenha um compromisso com as atividades que acontecem durante um período de tempo significativo e que se constróem sobre conexões naturais com os conhecimentos escolares.
Segundo o editor da obra “Manual de Portfólio” de Shores e Grace (2001) todos se beneficiam ao desenvolver bons portfólios, pois esse tipo de avaliação aumenta a cooperação e o entendimento entre professores e pais. Ao individualizar as experiências de aprendizagem permite que cada criança possa crescer no seu próprio potencial máximo; possibilita a cada professor a determinação do seu próprio ritmo, encorajando seu desenvolvimento profissional, e acompanhar o trabalho da criança através de diferentes domínios de aprendizagens. Nesse sentido, Shores e Grace (2001) sugerem a aplicação de técnicas de avaliação com portfólio em crianças, afirmando que essas técnicas encorajam o ensino centrado no desenvolvimento infantil. As crianças que desenvolvem o hábito de refletir sobre suas experiências aprendem a definir objetivos de aprendizagem por si mesmas.
Hernández (2000) destaca que a proposta de avaliação portfólio fundamenta-se na intenção de levar adiante uma avaliação que esteja em consonância com a natureza evolutiva do processo de aprendizagem. O que pode ser referendado por De Sordi (2000), quando apresenta o portfólio como uma possibilidade interessante para avaliar a aprendizagem do estudante universitário de modo contínuo e processual, uma vez que reúne sistematicamente as diferentes produções dos alunos e os estimula às mais diversas formas de expressões de suas qualidades. Isso faz com que se rompa com o vício de super valorizar a escrita e a comunicação em situações formais previamente estipuladas pelo professor. De acordo com as considerações trazidas, pode-se afirmar que um portfólio é muito mais que uma reunião de trabalhos ou materiais colocados numa pasta. Além de selecionar e ordenar evidências de aprendizagem do aluno, possibilita, também, identificar questões relacionadas ao modo como os estudantes e os educadores refletem sobre quais os reais objetivos de sua aprendizagem, quais foram cumpridos e quais não foram alcançados.
Hernández (2000) descreve, com clareza, os componentes e todos os passos que devem ser seguidos para a realização de um portfólio, que são: o estabelecimento do objetivo do portfólio por parte do docente; o estabelecimento das finalidades de aprendizagem por parte de cada estudante; a integração das evidências e experiências de aprendizagem; a seleção das fontes que comporão o portfólio e a reflexão do estudante acerca de seu próprio desenvolvimento. Ressalta-se que o estudante deve ter um propósito, ou seja, criar, recolher e organizar todo material que evidencie o seu progresso, de tal forma que demonstre sua avaliação em relação às finalidades estabelecidas. Há, também, que haver um lugar onde será colocado todo o material produzido para o portfólio, que é denominado continente. Esse continente pode adquirir diferentes modalidades, como caixa, cartaz, pasta, cd-rom, etc.
Collins (1991) distingue quatro tipos de evidências que podem fazer parte de um portfólio: os artefatos que são documentos produzidos durante o trabalho do curso e vão desde as atividades em sala de aula até os trabalhos realizados por iniciativa própria dos alunos ou por sugestão do professor; as reproduções que são documentos que incluem acontecimentos que normalmente não se recolhem em sala de aula, como gravações, impressão de página de internet, etc; os atestados que são documentos sobre o trabalho do aluno, preparados por outras pessoas, como os comentários realizados pelo professor e as produções que são os documentos especificamente preparados para dar forma e sentido ao portfólio e incluem três tipos de estratégias: explicação de metas; as reflexões e as anotações.
Perrenoud (1997) afirma que a avaliação da aprendizagem escolar tem sido um mecanismo do sistema de ensino que converte as diferenças culturais em desigualdades escolares. Observando a ansiedade demonstrada pelos alunos do curso de Pedagogia diante da avaliação, questionou-se a forma como vem sendo trabalhada a avaliação nos cursos de formação de professores. Nesse sentido, o objetivo desta pesquisa foi propor como forma de avaliação o sistema de portfólio, identificando, também, se houve melhora e aceitação dos alunos quanto a esse método.




Fonte: Blog Diálogo e Educação

11 de fevereiro de 2009

Distúrbios da aprendizagem - Ainda sobre a dislexia...

Li a respeito num blog português e achei muito interessante a abordagem feita a respeito desse distúrbio de aprendizagem. As considerações da profissional prescindem quaisquer complementações e as deixo com vocês, por serem muito pertinentes:



Dislexicando


"A definição mais usada na actualidade é a do Comitê de Abril de 1994, da International Dyslexia Association - IDA, que diz:

"Dislexia é um dos muitos distúrbios de aprendizagem. É um distúrbio específico da linguagem, de origem constitucional, caracterizado pela dificuldade de descodificar palavras simples. Mostra uma insuficiência no processo fonológico. Estas dificuldades de descodificar palavras simples não são esperadas em relação a idade. Apesar de submetida a instrução convencional, adequada inteligência, oportunidade sócio-cultural e não possuir distúrbios cognitivos e sensoriais fundamentais, a criança falha no processo de aquisição da linguagem.

A dislexia é apresentada em várias formas de dificuldade com as diferentes formas de linguagem, frequentemente são incluídos os problemas de leitura, da aquisição e capacidade de escrever e soletrar."

A dislexia não é uma doença, portanto não podemos falar em cura. Ela é congênita e hereditária, e os seus sintomas podem ser identificados logo na pré-escola. Os sintomas, ainda, podem ser aliviados, contornados, com acompanhamento adequado, direccionado às condições de cada caso. Não podemos considerar como 'comprometimento' a sua origem constitucional (neurológica), mas sim como uma diferença, que é mais notada em relação ao dominio cerebral.

Portanto:

· "A DISLEXIA é uma dificuldade de aprendizagem na qual a capacidade de uma criança para ler ou escrever está abaixo de seu nível de inteligência."

· "A DISLEXIA é uma função, um problema, um transtorno, uma deficiência, um distúrbio. Refere-se a uma dificuldade de aprendizagem relacionada à linguagem."

· "A DISLEXIA é um transtorno, uma perturbação, uma dificuldade estável, isto é duradoura ou parcial e, portanto, temporária, do processo de leitura que se manifesta na insuficiência para assimilar os símbolos gráficos da linguagem.”

· "A DISLEXIA não é uma doença, é um distúrbio de aprendizagem congênito que interfere de forma significativa na integração dos símbolos linguísticos e perceptivos. Afecta mais o sexo masculino que o feminino, numa proporção de 3 para 1."

· "A DISLEXIA é caracterizada por dificuldades na leitura, escrita (ortografia e semântica), matemática (geometria, cálculo), atraso na aquisição da linguagem, comprometimento da discriminação visual e auditiva e da memória sequencial .”

SINAIS ENCONTRADOS EM DISLÉXICOS

Desde a pré-escola alguns sinais e sintomas podem oferecer pistas que a criança é disléxica. Eles não são suficientes para se fazer um diagnóstico, mas vale prestar atenção:

* Fraco desenvolvimento da atenção.

* Falta de capacidade para brincar com outras crianças.

* Atraso no desenvolvimento da fala e escrita.

* Atraso no desenvolvimento visual.

* Falta de coordenação motora.

* Dificuldade em aprender rimas/canções.

* Falta de interesse em livros impressos.

* Dificuldade em acompanhar histórias.

* Dificuldade com a memória imediata organização geral.

DIFICULDADES ENCONTRADAS EM CRIANÇAS COM DISLEXIA

* Dificuldade para ler orações e palavras simples.

* A pronúncia ou a soletração de palavras monossilábicas é uma dificuldade evidente nos disléxicos.
* As crianças ou adultos disléxicos invertem as palavras de maneira total ou parcial, por exemplo “casa” é lida “saca”. Uma coisa é uma brincadeira ou um jogo de palavras, observando a produtividade morfológica ou sintagmática dos léxicos de uma língua, uma outra coisa é, sem intencionalidade, a criança ou adulto trocar a sequência de letras.

* Invertem as letras ou números, por exemplo: /p/ por /b/, /d/ por/ b /3/ por /5/ ou /8/, /6/ por /9/ especialmente quando na escrita minúscula ou em textos manuscritos escolares. Assim, é patente a confusão de letras de simetria oposta.

* A ortografia é alterada, podendo estar ligada a chamada CONSCIÊNCIA FONOLÓGICA (alterações no processamento auditivo).

* Copiam de forma errada as palavras, mesmo observando na lousa ou no livro como são escritas. Em geral, os professores ficam desesperados: " como podem - pensam e reclamam - ela está vendo a forma correccta e escreve exactamente o contrário?".

Ora, o processamento da informação léxica, que é de ordem cerebral, está invertida ou simplesmente deficiente.

* As crianças disléxicas conhecem o texto ou a escrita, mas usam outras palavras, de maneira involuntária. Trocam as palavras quando lêem ou escrevem, por exemplo:“gato” por “casa”.

* As crianças disléxicas têm dificuldades em distinguir a esquerda e a direita.

* Alteração na sequência das letras que formam as sílabas e as palavras.

* Confusão de palavras parecidas ou opostas em seu significado. Os homónimos, isto é, palavras semelhantes (secção, cessão e sessão) são uma dificuldade nas crianças disléxicas.

* Os erros na separação das palavras.

* Os disléxicos sofrem com a falta de rapidez ao ler. A leitura é sem modulação e sem ritmo.

Os disléxicos, às vezes, com muito sacrifício, descodificam as palavras, mas não conseguem compreendê-las.

* Os disléxicos têm falhas na construção gramatical, especialmente na elaboração de orações complexas (coordenadas e subordinadas) na hora da redação espontânea.

ETIOLOGIA

Em concrecto, não há nenhuma segurança em afirmar uma ou outra etiologia para a causa da dislexia, mas há algumas situações que foram descartadas:

Em hipótese alguma o disléxico tem comprometimento intelectual.

Segundo a Teoria das Inteligências Múltiplas, o ser humano possui habilidades cognitivas: inteligência interpessoal, inteligência intrapessoal, inteligência lógico-matemática, inteligência espacial, inteligência corporal-cinestésica, inteligência verbal-linguística, inteligência musical, naturalista, existencial e pictórica.

O disléxico teria a sua inteligência mais predisposta à inteligência corporal-cinestésica, musical, espacial.

Quanto ao emocional, é preciso avaliar muito bem. Pode haver um comprometimento do emocional como consequência das dificuldades da dislexia, mas nunca como causa única.


A criança disléxica não tem perda auditiva.

Há vários estudos :

A) Uma falha no sistema nervoso central na sua habilidade para organizar os grafemas, isto é, as letras ou decodificar os fonemas, ou seja, as unidades sonoras distintivas no âmbito da palavra.

B) O impedimento cerebral relacionado com a capacidade de visualização das palavras.

C) Diferenças entre os hemisférios e alteração (displasias e ectopias) do lado direito do cérebro. Isso implica, entre outras coisas, uma dominância da lateralidade invertida ou indefinida. Mas também justifica o desenvolvimento maior da intuição, da criatividade, da aptidão para as artes, do raciocínio mais holístico, de serem mais subjectivos e todas as outras qualidades características do hemisfério direito.

D) Inadequado processamento auditivo (consciência fonológica) da informação linguística.

E) Implicações relação afectiva mãe-filho, o que pode entravar a necessidade da linguagem, e mais tarde a aprendizagem da leitura e escrita.

TIPOS DE DISLEXIA

*DISLEXIA ACÚSTICA: manifesta-se na insuficiência para a diferenciação acústica (sonora ou fonética) dos fonemas e na análise e síntese dos mesmos, ocorrendo omissões, distorções, transposições ou substituições de fonemas. Confundem-se os fonemas por sua semelhança Articulatória.

*DISLEXIA VISUAL: Ocorre quando há imprecisão de coordenação visuo-especial manifestando-se na confusão de letras com semelhança gráfica. Não temos dúvida que o primeiro procedimento dos pais e educadores é levar a criança a um médico oftalmologista.

*DISLEXIA MOTRIZ: evidencia-se na dificuldade para o movimento ocular. Há uma nítida limitação do campo visual que provoca retrocessos e principalmente intervalos mudos ao ler.


LEMBRE-SE EM OBSERVAR

* Alterações de grafia como "a-o", "e-d", "h-n" e "e-d", por exemplo.

* As crianças disléxicas apresentam uma caligrafia muito defeituosa, verificando-se irregularidade do desenho das letras, denotando, assim, perda de concentração e de fluidez de raciocínio.

* As crianças disléxicas, ainda segundo o professor, apresentam confusão com letras com grafia similar, mas com diferente orientação no espaço como " b-d". "d-p", "b-q", "d-b", "dp", "d-q", "n-u" e "a-e". Ocorre também com os números 6;9;1;7;3;5, etc.

* Apresenta dificuldade em realizar cálculos por se atrapalhar com a grafia numérica ou não compreende a situação problema a ser resolvida.

* Confusões com os sinais (+) adição e (x) multiplicação.

* A dificuldade pode ser ainda para letras que possuem um ponto de articulação comum e cujos sons são acusticamente próximos: "d-t" e "c-q", por exemplo.

* Na lista de dificuldades dos disléxicos, para o diagnóstico precoce dos distúrbios de letras, chamamos a atenção de educadores, e pais para as inversões de sílabas ou palavras como "sol-los", "som-mos" bem como a adição ou omissão de sons como "casa-casaco", repetição de sílabas, salto de linhas e soletração defeituosa de palavras.

ALFABETIZAÇÃO DO DISLÉXICO


O disléxico precisa de atentamente, ouvir atentamente, ter em atenção os movimentos da mão quando escreve e prestar atenção aos movimentos da boca quando fala. Assim sendo, a criança disléxica associará a forma escrita de uma letra tanto com seu som como com os movimentos FALAR-OUVIR-LER-ESCREVER, são atividades da linguagem.FALAR E OUVIR, são actividades com fundamentos biológicos.O método mais adequado tem sido o fonético e montagem de ”manuais” de alfabetizaçãoapropriada a criança disléxica.

A criança aprende a usar a linguagem falada mas isto depende do:

> meio ambiente compreensivo, estimulador e paciente.

> trato vocal.

> organização do cérebro.

> sensibilidade perceptual para falar os sons.

O sucesso na reeducação de um disléxico está baseado numa terapia multisensorial (aprender pelo uso de todos os sentidos), combinando sempre a visão, a audição e o tacto para ajudá-lo a ler e soletrar corretamente as palavras.

ESTRATÉGIAS QUE AJUDAM

Uso frequente de material concreto:

>> Relógio digital.
>> Calculadora.
>> Gravador.
>> Confecção do próprio material para alfabetização, como desenhar, montar uma cartilha.
>> Uso de gravuras, fotografias (a imagem é essencial para sua aprendizagem).
>> Material Dourado.
>> Folhas quadriculadas para matemática.
>> Letras com várias texturas.
>> Evitar dizer que ela é lenta, preguiçosa ou compará-la aos outros alunos da turma.
>> Ela não deve ser forçada a ler em voz alta em turma a menos que demonstre desejo em fazê-lo.
>> As suas habilidades devem ser julgadas mais através das suas respostas orais do que nas escritas.
>> Sempre que possível , a criança deve ser encorajada a repetir o que lhe foi dito para fazer, isto
inclui mensagens. Sua própria voz é de muita ajuda para melhorar a memória.
>> Revisões devem ser frequentes e importantes
>> Copiar do quadro é sempre um problema, tente evitar isso, ou dê-lhe mais tempo para fazê-lo.
>> Demonstre paciência, compreensão e amizade durante todo o tempo, principalmente quando você estiver ensinando a alunos que possam ser considerados disléxicos.
>> Ensine-a quando for ler palavras longas, a separá-las com uma linha a lápis.
>> Dê-lhes menos deveres de casa e avalie a necessidade e aproveitamento desta tarefa
>> Não risque a vermelho os seus erros ou coloque lembretes tipo: estude! precisa estudar mais!
precisa melhorar !
>> Procure não dar sas suas notas em voz alta para toda a turma, isso a humilha e a faz infeliz.
>> Não a force a modificar a sua escrita, ela sempre acha sua letra horrível e não gosta de vê-la no papel. A modulação da caligrafia é um processo longo.
>> Procure não reforçar sentimentos que minimizam sua auto-estima.
>> Dê-lhes um tempo maior para realizar as avaliações escritas. Uma tarefa em que a criança não-disléxica leva 20 minutos para realizar, a disléxica pode levar duas horas.
>> Usar sempre uma linguagem clara e simples nas avaliações orais e principalmente nas escritas.
>> Uma língua estrangeira é muito difícil para eles, faça suas avaliações sempre em termos de trabalhos e pesquisas.

ORIENTAÇÃO AOS PAIS

* A coisa mais importante a fazer: AJUDAR A MELHORAR A AUTO ESTIMA. Ofereça segurança, carinho, compreensão e elogie seus pequenos acertos.

* Procurar ajuda profissional para realizar um diagnóstico correto: Fonoaudiólogo, Psicólogo, Neurologista ou Psicopedagógo.

* Explique que as suas dificuldades têm um nome: DISLEXIA e que você vai ajudá-lo a superál-as, mas que ele é o principal agente desta mudança.

* Encoraje-o e encontre coisas em que se saia bem, estimulando-o nessas coisas.

* Elogie pelos seus esforços, lembre-se como ele tem de se esforçar muito para ter algum sucesso
na leitura e na escrita.

* Ajude-o nos trabalhos escolares, ou, em algumas lições em especial, com paciência (mas não escreva para ele, ou resolva as suas tarefas de matemática).

* Ajude-o a ser organizado.

* Encoraje-o a ter hobbies e atividades fora da escola, como desportos, música, fotografia, desenhos, etc.

* Observe se ele está recebendo ajuda na escola, porque isso faz muita diferença na habilidade dele de enfrentar as suas dificuldades, de prosperar e de crescer normalmente.

* Não permita que os problemas escolares impliquem em mau comportamento ou falta de limites. Uma coisa nada tem a ver com a outra!"

Fonte: Blog Post it psicológico

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