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25 de fevereiro de 2012

Limites - Parte V - Um pouco de ordem

Do Educar para crescer:

Por um pouco de limites

Por Lya Luft

Sempre que devo falar em educação procuro não parecer cética, mas me lembro do que dizia um velho e experiente professor: “Se numa turma de quarenta alunos faço um aprender a pensar, me dou por satisfeito”.  Não sou modelo de vida escolar. Não fui boa aluna, passei a gostar de estudar quase na faculdade, em geral fui medíocre. Das coisas boas que me marcaram, uma foram os limites sensatos, outra, a autoridade bondosa. Nada a ver com autoritarismo, desrespeito ou controle abusivo. Fui uma criança rebelde, numa época em que criança dormia cedo, nunca discutia com os adultos, menina deixava seu quarto impecável, bordava com mãos de fada e aprendia a ser uma moça tranqüila, obedecendo ao futuro marido com a mesma graça com que obedecia a pais, avós e professores.

Eu não era nada disso: meu problema era a indisciplina. Coisas inocentes da perspectiva atual, como rir em aula, dificuldade em ficar quieta, achar graça onde ninguém via graça nenhuma e me entediar mortalmente na maioria das vezes. Sonhar olhando pela janela com vontade de estar em casa, lendo debaixo das árvores ou aconchegada no meu quarto. Ah, aquela cama embutida em prateleiras! Mesmo assim, havia algo de reconfortante em existir um tipo de ordem e algumas exigências, evitando que, montada na vassoura da fantasia e do precoce desejo de independência, eu sumisse no ar ou nas páginas de algum livro. O colégio era severo, não cruel. Estudava-se muito. Aos 11 anos comecei a aprender latim, que me ajudaria a compreender melhor meu próprio idioma, entre outras coisas, e aos 12 decorávamos poemas em francês, alguns dos quais até hoje recordo (mal).

Na matemática e nas ciências exatas meu fracasso era espetacular. Meu bom professor de matemática, que me deu intermináveis séries de aulas particulares, lamentava-se com meu pai: “Essa menina não é burra, mas não aprende nada, só fica me olhando com olhar meio desamparado”. Décadas depois, interrogada por jornalistas a respeito de meu desempenho escolar, minha mãe respondeu com bom humor e muito realismo: “Ah, ela era uma aluna nota vírgula”. E explicou: eu estava sempre precisando de nota para ser aprovada em matemática e ciências exatas e, achava ela, por compaixão os professores me davam o décimo faltante. Eu precisava de nota 5, me davam 5 vírgula 1; precisava de 3, vinha um 3 vírgula 4. A vírgula me salvava da reprovação (segundo minha mãe).

Repetir o ano era o horror dos horrores. Para a meninada de hoje isso deve soar quase irreal. A gente recebia nota, sim, não conceitos vagos. Era reprovado, sim, com certa facilidade, o que significava um exame de segunda época no período das esperadas férias de verão e uma enorme possibilidade de repetir o ano — o máximo opróbrio. Hoje, é preciso esforçar-se para conseguir uma reprovação. Repetir o ano? Quase impossível. Muito de psicologia mal interpretada nos mostrou pelos anos 60 que não dá para traumatizar crianças e jovens: eles têm de aprender brincando. Esqueceu-se que a vida não é brincadeira e que o colégio — como a família — deveria nos preparar para ela. Transformou-se a escola num reduto familiar: professoras são tias, e muitas vezes a bagunça é generalizada, porque na família talvez seja assim.

Um pouco de ordem na infância e na adolescência — em casa, na escola e na sociedade em geral — ajudaria a aliviar a perplexidade e a angústia dos jovens. Respeito deveria ser algo natural e geral, começando em casa, onde freqüentemente as crianças comandam o espetáculo. O exemplo vem de cima, e nisso estamos mal. Corrupção e impunidade são o modelo que se nos oferece publicamente. Se os pais pudessem instaurar uma ordem em casa — amorosa, mas firme —, dando aos filhos limites e sentido, respeitando o fato de eles estarem em formação, estariam sendo melhores do que agindo de forma servil ou eternamente condescendente. Aliás, em casa começaria o melhor currículo, a melhor ferramenta para a vida: respeitar, enxergar e questionar. Nem calar a boca, como antigamente, nem gritar, bagunçar ou ofender: dialogar, comunicar-se numa boa, com irmãos, pais e outros. 

Isso estimularia a melhor arma para enfrentar o tsunami de informações, das mais positivas às mais loucas, que enfrentamos todos os dias: discernimento. O resto, meus caros, pode vir depois: com todas as teorias, nomenclaturas, “modernidades” e instrumentação. É ornamento, é detalhe, pouco serve para quem não aprendeu a analisar, ler, concentrar-se, argumentar e ser um cidadão integrado e firme no caótico e admirável mundo nosso.


Leia também:

Limites - Parte I - Amor e disciplina

Limites - Parte II - Pais sem autoridade

Limites - Parte III - Agressividade e maldade

Limites - Parte IV - Ausência deles e consequências

Limites - Parte V - Um pouco de ordem

Limites - Parte VI - Quando os pais também precisam

Limites - Parte VII - O que as escolas têm que saber sobre a juventude

15 de fevereiro de 2012

Adaptação escolar - Parte XIII - A sinergia

Do Educar para crescer:

Cinco dicas para se enturmar na escola nova

Mudar de escola, ou de classe, deixa qualquer um inseguro. Afinal, nem sempre é simples se enturmar com um pessoal diferente. Por isso todo mundo se sente meio esquisito quando chega a uma escola nova e no início de um curso ou dos treinos de esportes. Mas com algumas dicas e um pouco de bom humor pode ser mais fácil conhecer a turma. Neide de Aquino Noffs, professora-doutora da Faculdade de Educação da PUC-SP, dá as dicas:

  • Tente guardar o nome dos colegas, procure ser simpático se alguém puxar papo e aceite participar se for chamado para um jogo, mesmo se não for sua brincadeira favorita.
  • No recreio, se estiver difícil se aproximar dos outros, preste atenção nas brincadeiras da turma e leve algo para entrar na diversão. Outra idéia é trocar uma parte de seu lanche com alguém.
  • Combine com seus pais e leve um colega para assistir a um vídeo ou estudar na sua casa.
  • Você vai descobrir que uma das coisas legais de uma mudança como essa é fazer novos amigos.
  • E o melhor é que você não precisa abandonar os antigos. Deixe sua agenda sempre por perto e telefone, mande e-mails e marque encontros com a turma. Eles vão dar a maior força para você.
E não se esqueça. Se chegou gente nova na classe, aproveite para fazer um novo amigo! Ele deve estar morrendo de vontade de se enturmar, mesmo que pareça tímido. Convide-o para conhecer a quadra e outras partes da escola, apresente seus colegas, empreste seu caderno e chame-o para brincar. Vai ser legal conhecer alguém diferente.


Leia também













12 de fevereiro de 2012

As crianças estão hoje mais infelizes - sinal dos tempos, ausência dos pais ou incapacidade de lidar com as frustrações?


Por que as crianças estão cada vez mais infelizes?


Uma em cada onze crianças com mais de oito anos de idade está infeliz, segundo um estudo divulgado em janeiro deste ano pela Children’s Society, organização centenária de proteção infantil. Apesar de a pesquisa trazer à tona uma realidade das crianças entre 8 e 16 anos do Reino Unido, especialistas brasileiros em saúde infantil afirmam que esse não é um problema exclusivo das crianças britânicas. No Brasil, a realidade é parecida. Ana Maria Escobar, pediatra do Instituto da Criança do Hospital das Clínicas, em São Paulo, conduziu uma pesquisa com os pais de cerca de 900 crianças de 5 a 9 anos que estudavam em escolas particulares e estaduais.

De acordo com os resultados do estudo, os pais disseram que 22,7% das crianças apresentavam ansiedade; 25,9% tinham problemas de atenção e 21,7% problemas de comportamento. "No início do estudo, esperava encontrar queixas como asma, mas não ansiedade", diz Ana. Apenas 8% tinham problemas respiratórios e 6,9% eram portadoras de asma. O estudo foi concluído em 2005, mas Ana Maria acredita que se a pesquisa fosse feita hoje, "os níveis de ansiedade e de problemas de comportamento certamente seriam ainda mais altos."

Mais do que infelizes, as crianças brasileiras também estão ansiosas, estressadas, deprimidas e sobrecarregadas. "Elas estão desconfortáveis com a infância. Esse desconforto aparece de várias formas: como irritabilidade, desatenção, tristeza e falta de ânimo. Muitas vezes, é um comportamento incomum em relação à idade delas", diz Ivete Gattás, coordenadora da Unidade de Psiquiatria da Infância e Adolescência da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).

Saul Cypel, membro do departamento de Pediatria do Comportamento e Desenvolvimento da Sociedade Brasileira de Pediatria, traz dados preocupantes: "A impressão que eu tenho é a de que o número de crianças com queixas comportamentais cresceu muito nesses últimos dez anos." Neste período, segundo Cypel, houve uma transformação do perfil da clínica: se antes as queixas sobre o comportamento infantil correspondiam a 20% dos pacientes, agora são responsáveis por 85% do total de seu consultório de neurologia.

Com uma agenda recheada de atividades extracurriculares, que vão desde aulas de idiomas como inglês e mandarim até as aulas clássicas como balé e futebol, as crianças estão sem tempo para se divertir e descansar, acreditam os médicos. Segundo Cypel, a antecipação de atividades para as quais o indivíduo não está preparado pode desencadear o stress tóxico, que ocorre quando há uma estimulação constante do sistema de resposta ao stress (veja quadro abaixo), trazendo prejuízos futuros para as crianças.

"A família introduz uma série de treinamentos, atividades e línguas novas. Na medida em que a criança não consegue dar conta disso, a sensação de fracasso se torna frequente", explica Cypel. "Com o stress tóxico, ao invés de favorecer o desenvolvimento da criança, os pais acabam limitando-a e desmotivando-a." Entre as consequências diretas estão a diminuição da autoestima, alterações alimentares (excesso ou falta de apetite), problemas de sono e apatia.

No início deste ano, a Academia Americana de Pediatria lançou um documento que chama a atenção para as evidências de impactos negativos do stress tóxico, com prejuízos posteriores para a aprendizagem, comportamento, desenvolvimento físico e mental. O relatório também sugere que parte dos problemas mentais que ocorrem nos adultos devem ser vistas como transtornos de desenvolvimento que tiveram início na infância.

Ana Maria Escobar acrescenta que a exposição à realidade violenta do Brasil também pode contribuir para uma sensação de ansiedade nas crianças. "Antes, raramente uma criança ouvia falar de um ato de violência. Hoje, elas ficam mais confinadas e têm medo de assaltos e sequestros. Isso com certeza provoca maior stress e ansiedade, além de maior possibilidade de se sentir infeliz, principalmente entre aquelas que vivem nas grandes cidades brasileiras", diz..

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Sinais — O problema é agravado pelo fato de que muitos pais demoram a perceber o que se passa com seus filhos. "Eles acham que o comportamento das crianças é normal", diz Ana Maria Escobar. Além disso, a dificuldade em administrar o tempo que dedicam à vida profissional e aos filhos muitas vezes impede que os pais percebam os sinais de que algo está errado. "Muitos pais priorizam a profissão e terceirizam a criação dos filhos. Mas é preciso se questionar: quanto tempo eu passo com meus filhos? Quem são as pessoas que estão criando eles?", afirma o psiquiatra Francisco Assumpção, da Sociedade Brasileira de Psiquiatria.

Essa é uma preocupação constante na vida da publicitária Flora*, que tem dois filhos, Cecília* e Celso*, de 7 e 9 anos, respectivamente. As crianças, que estudam em período integral na escola, têm uma rotina bastante atribulada. Celso faz aula de inglês, futebol, tênis e deve começar a aprender uma luta neste ano. Cecília também faz inglês, natação e deve começar a praticar ginástica olímpica. "Primeiro, experimentamos uma aula de inglês uma vez por semana, depois colocamos os dois em um esporte", afirma. "Tem que sentir muito como a criança está lidando com isso. Observar o comportamento para ver se ela está cansada e se o rendimento na escola começa a diminuir", diz. Flora se preocupou em contratar uma professora de inglês para que as crianças tivessem aulas em casa. Para ela, é melhor opção para evitar o stress desnecessário no trânsito.

Apesar da preocupação, Flora fez alterações na rotina de Cecília. A pequena começou a apresentar sinais de stress. Para descobrir o problema, Flora foi investigar com a filha e percebeu que a natação estava causando o problema. "Ela chorava muito e quando acordava dizia que não queria ir para a escola. Estava diferente do que ela é normalmente", disse. Flora tirou a filha da natação no ano passado, mas ela já pediu para voltar esse ano, segundo a mãe, que vai observar o desempenho da criança.
 
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Quando é depressão – De acordo com Ivete Gattás, da Unifesp, a depressão afeta 2% das crianças e até 5% dos adolescentes. Sabe-se ainda que a depressão na infância e na adolescência pode influenciar negativamente o desenvolvimento e o desempenho escolar, além de aumentar o risco de abuso de substâncias químicas e de suicídio. Somente 50% dos adolescentes com depressão recebem o diagnóstico antes de se tornarem adultos. Gattás explica que o transtorno depressivo pode surgir a partir de vários fatores: predisposição genética e associação de fatores ambientais, que podem ser desencadeados pelo stress do dia a dia, sensação de vulnerabilidade, restrição ao desempenho da criança e sobrecarrega de atividades. (Veja a lista de sintomas). "Para caracterizar depressão, a criança deve apresentar mais de cinco sintomas, durante um mês", afirma Gattás.

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Terapia — Estudos já mostraram que a ansiedade durante a infância, se não contornada, pode se transformar em depressão durante a vida adulta. Por isso é necessário prevenir qualquer sintoma, mesmo que ele não seja o suficiente para o diagnóstico da depressão. (Veja como evitar o stress infantil.) Carla*, de oito anos, começou a ter problemas aos cinco. Em seus desenhos, ela sempre aparecia chorando, enquanto suas amigas sorriam. “Ela é muito preocupada com a imagem que os outros têm dela. Se ela percebe que não corresponde ao que os outros esperam, ela se chateia muito”, diz a arquiteta Patrícia*, mãe de Carla.

“Tentamos conversar com ela, mas ela não revelava o que estava acontecendo. Descobri que as crianças na escola faziam um clubinho e que a Carla era sempre excluída”, diz Patrícia. O problema foi solucionado com a troca de sala. A pediatra de Carla indicou um especialista em saúde mental, para prevenir e ajudar a garota a entender a própria ansiedade. Há três anos, ela faz análise uma vez por semana. “Às vezes, ela me pergunta o que eu acho sobre determinado assunto e eu fico em dúvida sobre o que responder. E ela diz: ‘já sei, vou levar isso pra analista’”, conta a mãe.

Para Gattás, o pediatra deve ser treinado na área de saúde mental para diagnosticar problemas da infância e adolescência. “Ele acompanha a criança durante o crescimento e tem uma importância fundamental na orientação dos pais”, diz. “Se não houver uma mudança na forma como os pais lidam com seus filhos, vamos ver um aumento da frequência dos quadros psiquiátricos, mas transtornos de ansiedade e falta de perspectivas para as novas gerações”, diz Assumpção.

*Os nomes das mães e das crianças utilizados nesta reportagem foram trocados com o objetivo de preservar a privacidade dos personagens

6 de maio de 2011

Comportamento


Princípios organizadores do comportamento

Por Amélia Hamze

No confronto com a diversidade educa-se para a descoberta do diferente e para o respeito com o outro. Na voracidade do consumo, forma-se para discernir entre o necessário e o supérfluo. Perante a multiplicação da violência, conquistam-se corações para a paz.”Roberto Carneiro. 

Pessoas são decididamente indivíduos sócioculturais, criadores e transformadores. Apesar das diferenças culturais e dos distintos modelos de constituição, em função das características humanas, a família sempre teve o papel capital de prover, resguardar e educar as crianças, oferecendo condições para que estas se tornem indivíduos e possam viver em sociedade. A família é o alicerce do desenvolvimento do sujeito. 


Cabe a ela a incumbência de socialização dos seus filhos. É por meio desse relacionamento , que a criança congrega modelos de interações que irão guiar suas ações de convivência por toda a sua existência. Sua forma de afeto, de compartilhar, de se relacionar, seus valores, assim sendo, seu modo de agir como ser humano, será resultado da experiência relacional de seu intercâmbio familiar. 

A socialização se dá por meio de dois processos básicos: o de socialização primária e o de socialização secundária. Socialização primária é aquela a que se estabelece e se aperfeiçoa na infância em meio a fortes vínculos afetivos. 

Socialização secundária é aquela que ocorre nos grupos de interação a partir da escolarização (e não necessariamente, só por meio dela) , através de múltiplos procedimentos e de identificação. 


O ideal é dizer que quando uma criança entra para a escola, os pais devem entrar também,na acepção de considerarem que o seu apoio é fundamental, motivador e essencial para a criança. São várias as funções que são atribuídas à família como instituição social. É a família que motiva e ocasiona as nossas primeiras relações afetivas e sociais, e onde ocorre a maior parte das aprendizagens que realizamos. A família é uma instituição que proporciona a socialização primária e a educação durante a infância e adolescência.


De acordo com Pierre Boudieu os “princípios organizadores do comportamento”,são adquiridosatravés da socialização primária determinada pelas relações familiares. 

Ao ingressar na escola, a criança é fruto da socialização familiar, já tendo incorporado atitudes que são compartilhadas com outros indivíduos socializados de forma idêntica. Ao entrar para a escola a criança integra novos esquemas de percepção do mundo social. Aprende, que viver em sociedade é, viver com o outro, e é também viver em função de preceitos, princípios, valores, construindo, nesse processo, a identidade do “Eu”, que o agrega a um grupo social, e ao se interagir , se distingue do conjunto e se faz diferente do outro. 


Temos na educação infantil uma das fases mais privilegiadas para auxiliar a criança a criar hábitos de solidariedade e de cooperação, que em parceria com a família deve buscar a motivação em desenvolver hábitos de partilha, de justiça, de verdade, de respeito por si e pelos outros, de consideração pela diferença e pelo bem comum. 


O grande viés na educação infantil é a interação criança-criança e criança - adulto por meio da brincadeira, favorecendo a vivência afetiva e a socialização da primeira infância.O desenvolvimento pessoal e social, abrangendo os três eixos: conhecimento de si e do outro, movimento, e brincar, nos proporcionam a oportunidade única de ratificar e ou resgatar os princípios organizadores do comportamento.

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