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26 de janeiro de 2011

Piso salarial para o professor da rede particular - O que falta?

Nenhum ser estranho à família é tão fundamental para a formação moral do ser humano quanto o professor. E nenhum profissional é tão desprestigiado em nosso país quanto ele mesmo - o professor. É um problema que começa com a formação, que se confunde quando lança no mesmo mercado de trabalho o pedagogo formado após 4 anos de imersão universitária e os colegas oriundos do curso normal superior. Esse problema, por sua vez, se começa nos bancos escolares e na falta de cumprimento dos dispositivos legais, termina com a ausência de um plano de carreira em que conste entre outras coisas a sinalização de um piso salarial.

Apesar da previsão legal de que o profissional licenciado em pedagogia seja o responsável por "... atuar na educação básica...  " e que "... A formação de profissionais de educação para administração, planejamento, inspeção, supervisão e orientação educacional para a educação básica, será feita em cursos de graduação em pedagogia...", a demanda cada vez maior por professores nivelará pedagogos e docentes formados em institutos superiores de educação em uma vala comum, onde ambos estarão imersos em opções ultrajantes de remuneração e condições de trabalho, tendo que se subordinar quase sempre à busca do lucro unilateral pelos gestores, às más formações domésticas de seus alunos, condições essas que invariavelmente nos apresentam humilhações que oprimem nossa auto-estima e nos conduzem a estados depressivos ou de desmotivação. 

Logicamente que esta ambientação diz respeito quase que totalmente à realidade do ensino particular, já que o ensino público bem ou mal tem suas nuances de conformação, concedidas pelos entes federativos ou municipais empregadores. Além do que o ensino público teve recentemente os níveis mínimos de remuneração institucionalizados pela lei 11.738/2008, que no próprio texto favorece o imbrólio entre pedagogos e magistério do normal superior, por mim comentado acima, quando fala em seu artigo segundo: "O piso salarial profissional nacional para os profissionais do magistério público da educação básica será de R$ 950,00 (novecentos e cinqüenta reais) mensais, para a formação em nível médio, na modalidade Normal, prevista no art. 62 da Lei no 9.394, de 20 de dezembro de 1996, que estabelece as diretrizes e bases da educação nacional.".

Ou seja, na lógica o graduado em pedagogia estaria desamparado desse piso salarial público, já que sua formação é em nível superior, na modalidade preconizada no artigo 64 da LDB.

Pois bem, e o ensino particular como fica? Não fica. Entra campanha, sai campanha e ninguém, absolutamente nenhum candidato a cargo eletivo se refere aos professores do ensino particular. Nenhuma promessa nos ampara. E olha que somos milhares de profissionais, dezenas de milhares, amparados que somos por sindicatos na maioria omissos e burocráticos, onde não raro se vê algum diretor de colégio particular como seu presidente regional. 

Por força da profissão de meu marido já morei em vários estados da Federação e em todos os locais a problemática é a mesma. É inadmissível uma professora perceber um salário mínimo por meio turno de trabalho e consequentemente apenas dois salários por turno integral, sujeita a reuniões de coordenação e atividades extra-classe quase sempre em horários além da grade pedagógica. além de tudo, quando o profissional consegue se especializar, não tem retorno financeiro garantido para a pretendida escalada.

E onde fica a responsabilidade pelas vidas sob nossa batuta? Quando falo responsabilidade, refiro-me não só aos cuidados físicos, mas também à transmissão dos ensinamentos e ao repasse de atributos fundamentais para a continuidade de princípios que, queiramos ou não, a sociedade e as famílias creditam às nossas mãos.

Já passou da hora de vermos políticos preocupados com as dezenas de milhares de professoras e professores da rede particular de ensino. O que falta para isso?

Você sabe quanto a professora do seu filho ganha e o que desse quinhão é usado para reciclar os conhecimentos dela? É bom você se preocupar com isso, amigo. Ela é aquela pessoa que fica a manhã inteira com seu bem mais precioso. E o faz por amor. Também.

Atualizado em 29/01/2011: Leiam o post Uma reflexão sobre o Projeto de Lei (PL) 6.956/10, que discute jornada e piso na rede privada, em que comento sobre o PL e sobre alguns temas que faltaram à importante iniciativa. Basta clicar sobre o título. Abraço a todos.

Atualizado em 02/01/2012: Leiam o post Projeto de lei que regulamentaria piso salarial da educação particular foi arquivado, sem emendas e nós não nos emendamos de esperar da classe política, que informa sobre o arquivamento do Projeto de Lei 6.956/10. Basta clicar sobre o título e refletir. Feliz 2012.

Atualizado em 11/01/2012: Leiam o post Piso salarial da educação pública passará a vigorar no valor de R$ 1.450,00 e o da educação particular ainda não passa de ficção, que informa sobre a concessão de reajuste ao piso da educação pública. 

Atualizado em 12/01/2012: Leiam o post Novas adesões de Deputados à necessidade de instituir um plano de carreira aos profissionais da educação particular que aborda e-mail remetido novamente aos congressistas em prol da institucionalização de um plano de carreira para os profissionais da educação particular 

Atualizado em 18/01/2012: Leiam o post Somos centenas de milhares, em que eu comento os números de cargos de docentes da educação particular e a inexistência de um plano de carreiras para essas centenas de milhares de profissionais




Leia também:















Lei nacional do piso do magistério público continua sem ser cumprida

Professores da rede pública terão retroatividade no calote que os estados deram - Quem pagará a retroatividade da má remuneração da rede particular de ensino?

Piso para professor da rede pública em 2012 é de R$ 1.451,00 - Rede particular de ensino descobriu que não paga nem o sub-solo do piso

Como os estados da Federação estão se portando quanto ao cumprimento da Lei 11.738 que regulamenta o piso salarial para os profissionais do magistério público da educação básica

Professores da educação pública do DF entram em greve por tempo indeterminado  

Remuneração de professores brasileiros só é melhor do que a dos falidos países do bloco comunista soviético








16 comentários:

Iolanda disse...

Embora desconheça em detalhes o funcionamento da escola particular(pertenço à rede pública de ensino), devo concordar com você. É vergonhoso o salário de professor nesse país, que sobrepõe o futebol à educação,que paga valores astronômicos a título de aposentadoria a governadores que exerceram o cargo por uma semana apenas, que se curva diante de um médico ou advogado, esquecendo-se do papel fundamental que o mestre tem na vida dos seus filhos, da nação.
Se nos obrigamos a seguir adiante, a aprimorar os nossos conhecimentos na área, não é pelo parco salário que o fazemos, e sim pelo amor à profissão que escolhemos e às crianças que nos são confiadas.
De qualquer forma, toquemos o barco.

Prof. Emilson Martiniano disse...

Sua pergunta é: O que falta para o estabelecimento do Piso Salarial Nacional para o Professor da Rede Particuilar de Ensino. Você já sabe do Projeto de Lei N. 6956/2010? Acompanhe-o e divulgue. Trata justamente disso. Será uma grande conquista para esses professores.

Uma educadora disse...

Caro colega Prof Emilson, boa noite.

Agradeço por sua participação e garanto que a iniciativa do referido PL é algo que vem a somar.

Necessário que se estabeleça que o valor estipulado é insuficiente para a manutenção da qualidade da família, muito menos a fundamental especialização que o profissional se vê obrigado, caso ele queira progredir na carreira.

De qualquer forma, é uma fuga da inércia e esperamos que prospere em termos de votação e aprovação.

Fique com Deus.

Michely disse...

Nossa Excelente blog, você escreve muito bem, possui um vocabulário extremamento prolixo, porém ao mesmo tempo acessível, consegue transmitir as notícias, os fatos e ao mesmo tempo sua impressão pessoa, meus parabéns!!! Querida, sou acadêmica do 4º ano de Direito, e minha monografia que estou começando a fazer é sobre: "A jornada de trabalho do professor na educação básica e as horas-extras, se tiver algum material que possa me auxiliar, me mande e-mail, será um prazer, ter uma pessoa com experiência e inteligência como vc, sendo aliada à minha pesquisa, meu e-mail é mimi_adoradores@hotmail.com.
Abraços
Michely.

Anônimo disse...

Bom dia ! Meu nome e Charlene e sou professora do primeiro seguimento tenho muitas duvidas ...Gostaria de saber quanto ganha em media um professor do ginásio pois estou pensando em fazer uma faculdade de letras...

Anônimo disse...

Parabéns por suas considerações. A verdade é que somos guiados pelo descaso e pelo acaso, e não há o que esperar da classe política. Simone.

Anônimo disse...

Força, educadora. No país da maracutaia e do jeitinho, só a esperança e a fé em Deus poderão dar uma vida digna a vcs.

SORAYA disse...

OLÁ, JULIANA. MUITO BOAS SUAS CONSIDERAÇÕES. TEMOS QUE UNIR ESFORÇOS E SÓ ASSIM O BRASIL ENTENDERÁ O VALOR DA EDUCAÇÃO E O SACRIFÍCIO QUE NÓS, PEDAGOGOS, TEMOS AO CUIDAR DO CRESCIMENTO MORAL DE NOSSO POVO, DESDE A MAIS PRETÉRITA INFÂNCIA ATÉ OS DESDOBRAMENTOS DA VIDA ADULTA. SEM BOA REMUNERAÇÃO, SOBRA A POESIA.

Anônimo disse...

anonima.....
Olá gostaria de saber bem o certo o piso salarial do professor da rede particular de ensino...estou em uma instituicao que me paga 585,00 por tudo sou professora do grupo III, embora seja eu formada acreditoq ue esse valor deva estar fora ou contra as leis.

Juliana disse...

Oi, Anônima. O post e as atualizações tentaram exatamente mostrar a realidade que não existe um piso nacional regulamentado por lei. Se você recebe esse valor por meia jornada, creio que deve estar dentro de uma realidade geral, mas se é por jornada inteira, seu empregador deve estar abusando de seu trabalho. Abraço.

Professora Yolanda disse...

Oi, Juliana. Parabéns por trazer à tona essa necessidade de regulamentação. Boa sorte e que Deus te proteja nessa cruzada, pois não faltarão críticos. Adorei o blog.

Anônimo disse...

Muito boa a iniciativa, mas se o piso nacional da educação pública, que em tese tem 27 atores para serem nivelados até agora vem enfrentando retaliações, imagine esse pretendido nivelamento da iniciativa particular, que teria que homogeneizar milhares de instituições privadas, já imaginou? Não quero desmotivar, mas é um aspecto a ser pensado. Boa sorte. Atenciosamente.

Anônimo disse...

Meus queridos professores, infelizmente nosso país é uma VERGONHA!!! meu marido trabalha na faculdade ESBAM em Manaus e ganha um salário de fome para trabalhar nos períodos manhã, tarde e noite. Graças a Deus ele está saindo pois o salário mal dava para ele se auto sustentar lá, simplesmente esta instituição ESBAM para um professor universitário com MESTRADO um salário de 565,00 em carteira. O que mais me revolta é que o Ministério do Trabalho não fiscaliza esses abusos. Um estado com um custo de vida altíssimo com mensalidades para os cursos altíssimas e um salário vergonhoso.
Meu marido dá aula em 4 disciplina e nos três turnos e não tira por mês nem 2.500,00 é revoltante ver o contra cheque dele com 1890,00.
Sou solidária a vocês e não vou cansar de gritar que este nosso país é uma VERGONHA.

Anônimo disse...

Regionalmente os sindicatos cumprem esse papel. A questão toda é que os sindicatos em 110% de suas versões são dominadas por donos de escolas particulares interessados na manutenção do salário de cabresto. Sua visão é muito responsável, mas ao meu ver é impenetrável nesse submundo comercial da educação privada. De qualquer modo, boa sorte!!!

Anônimo disse...

A impressão que fica é que o ramo da educação particular é totalmente desconsiderado pelo MEC, pois toda vez que algum político se manifesta sobre assuntos e problemas da educação o faz direcionando o comentário ao ensino público. Acho que o brasileiro como um todo faz essa confusão.

Anônimo disse...

E porque os salários dos professores da rede particular é mais baixo se comparado com o da pública? Porque os próprios professores,através de sindicatos imcompetentes, aceitam receber isto como salário! Há escolas que cobram valores que beiram os 1000 reais e repassam uma fração irrisória desse valor pro professor, o que acaba enchendo os bolsos dos donos de escolas. Vejam que muitas escolas viraram redes de ensino, incluindo técnico e com faculdades à distancia, pagando a mesma esmola como salário.Que pouca vergonha!

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