Pages

Mostrando postagens com marcador Congresso. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Congresso. Mostrar todas as postagens

3 de janeiro de 2013

O PT e a busca frenética da extinção da única escola democrática do Brasil

Do Estadão:

A estatização da escola privada

O governo do PT e seus movimentos sociais que estão encastelados no Ministério da Educação (MEC) e Secretarias de Educação estaduais e municipais vêm seguidamente invadindo a liberdade de ensinar do povo brasileiro. Por um lado, insatisfeitos por não conseguirem a tão propalada educação pública e gratuita de qualidade e, por outro, vendo o avanço da escola privada no número de alunos. Enquanto a escola pública perdeu 2% dos alunos em 2011, comparado com 2010, a escola privada cresceu 20%. Uma ofensa para os burocratas do MEC, já que evidencia o reconhecimento da eficiência, da boa gestão e da diversidade da escola privada no Brasil, pois basta melhorar um pouco a renda que o primeiro investimento da família é na educação dos filhos. E educação de qualidade é na escola privada, que se tornou o sonho de consumo da sociedade.

Pelo artigo 209 da Constituição brasileira, a educação "é livre à iniciativa privada", devendo ser autorizada e podendo ser avaliada pelo poder público. Nos últimos dez anos, o MEC e seus burocratas emitiram milhares de portarias, enviaram grande número de projetos de lei ao Congresso Nacional e alteraram outras tantas, sempre com a desculpa de que a escola privada precisa ser avaliada. Na prática, vêm invadindo a liberdade da escola privada e anulando o direito dos brasileiros de terem uma opção que não seja a escola única e una, ou seja, a escola pública.

A cartada final está no Congresso, com o Projeto de Lei n.º 4.372/2012, que pretende criar mais um órgão público, desta vez sob o nome de Instituto Nacional de Supervisão e Avaliação do Ensino Superior (Insaes). Trata-se da maior aberração jurídico-política dos burocratas do MEC, e com grande risco para a democracia brasileira, caso seja aprovada. Encontra-se na Câmara dos Deputados com prioridade, e o governo tem pressa. Dentre todas as atrocidades, o projeto de lei gasta a maioria dos seus artigos para definir os cargos e o plano de carreira dos seus, mas reserva à escola privada uma verdadeira estatização. 

Nem as universidades federais, que são mantidas pelo Ministério da Educação com os nossos impostos, sofrem tantas interferências e ingerências, mas para a iniciativa privada a proposta do governo prevê de multas a intervenção, com retoques de perversidade, como o pagamento de altíssimas taxas para sustentar a burocracia e comprometer a gerência financeira das escolas. Tudo isso aliado a um tratamento excessivamente rigoroso dispensado às escolas privadas, diferentemente do que se vê com o ensino público, pois se às escolas públicas se aplicasse o mesmo rigor poderia até melhorar a qualidade de que tanto fala. O campo de atuação do Estado é, no máximo, o de fiscalização dos interesses dos cidadãos.

É incompatível com o Estado Democrático de Direito a possibilidade de que a nova autarquia determine a intervenção na atividade empresarial, até mesmo com a designação de interventor. A iniciativa privada não pode ficar sujeita a esse tipo de ameaça, que traz à memória recentes episódios que se acreditavam varridos da História com a implantação da Nova República. Entende-se inadmissível a aplicação de penalidade pessoal que implique a proibição de dirigente empresarial e educacional de exercer a sua atividade profissional, ainda que em outros estabelecimentos. Essa conduta, prevista no projeto de lei, confirma a diretriz abusiva, inconstitucional e autoritária da proposta, que chega às raias de uma sanção penal à pessoa do dirigente.

Não vejo urgência na tramitação de uma lei dessa natureza, pois neste momento, em que o País aguarda uma nova regulamentação da educação, especialmente em razão da proposta de uma reforma universitária e do Plano Nacional de Educação, a ideia da criação do Insaes nem sequer é pertinente, muito menos necessária. Pior que isso, entretanto, é dar ao projeto de lei o rito de assunto prioritário para efeitos de tramitação. Além de todos os fundamentos já externados, não se pode deixar de impugnar a "prioridade" conferida ao projeto do Insaes, que não pode ser aprovado "às pressas", pois, longe de ser um assunto de política de governo, suas propostas geram uma quebra de conceitos e paradigmas que afeta a política educacional do Estado, o que justifica sua tramitação em conjunto com a reforma universitária e, ao mesmo tempo, após amplo e refletido debate com todos os segmentos da sociedade.

Por outro lado, o que vemos são os grandes grupos do ensino superior disfarçados em diversas associações e num Fórum Nacional trocando a liberdade, a autonomia e o direito de ensinar por um "prato de lentilhas". Tanto o governo quanto esses grandes grupos não percebem, não entendem, ou não querem entender, que a educação privada é constituída de milhares de pequenas instituições, de educação infantil, ensino fundamental e médio, cursos técnicos e faculdades, espalhadas por este imenso Brasil, as quais, com propostas focadas e segmentadas, contribuem decisivamente para o pouco desenvolvimento que temos nos últimos anos, empregam formalmente milhares de educadores de nível superior e colaboram decisivamente para o desenvolvimento das cidades e do entorno onde atuam, movimentando o comércio, o mercado locatício e o setor de serviços.

A estatização da escola privada está a caminho e corremos um grande risco de entrar para a História por acabarmos com a única escola democrática do Brasil, a escola particular. Outros países ao redor do globo enfrentaram o mesmo dilema. E onde se preservou o pluralismo de ideias, o respeito à iniciativa privada e o direito à liberdade de escolha venceu a democracia. Essa é a grande lição que os burocratas do MEC se recusam a aprender.

2 de março de 2012

Meu apoio ao Exército neste deprimente episódio da comissão da meia verdade

Naturalmente este não é um espaço para a política partidária, afinal somos um blog que trata do tema educação. Mas a política é inerente ao ser humano desde longas datas e o sistema democrático, desde que concebido há também muito tempo, faz do homem (leia-se também nós mulheres) um bicho político. Apesar de não praticarmos textos ligados às práticas (quase sempre equivocadas) da política nacional, vez por outra episódios ligados à educação são aqui transcritos e comentados. Contudo, eu não poderia deixar de me manifestar contrária à arbitrária criação dessa que chamam comissão da verdade. 

Esse mondrongo que tem por finalidades esclarecer violações aos direitos humanos no período pós-ditadura de Getúlio Vargas até o final do regime militar é, a meu ver, uma excrescência (algo inútil, supérfluo). Claro que não poderíamos esperar coisa diferente dessa gente de esquerda, rançosa e primária, mas é que há inúmeros macroproblemas em nosso país que deveriam priorizar a mente e o espírito de congressistas e demais servidores públicos, eleitos ou não. O caráter revanchista dessa coisa é de uma torpeza sem precedentes, que só perde em termos de baixaria ao caráter não menos unilateral. 

Não quero e não irei aqui entrar em minhas convicções de quem teve razão ou não naqueles períodos nada sombrios dos anos 60 e 70. Penso no hoje e no amanhã e é o que falta realmente aos nossos homens e mulheres públicos. E para que querer achincalhar nossas Forças Armadas, se na verdade o que vemos em países evoluídos é a sociedade aplaudindo seus cidadãos de farda porque veêm neles a garantia da segurança nacional? Grosseira essa iniciativa. Desnecessária essa briga e essa tentativa notória que estamos vendo no governo de insuflar seus quadros militares, esquecendo que os cargos eletivos passam, as instituições ficam. 

Gostaria de externar meu pensamento, transcrevendo um post do Jornalista Ricardo Setti, em que ele aponta o por que essa comissão é de meia verdade. Quem tem inteligência que tire suas conclusões e tente propagar sobre a inutilidade e a tendenciosidade desse monstro sectário criado à revelia de mais de 150 milhões de brasileiros que não colocaram Dilma Rousseff no lugar onde está a fazer barbeiragens:

O governo cometeu grossa inverdade para justificar a criação da Comissão da Verdade

A presidente Dilma e os ministros Maria do Rosário (Direitos Humanos), José Eduardo Cardozo (Justiça), Gleisi Hoffmann (Casa Civil) e Celso Amorim (Defesa), além do presidente da Comissão Especial sobre Mortos e Desaparecidos Políticos, Antônio Rodrigues Barbosa, durante a cerimônia de sanção da lei que criou a Comissão Nacional da Verdade, no dia 18 de novembro (Foto: Wilson Dias / Agência Brasil)

A nota divulgada na sexta-feira passada pelos clubes militares na qual oficiais da reserva manifestam “preocupação” com declarações sobre a ditadura militar feitas por duas ministras do PT (Eleonora Menicucci, da Secretaria de Políticas para as Mulheres, e Maria do Rosário, dos Direitos Humanos) e as especulações que vêm circulando sobre os sete nomes que a presidente Dilma indicará para compor a Comissão da Verdade trouxeram à tona um tema que estava temporariamente em banho-maria. Só para lembrar: a Comissão foi criada por lei do Congresso, por iniciativa do então presidente Lula, “com a finalidade de examinar e esclarecer as graves violações de direitos humanos praticadas” no período que vai de 18 de setembro de 1946 até 5 de outubro de 1988, “a fim de efetivar o direito à memória e à verdade histórica e promover a reconciliação nacional”. Na prática, a comissão deve se concentrar nas violações de direitos humanos praticadas sobretudo durante a ditadura militar (1964-1985), por agentes do regime.
Não há o objetivo de punir ninguém.

Os objetivos da Comissão

Os objetivos estão mencionados no texto do artigo 3º da lei, a saber:
“I – esclarecer os fatos e as circunstâncias dos casos de graves violações de direitos humanos mencionados no caput do art. 1o; [refere-se ao que escrevi no parágrafo acima iniciado com “só para lembrar...”].
II – promover o esclarecimento circunstanciado dos casos de torturas, mortes, desaparecimentos forçados, ocultação de cadáveres e sua autoria, ainda que ocorridos no exterior;
III – identificar e tornar públicos as estruturas, os locais, as instituições e as circunstâncias relacionados à prática de violações de direitos humanos mencionadas no caput do art. 1º e suas eventuais ramificações nos diversos aparelhos estatais e na sociedade;
IV – encaminhar aos órgãos públicos competentes toda e qualquer informação obtida que possa auxiliar na localização e identificação de corpos e restos mortais de desaparecidos políticos, nos termos do art. 1º da Lei no 9.140, de 4 de dezembro de 1995; [este artigo diz o seguinte: “São reconhecidos como mortas, para todos os efeitos legais, as pessoas que tenham participado, ou tenham sido acusadas de participação, em atividades políticas, no período de 2 de setembro de 1961 a 5 de outubro de 1988, e que, por este motivo, tenham sido detidas por agentes públicos, achando-se, deste então, desaparecidas, sem que delas haja notícias”.]
V – colaborar com todas as instâncias do poder público para apuração de violação de direitos humanos;
VI – recomendar a adoção de medidas e políticas públicas para prevenir violação de direitos humanos, assegurar sua não repetição e promover a efetiva reconciliação nacional; e
VII – promover, com base nos informes obtidos, a reconstrução da história dos casos de graves violações de direitos humanos, bem como colaborar para que seja prestada assistência às vítimas de tais violações. “
Está tudo muito bem, está tudo muito bom.

Os então ministros Rogerio Sottili, Luiz Paulo Barreto, Paulo Bernardo e Nelson Jobim: autores do projeto da Comissão Nacional da Verdade

Uma grosseira inverdade

Só que a Exposição de Motivos encaminhada a Lula em abril de 2010, assinada pelos então ministros Rogerio Sottili (interino dos Direitos Humanos), Nelson Jobim (Defesa), Luiz Paulo Barreto (Justiça) e Paulo Bernardo (Planejamento), comete pelo menos uma grosseira inverdade ao justificar e fundamentar o que era então um projeto de lei. Vamos lá, comprovando o que digo. A “Exposição de Motivos n.º 14 /2010 – Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República/Ministério da Defesa/Ministério da Justiça/Ministério do Planejamento”, datada de 30 de Abril de 2010, diz, em seus itens 4 e 5, o seguinte:

“4. No mundo todo, foram constituídas mais de 30 Comissões da Verdade, em contextos de transição política, superação de conflitos armados internos ou de períodos ditatoriais, uma das ferramentas daquilo que é denominado “justiça transicional”. Apesar dos diferentes contextos históricos, políticos, sociais, legais e culturais e das diferentes dinâmicas e formatos adotados, todas as Comissões tiveram como objetivo principal promover a reconciliação nacional, por intermédio da revelação, registro e compreensão da verdade sobre o passado de violações de direitos humanos nos respectivos países.

5. Como exemplos emblemáticos podemos citar a Comissión Nacional sobre la Desaparición de Personas, constituída na Argentina, que teve como escopo a investigação dos casos de desaparecimentos forçados, ocorridos durante o regime de exceção enfrentado por aquele país, e a Truth and Reconciliation Commission constituída na África do Sul com escopo de apurar violações de direitos humanos ocorridas no período do Apartheid, buscar indenizações e instaurar processos de anistia.” Perfeito. Por ora, neste post, deixemos de lado a Comissión Nacional sobre la Desaparición de Personas de Argentina e concentremo-nos na Truth and Reconciliation Commission (Comissão da Verdade e Reconciliação) da África do Sul.

Na África do Sul, sessão da Comissão da Verdade e Reconciliação: ouvindo os dois lados

A Comissão da África do Sul ouviu os dois lados, e não só os repressores do governo

Há várias diferenças entre a Comissão da África do Sul, estabelecida por lei em 1995, que seria uma das inspirações fundamentais do governo lulo-petista para tomar a iniciativa que tomou, e a Comissão da Verdade brasileira – a começar pelo número de membros: 18 membros, na África do Sul – presididos por um homem de tremenda reserva moral e dignidade pessoal, o arcebispo anglicano e Prêmio Nobel da Paz Desmond Tutu. Ela também se subdividiu em três comitês: os de Anistia, de Reparação e Reabilitação (R&R) e de Violação de Direitos Humanos (HRV). Há outras diferenças. Mas existe uma DIFERENÇA FUNDAMENTAL entre as duas, que, marotamente, a Exposição de Motivos brasileira omitiu. A Comissão sul-africana, oficialmente denominada Comissão Sul-Africana da Verdade e Reconciliação (conhecida pelas iniciais TRC, comissão da verdade e reconciliação em inglês), diz seu site oficial, “foi estabelecida pelo Governo de União Nacional [da África do Sul posterior ao final do regime racista do apartheid, em 1994, com a eleição livre e direta do líder anti-apartheid Nelson Mandela como presidente da República] para colaborar no trato do que aconteceu sob o apartheid. O conflito durante esse período resultou em violência e abusos dos direitos humanos que partiram DE TODOS OS LADOS [as maiúsculas são nossas]. Nenhum setor da sociedade escapou a esses abusos”.

Violações por parte do Estado ou de “qualquer outra organização, grupo ou invidíduo”

E coube ao Comitê de Violações dos Direitos Humanos, textualmente, “investigar os abusos de direitos humanos que ocorreram entre 1960 [ano em que ocorreu o Massacre de Sharpeville, quando as autoridades brancas mataram 69 cidadãos negros e provocaram ferimentos em centenas para reprimir uma manifestação] e 1994 [eleição de Mandela e de um Parlamento livre, que aprovou uma Constituição dois anos depois], com base em depoimentos (…). O Comitê estabeleceu “a identidade das vítimas, o que ocorreu com elas ou sua atual localização, e a natureza e extensão dos danos que elas sofreram; [de novo, as maiúsculas são do blog]; E SE AS VIOLAÇÕES FORAM RESULTADO DE PLANEJAMENTO DELIBERADO PELO ESTADO OU QUALQUER OUTRA ORGANIZAÇÃO, GRUPO OU INDIVÍDUO”.

O arcebispo Desmond Tutu muitas vezes não resistiu à emoção durante os depoimentos

Audiências públicas, choro e pedidos de perdão

Assim sendo, prestaram depoimento pessoas torturadas ou presas injustamente, parentes de militantes assassinados, famílias atingidas pelo terrorismo de grupos nacionalistas negros, chefes militares do regime racista, policiais, agentes dos serviços secretos, integrantes de milícias brancas paramilitares, guerrilheiros do grupo “Lança da Nação”, ou MK, ligado ao hoje partido no poder Congresso Nacional Africano e fundado pelo próprio Mandela, praticantes de atos terroristas, de atentados, de ações de barbárie contra fazendeiros brancos etc etc. As audiências eram públicas — a uma certa altura, passaram a ser transmitidas pela TV –, e os responsáveis por crimes em muitos casos choraram e pediram perdão a suas vítimas. O conteúdo dos depoimentos forneceu material para que a verdadeira história da África do Sul fosse devidamente reconstituída nos livros de História. Teve, também, consequências na vida das pessoas: houve pagamentos de indenizações, tratamentos médicos e psiquiátricos e, obedecidas determinadas condições, a concessão de anistia aos que reconheceram publicamente seus crimes.

Muito diferente do que se vai fazer no Brasil

Assim sendo, a Comissão da Verdade e Reconciliação foi profundamente diferente da que se pretende no Brasil. Foi perfeita? Foi impecável? Deixou todos os setores da sociedade sul-africana satisfeitos e felizes? A resposta, naturalmente, é não. Houve setores que não se conformaram com a não punição de assassinos, outros consideraram que a comissão entrou em detalhes demais, ou em detalhes de menos. O fato é que a iniciativa marcou época, ajudou a curar cicatrizes de um longo período de injustiça, discriminação e barbárie, contribuiu para a consolidação da maior e mais importante democracia da África e serviu de inspiração, até o momento a 19 outros países que passaram por guerras civis ou grande comoções internas.

29 de fevereiro de 2012

Ao invés de legislar em torno da capacitação e da valorização dos docentes, comissão do Senado vota hoje sobre lotação de sala de aula

Do Estadão:

Senado vota projeto que limita a 35 número de alunos por sala 

Logo após a audiência pública que realiza às 10h desta quarta-feira (29), com o ministro da Educação, Aloizio Mercadante, para saber os planos da pasta para os próximos anos, a Comissão de Educação, Esporte e Cultura (CE) realiza reunião para avaliar pauta de 12 itens. Entre eles está um projeto de lei do senador Humberto Costa (PT-PE) que estabelece números máximos de alunos por turma na pré-escola e no ensino fundamental e médio. Pela proposta, as turmas de pré-escola e dos dois anos iniciais do ensino fundamental terão até 25 alunos, enquanto as demais terão até 35 alunos. A relatora, senadora Maria do Carmo Alves (DEM-SE), apresentou voto favorável à aprovação da matéria. A decisão na CE será terminativa, terá valor de uma decisão do Senado. Quando tramita terminativamente, o projeto não vai a plenário: dependendo do tipo de matéria e do resultado da votação, é enviado diretamente à Câmara, encaminhado à sanção, promulgado ou arquivado. Ele somente será votado pelo plenário do Senado se recurso com esse objetivo, assinado por pelo menos nove senadores, for apresentado à Mesa. Após a votação do parecer da comissão, o prazo para a apresentação de recurso é de cinco dias úteis. 

Comento:

Lendo aqui a íntegra do Projeto de Lei do Senado nº 504, de autoria do Senador Humberto Costa, o espectador atento verá que em momento algum o legislador menciona então a correta relação entre a quantidade de carteiras e a área mínima que essa sala deverá possuir. Fatos ou factóides como este só revelam o desconhecimento de nossos políticos de que a realidade e a economicidade do custo-aluno está mais para a relação capacitação do docente - área de ensino - aprovação do discente, do que para a relação unidimensional de se limitar a quantidade de alunos frente a um mestre muitas vezes desmotivado que a cada intempérie perde suas coletâneas em função das goteiras e demais sinistros.

12 de janeiro de 2012

Novas adesões de Deputados à necessidade de instituir um plano de carreira aos profissionais da educação particular

E-mail enviado aos 513 Deputados, em 12 de janeiro de 2012:

"Matéria publicada em meu blog (http://umaeducadora.blogspot.com) no dia 11 de janeiro de 2012:

"No dia 2 de janeiro enviei um e-mail coletivo para todos os 513 Deputados Federais, remetendo o seguinte texto: "Prezado (a) Deputado (a), a classe dos professores da rede particular de ensino carece de uma lei que estipule o piso salarial, a carga horária máxima e quantas horas desse total deverão ser utilizados para planejamento. O PL 6956/10 da petista Maria do Rosário, naufragou nas tramitações enfadonhas da câmara dos deputados e hoje encontra-se arquivado. Tome a frente desse tema. Somos dezenas de milhares de profissionais que precisamos de sua força e de seu destemor. Leia mais em meu blog: Projeto de lei que regulamentaria piso salarial da educação particular foi arquivado, sem emendas e nós não nos emendamos de esperar da classe política (http://umaeducadora.blogspot.com/2012/01/projeto-de-lei-que-regulamentaria-piso.html). Feliz e produtivo ano novo. Professora Juliana". Dos 513 Deputados instados a apoiar a instituição de um plano de carreira para a educação particular, apenas 3 responderam solidários. Foram os congressistas Fabio Trad, Simplicio Araújo e João Lyra (Clique sobre o nome para conhecer o Deputado). Dos demais, silêncio e descaso. O setor público da educação já está passadas na nossa frente, apesar do ainda vergonhoso piso de 2,33 salários mínimos, que possibilitaria, na inexistência de dividas, o pagamento da mensalidade de um curso de especialização, o plano de saúde de um dos filhos, a parcela do financiamento do automóvel e uma singela ajuda nas aquisições de supermercado da família. Reenviarei a mensagem, aludindo agora o tímido progresso que os colegas docentes da rede pública tiveram, para que em breves anos tenhamos nós, professores da rede particular, a mesma sorte de efetivamente ajudar na manutenção da dignidade familiar. "

Tenho recebido uma média de 70 a 100 pesquisas diárias sobre o tema "piso salarial da educação particular", visitação essa facilmente comprovável e gostaria de concitar aos senhores congressistas a se debruçarem sobre assunto tão pertinente e desprezado. Lembro que somos dezenas de milhares na ativa e outras dezenas na fila do desemprego. Farei constante divulgação daqueles Deputados que apresentarem propostas factíveis e ações reais para desenterrar essa tentativa de institucionalização e regulamentação. Desejo novamente um feliz e produtivo ano de trabalho.
Professora Juliana"

O Deputado Federal Nilson Leitão respondeu (clique sobre o nome para saber quem é):
Sra Juliana,

O Deputado Federal Nilson Leitão, se coloca solidário a causa e abre as portas do gabinete para toda e qualquer medida que vise a melhoria do ensino no país..............................................................

Desde já agradeço o e-mail.

Nilson Leitão
PSDB-MT


Leia também:















Lei nacional do piso do magistério público continua sem ser cumprida

Professores da rede pública terão retroatividade no calote que os estados deram - Quem pagará a retroatividade da má remuneração da rede particular de ensino?

Piso para professor da rede pública em 2012 é de R$ 1.451,00 - Rede particular de ensino descobriu que não paga nem o sub-solo do piso

Como os estados da Federação estão se portando quanto ao cumprimento da Lei 11.738 que regulamenta o piso salarial para os profissionais do magistério público da educação básica

Professores da educação pública do DF entram em greve por tempo indeterminado  

Remuneração de professores brasileiros só é melhor do que a dos falidos países do bloco comunista soviético








11 de janeiro de 2012

Piso salarial da educação pública passará a vigorar no valor de R$ 1.450,00 e o da educação particular ainda não passa de ficção


O governo deve confirmar um reajuste de 22% no piso nacional dos professores. O índice representa a variação no valor mínimo de investimento por aluno do Fundo de Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb) entre 2011 e 2012 e levaria o salário-base dos atuais R$ 1.187 para R$ 1.450 mensais. Apesar da pressão de prefeitos e governadores, que alegam não poder arcar com o aumento acima da inflação do salário mínimo e dos professores, a tendência do governo é manter a lei como está. Qualquer valor inferior aos 22% abriria espaço para contestação judicial ou teria de ser apresentado com mudança na lei. A lei que criou o piso diz que o reajuste será feito todo janeiro, no mesmo porcentual da atualização do valor do Fundeb, e terá de ser o menor valor básico para os professores por 40 horas-aula semanais. 

Governadores e prefeitos pressionavam o governo federal para dar aos professores apenas a variação da inflação (6,5%). Em 2011, o reajuste de 16% já incomodou Estados e municípios. Hoje, 16 Estados não cumprem o piso. Outros cinco pagam menos que os R$ 1.450 que devem entrar em vigor em fevereiro. Não houve conversa definitiva sobre o assunto entre a presidente Dilma Rousseff e o ministro Fernando Haddad. A decisão final ainda não foi tomada, até porque o ministro espera os dados consolidados do Tesouro Nacional para fechar o valor final do reajuste do Fundeb. É improvável, no entanto, que esse seja menor que os 22% calculados até aqui. 

Comento:  No dia 2 de janeiro enviei um e-mail coletivo para todos os 513 Deputados Federais, remetendo o seguinte texto: "Prezado (a) Deputado (a), a classe dos professores da rede particular de ensino carece de uma lei que estipule o piso salarial, a carga horária máxima e quantas horas desse total deverão ser utilizados para planejamento. O PL 6956/10 da petista Maria do Rosário, naufragou nas tramitações enfadonhas da câmara dos deputados e hoje encontra-se arquivado. Tome a frente desse tema. Somos dezenas de milhares de profissionais que precisamos de sua força e de seu destemor. Leia mais em meu blog: Projeto de lei que regulamentaria piso salarial da educação particular foi arquivado, sem emendas e nós não nos emendamos de esperar da classe política (http://umaeducadora.blogspot.com/2012/01/projeto-de-lei-que-regulamentaria-piso.html). Feliz e produtivo ano novo. Professora Juliana". Dos 513 Deputados instados a apoiar a instituição de um plano de carreira para a educação particular, apenas 3 responderam solidários. Foram os congressistas Fabio Trad, Simplicio Araújo e João Lyra (Clique sobre o nome para conhecer o Deputado). Dos demais, silêncio e descaso. O setor público da educação já está passadas na nossa frente, apesar do ainda vergonhoso piso de 2,33 salários mínimos, que possibilitaria, na inexistência de dividas, o pagamento da mensalidade de um curso de especialização, o plano de saúde de um dos filhos, a parcela do financiamento do automóvel e uma singela ajuda nas aquisições de supermercado da família. Reenviarei a mensagem, aludindo agora o tímido progresso que os colegas docentes da rede pública tiveram, para que em breves anos tenhamos nós, professores da rede particular, a mesma sorte de efetivamente ajudar na manutenção da dignidade familiar.


Leia também:















Lei nacional do piso do magistério público continua sem ser cumprida

Professores da rede pública terão retroatividade no calote que os estados deram - Quem pagará a retroatividade da má remuneração da rede particular de ensino?

Piso para professor da rede pública em 2012 é de R$ 1.451,00 - Rede particular de ensino descobriu que não paga nem o sub-solo do piso

Como os estados da Federação estão se portando quanto ao cumprimento da Lei 11.738 que regulamenta o piso salarial para os profissionais do magistério público da educação básica

Professores da educação pública do DF entram em greve por tempo indeterminado  

Remuneração de professores brasileiros só é melhor do que a dos falidos países do bloco comunista soviético








12 de junho de 2011

PNE - Plano Nacional do Esquecimento

Enviado ao Congresso Nacional no apagar das luzes do governo Lula, o Plano Nacional de Educação (PNE) tramita na Câmara sem o apoio explícito de dois atores fundamentais para sua aprovação: a presidente Dilma Rousseff, obcecada pelo Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec), e o ministro Fernando Haddad, que mais tem aparecido publicamente para esclarecer a série de trapalhadas da pasta. O plano estabelece 10 diretrizes e 20 metas para serem cumpridas até o ano 2020. Ele prevê valorização do magistério público da educação básica, duplicação das matrículas da educação profissional técnica de nível médio, destinação dos recursos do Fundo Social do pré-sal para a área de ensino e ampliação do investimento público em educação até atingir 7% do Produto Interno Bruto do País (PIB). Até agora, o projeto de lei recebeu cerca de 3 mil emendas. Quando aprovado, seguirá para o Senado. Apesar do impacto que pode causar ao planejamento estratégico do Ministério da Educação (MEC), a sensação no Congresso Nacional é de que o PNE não entrou na pauta do Palácio do Planalto... Leia mais no Estadão

4 de maio de 2011

Haja professor para tanta carga horária


Comissão de Educação aprova carga horária maior

A Comissão de Educação do Senado aprovou hoje um projeto aumentando em 20% a carga horária mínima nos ensinos fundamental e médio. Como a proposta tem caráter terminativo, seguirá direto para a Câmara, salvo se houver recurso para votação em plenário no Senado. Pelo projeto, a carga horária mínima subirá de 800 horas por ano para 960 horas. Esta carga horária terá de ser dividida em pelo menos duzentos dias letivos. Essa conta exclui os dias dedicados a provas finais. As escolas teriam prazo de um ano após a sanção da lei para realizar a mudança. O relator, Cyro Miranda (PSDB-GO), destaca que esta ampliação visa aproximar as escolas do ensino em tempo integral. "Enquanto não se chega ao ideal da escola de tempo integral, os governos municipais e estaduais podem ir-se preparando para a sua gradual implantação".

Frequência

A comissão aprovou ainda outro projeto que amplia a frequência mínima exigida na educação básica, que vai da educação infantil ao ensino médio. Atualmente, o aluno precisa comparecer a pelo menos 75% das aulas. Com o projeto, este porcentual sobe para 80%. A proposta também tem caráter terminativo e deve ir direto para a Câmara.

26 de fevereiro de 2011

Deputado Tiririca comporá a Comissão de Educação e Cultura da Câmara. Alguém mais parecido com a educação e a cultura de nosso país?


Depois de submetido a um teste para provar à Justiça Eleitoral que não era analfabeto, o deputado, cantor, compositor e humorista Francisco Everardo Oliveira Silva - o Tiririca - foi indicado, nesta sexta-feira, titular da Comissão de Educação e Cultura da Câmara... A escolha foi anunciada pelo líder do PR, Lincoln Portela (MG), e atende a um pedido pessoal do deputado. Um ofício confirmando a indicação - antecipada pelo estadão.com.br às 15h38 desta sexta - será protocolado pelo PR na terça-feira. Segundo a assessoria de Tiririca, ele queria muito fazer parte da comissão porque pretende atuar, como deputado, na área artística. É até filiado, em São Paulo, ao sindicato da categoria. A notícia espalhou surpresa e desconsolo entre educadores."É um retrato da sociedade que temos", reagiu o professor Mozart Neves Ramos, da ONG Todos pela Educação. "Acho lamentável", acrescenta a titular de Pedagogia da Faculdade de Educação da Unicamp, Maria Márcia Malavasi. "Não por ele, mas porque há tantas outras pessoas com carreira, seriedade e currículo para essa missão." Tiririca vai discutir e votar políticas educacionais depois de chegar ao Congresso envolvido numa aura de analfabetismo. Eleito com mais de 1,3 milhão de votos - a segunda maior votação da história da Câmara -, só conseguiu tomar posse depois de provar, perante um juiz eleitoral, que sabia ler e escrever... Leia mais no Estadão

E ai, gostou do que leu? Que tal ver o blog atualizado?

Então acesse clicando aqui
Lomadee, uma nova espécie na web. A maior plataforma de afiliados da América Latina.
Lomadee, uma nova espécie na web. A maior plataforma de afiliados da América Latina.
Lomadee, uma nova espécie na web. A maior plataforma de afiliados da América Latina.
Lomadee, uma nova espécie na web. A maior plataforma de afiliados da América Latina.
Lomadee, uma nova espécie na web. A maior plataforma de afiliados da América Latina.