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22 de fevereiro de 2012

Construtivismo

Construtivismo é uma das correntes teóricas empenhadas em explicar que a inteligência humana interage com o meio. Esta concepção do conhecimento e da aprendizagem derivam das teorias de Jean Piaget  e  de Lev Vygotsky. O construtivismo parte da idéia de que o homem não nasce inteligente, mas também não é passivo sob a influência do meio, isto é, ele responde aos estímulos externos, agindo sobre eles para construir e organizar o seu próprio conhecimento, de forma cada vez mais elaborada. 

Esta concepção prevê que o conhecimento é uma questão de adaptação ao meio ambiente. Assim, o sujeito do conhecimento está o tempo todo modelando suas ações e operações conceituais com base nas suas experiências. O próprio mundo sensorial com que se depara é um resultado das relações que se mantém com este meio, de atividade perceptiva para com ele, e não um meio que existe independentemente.

Como corrente pedagógica contemporânea, o construtivismo representa a síntese mais elaborada da Pedagogia do século XX, por constituir-se em uma aproximação integral de um movimento histórico e cultural de maiores dimensões: a Escola Nova. Poder-se-ia dizer, em outras palavras, que o construtivismo seria, em todo caso, um elo que se desprendeu desse grande movimento pedagógico, cujas implicações ideológicas e culturais ainda estão vigentes nas práticas educativas de nosso tempo.

Partindo desse ponto de vista, o construtivismo converteu-se em opção alternativa ao modelo de educação funcionalista nomeado por Émile Durkheim, pois que, em seu interior entrelaçaram-se tanto interpretações ideológicas como diversas visões pedagógicas, que não só influíram na forma de pensar a educação escolar, mas também tiveram impacto no modelo da organização escolar e na dinâmica da vida cotidiana nas salas de aula dentro de contextos escolares conservadores, sobretudo nos países europeus durante a primeira metade do século XX. 

O construtivismo propõe que o aluno participe ativamente do próprio aprendizado, mediante a experimentação, a pesquisa em grupo, o estimulo a dúvida e o desenvolvimento do raciocínio, entre outros procedimentos. A partir de sua ação, vai estabelecendo as propriedades dos objetos e construindo as características do mundo. Noções como proporção, quantidade, causalidade, volume e outras, surgem da própria interação da criança com o meio em que vive. Vão sendo formados esquemas que lhe permitem agir sobre a realidade de um modo muito mais complexo do que podia fazer com seus reflexos iniciais, e sua conduta vai enriquecendo-se constantemente. Assim, constrói um mundo de objetos e de pessoas onde começa a ser capaz de fazer antecipações sobre o que irá acontecer. 

O método enfatiza a importância do erro não como um tropeço, mas como um trampolim na rota da aprendizagem. A teoria condena a rigidez nos procedimentos de ensino, as avaliações padronizadas e a utilização de material didático demasiadamente estranho ao universo pessoal do aluno.  As disciplinas estão voltadas para a reflexão e auto-avaliação, portanto a escola não é considerada rígida. Existem várias escolas utilizando este método. Mais do que uma linha pedagógica, o construtivismo é uma teoria psicológica que busca explicar como se modificam as estratégias de conhecimento do individuo no decorrer de sua vida. 

25 de junho de 2011

Teóricos da educação - Vygotsky e o desenvolvimento proximal

Vygotsky e o conceito de zona de desenvolvimento proximal

Para Vygotsky, o segredo é tirar vantagem das diferenças e apostar no potencial de cada aluno

Por Ivan Paganotti


Todo professor pode escolher: olhar para trás, avaliando as deficiências do aluno e o que já foi aprendido por ele, ou olhar para a frente, tentando estimar seu potencial. Qual das opções é a melhor? Para a pesquisadora Cláudia Davis, professora de psicologia da Educação da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), sem a segunda fica difícil colocar o estudante no caminho do melhor aprendizado possível. "Esse conceito é promissor porque sinaliza novas estratégias em sala de aula", diz Cláudia. O que interessa, na opinião da especialista, não é avaliar as dificuldades das crianças, mas suas diferenças. "Elas são ricas, muito mais importantes para o aprendizado do que as semelhanças."

Não há um estudante igual a outro. As habilidades individuais são distintas, o que significa também que cada criança avança em seu próprio ritmo. À primeira vista, ter como missão lidar com tantas individualidades pode parecer um pesadelo. Mas a pesquisadora garante: o que realmente existe aí, ao alcance de qualquer professor, é uma excelente oportunidade de promover a troca de experiências.

Essa ode à interação e à valorização das diferenças é antiga. Nas primeiras décadas do século 20, o psicólogo bielorrusso Lev Vygotsky (1896-1934) já defendia o convívio em sala de aula de crianças mais adiantadas com aquelas que ainda precisam de apoio para dar seus primeiros passos. Autor de mais de 200 trabalhos sobre Psicologia, Educação e Ciências Sociais, ele propõe a existência de dois níveis de desenvolvimento infantil. O primeiro é chamado de real e engloba as funções mentais que já estão completamente desenvolvidas (resultado de habilidades e conhecimentos adquiridos pela criança). Geralmente, esse nível é estimado pelo que uma criança realiza sozinha. Essa avaliação, entretanto, não leva em conta o que ela conseguiria fazer ou alcançar com a ajuda de um colega ou do próprio professor. É justamente aí - na distância entre o que já se sabe e o que se pode saber com alguma assistência - que reside o segundo nível de desenvolvimento apregoado por Vygotsky e batizado por ele de proximal.

Nas palavras do próprio psicólogo, "a zona proximal de hoje será o nível de desenvolvimento real amanhã". Ou seja: aquilo que nesse momento uma criança só consegue fazer com a ajuda de alguém, um pouco mais adiante ela certamente conseguirá fazer sozinha (leia um trecho de livro na terceira página). Depois que Vygotsky elaborou o conceito, há mais de 80 anos, a integração de crianças em diferentes níveis de desenvolvimento passou a ser encarada como um fator determinante no processo de aprendizado.

Trocas positivas numa via de mão dupla

Com a troca de experiências proposta por Vygotsky, o professor naturalmente deixa de ser encarado como a única fonte de saber na sala de aula. Mas nem por isso tem seu papel diminuído. Ele continua sendo um mediador decisivo, por exemplo, na hora de formar equipes mistas - com alunos em diferentes níveis de conhecimento - para uma atividade em grupo. A principal vantagem de promover essa mescla, na concepção vygotskiana, é que todos saem ganhando. Por um lado, o aluno menos experiente se sente desafiado pelo que sabe mais e, com a sua assistência, consegue realizar tarefas que não conseguiria sozinho. Por outro, o mais experiente ganha discernimento e aperfeiçoa suas habilidades ao ajudar o colega.

"Em algumas atividades, formar grupos onde exista alguém que faça a vez do professor permite que o docente trabalhe mais diretamente com quem não conseguiria aprender de outra forma", afirma Cláudia. "Deve-se adotar uma estratégia diferente com cada tipo de aluno: o que apresenta desenvolvimento dentro da média, o mais adiantado e o que avança mais lentamente." Não se deve, porém, escolher sempre as mesmas crianças como "ajudantes", deixando as demais sempre em aparente condição de inferioridade. "É importante variar e montar os grupos de acordo com os diferentes saberes que os alunos precisam dominar", complementa a psicóloga Maria Suzana de Stefano Menin, professora da Universidade Estadual Paulista "Júlio de Mesquita Filho" (Unesp).

O educador também não pode se esquecer de outro ponto crucial na teoria de Vygotsky: a zona de desenvolvimento proximal tem limite, além do qual a criança não consegue realizar tarefa alguma, nem com ajuda ou supervisão de quem quer que seja. É papel do professor determinar o que os alunos podem fazer sozinhos ou o que devem trabalhar em grupos, avaliar quais atividades precisam de acompanhamento e decidir quais exercícios ainda são inviáveis mesmo com assistência (por exigir saberes prévios que ainda não estão consolidados ou acessíveis).

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    8 de março de 2009

    Teóricos da educação - Vygotsky e seus Estudos


    Vygotsky, por meio de seus estudos sobre a pré-história e de leituras sobre Karl Marx e Fredereich Engels, sobre o capitalismo enfatizou que a reunião dos grupos se processou por motivo da necessidade de sobrevivência e que o trabalho é uma necessidade e o que sustenta a sociedade.
    Segundo o que concluiu Vygotsky, a sociedade chegaria a tal ponto de desenvolvimento que o trabalho seria desenvolvido de modo a não gerar mais o capital e sim poderia se transformar em uma sociedade comunista onde todos teriam acesso aos bens e cultura. O trabalho seria marcado somente pelo prazer e não pela exploração, o que sabemos todos ser utópico, como utópicas foram as diretrizes de Marx que vieram a influenciar ditaduras terríveis por todo o planeta.
    Voltando às considerações de Vygotsky, tendo então a necessidade de sobreviver, os seres humanos passaram a se reunir em grupos e desenvolver atividades. Para a comunicação ficar mais fácil criaram a linguagem, assim como vários outros instrumentos facilitadores da vida diária como: fogo, panelas, escrita, roupas entre outros.
    Vygotsky então chegou a uma conclusão, que toda relação entre os seres humanos são mediadas por um instrumento ou símbolos. Instrumentos são objetos que os seres humanos utilizam para transformar outros objetos ou elementos da natureza. Como exemplo o caderno que é um objeto onde são realizadas anotações diversas que facilitam a comunicação. Já os símbolos ou signos são representações como a escrita porque representa as coisas. Como exemplo de símbolo são os palitos de picolé que a criança usa na escola para contar, cada palito representa uma quantidade, número.
    Vygotsky ainda afirma que o ser humano nasce com várias habilidades mentais chamadas de fenômenos mentais inferiores. São inferiores porque são fenômenos biológicos, ou seja, nasce conosco como a percepção, atenção, a memória, a linguagem. Esses fenômenos mentais inferiores estão em pleno desenvolvimento e é por meio da interação social que ele vai se tornar em fenômeno psicológico superior passando de biológico para social.
    Então Vygotsky passou a perceber que o nosso desenvolvimento acontece em dois momentos: o interpessoal que está diretamente ligado com o relacionamento entre as pessoas e depois o intrapessoal que são as modificações que sofremos dentro de nós por motivo da interação e da socialização entre as pessoas. Como exemplo podemos citar o bebê que não sabe ainda falar mas, que por meio da interação com seus familiares e pessoas diversas acaba aprendendo passando assim do desenvolvimento interpessoal para o intrapessoal.

    25 de fevereiro de 2009

    Teóricos da educação - Vygotsky



    Vygotsky foi um dos grandes teóricos a contribuir para a educação. Lev Semyonovich Vygotsky nasceu em 5 de novembro de 1896, em Orsho, cidade do interior da Rússia. Sua família era de descendência judia e tinham uma vida confortável, sendo que seu pai trabalhava em um banco e sua mãe era professora.

    Por ter boas condições econômicas, Vygotsky foi muito incentivado quanto aos estudos pelos seus pais. Desde cedo começou a estudar com um professor tutor e possuía em sua casa uma vasta biblioteca demonstrando desde pequeno, interesse por novos conhecimentos. Apesar de ter boas condições econômicas e consequentemente uma boa expectativa de vida, Vygotsky morreu muito cedo, jovem aos 37 anos devido a uma tuberculose.

    Até os 11 anos de idade, Vygotsky teve acompanhamento de professor particular passando então a partir daí a frequentar escola. Sempre foi muito visto pelos professores por demonstrar interesse em leituras e obras mundiais.

    Vygotsky se graduou em direito, história e filosofia. Nos dois últimos anos de universidade ele teve a companhia de sua irmã Zinaida, uma grande linguista e escritora de dicionários. Em 1917 Vygotsky se formou e na cidade de Gomel passou a lecionar na Escola Trabalhista Soviética e no Colégio Pedagógico, onde montou um pequeno laboratório podendo assim fazer seus experimentos na área da psicologia. Foi nessa época que Vygotsky começou a unir a Psicologia com a Pedagogia.

    Em 1924 Vygotsky mudou-se para Moscou com sua família. Lá passou a trabalhar excessivamente passando por dificuldades pois já apresentava graves crises com a latente tuberculose.

    Vygotsky acreditava na psicologia onde os aspectos sociais, culturais e coletivos eram levados em conta. Defendia que a coletividade se concretizava por meio da linguagem onde as pessoas trocariam mensagens, significados. Para Vygotsky o sujeito se desenvolve por meio da interação com outras pessoas e com o ambiente onde vive.

    Podemos observar que crianças que vivem em um ambiente mais estimulante, terão uma receptividade com o ambiente escolar muito melhor do que aquelas que vivem em um ambiente mais restrito de estímulos criança/ambiente e criança/pessoas. O ambiente escolar é maravilhoso por conseguir socializar a criança, para desenvolvê-la integralmente por meio da interação com outras pessoas, tanto quanto com o ambiente em si.

    E o que podemos depreender com os ensinamentos de Vygotsky? a socialização é fator de criação de auto-estima e com esta em equilíbrio, a criança se tornará um adolescente produtivo e receptivo, por conseguinte vindo a se tornar um adulto descomplicado e cumpridor de suas missões sociais, sabedor da necessidade de dosar direitos e deveres.


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