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4 de janeiro de 2009

História do lúdico (parte II)

Os meninos de engenho nadavam em rios, nas represas, brincavam de cavalo de montaria e carro de bois. Os filhos do senhor de engenho andavam em cima dos meninos negros fazendo-os de cavalo ou boi.

Quando os meninos de engenho chegavam à idade de poder ficar soltos em companhia dos moleques filhos de servos, as diabruras aumentavam, mas era por volta dos sete anos que os meninos do engenho deviam deixar de ser levados e por pressões deveriam se transformar em homem.
Essa educação era marcada pela educação aristocrática, onde a elite era preparada para ser fortemente intelectualista buscando assim estudos na Europa.

Hoje podemos perceber que muitas brincadeiras do período do engenho ainda estão presentes principalmente nas regiões Nordeste e Sudeste por influencia do cultivo da cana de açúcar.
Também podemos perceber a influência indígena nos jogos tradicionais. As brincadeiras em meio à natureza são heranças indígenas que não podem ser esquecidas. Utilizar bodoques e alçapões para pegar passarinhos demonstra muito bem à brincadeira dos índios.

Foi com o período do Romantismo que os jogos, brinquedos e as brincadeiras despertaram nas pessoas grande relevância, tornando se assim um aliado no desenvolvimento infantil.
Desde a antiguidade as crianças já tinham o contato com o lúdico, ou seja, pelo brinquedo, brincadeira e jogo. Nesse período já haviam pessoas que aceitavam o lúdico afirmando que a interação entre as pessoas na brincadeira apresentava pontos positivos para o desenvolvimento pessoal e social. Já outras pessoas não aceitavam, associando o lúdico aos prazeres carnais, ao vício e ao azar.

Somente por volta do século XX com a reforma do jardim de infância, é que a brincadeira foi aceita como um recurso de ensino-aprendizagem. Foi por meio dos pedagogos Friedrich Froebel, Maria Montessori e Ovide Décroly a contribuição das pesquisas sobre a criança, sendo introduzido na educação sensorial, a utilização de jogos e materiais didáticos.

Friedrich Froebel identificou e selecionou os elementos essenciais da brincadeira para que fossem oferecidos e desenvolvidos para todas as crianças, de forma espontânea e participativa havendo assim o desenvolvimento integral da criança.

Maria Montessori também se destacou nessa área contribuindo com os elementos essenciais da brincadeira natural, sistematizando como um método educativo. Colaborou com a escolha dos jogos livres ficando a critério da criança escolher com o que vai desenvolver o seu trabalho escolar.

O brincar apresenta na criança a forma como ela vê e representa o mundo que a cerca, é uma atividade onde as crianças assimilam e recriam as experiências dos adultos.

Sugestões de livros:
- Jogos infantis: o jogo, a criança e a educação/Tizuko Morchida Kishimoto
- Jogo, brinquedo, brincadeira e a educação/ Tizuko M. Kishimoto
- A ludicidade como ciência/ Santa Marli Pires dos Santos
- Educação, arte e jogo/ Santa Marli Pires dos Santos

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