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30 de outubro de 2011

Desobediência


Como lidar com a desobediência da criança

Por Simaia Sampaio (*)

 
Quando uma criança esperneia em locais públicos, dá chilique querendo um brinquedo, as pessoas imediatamente o olham atravessado. Os pais ficam nervosos sem saber o que fazer e, em muitos casos, não param para pensar que o erro pode ter sido deles. Os limites do que é certo e errado devem ser iniciados logo que a criança dá seus primeiros passos. Se isto não foi ensinado, é hora de agir. Ceder às suas chantagens só irá piorar as coisas.

Veja abaixo algumas atitudes que você deverá tomar:

1. Não bata na criança, principalmente na frente de outras pessoas, você não irá educá-lo, irá apenas descarregar sua raiva e humilhá-lo contribuindo para sua baixa auto-estima futuramente.

2. As palmadinhas, nos pequeninos, também não valem. Elas são um testemunho da incompetência dos pais. Seu filho poderá até obedecer, mas não por respeito e sim por medo. Procure orientá-lo (a partir de dois anos ele já entende) usando palavras que ele possa compreender. Mostre as conseqüências de suas ações como o que acontece se enfiar o dedo na tomada. Vale uma dramatização.

3. Se seu filho der chilique em algum lugar público, não bata nele. Apresse-se no que está fazendo e o retire do lugar imediatamente. Não perca tempo tentando convencê-lo que sua atitude é errada. Ele estará irritado demais para lhe ouvir. Diga que vai embora, certamente ele não irá querer ficar lá sozinho. Deixe para ter uma conversa séria em casa.

4. Se você levou o dinheiro contado para o supermercado, não abra mão de compras necessárias para comprar o brinquedo que ele gostou. Uma dica é acostumar desde pequenino a dizer que o dinheiro já está comprometido para comprar alimentos e outras coisas para casa. Não minta, caso não seja verdade! Diga que comprará em outra oportunidade. Assim ele crescerá com este costume e não ficará gritando pelo supermercado. Você poderá também combinar, antes de ir, o que ele poderá pegar. Se ele pedir algo a mais, lembre-o do trato.

5. Estabeleça limites deixando claro o que você gosta e o que você não gosta, como bagunça na sala, riscar paredes etc. Ajude-o a guardar ou limpar, mas avise que se houver uma próxima vez ele fará isso sozinho.

6. Uma alternativa é o castigo, que funciona sem humilhar e a criança aprende a ter limites. Atua como um disciplinador. Exemplo: "Se jogar brinquedo no chão com raiva ficará sem brincar por um ou dois dias com aquele brinquedo; Se bater em alguém não irá ao parque no domingo". Mas atenção, explique porque ele não deve bater em alguém, porque não deve riscar a parede etc. Não imponha o castigo sem explicá-lo porque está fazendo isto. 

7. Crie o cantinho da disciplina, no corredor da casa de preferência, longe de estímulos. Antes de mandá-lo para o cantinho dê o alerta: se você não parar irá para o canto da disciplina, só mande-o para lá se ele continuar desobedecendo. Ele deverá ficar lá a quantidade de minutos de acordo com sua idade, por exemplo, se tiver 3 anos ficará 3 minutos e se sair antes da hora avise-o que reiniciará a contagem. Mas uma coisa é muito importante: ele deve saber porque está indo para lá e ao sair abaixe-se até sua altura,olhe nos seus olhos e pergunte-lhe se entendeu porque estava ali e ele deve pedir desculpas a você, enquanto não pedir não sairá. Ele precisa saber que deve lhe obedecer e não ao contrário.

8. Se você disse "não", mantenha sua decisão. O que não vale é haver oscilações. A criança ficará sem ter um parâmetro do que está certo ou errado. Se você não o deixa ir no banco da frente, seu marido não pode levá-lo para passear ao volante. Isto seria uma disparidade.

9. Se perceber que a criança ficou com raiva de você porque negou algo, seja firme. Ela não deixará de gostar de você por causa disso e é assim que elas aprendem a ter limites.

10. Não prometa presentes caso ela fique boazinha e obediente. A criança que não quer comer deve entender a importância da alimentação para o seu crescimento. Prêmios só farão com que ela manipule você cada vez mais.

11. Dê exemplos! Se você xinga, como quer que seu filho não xingue? Se você manda dizer no telefone que não está em casa, como quer que seu filho não minta? Como quer que seu filho coma verdura se ninguém na casa come? A criança imita os pais e se você não dá exemplos não pode cobrar.

12. Para os pequeninos, crie histórias de situações do dia-a-dia com bonecos, tais  como: vamos escovar os dentes de fulana (boneca), vamos dar banho em fulano etc. A criança aprenderá brincando e assimilará a importância destas atitudes sem precisar de broncas.

13. Se a criança assiste a uma cena na televisão onde os filhos brigam com os pais, está aí uma ótima oportunidade para verificar o que o pimpolho ou o adolescente pensa e orientá-lo.

14. Se ele falar gritando com você, ensine que não é dessa maneira que ele conseguirá as coisas e peça para ele falar baixo. Lembre-se que costume de casa se leva para a rua.

15. Não entre em contradição com seu cônjuge na frente de seu filho. Isto faz com que um ou outro perca a autoridade. Não discuta na frente dele e respeite a decisão já tomada mesmo que não concorde com ela, depois vocês conversam, reservadamente, para entrar em um acordo e voltem a conversar com a criança.

Atenção! 

Se você é daqueles pais ou mães muito ocupados, que trabalham muito tempo fora de casa procure conversar com ele e fazê-lo entender as suas necessidades antes que seu filho se revolte. Mas não esqueça que o tempo que estiver com seu filho deverá dar o máximo de si, para sentir a sua presença. Neste pouco tempo procure orientá-lo sobre o que é certo e errado, não deixe isto a cargo dos avós ou empregadas. Brinque! Sente no chão e jogue com seu filho. Se seu tempo é curto, lembre-se que muitas vezes a qualidade vale mais que a quantidade.

(*) Psicopedagoga clínica e responsável pelo site Psicopedagogia Brasil

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