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23 de setembro de 2011

Falando e escrevendo corretamente - Ao invés de ou em vez de

Da Escola Kids:

Ao invés de e Em vez de

Por Vania Duarte

Ao invés de e em vez de representam aquelas palavras existentes na nossa língua que se constituem de dois aspectos: ora são semelhantes no som, ora na grafia. Contudo, mesmo sabendo dessa ocorrência, precisamos estar atentos ao significado que elas apresentam, a fim de que possamos utilizá-las tendo a certeza de que estão adequadas perante o padrão formal da linguagem, em especial quando se tratar da escrita. Dessa forma, ampliaremos um pouco mais nossos conhecimentos no que se refere a esse assunto, conferindo mais de perto as características de cada uma dessas expressões. Vamos lá, então?

Ao invés de e em vez de possuem significados distintos

Ao invés de e em vez de possuem significados distintos

Ao invés de significa o contrário de, o inverso de. Observemos alguns exemplos:

Ao invés de entrar, saiu.
Chorou, ao invés de sorrir.
Ao invés do vestido branco, preferiu o preto. 

Percebemos que em todas as situações houve a presença de elementos que indicaram a ideia de oposição, contraste, como por exemplo: entrar x sair; chorar x sorrir; branco x preto. 

Em vez de significa “no lugar de”. Vamos ver alguns exemplos?

Em vez de estudar Matemática, estudou Geografia.
Preferiu viajar de ônibus em vez de avião.
Em vez de ir ao teatro, preferiu ir ao cinema. 

Notamos que em todos os exemplos não há uma ideia de oposição, mas sim de uma ocorrência que se manifesta em lugar de outra, como por exemplo: Matemática não é o contrário de Geografia, assim como ônibus não é o inverso de avião, e assim por diante.

Diante de tudo que aprendemos, fica uma dica para você:

A expressão “em vez de” pode ser utilizada até mesmo quando se tratar de uma ideia oposta, ao contrário de “ao invés de”, que possui um sentido muito restrito. Então, prefira sempre a primeira opção (em vez de), pois assim não correrá o risco de cometer erros, ok?

Palavras mágicas - A cortesia

  
Palavras de Cortesia

Por Vânia Maria do Nascimento Duarte


Mediante nossas relações interpessoais, as palavras de cortesia representam uma necessidade com a qual compartilhamos cotidianamente: sermos bem tratados onde quer que estejamos. Tal fato representa para nós um direito. Em contrapartida, devemos considerá-lo como um dever?  Certamente que sim, haja vista que esse relacionamento deve ser demarcado por uma relação de reciprocidade. Assim, um “muito obrigado”, “com licença”, “por favor”, “desculpe-me”, “volte sempre” faz toda a diferença, não é verdade? O uso das palavras de cortesia, além de revelar atitudes gentis por parte de quem as profere, ainda abre “portas” com mais facilidade, se precisarmos pedir um favor a alguém, por exemplo.

Enfim, o objetivo desse artigo é analisar os fatores linguísticos inerentes a tais expressões. Sendo assim, ocupemo-nos em analisar alguns casos:

Pedimos-lhe, por obséquio, que aguarde somente mais uns instantes.

O termo ora em destaque confere mais polidez à enunciação, tanto em se tratando da modalidade oral quanto da escrita. Nesta última, percebemos que uma característica que o demarca é o fato de ele aparecer entre vírgulas. 

Gostaríamos muito de contar com a sua ajuda na ornamentação do pátio.

O emprego do futuro do pretérito, uma vez expresso pela forma verbal “gostaríamos”, suaviza a mensagem mediante o intento expresso por alguém em solicitar a presença de um pessoa, em vez de “ordenar que ela venha, que ela participe”.

Outra forma que também se constitui de tal aspecto é representada pelo verbo querer, usado no presente do subjuntivo, transformando o que por vezes poderia parecer uma ordem num pedido elegante, harmonioso. Observe:

Prezados colaboradores, queiram comparecer à reunião, pois trataremos de assuntos importantes.

Queira dar licença, pois o barulho está atrapalhando os pacientes que precisam descansar.  

Queiram aguardar mais alguns instantes, em breve serão atendidos.

Aula de ciências - A setembrite



Se agosto demorou a passar, setembro está sendo exatamente o contrário. Mal começou e já tem os seus dias contados.Talvez tenha me parecido passar mais rápido porque nesse mês os estudos têm me prendido mais. Aulas extras (as tais Rodas de Leitura) e algumas horas a mais de aprendizado e analise dos conteúdos. Os ares do cursinho são de “setembrite”, o que chamamos de doença dos vestibulandos. Alguns preocupados com as datas, correndo contra o tempo e estudando cada vez mais (em alguns casos tão excessivamente mais); outros preocupados com o fato de não conseguirem estudar tudo o que deveriam. Há um clima verdadeiro de tensão pelos corredores e salas de aula.

Felizmente eu tenho conseguido estudar bem, embora não o quanto eu ache suficiente, e estou conseguindo entender quase todas as matérias. História e biologia enfim caíram nas minhas graças, provavelmente por terem chegado em pontos da matéria dos quais eu gosto. Física tem me apresentado menos dificuldade, pelo mesmo motivo das outras disciplinas. E gramática tem sido uma delícia de estudar; tem acontecido algo inusitado e engraçado: em meio à aula, estudando orações e seus tipos, quando dou por mim já estou fazendo versos com a definição das orações. Poetizando a matéria consigo fixar o aprendizado de uma forma natural e, até mesmo, bonita. Além, é claro, de treinar a escrita. 

Quem diria  que isso seria possível? Bom seria se o mesmo acontecesse com química e as fórmulas matemáticas… Dedicação é a palavra do momento. Como dizem os professores, agora é a hora de se dedicar mais. No entanto, nada de tentar entender o que foi passado no começo do ano, mas sim aprender o que é ensinado agora. O que passou fica para as aulas de revisão (últimas do curso); toda aula dada (agora mais do que antes) deve resultar em conhecimento adquirido.

Aprendendo com os números

Sistema de numeração na pré-escola

Usar os algarismos encontrados no dia a dia dos pequenos em atividades que desafiem a comparação entre as grandezas é uma ótima estratégia para ensinar os números

Por Anderson Moço e Fernanda Salla


Eles estão por toda a parte e estão integrados à vida das pessoas - sejam elas crianças, jovens ou adultos - o tempo inteiro. Na porta de casa, no relógio, no calendário, na etiqueta da roupa... Ainda que os números pareçam indecifráveis, as crianças têm várias ideias a respeito deles. "Os pequenos conseguem perceber regularidades ao interagir com fragmentos da sequência numérica, pois buscam uma lógica para explicar o que não entendem. Fazem comparações e elaboram hipóteses sobre o funcionamento do sistema, mesmo que ainda não saibam o nome deles ou o que significam", explica Leika Watabe, assessora técnica educacional da Secretaria Municipal de Educação de São Paulo.

Por isso, explorar esse conteúdo com a turma da pré-escola não só é possível como também importante - desde que da maneira adequada. Isso quer dizer tal como os números aparecem, sem falsos recortes e com propostas que incluam valores grandes e fora de ordem. Esses cuidados foram alguns dos que garantiram a Lisiane Hermann Oster o título de Educadora Nota 10 do Prêmio Victor Civita de 2010. "Não é porque as crianças são pequenas que têm de lidar só com números de um a dez", diz ela.

A então professora do Sesquinho - Escola de Educação Infantil do Sesc, em Ijuí, a 410 quilômetros de Porto Alegre, desenvolveu um trabalho de elaboração de um jogo de tipo Supertrunfo (leia o quadro na última página).Trata-se de um tipo de baralho que tem um tema definido (carros, por exemplo) e exibe em cada carta informações numéricas a respeito de um modelo (como velocidade e aceleração). As cartas são divididas entre dois ou mais jogadores. O primeiro a jogar deve pegar uma, escolher um dos dados (como a velocidade) e compará-lo com o do cartão dos adversários. Quem tiver o de menor valor tem de entregá-lo para o oponente que venceu a rodada. Ganha quem ficar com mais cartas ao fim da partida (leia o projeto didático).

O tema escolhido na sala de Lisiane foi medidas do corpo das próprias crianças (altura, peso e número do sapato). "Com foco claro e etapas bem encadeadas, que envolveram a formulação de hipóteses, leitura, escrita, pesquisa e comparações numéricas, Lisiane provocou a interação com números de grande magnitude", avalia Beatriz Gouvêa, formadora do Instituto Avisa Lá, em São Paulo, e responsável pela seleção do prêmio na área de Educação Infantil.

Simplificar as informações limita o conhecimento

Apesar de ainda existir a concepção de que os pequenos aprendem as coisas com um nível crescente de dificuldades, ou seja, primeiro deve-se explorar conteúdos simplificados e só depois em sua complexidade real, hoje é sabido que eles são capazes de interagir também com números grandes. Isso porque interpretam essas informações fazendo-se valer do conhecimento prévio que detêm. Afinal, conforme explicita Leika, com números pequenos, não é possível descobrir as regularidades do sistema, como o fato de toda dezena ter dois dígitos ou o grupo do 20 começar sempre com 2.

As especialistas argentinas Delia Lerner e Patrícia Sadovsky, no livro Didática da Matemática, explicam que a criançada, muito antes de suspeitar da existência de centenas, dezenas e unidades, estabelece relações entre a posição dos algarismos e o valor que eles representam, já demonstrando os primeiros sinais de conhecimento sobre o sistema posicional (em que um mesmo algarismo tem valores diferentes dependendo da posição que ocupa em relação aos outros componentes do número). A pesquisadora argentina Susana Wolman desenvolveu o estudo O Que Sabem as Crianças, com pequenos entre 3 e 5 anos. Ela constatou que eles estabelecem relação entre o oral e a escrita e no início tendem a se apoiar na fala para então escrever os números. Porém, como a numeração oral não é posicional (diferentemente da escrita), é a interação contínua com a escrita que permitirá às crianças descobrir gradativamente que ela não é regida estritamente pela oralidade.

Continue lendo a reportagem

Leitura - Dificuldades e soluções

Do Brasil Escola:

As diversas dificuldades na prática da leitura

Por Elen Campos Caiado (*)




A dificuldade em realizar a leitura é tida como um dos maiores obstáculos enfrentados pelos alunos. Preocupados com essa questão, vários educadores estão em busca de o melhor caminho a seguir, contribuindo para um melhor desenvolvimento da leitura. Segundo pesquisas, as escolas estaduais apresentam maior índice em relação à dificuldade com a leitura, porém, vale ressaltar que acontece em todas as instituições de ensino independente do segmento (público ou particular).

É de suma importância para lidar com esta situação, enquanto educadores, ter a consciência de que as dificuldades apresentadas na leitura estão intensamente ligadas ao desenvolvimento das habilidades na escrita provenientes de alterações ou erros de sintaxe, estruturação, organização de parágrafos, pontuação, bem como todos os elementos necessários para a composição do texto. Partindo desse pressuposto, segue algumas sugestões de estratégias a serem aplicadas de forma que venha facilitar o desempenho no processo de leitura que os alunos apresentam em sala de aula:

• Procure fazer um momento de divisão para leitura, sendo que durante a aula metade do tempo seja dedicado à leitura prazerosa, onde cada um lê o que é de seu interesse, e a outra parte seja voltada para a prática da leitura voltada para o desenvolvimento de conteúdos;

• A escola pode promover campanhas de incentivo à leitura, estimulando os alunos a lerem. Por exemplo: gibis como forma de leitura e entretenimento;

• Trabalhar na análise e decomposição de frases escolhendo palavras segmentando-as em sílabas e fonemas, intervindo na memória, passando de memorização à memória de longo prazo. Vale ressaltar que não deve ser realizada de forma mecânica ou descontextualizada, por exemplo, f e v são vagos quando isolados, mas quando proposto em palavras (faca ou vaca) já permitem um maior entendimento, o que facilita a aprendizagem; 

Segundo Duke e Pearson (2002) existem seis tipos de estratégias de leitura consideradas relevantes, baseadas em pesquisas tidas como auxiliares no processo de leitura. São as seguintes: 

• Predição: trata-se de antecipar, prever fatos ou conteúdos do texto, utilizando o conhecimento existente para facilitar a compreensão. 

• Pensar em voz alta: o leitor verbaliza seu pensamento enquanto lê. 

• Estrutura do texto: analisar a estrutura do texto, auxiliando os alunos a aprenderem a usar as características dos textos, como cenário, problema, meta, ação, resultados, resolução e tema, como um procedimento auxiliar para compreensão e recordação do conteúdo lido. 

• Representação visual do texto: auxilia leitores a entenderem, organizarem e lembrarem algumas das muitas palavras lidas quando formam uma imagem mental do conteúdo. 

• Resumo: tal atividade facilita a compreensão global do texto, pois implica na seleção e destaque das informações mais relevantes contidas no texto. 

• Questionamento: auxilia no entendimento do conteúdo da leitura, uma vez que permite ao leitor refletir sobre o mesmo. Pesquisas indicam também que a compreensão global da leitura é melhor quando alunos aprendem a elaborar questões sobre o texto.

Vale ressaltar que, tanto no desenvolvimento da leitura quanto da escrita, pais e professores são mediadores indispensáveis no processo de aprendizagem, prevenindo e intermediando através da correção quando necessária e com cautela.

Distúrbios da aprendizagem - Procurando o diagnóstico correto

  
Não é burrice, nem preguiça!

Seu filho não copia direito os textos da lousa? Tem dificuldade para entender o que o professor fala? O que parece preguiça pode ser um problema de saúde que afeta o rendimento escolar

Uma dorzinha no ombro, um apertar de olhos para copiar a matéria da lousa ou uma enorme dificuldade para se concentrar. Esses sintomas tão banais, que costumam passar despercebidos por pais e professores, são sinais de problemas que podem afetar o rendimento escolar do seu filho.  A maioria dos distúrbios relacionados aos sentidos (como visão e audição), ao movimento e à atenção interferem diretamente no aprendizado. "É importante levar as crianças regularmente ao médico, para acompanhar o desenvolvimento e detectar algo anormal logo cedo", sugere o pediatra Fábio Ancona Lopez, da Universidade Federal de São Paulo.

Com 1 ano de idade, os pequenos devem ir mensalmente ao pediatra; no segundo ano de vida, de três a quatro vezes por ano. Se você tiver filhos maiores, leve-os ao médico uma vez por ano. Será que não está na hora de levar seu filhote para fazer um check-up? Levantamos com os especialistas Alberto Gallo Neto, oftalmologista do Instituto Penido Burnier; Fábio Ancona Lopez, pediatra da Unifesp; Francisco Guarniero, psiquiatra; e Susi Mary de Souza Fernandes, fisioterapeuta da Universidade Presbiteriana Mackenzie 6 problemas de saúde que atrapalham na escola:

Para ler, clique nos itens abaixo:
1. Dificuldade para copiar da lousa
Pode ser - Miopia Sinais - A criança não consegue enxergar de longe e aproxima o rosto do caderno para ler ou escrever. É muito raro uma criança reclamar disso, porque tudo parece normal para ela - como sempre foi. O que fazer - Coloque um cartaz com algo escrito e afaste-o do seu filho. Se você conseguir ler e ele não, leve-o ao oftalmologista.
2. Tropeços e falta de habilidade nos esportes
Pode ser - Astigmatismo Sinais - Seu filho vê as imagens distorcidas, quer estejam próximas ou afastadas dele. Em casos mais sérios, a visão fica borrada. Essa alteração pode estar presente já nos primeiros anos de vida ou se manifestar com o crescimento da criança. O que fazer - Toda criança precisa fazer um exame básico de visão quando tiver entre 4 e 5 anos.
3. Letra ruim ou esforço para escrever
Pode ser - Hipermetropia Sinais - O aluno tem muita dificuldade para enxergar de perto. Por não conseguir focalizar palavras escritas, seu filho pode sentir desconforto e até dor de cabeça. A hipermetropia Pode ser - diagnosticada por um médico logo nos primeiros anos de vida. O que fazer - Leve seu filho ao oftalmologista para um teste inicial e sempre que ele passar por dificuldades para ler ou escrever.
4. Desatenção e dor de ouvido
Pode ser - Infecção Sinais - Geralmente depois de gripes ou resfriados, a criança ouve menos e sente febre e desconforto. Em alguns casos, o ouvido fica com pus. É um problema muito comum na infância. O que fazer - Leve-o ao pediatra. Esse especialista poderá encaminhar seu filho a um otorrinolaringologista, médico que trata problemas de nariz, ouvido e garganta.
5. Cansaço e má postura
Pode ser - Escoliose Sinais - Dores no braço, na mão, no ombro ou no quadril indicam que uma das partes do corpo está sofrendo mais pressão do que outra. A causa Pode ser - um desvio na coluna. Em geral, esses problemas aparecem por causa da má postura. O que fazer - Deixe a criança sem camisa, com as costas numa parede. Se um ombro estiver mais alto que o outro, leve-a ao ortopedista.
6. Agitação constante ou desatenção  
 
Leia também:

Distúrbios da aprendizagem - Dislexia

Distúrbios da aprendizagem - TDAH

Distúrbios da aprendizagem - Disgrafia

Distúrbios da aprendizagem - TDAH - Parte II

Distúrbios da aprendizagem - Gagueira, patologia psicológica e é hereditária

Distúrbios da aprendizagem - Comprometimento da linguagem infantil

Distúrbios da aprendizagem - TOC

Distúrbios da aprendizagem - Procurando o diagnóstico correto

Distúrbios da aprendizagem - Disortografia

Distúrbios da aprendizagem - Discalculia

Distúrbios de aprendizagem - Transtorno bipolar infantil

Distúrbios da aprendizagem - Autismo e seu acompanhamento pedagógico

Distúrbios da aprendizagem - Combatendo a desmotivação em sala de aula

Distúrbios da aprendizagem - A surdez e a linguagem brasileira de sinais LIBRAS

Distúrbios da aprendizagem - A limitação visual

Distúrbios da aprendizagem - Relação hiperatividade e TDAH  

Distúrbios da aprendizagem - Dislalia

Pode ser - Transtorno de déficit de atenção e hiperatividade Sinais - Aparecem logo cedo: a criança se mostra agitada, impulsiva ou desatenta. Essas alterações estão presentes na escola, em casa e até nas brincadeiras. O que fazer - Só o pediatra poderá avaliar se seu filho precisa de tratamento com um psicólogo ou um psiquiatra infantil.

Aumento de carga horária à vista


O aumento de dez dias no ano letivo pode elevar o aprendizado do aluno em até 44% no período de um ano. É o que aponta estudo do secretário executivo da Secretaria de Assuntos Estratégicos da Presidência da República, Ricardo Paes de Barros. O trabalho levou o Ministério da Educação (MEC) a discutir a possibilidade de ampliar a carga horária mínima das redes de ensino, que hoje tem 800 horas distribuídas em 200 dias. Segundo Paes de Barros, a medida é importante para combater a desigualdade e tem efeito especial entre os alunos de baixa renda que não podem pagar reforço escolar ou contar com a ajuda dos pais, com baixa escolaridade, para aprender todo o conteúdo. “Ter férias muito prolongadas pode não ser a melhor ideia para um país que precisa acelerar seu desempenho em educação na velocidade em que o Brasil precisa.”

A ideia de aumentar a permanência do aluno na escola foi apresentada pelo ministro da Educação, Fernando Haddad, na semana passada. Entretanto, o governo ainda não definiu como será feita a mudança – se por meio da ampliação da carga horária diária ou do número de dias letivos. O assunto está sendo discutido com os secretários estaduais e municipais de Educação. De acordo com Paes de Barros, não há estudos que comprovem cientificamente que o aumento do número de horas diárias tenha eficácia no aprendizado. Em termos de custos, ele ressaltou que pode ser mais vantajoso aumentar o número de dias, já que não é necessário ampliar ou melhorar a infraestrutura das escolas já existentes. Ele citou exemplos de países como Japão, Coreia do Sul e Israel, que têm anos letivos de 243 dias, 220 dias e 216 dias, respectivamente.

Segundo Haddad, o governo trabalha com a ampliação máxima de 20 dias letivos no ano. Isso, acrescentou, não terá impacto na carreira do professor, que tem 30 dias de férias por ano, além de 15 dias de recesso. Mas não está descartada a possibilidade de, ao mesmo tempo, aumentar o número de horas por dia e de dias letivos por ano. “A qualidade da educação não vai vir por inércia, ela exige esforço. Acho que está mais do que na hora de rever a questão do número de horas por ano que a criança fica exposta ao professor. O que esse estudo mostra é que o impacto do aumento dos dias por ano é forte” defendeu o ministro.

10 de setembro de 2011

Tecnologia de informação e comunicação (TIC)


As mídias no contexto escolar

Por Edvânia Santos Correia (*)


As escolas, de modo geral, estão buscando preparação para a utilização das mídias na educação, investindo em formação continuada de professores através de cursos presenciais e a distância. Equipando o ambiente escolar ao transformar salas de aula tradicionais em laboratórios de informática e outros ambientes, em sala da TV escola ou em laboratórios multidisciplinares de  química, física, biologia e matemática. Com isso, adapta a escola para propiciar acesso e qualidade no uso das mídias em sala de aula.

Vários fatores podem está contribuindo para colaborar com a preparação dos professores no manuseio e na aplicabilidade desses recursos dentro da escola: um ambiente apropriado (sala de multimídia, biblioteca, sala de leitura, laboratórios); o investimento em cursos de formação continuada para a atualização desses profissionais no acesso à informação, ao conhecimento e ao manuseio das TICs (Tecnologias de Informação e Comunicação).

A acessibilidade às mídias e tecnologias permitirá o manuseio, a criatividade na utilização desse recurso, a percepção sobre a necessidade de conhecimento, de planejamento e de organização, propiciando oportunidades para a ressignificação desses recursos didáticos no processo de ensino-aprendizagem.

A aplicabilidade das TICs favorecerá o investimento no ambiente escolar, possibilitando a construção de projetos educativos que desenvolvam a autonomia dos alunos enquanto sujeitos de sua aprendizagem, bem como, favorecerá a interação entre alunos e professores na operacionalização de uma aula dinâmica e participativa, com o uso da escrita, da oralidade, do som e da imagem estática ou não. Substratos oferecidos pelas mídias que irão enriquecer o trabalho de professores e alunos no chão da escola.

O papel dos administradores nesse processo educativo é fundamental, pois como principal mediador poderá possibilitar o acesso de professores e alunos na utilização das mídias e tecnologias dentro da escola: garantir a freqüência aos cursos de atualização, através da formação continuada de professores; ou mesmo trazer esses cursos para dentro das escolas (nas formações em serviço); promover programas de integração entre a escola e a comunidade e entre a escola e o centro de formação de professores, propiciando a construção do conhecimento, a cultura de estudo e socialização de vivências pedagógicas entre os educadores, os projetos de leitura, a contextualização com a introdução do jornal, das revistas, do rádio, da tv e da internet na escola.
 
Democratizar o acesso à informação e ao conhecimento no contexto escolar apresenta-se como o novo desafio para a educação (para aqueles que se predispõem a lidar com a educação) e, ao mesmo tempo, é uma nova maneira de articular o aluno, o professor, a informação e o conhecimento.

(*) Professora graduada em Ciências Biológicas/UFAL, pós-graduanda em Mídias na Educação que atua com o Processo de Formação Continuada de Professores pelo GFM/SEMED e com o ensino de Biologia e Ciências Naturais. 

Invenção x Educação


Ensino brasileiro precisa de aula de inovação

Em um mundo em que inovar é sinônimo de desenvolvimento, é preciso modernizar o ensino das ciências. Estudiosos e escolas já estão nesse caminho


Uma certeza vem se impondo entre cientistas, economistas e outros especialistas: a capacidade de inovar  – de transformar ideias em produtos rentáveis – tornou-se um fator determinante no desenvolvimento econômico das nações. O Brasil ainda precisa dar um salto nesse campo. Em 2009, por exemplo, o país pediu o registro de apenas 464 patentes nos Estados Unidos, ao passo que a Coreia do Sul, no mesmo período, fez 23.950 requisições. "Nações que investem mais em pesquisa e desenvolvimento e que mantêm um setor produtivo mais inovador registram maiores e melhores indicadores econômicos e sociais", diz Luiz Ricardo Cavalcante, técnico de Planejamento e Pesquisa do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea).

Segundo especialistas, várias motivos explicam a situação do Brasil – um deles é o baixo investimento de empresas nacionais em pesquisa e desenvolvimento. Mas é certo que parte do problema, de acordo com os mesmos estudiosos, se assenta sobre a educação. O ensino das ciências exatas no país está em descompasso com o mundo do século XXI e não estimula crianças e jovens à pesquisa e, portanto, à invenção. "O Brasil tem um dos menores índices de patentes per capita. Isso é preocupante", diz o brasileiro Paulo Blikstein, engenheiro e professor da Universidade de Stanford. "Somos grandes exportadores de commodities, mas isso não é suficiente. Se não investirmos em conhecimento científico e inovação, não teremos um crescimento sustentável." Não é coincidência, portanto, a relação entre quantidade nacional de patentes e desempenho em avaliações de ensino como o Pisa, patrocinado pela OCDE: os países mais inventivos são aqueles cujos alunos do ensino médio se saem melhor  em provas de matemática e ciências (confira no quadro abaixo).

Há quase uma década, Blikstein vem descobrindo formas de ajudar não só o Brasil, mas o mundo, a ser mais inovador. Em seu centro de pesquisa no Vale do Silício, região da Califórnia que concentra empresas de alta tecnologia, o brasileiro se dedica a descobrir novas formas de ensinar ciência e matemática. "Se continuarmos formando crianças e jovens que odeiam as ciências exatas, como construiremos uma geração de inovadores?", questiona. "Os grandes cientistas se apaixonaram pela ciência e foram fundo no assunto. Precisamos despertar essa paixão."

O pesquisador não é voz dissonante. É consenso entre especialistas que os números, teoremas e equações estão cada vez mais distantes da vida dos estudantes – e os afasta do conhecimento científico. "O nosso sistema educacional não valoriza a criatividade. As escolas ainda estão preocupadas em formatar o aluno parar as provas. Com um método livresco, a ciência passa a ser inatingível, descolada da vida real", aponta Eduardo Valadares, professor do Departamento de Física da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e autor do livro Física Mais Que Divertida, que propõe aplicações práticas para as temidas fórmulas que assustam milhões de estudantes.
inovação vc educação

É certo dizer que o Brasil avançou na última década em matéria de pesquisa e desenvolvimento. Entre 2001 e 2010, dobrou no país o número de mestres e doutores formados, passando de 26.000 para 53.000, de acordo com a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes). Mas esse salto ainda não se reflete em inovação. Atualmente, o Brasil é responsável por aproximadamente 2,5% dos artigos científicos que circulam em periódicos especializados. No entanto, o país só detém 0,1% das patentes do planeta. "O que conseguimos até agora é louvável, mas insuficiente. Só poderemos dar um salto quantitativo e qualitativo que se faz necessário universalizando o acesso à ciência e tornando-a atraente aos olhos dos jovens", resume Marcelo Viana, vice-presidente da Sociedade Brasileira de Matemática (SBM).

Para isso, especialistas defendem uma mudança radical nos currículos escolares. Os experimentos de Blikstein nos Estados Unidos dão boas pistas sobre qual caminho seguir. Um de seus projetos prevê tornar a inovação uma disciplina curricular. Com um laboratório com tecnologias de baixo custo, ele incentiva estudantes a serem protagonistas de grandes e pequenas transformações. "Há décadas as escolas começaram a introduzir no currículo disciplinas como química e física porque perceberam que era preciso formar mais pessoas nessas áreas. É o mesmo que temos que fazer hoje com a inovação científica", diz.

Recentemente, Blikstein recebeu da National Science Foundation um prêmio de 600.000 dólares para investir nos próximos cinco anos em um outro projeto, que consiste em trazer avanços recentes da tecnologia para a sala de aula. "Ciência não se faz mais só com tubos de ensaio. Atualmente, ela é feita com tubos de ensaio conectados a computadores, que rodam modelos matemáticos. O que eu faço é levar isso para a escola, levar ciência de ponta para o aluno", descreve Blikstein. O prêmio, concedido a jovens docentes, é o reconhecimento de que o incentivo à ciência desde os primeiros anos escolares se faz necessário. Algumas escolas já perceberam isso.

O Brasil tem muito trabalho a fazer. As empresas nacionais investem um quarto do que as americanas investem em pesquisa e desenvolvimento – um dos grandes propulsores da inovação. Outra triste comparação: em 2008, destinamos 0,53% do Produto Interno Bruto (PIB) para aquele fim, ante 2,2%, em média, das nações da União Europeia. Segundo os especialistas, para que essa taxa cresça é preciso mais investimento privado e público. Mas não só. Um ambiente econômico favorável, com taxas de juros mais baixas e um câmbio mais favorável também contribuiriam para um Brasil mais inovador, além de incentivos fiscais e linhas de crédito. "Durante muito tempo, as empresas brasileiras puderam prosperar sem ter que inovar. Com a integração do mundo, a partir da década de 1990, era preciso descobrir como fazer mais e melhor do que outras empresas no mundo", diz Carlos Henrique de Brito Cruz, diretor científico da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp). Mais do que nunca, aprender a inovar é preciso. Que a aula comece cedo.

7 de agosto de 2011

Dia dos pais - O que não fazer


Dia dos Pais: 7 erros da escola

Obrigar todos os alunos a participar das comemorações e não vinculá-las ao currículo são alguns dos equívocos mais comuns 

Por mais que sejam datas impulsionadas pelo comércio, comemorações como o Dia dos Pais raramente passam em branco nas escolas. É muito comum que os educadores planejem festas para homenagear os pais ou peçam que a turma produza presentes. Se esse é o caso de sua instituição, é desejável que as comemorações estejam vinculadas a um projeto ou a uma sequência didática já planejada no currículo, com foco no conteúdo e não em um presente para uma determinada pessoa. 


Pode-se pensar em exemplos para todas as disciplinas. ''Nas aulas de Artes, por exemplo, pode ser proposta a produção de um cartão inspirado na obra de um artista estudado e sugerir que seja dado a uma pessoa especial. Seja para o pai, para a mãe ou para um amigo,'' recomenda Priscila Monteiro, consultora da Fundação Victor Civita.


Os eventos também devem ser estruturados contemplando os conteúdos previstos nas disciplinas, uma vez que são formas de convidar a comunidade para dentro da escola. Um projeto para o estudo de um gênero literário pode ter em uma de suas etapas a exposição de textos feitos pelos alunos. Vale, então, socializar a produção da turma - chamando não apenas pais, mas também mães ou outros adultos que sejam referências às crianças.

Outra questão nunca pode ser ignorada: como participa a criança que não tem contato com o pai? Deve-se sempre levar em conta que a família considerada tradicional, formada por pai, mãe e filhos, dificilmente é a realidade na casa de todos os alunos. São muitas as possibilidades de estrutura familiar: monoparental feminina (mãe solteira, separada ou viúva), crianças que moram em abrigos, com avós, são filhas de casais homossexuais etc. Se o professor fizer um levantamento sobre como é a vida de cada aluno, certamente perceberá que pode excluir ou constranger alguém ao propor uma grande homenagem - o que talvez seja motivo para repensá-la. A seguir, você confere mais detalhes sobre esse e outros equívocos na comemoração do Dia dos Pais nas escolas:

7 equívocos na comemoração do Dia dos Pais

1 Ignorar os diferentes tipos de família no planejamento do calendário escolar.

Pautar os encontros para a socialização da aprendizagem da turma de acordo Dia dos Pais ou Dia das Mães exclui as crianças com outros perfis familiares.

2 Usar o tempo das aulas para a confecção de presentes desvinculados do conteúdo das disciplinas.

O horário letivo deve ser exclusivamente dedicado às situações de aprendizagem.

3 Propor a elaboração de cartões, pinturas ou poemas que não permitem a criação individual da criança.

Exibir um modelo e pedir que as crianças o reproduzam não favorece o percurso criador e não dá espaço para que as crianças registrem sua marca na obra.

4 Obrigar todos os alunos a participar das comemorações.

As ações focadas em homenagear um familiar podem deixar um aluno que não quer participar constrangido, seja qual for o motivo de seu incômodo.

5 Expor a intimidade de algum aluno durante a realização de uma atividade.

Não é adequado dizer à classe "fulano está dispensado da atividade porque seu pai faleceu" ou "o pai de beltrano não virá porque está preso". É preciso ter bom senso para não divulgar o que é da esfera íntima do aluno. O educador deve zelar para que a criança que escolha não participar tenha sua privacidade protegida.

6 Avaliar a participação de um aluno em uma atividade vinculada à efeméride.

O professor não pode dar ênfase aos momentos em que o conteúdo não é o foco de um projeto e, menos ainda, avaliar o desenvolvimento do aluno pela participação em uma atividade que nada tem a ver com o currículo.

7 Realizar a festa durante o horário letivo.

Mesmo que o evento seja planejado como forma de socializar a produção dos alunos, deve-se considerar que muitos pais não têm como se ausentar do trabalho. Ao planejar as atividades, é necessário refletir sobre os momentos em que a maioria da comunidade pode participar e criar alternativas.

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